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A ascensão alviverde

Depois da goleada de 6 a 0 sofrida diante do Goiás, parecia de certa forma impensável que depois de menos de um mês, estaríamos falando da terceira vitória consecutiva do Palmeiras e agora diante de um dos melhores times do campeonato, no caso o Grêmio, por 2 a 1.

Foi ainda mais impressionante se analisarmos o fato de que ela veio depois de o time sair perdendo, o que há tempos atrás era praticamente impensável, pois a cada vez que o time saía perdendo, era um quase consenso que o time perderia, não havia reação, o time se entregava ou então se desesperava de tal forma que mesmo que marcasse algum gol, era mais obra do acaso do que própriamente uma reação. No jogo de sábado foi diferente, se via um time lutando e ao conseguir essa virada, ela veio através de uma pressão de certa forma organizada.

Inegavelmente a expulsão do Barcos ajudou nisso, mesmo depois de ele ter marcado um gol em um pênalti bastante contestável(segue a sina dos ex-jogadores marcando contra o Palmeiras), porém nesse caso não teve o mesmo sucesso do Alan Kardec. Mouche, que voultou a marcar depois de muito tempo, e João Pedro, que fez um lindo gol, o seu primeiro no profissional, garantiram a virada em apenas 7 minutos entre o empate e o segundo.

Vale o destaque para o João Pedro, que entrou pela contusão do Wendel e pelo futebol ridículo do Weldinho e com apenas 17 anos tomou conta da lateral direita do time. Vem jogando muita bola e junta-se a essa boa safra da base, que está dando outra cara ao time, assim como o Victor Luis que fez outra boa partida pelo time.

Destacar o Valdívia, que cansou de apanhar e ainda sim manteve a calma e o foco no jogo. Parece muito mais consciente da sua grande importância nesse momento de recuperação do time e essa é mais uma mostra da sua evolução.

A volta do Prass vem sendo também algo fundamental. Depois da boa atuação contra o Botafogo, outro jogo onde salvou a meta do time. A frieza e a segurança que a defesa tem ao saber que tem um goleiro muito confiável embaixo da meta, será de vital importância para manter essa arrancada para um fim de campeonato pelo menos digno.

O clássico contra o Santos será muito difícil, até pela boa fase do time da baixada(quebrada pelo massacre de 3×0 imposto pelo Cricíuma nessa rodada), porém com o futebol que vem sendo apresentado e a consistência que o time vem demonstrando nessas 3 vitórias faz crer que um resultado positivo no clássico é algo consideravelmente possível, além do que a moral que o time ganhará com isso pode fazer com que definitivamente o risco de cair fique no passado.

Valdívia e a “mágica” da recuperação

Depois da lástima que foi o jogo de domingo e da derrota vexatória, o Palmeiras sacudiu a poeira e em uma partida surpreendentemente boa, conseguiu vencer o Vitória, que vinha de dois bons resultados contra Fluminense e a vitória no BA-VI, por 2 a 0.

Como era de se imaginar, a entrada do Valdívia no time fez toda a diferença, pois o time mostrou mais organização, conseguia criar mais e até pelo fato de ter alguém com passe qualificado, outros jogadores conseguem se destacar, afinal com os outros meias do Palmeiras o cara dá um passe e recebe de volta uma desculpa.

Victor Luis(por sinal excelente revelação) fez uma ótima partida, tendo cobrado bem o escanteio que ocasionou o primeiro gol do time, marcado pelo Lúcio.

Outro que fez boa partida foi o Cristaldo, por sinal de uma troca de passes entre ele e o Valdívia, que saiu a jogada do segundo gol, marcado pelo Henrique(que é ruim, perde gol demais, mas ainda sim tem 9 gols no brasileiro, inacreditável…).

A vitória não tirou o time da zona da degola, mas sem dúvida nenhuma mostra que ainda há esperança na salvação do time, mas como foi dito, ela passa diretamente pelos pés do chileno, então para o bem do time, que ele consiga ter ao menos regularidade(e não pegue um gancho longo) no campeonato.

Fica valendo mais uma citação aqui ao Cristaldo, que em meio a tanta cornetagem aos argentinos que chegaram, ele vem mostrando a cada dia um futebol de mais bom nível. Promete muito ainda, pois sempre que entra vira um tormento para a zaga adversária, pois diferente do Henrique, ele não é estático. Como disse é das boas peças que o time tem para o ano que vem.

Com a próxima partida contra o Figueirense, que vem de boa vitória contra o Corinthians, o Palmeiras não só tem chance de sair da zona de rebaixamento, como ficaria só a um ponto do próprio time catarinense, ou seja, mais uma partida que o time TEM de ganhar.

A vitória vai passar novamente pela boa atuação do Valdívia, então se ele estiver inspirado, grandes chances de o time voltar com 3 pontos e assim também quem sabe ele começa a fazer valer depois de tanto tempo o investimento que foi feito nele ainda em 2010.

Sai zica

Xô zica! Depois de dez jogos, finalmente o Palmeiras voltou a saber o que é vitória no campeonato brasileiro, e de quebra ainda conseguiu sair da zona de rabaixamento(o que foi confirmado com os resultados do domingo) e vai ao menos passar o aniversário do centenário fora da mesma(pelo menos isso).

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Esperança verde

Depois de tudo que aconteceu na última semana, o jogo contra o Tigre parecia o prenúncio de mais uma terrível crise que o time do Palmeiras poderia se enfiar, no entanto o que se viu foi um time jogando como nunca, com uma garra, dedicação e entrega que a torcida espera e o resultado foi uma vitória convincente por 2 a 0 e chances renovadas na competição.

Sem diversos jogadores(contundidos ou não inscritos por conta do “maravilhoso” negócio Barcos), 12 para ser exato e ainda perdendo o Patrick Vieira machucado no começo do jogo, o time conseguiu dominar completamente a equipe argentina, fez os gols com Caio e Charles e ainda apanhou o jogo todo(coisa que o Tigre faz de melhor). Chegou aos 6 pontos e tem no jogo da próxima semana contra o Libertad a chance de inclusive assumir a ponta do grupo.

A diretoria não contratou ninguém até o fechamento da janela e até por conta da paralisação no período da copa das confederações, não se sabe se trará alguém, porém parece mais do que óbvio que contratações são urgentes, em especial com o time se classificando na libertadores, tornam-se obrigatórias, pois com o atual time não dá para se almejar grandes coisas na competição sul-americana.

O time apesar de toda entrega e dedicação, mostra os mesmos defeitos já tanto citados aqui, ou seja há um limite muito claro no que o time pode conseguir apresentar e esse limite está longe de ser alto. Talvez alguns lances de sorte(considerar que algum dos jogadores da base de fato comece a estourar) parece ser o que se pode esperar no momento.

Paulista foi jogado para segundo plano, tanto que o time entrará ainda mais mexido(se é que isso é possível) contra a Ponte Preta, visando evitar novas contusões de peças importantes, tudo para ter o melhor time possível contra o Libertad. Acredito que tentar ganhar a competição estadual serviria principalmente como uma forma de dar mais moral ao time, porém considerando que o time certamente se classificará, a decisão é mais do que acertada.

Essas próximas semanas devem ser decisivas para saber o que espearar desse time e principalmente se ele pode ter algo mais a oferecer ou se será o time que pode jogar bem todos os clássicos, depois ser goleado por um Mirassol da vida.

Time de 2013 com cara de 2012

O ano futebolístico começou praticamente como terminou 2012 para o Palmeiras: com o time capengando em alguns jogos e conseguindo alguns resultados mais na base da entrega do que propriamente no time ajeitado.

O jogo contra o Bragantino foi uma verdadeira tortura, pois o time sem ritmo(e sem reforços) sofreu contra a defesa bem postada do time de brangança. Em compensação contra o Oeste o time mostrou um pouco mais de força coletiva e conseguiu um resultado melhor, 3 a 1, com gols de Barcos, Patrick Vieira e Luan(em momento de redenção depois de ter sido vaiado no primeiro jogo e ter até pedido pra sair).

Evidentemente que jogos de começo de ano não são referências nem pra mais, nem pra menos, porém o preocupante para a torcida é que o “Palmeiras ideal” com o que se tem no elenco atualmente é esse aí… e sendo realista esse ideal está muito longe de ser o adequado.

O time sofre basicamente dos mesmos defeitos do ano passado: falta de companheiro para o Barcos, defesa capenga(Henrique tem de se desdobrar), meio pouco criativo(o Patrick Vieira não está ainda “maduro” e o Valdívia… bom continua sendo o Valdívia de desde que voltou).

O time carece de muitas peças, tanto para compor elenco, como para o time titular e dar conta de tantas competições como o time terá no ano e para se fazer um papel minimamente decente, contratações são indispensáveis.

A nova presidência chegou(assunto a ser tratado mais a fundo em outro texto), mas deve agilizar na busca por novas e qualificadas peças, pois o erro que o Palmeiras vem cometendo basicamente desde a saída da Parmalat é: trazer muitas peças, pagar valores médios por elas, elas não trazerem resultado, mais peças de valor médio serem contratadas, também não trazerem resultado e ao fim das contas se deixou de trazer um jogador de valor mais alto que certamente resolveria, para trazer 3, 4 que somados dão o mesmo custo e que não adiantaram nada.

Time não se faz só com jovens, ou só com jogadores caros no Brasil, é necessário que haja uma mescla e um equilíbrio, para que o time consiga lançar jovens da base, ou apostas vindas de clubes menores e que os mesmos entrem sabendo que tem um jogador “costas largas” que pode servir de apoio para que ele desenvolva seu futebol e assim se evite de queimar e perder boas peças.

Depois de muitos anos, a base do Palmeiras parece trazer uma boa safra de jogadores, pois além dos já integrados João Denoni e Patrick Vieira que na reta final se destacaram pela entrega e luta para que o time não caísse, na Copa São Paulo vimos jogadores que podem ser facilmente aproveitados no time principal, casos de Bruno Dybal, Diego Souza, Chico, João Pedro, o próprio Luiz Gustavo(aquele sacado depois do pênalti), entre outros que se não chamaram tanta atenção como os citados, demonstraram muito potencial também. São peças valiosas que precisam de jogadores que segurem a pressão, para que eles possam assim mostrar no time principal a mesma desenvoltura que mostraram em categorias menores.

O Palmeiras começa a temporada, achando que ainda está no fim da passada e é preciso abrir o olho, pois do contrário o ano pode ser de vexames que poderiam muito bem ser evitados se o time agisse com o mínimo de agilidade no mercado(isso fica como uma crítica mais a antiga direção do que a nova, que acaba de iniciar seu trabalho e ainda precisa de um período para ser cobrada ou elogiada).

Estréia sem graça e expectativas.

A estréia do Brasil nas Olimpíadas de fato começou como se esperava, porém o time contou com um apagão e quase deixa a vitória escapar, ainda sim levou os 3 pontos com um 3 a 2 que não empolgou muito.

Contando com um primeiro tempo onde praticamente tudo deu certo e com gols de Rafael, Leandro Damião e Neymar, o time vinha tendo uma atuação que parecia levar a uma goleada ainda mais elástica, entretanto no segundo tempo, o time voltou a falhar na defesa e acabou por sofrer 2 gols.

Interessante ver como o Oscar simplesmente tomou conta da camisa 10 do time. Deixou o Ganso como mero reserva e vem jogando muito bem, tanto que no primeiro tempo boa parte dos lances saíam de seus pés. Para quem imaginava que depois de tanto rolo ele não ia dar em nada, vem se mostrando um jogador que tem tudo pra ser um dos grandes meias do país.

A defesa ainda sofre por contar com apenas o Thiago Silva de jogador confiável, pois tanto Juan como Bruno Uvini, não passam segurança nenhuma para o time, parecem sempre inseguros e afobados. O técnico ainda precisa ou proteger melhor a zaga, ou tentar acalmar o jogador, pois se mantiver esse nível, quando pegar uma seleção mais qualificada, o time pode ter sérios problemas.

Em uma rodada onde os favoritos não foram brilhantes(Uruguai ganhou de 2 a 1, México só empatou e a Espanha perdeu), poder sair com uma vitória é sempre uma motivação a mais para a equipe, que acredito deva vencer os 3 jogos do seu grupo.

Avanti, vitória e Obina: a semana cheia do verdão

A semana do Palmeiras foi um bocado movimentada, apesar do começo forte de ressaca pela derrota ridícula frente aos reservas do Corinthians, o time não se abalou, venceu sua primeira bem por 3 a 1 sobre o Figueirense e como complemento da boa semana, o programa de sócio-torcedor Avanti foi relançado e o Obina tem tudo acertado, faltando apenas os exames para o anúncio oficial.

Os ventos no Palmeiras definitivamente vem mudando. Depois daquela derrota vexatória(ao meu ver, apesar de influenciar pouco na final, ver o time jogando com preguiça é sempre algo que irrita qualquer torcedor), em outros tempos seriam todos contestados, o Felipão posto em xeque(de novo), entre tantas outras coisas que tornaram-se uma triste rotina. Entretanto dessa vez foi diferente, pois o foco na Copa do Brasil, acabou por amenizar o baque da derrota e o foco foi inteligentemente desviado para o anúncio do estádio, comentários sobre a possibilidade de ter ou não o Henrique, entre outros.

Quinta-feira, foi feita a divulgação do Avanti reformulado e do que pude ver do plano, foi pensado direito dessa vez. Acho que poderia se ter um detalhe maior sobre promoções e formas de beneficiar os sócios de fora de SP, porém o sucesso do novo formato é bem evidente, pois em apenas 3 dias depois do anúncio, mais de 12 mil torcedores já tinham feito sua inscrição e inclusive esgotado todos ingressos da primeira partida da final. Isso apenas comprova que com alguma boa vontade e inteligência, o Palmeiras pode conseguir lucrar muito com sua torcida e o retorno(eram esperado 5 mil até o fim da semana) é a mais clara prova disso.

Voltando ao futebol, contra o Figueirense, mesmo com o time misto e com algumas dificuldades no início do jogo(tanto que acabou saindo atrás no placar), o time soube se impor e conseguiu sua primeira vitória no torneio com gols de Román, Barcos e Maikon Leite. A vitória não tirou o time da zona de rebaixamento, mas o simples fato de se recuperar, já dá mais moral para a equipe na quinta-feira encarar o Coritiba na primeira partida da final. Melhor ainda ver a dupla de ataque marcando e mostrando que o entrosamento continua bom.

Barcos com esse, já tem 13 gols na temporada, faltam 14 para cumprir sua promessa de 27 e devo dizer que quanto mais o vejo jogar, mais tenho certeza que o Palmeiras investiu muito bem na sua contratação, de longe o melhor centroavante que o time tem em anos. Sabe fazer pivô, tem qualidade para tabelar com quem chega de trás, sem contar o faro de gol(é muito oportunista). Só passou por uma fase irregular, quando o time todo vinha inconstante, porém já vem jogando como quando chegou.

Falando em atacante, depois do jogo, foi feito o anúncio do acerto com o Obina até o fim do ano por empréstimo. Devo dizer que foi sorte o time ter acertado com ele só agora, pois se tivesse sido feito no começo do ano, possivelmente o Barcos não teria sido contratado e ele é muito mais jogador que o Obina.

A contratação pra mim é excelente, pois ele vem para qualificar o elenco e não para ser o titular absoluto(coisa que eu não queria), ele é oportunista e dá uma boa opção para o Felipão, quando por algum motivo o Barcos não puder jogar(suspensão, ser poupado, etc) sem perder tanto em qualidade. Ponto para a diretoria que está montando um elenco mais forte e ao meu ver acertou de novo em um contratação.

Essa semana a diretoria foi digna de palmas: escolheu Barueri pensando principalmente no retrospecto, ao invés de ver só o retorno financeiro(alguns queriam o Morumbi), refez o programa sócio-torcedor com mais qualidade e trouxe uma boa opção para o elenco, sem arriscar em outro pereba(Ricardo Bueno, Betinho…).  Eu que tanto critiquei a direção pelas bobagens sem número ano passado, tenho me surpreendido com o saldo positivo desse ano até o momento. Se continuar nesse avanço, acredito que o ano do centenário reservará muitas alegrias para a torcida alviverde.

Em dia de Wesley, João Vitor é quem decide

Quarta foi um dia de festa, onde uma das grandes novelas de contratações desse começo de temporada, teve final feliz e o Wesley finalmente estava estrando no time do Palmeiras, porém o dia em que ele era a estrela, foi seu reserva muito menos badalado e contestado em muitos momentos, João Vitor, que roubou a cena e garantiu o gol da vitória por 1 a 0 contra o Paulista de Jundiaí.

Dizer que a partida foi algo atrativo seria um exagero, pois o jogo no primeiro tempo foi uma grande monotonia, os times estavam pouco inspirados e apenas o Palmeiras conseguia alguns lances de mais emoção. O estreante da noite até teve chance de deixar o seu, porém finalizou mal.

O segundo tempo mudou com a entrada do Daniel Carvalho, que em pouco tempo deu outra movimentação ao time e quase abriu o placar em um belo chute. O jogo acabou caindo de novo na mesmice do primeiro tempo, depois de algumas paradas demoradas devido a contusão de alguns jogadores, porém quando Wesley deixou o campo e o João Vitor entrou, o time voltou a ir pra cima e em um bom lance e uma finalização excelente, ele marcou o gol que garantiu os 3 pontos para o Verdão.

Acho que esperar muito dessa estréia era otimismo demais, pois o jogador apesar de bem preparado fisicamente, há meses que não joga e no Palmeiras ele não realizava coletivos, até pelo risco de contusão, portanto só o tempo mesmo para dar o ritmo adequado para ele. Deve assumir de vez o posto de titular em pouco tempo, mas por enquanto ainda deve alternar entre o time titular e o reserva.

O principal motivo de ele não ser peça cativa no time titular é o próprio João Vitor, que contra todas expectativas, vem mostrando a cada dia melhor futebol. O jogador que eu muitas vezes chamei de “jogador nada”, pois ele nunca tinha algo a acrescentar ao time, esse ano resolveu jogar e bem. Já foi destaque em clássico(contra o São Paulo), fora outras partidas que demonstrou uma evolução um tanto quanto inesperada. Vem marcando melhor, passando melhor, até lances individuais ele vem arriscando e acertando alguns inclusive, sem contar que com esse, já tem dois gols na temporada. Acredito que ainda é cedo pra dizer se isso é apenas uma fase, ou se de fato estamos vendo outro jogador agora, porém no momento dá pra dizer que ele tornou-se uma opção excelente para o elenco, já que pode entrar tranquilamente no time, sem que o mesmo perca em qualidade no meio-campo.

Valdívia se contunde, de novo e para por um mês

Sinceramente eu não sei mais o que falar sobre ele… ele vinha atuando de forma apenas razoável(o Daniel vem jogando muito melhor que ele), estava retomando seu melhor ritmo, porém novamente tem interrompida sua sequência de jogos por uma contusão, agora na coxa. Foi um investimento extremamente caro e desde que voltou ainda não deu nenhum retorno. Apesar de achá-lo um jogador de muito bom nível técnico, começo a não ter mais tanta certeza do quanto o time pode contar com ele, pois afinal o Palmeiras vai chegar na fase decisiva da competição estadual e justamente agora não poderá contar com um de seus principais jogadores. Vejo como importante e diria mais, necessária, a contratação de um meia para o Brasileirão, pois até o momento o Valdívia infelizmente é um jogador com o qual não se pode contar e ter apenas o Daniel Carvalho e o ainda irregular Pedro Carmona é muito pouco.

Vitória e liderança

Sábado o Palmeiras conseguiu uma vitória contra a Ponte Preta, que apesar do placar magro(foi apenas 2 a 1), deu pra se tirar algumas conclusões que podem(e possivelmente farão) muita diferença no futuro, já que ontem surpreendendo a todos, ele escalou Valdívia e Daniel Carvalho no meio-campo, aproveitando a suspensão do Maikon Leite.

Os lances de ambos mostraram que quando se tem técnica, até o fato de ambos ainda não estarem a 100% do seu ritmo(o Valdívia voltou a pouco e o Daniel acredito que ainda possa chegar a uma condição melhor que a atual, apesar de já praticamente aguentar os 90 minutos) acaba tendo pouca influência e o lance do primeiro gol foi a clara prova disso: em bela tabela de ambos, o Daniel deixou Juninho livre para abrir o marcador. Pouco depois, mostrando que o pé continua calibrado, Marcos Assunção faz um lindo gol em cobrança de falta.

O que se viu depois, foi um entrosamento de quem parece que há tempos já joga junto, pois os dois tabelavam com uma facilidade, que dava a impressão de que um já sabia pra onde o outro ia. O Palmeiras criou diversas chances de perigo através dos pés de ambos, porém o único problema nessa escalação, foi o fato de o Barcos ficar isolado entre os zagueiros adversário, pois como ambos chegam de trás, não tem aquele outro atacante para puxar a marcação e abrir mais espaços para ele, tanto que no primeiro tempo ele pouco apareceu no jogo.

O segundo tempo reservou um dos lances mais bonitos do jogo: uma linda tabela entre o Valdívia e o Daniel, só com passes de primeira, uma grande pena que não se converteu em gol o lance. A Ponte ainda descontou com Ferron, mas nada que pudesse de fato ameaçar o jogo seguro alviverde, que teve maior participação do Barcos, onde ele até criou algumas chances de mais perigo, porém sem conseguir converter em gol.

A vitória levou o time aos 32 pontos e garantiu ele na liderança, com um ponto de vantagem sobre Corinthians e São Paulo.

Vendo o jogo, tive a mesma impressão que tinha para imaginar o porquê o técnico não coloca os dois juntos em campo: a recomposição defensiva deles, até devido a condição física de ambos, desgastaria por demais eles, o que no final acabaria sendo prejudicial ao próprio time.

Outro problema é a questão do ataque: o ideal é que eles joguem com dois jogadores à frente, porém atualmente devido a razão citada, acaba-se tendo de sacrificar um homem de frente, para que se possa por ambos em campo. Creio que com o tempo e se ambos mantiverem o ritmo e ganahrem mais condicionamento, esse “time ideal” deva sair, porém por enquanto ou joga um ou outro, ou se jogarem os dois, sai um atacante(no caso o Maikon Leite)

O próximo jogo do time é na quarta contra o Coruripe, pela Copa do Brasil e domingo o Clássico contra o Corinthians e acredito que em ambos jogos, o Felipão use o esquema tradicional, possivelmente com um em cada jogo(Daniel contra o Coruripe e Valdívia contra o Corinthians).

Interessante ver que hoje em dia se discute qual a opção ideal do time jogar, quando ano passado, tentava-se encontra ao menos uma opção. Hoje em dia temos ao menos 3: Valdívia ou Daniel e Maikon e Barcos, Valdívia e Daniel/Barcos, Valdíva e Daniel/Maikon e Barcos. Pena que essa última ainda está mais distante de ocorrer, pois seria um futebol no mínimo bonito de se ver.

 

Vitória, mas sem fazer o dever.

Dois minutos e o Palmeiras abre o placar, porém pra quem esperava uma goleada e classificação sem sustos, o jogo permaneceu apenas 1 a 0 e agora será necessário um segundo jogo na próxima quarta em São Paulo.

O começo foi algo arrasador, pois logo de cara foi pressão total e em um avanço do zagueiro Henrique, ele tocou para o Daniel Carvalho, que de primeira deixou Barcos livre para abrir o placar. O gol, que deveria ter feito bem ao time, acabou tendo efeito contrário e acomodou-o, que começou a levar a partida em “banho-maria”, indo com calma e com aquela história de que pode decidir a qualquer hora. Até criou algumas chances durante o primeiro tempo, mas não conseguiu transforma-las em gol.

Segundo tempo veio ainda pior, com o time simplesmente deixando o tempo passar e indo só na boa, não arriscava, não tentava nada e o Felipão ao meu ver mexeu mal ao tirar o Daniel Carvalho e por o Pedro Carmona(devia ter deixado os dois). Ele entrou sem ritmo, já que mal vem jogando, e o Palmeiras continuou praticamente na mesma. O Coruripe até teve chance ou outra, mas nenhuma que fosse realmente um risco para o resultado. Ao ver que o jogo se aproximava do fim e nada saia, o time(que já tinha em campo Bueno e Chico) avançou de forma afobada e nada conseguiu, senão uns parcos lances de algum perigo, mas que não mudaram o resultado final, ou seja, jogo de volta em São Paulo.

Tirar algo de proveitoso dessa partida é realmente complicado, haja visto que o time jogou de forma acomodada boa parte do jogo, então ressaltaria apenas o oportunismo e artilharia do Barcos, que marcou seu oitavo gol em nove jogos e caminha bem para cumprir sua promessa de no mínimo 27 gols na temporada.