Um começo de trabalho não tão nobre para o presidente

O Palmeiras finalmente se libertou! Essa semana foi de mudanças profundas na estrutura diretiva do clube com a eleição do Paulo Nobre, a nomeação de José Carlos Brunoro para ser o homem-forte, o “braço direito” como o próprio Nobre disse e de Omar Feitosa, ex-preparador do clube, para o cargo de gerente de futebol.

O presidente até como outros que já passaram pela presidência é um homem de sucesso, empresário milionário, dono de um bar e piloto de rali, pelo menos sabemos que não está lá para “fazer a vida”, isso por si só já é um avanço, pois não será um Mustafá da vida.

A vantagem dele em relação a outros que já passaram é a idade(sem preconceito contra a terceira idade, mas lá ela é algo prejudicial), pois ele se mostra com ideias e uma visão de futebol diferente daqueles que lá estão e que pensam no clube como algo dos anos 70, não tem essa visão de marketing, de globalização… acham que um patrocínio e uma cotinha de tv negociada de qualquer jeito já é o suficiente, mas não percebem que hoje em dia depender apenas disso, você come poeira para os outros clubes.

Seus primeiros dias mostraram ele arrumando a casa à partir de cima, pois assumiu, contratou o Brunoro para cuidar das principais áreas do clube: Futebol profissional e amador, esportes olímpicos e o marketing. Ele é cara conhecida no clube e tem a lembrança de uma passagem excelente, na época da Parmalat, onde deu ao time presidido pelo Mustafá, uma cara profissional e o resultado todos lembram. Inegavelmente os tempos são outros, não há o dinheiro em abundância daquela co-gestão, porém o profissional continuou a evoluir(não parou no tempo como muitos) e lidou com clubes muito menores e mostrou em todos um grande trabalho e agora volta ao holofotes em grande estilo, como homem-forte apenas abaixo do próprio presidente.

A segunda parte consistiu em trazer um novo gerente de futebol, o Omar Feitosa, que estreará nessa função, mas que terá no Brunoro seu “mentor” para moldá-lo no cargo. Ele teve bom trabalho no clube no período em que esteve(2007 a 2010). Foi trazido baseado na aposta que seu conhecimento da parte de vestiário, do próprio trato com os jogadores e do seu, segundo o próprio Nobre, estilo mais rígido, sejam os ideias para a função.

Ponto para o novo presidente, que com isso pretende eliminar a figura do vice que dá pitacos no futebol e geralmente tumultua com declarações infelizes e bobagens ditas fora de hora(vide o Frizzo, que tantas asneiras disse durante a presidência do Tirone).

O maior problema que o presidente deve enfrentar, pelo menos nesse primeiro ano é a total impaciência da torcida(não sem razão) e do time esfacelado que ele recebeu do seu incompetente antecessor. Com nada menos do que 21 jogadores que foram dispensados ou não tiveram seus contratos renovados e muitos desses titulares ou presenças constantes no time, o elenco ficou ainda mais fraco do que já era e agora ainda sem reposição para muitas posições.

Apenas como base: Barcos, Ayrton, Juninho, Henrique, Maurício Ramos e Valdívia não tem um jogador da mesma posição para substituí-los.

Eles prometem que antes do início da Libertadores trarão peças para completar o elenco e considerando que desde o início já vieram mostrando serviço, vale no mínimo o voto de confiança.

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