Uma Semana Após…

Após uma semana da grande final da Copa do Mundo, disputada no Maracanã, entre Alemanha e Argentina, é possível fazer algumas reflexões sobre o que resta desta festa. Vamos lá.

Para alguns, como eu, a alegria de ver o melhor time, o mais organizado e preparado, vencer, é algo que muito vale. Geralmente após uma copa o padrão de jogo da seleção vencedora determina o comportamento tático dos clubes por um período. Espero que assim seja, pois me agrada e muito o futebol que objetiva o domínio de uma equipe sobre a outra, assim como fez a Alemanha ao longo de todo o mundial. Em outros mundiais, o vencedor não foi o melhor e trouxe algumas consequências nefastas ao mundo da bola, como por exemplo, a modorrenta seleção italiana em 82.]

Também, após a Copa, resta para nós brasileiros o reencontro com o campeonato brasileiro. Muitos estão lamentando esta situação, considerando o nível técnico do futebol apresentado por aqui, porém, eu não me enquadro neste grupo. Ver o meu time do coração jogando, por pior que ele esteja na tabela (e põe pior nisto), vale muito. Eu como a maioria dos brasileiros sente muito mais emoções com o meu clube do que com a seleção (e eu nem quero que alguém se lembre dos 7 X 1).

Também há um legado de infraestrutura de estádios. Alguns clubes brasileiros podem se orgulhar de poder jogar nos melhores estádios do mundo. Aproveitando o assunto quero levantar uma polêmica: Quais são os estádios que realmente estão em condições de serem considerados adequados para os nossos dias? Tenho uma lista. No Uruguai do Norte (digo, Rio Grande do Sul), há o Beira Rio e a Arena do Grêmio. Em Curitiba, a Arena do Atlético. Em São Paulo, o Itaquerão (qual é o nome oficial mesmo?) e em breve a Allianz Parque, a meu ver, o estádio que tem tudo para ser um dos que mais emoções trará a um expectador de futebol em todo o mundo. Vamos ao Rio de Janeiro (eu não esqueci o Morumbi, simplesmente não o coloco nesta lista) onde há o Maracanã. Em Belo Horizonte, naturalmente, o Mineirão e o Independência (vai ter gente reclamando, mas é um estádio que traz prazer ao torcedor e ao jogo). Na Bahia, a Fonte Nova. E é só isto. Os demais, podem até ser muito bons, mas não participarão efetivamente do futebol brasileiro. Coloco nesta categoria, Castelão (Futebol cearense não está na série A) e o estádio do Recife, ficou com o Náutico (2ª divisão), enquanto o “Ixpóte” (temporariamente na série A) joga na Ilha de Lost. Outros estádios de copa, já viraram elefantes brancos antes da construção.  Assim, concluímos que o “grande” futebol brasileiro é disputado em nove (9) estádios.

Outro legado da Copa, é uma certeza, por enquanto, e por algum tempo mais, vamos esquecer este negócio de seleção brasileira. Isto não é sério.

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