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O ano futebolístico começou praticamente como terminou 2012 para o Palmeiras: com o time capengando em alguns jogos e conseguindo alguns resultados mais na base da entrega do que propriamente no time ajeitado.

O jogo contra o Bragantino foi uma verdadeira tortura, pois o time sem ritmo(e sem reforços) sofreu contra a defesa bem postada do time de brangança. Em compensação contra o Oeste o time mostrou um pouco mais de força coletiva e conseguiu um resultado melhor, 3 a 1, com gols de Barcos, Patrick Vieira e Luan(em momento de redenção depois de ter sido vaiado no primeiro jogo e ter até pedido pra sair).

Evidentemente que jogos de começo de ano não são referências nem pra mais, nem pra menos, porém o preocupante para a torcida é que o “Palmeiras ideal” com o que se tem no elenco atualmente é esse aí… e sendo realista esse ideal está muito longe de ser o adequado.

O time sofre basicamente dos mesmos defeitos do ano passado: falta de companheiro para o Barcos, defesa capenga(Henrique tem de se desdobrar), meio pouco criativo(o Patrick Vieira não está ainda “maduro” e o Valdívia… bom continua sendo o Valdívia de desde que voltou).

O time carece de muitas peças, tanto para compor elenco, como para o time titular e dar conta de tantas competições como o time terá no ano e para se fazer um papel minimamente decente, contratações são indispensáveis.

A nova presidência chegou(assunto a ser tratado mais a fundo em outro texto), mas deve agilizar na busca por novas e qualificadas peças, pois o erro que o Palmeiras vem cometendo basicamente desde a saída da Parmalat é: trazer muitas peças, pagar valores médios por elas, elas não trazerem resultado, mais peças de valor médio serem contratadas, também não trazerem resultado e ao fim das contas se deixou de trazer um jogador de valor mais alto que certamente resolveria, para trazer 3, 4 que somados dão o mesmo custo e que não adiantaram nada.

Time não se faz só com jovens, ou só com jogadores caros no Brasil, é necessário que haja uma mescla e um equilíbrio, para que o time consiga lançar jovens da base, ou apostas vindas de clubes menores e que os mesmos entrem sabendo que tem um jogador “costas largas” que pode servir de apoio para que ele desenvolva seu futebol e assim se evite de queimar e perder boas peças.

Depois de muitos anos, a base do Palmeiras parece trazer uma boa safra de jogadores, pois além dos já integrados João Denoni e Patrick Vieira que na reta final se destacaram pela entrega e luta para que o time não caísse, na Copa São Paulo vimos jogadores que podem ser facilmente aproveitados no time principal, casos de Bruno Dybal, Diego Souza, Chico, João Pedro, o próprio Luiz Gustavo(aquele sacado depois do pênalti), entre outros que se não chamaram tanta atenção como os citados, demonstraram muito potencial também. São peças valiosas que precisam de jogadores que segurem a pressão, para que eles possam assim mostrar no time principal a mesma desenvoltura que mostraram em categorias menores.

O Palmeiras começa a temporada, achando que ainda está no fim da passada e é preciso abrir o olho, pois do contrário o ano pode ser de vexames que poderiam muito bem ser evitados se o time agisse com o mínimo de agilidade no mercado(isso fica como uma crítica mais a antiga direção do que a nova, que acaba de iniciar seu trabalho e ainda precisa de um período para ser cobrada ou elogiada).

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