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7 notícias que mostram: nada mudou no futebol brasileiro

Terminada a copa do mundo, muita coisa foi dita sobre o futebol brasileiro(aqui então, praticamente todos deram seu “pitaco” no problema), seguiu-se algumas “mudanças” na seleção, os campeonatos voltaram e a vida, digamos, continuou.

Porém perto do fim do ano(ainda tem algumas rodadas, a final da copa e as quartas da sul americana), e pegando apenas desde o término da copa, como tantos temas no mínimo nojentos, tiveram algum destaque no noticiário do futebol nacional, que fica praticamente auto-explicativa a razão do porquê as coisas aqui estão um lixo e como a perspectiva de mudar está tão, mas tão distante…

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Copa do Brasil – oitavas de final

Depois das zebras da semana passada, onde Inter, Fluminense e São Paulo saíram de forma patética da Copa do Brasil(difícil dizer qual delas foi mais ridícula, apesar de eu achar que foram os 5 a 2 do Flu em casa), foi feito o sorteio com os 10 times classificados, mais os 6 oriundos da libertadores.

Agora analisaremos os confrontos e ver quais as maiores chances de classificação de cada um deles:

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Dossiê futebol/seleção nacional – dívidas dos clubes

Seguindo a série do dossiê, hoje vamos analisar a questão das dívidas dos clubes.

Em tempo: não vou aqui colocar números sobre dívidas totais de clubes, primeiro porque eles não divulgar, segundo porque muitas vezes vazam valores divergentes, que deixam muitas dúvidas sobre a real saúde financeira de cada um, então vou me basear na questão mais evidente: investimentos, sejam eles em estrutura, jogadores, base e os compromissos básicos, como salários e contas do clube.

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Vasco e Fluminense: um, outro ou os dois na b?

Essa penúltima rodada do brasileiro foi certamente contra tudo que se espera de uma disputa pelo rebaixamento. Todos times em questão, a exceção do Fluminense, saíram vitoriosos. Criciúma, Coritiba, Portuguesa, Vasco e Bahia.

Desde que começou o campeonato por pontos corridos, não se viu tamanha reação dos times da parte de baixo da tabela, pior para Vasco e Fluminense, que podem morrer abraçados e irem juntos para a segunda divisão, além do que na melhor das situações, apenas um se salva, pois o Flu só pode passar o Coxa e o próprio Vasco, ou seja, se o Vasco se salva, o outro cai e vice-versa.

Isso apenas coroa as administrações amadoras e extremamente incompetentes dos times cariocas, que poderia até ter o Flamengo incluso, porém há uma certa dose de sorte naquele time, pois ele com certeza é dos piores exemplos do futebol do rio, mas ainda sim, sempre dá um jeito de safar-se.

O Vasco depois do título da Copa do Brasil, daquele bom time que disputou o título brasileiro até a última rodada, assim como fez um bom papel na libertadores de 2012, o time foi se esfacelando, não teve um planejamento para manter uma equipe competitiva, perdeu o Dedé para o Cruzeiro e montou um time horrível para dizer o mínimo para esse brasileiro e agora começa a pagar o preço.

O Fluminense por sua vez paga pela falta de planejamento. Do time campeão ano passado, saíram Wellington Nem, Thiago Neves, Deco se aposentou e deixaram somente o Fred para carregar o time e para completar ele se machuca e dos grandes destaques do time campeão, não sobrou quase ninguém, colocaram os jogadores da base em uma grande fria e alguns outros jogadores de qualidade muito duvidosa e agora apenas um milagre salva o time de cair(uma queda merecida diga-se, pois eles desde 2000 devem uma série B, já que se beneficiaram de uma virada de mesa na Copa João Havelange, finalmente irão pagar).

Certamente esse foi o Brasileiro mais equilibrado no que se diz respeito a parte de baixo da tabela, pois exceção feita ao Naútico e posteriormente a Ponte Preta, que acabou abdicando do campeonato visando o título da Sul americana, os demais tiraram vitórias de onde nem se imaginava. O próprio Criciúma, que está quase salvo, até algumas rodadas atrás estava até atrás da Ponte e era visto como fadado a série B, hoje depende apenas dele para safar-se.

O Coritiba idem, chegou até o Z-4, depois acabou por reagir quando ninguém mais acreditava que isso fosse possível e apesar da atual situação de risco, depende apenas de suas forças para safar-se.

Pior para os cariocas que dessa vez não tiveram a incompetência alheia para salvá-los e ainda correm o risco de no ano que vem terem menos representantes na primeira divisão que Santa Catarina, ponto para o futebol com alguma responsabilidade, onde dois grandes exemplos de como NÃO se deve administrar um clube estão prestes a amargar mais uma vez a segundona.

O que uma vitória não faz…

A vitória pode mudar a cara e a sorte de um time, principalmente se for em uma partida decisiva e ao que parece o Palmeiras está sabendo aproveitar bem a vitória excelente que obteve na última quarta contra o Grêmio, um 2 a 0 convincente, que deixou a vaga na final muito próxima do time alviverde.

Indo contra toda expectativa de meio mundo(inclusive até de muitos torcedores do time), o Palmeiras seguiu mais ou menos a lógica das suas atuações na Copa do Brasil: um time regular, costuma errar muito pouco, além de razoável eficiência defensiva, porém o que ninguém imaginava era uma atuação tão acima da média, pois além de manter o padrão citado, o time simplesmente não deixou o Grêmio jogar, tanto que o goleiro Bruno pouco trabalhou durante os 90 minutos.

Creio que a mudança fundamental no time, foi a entrada do Henrique como líbero(ou zagueiro/volante como alguns disseram), ele tem uma saída melhor que a do Márcio Araújo e também defende melhor do que ele. Opinião minha foi uma ideia excelente, pois o zagueiro vinha descendo com muita frequência(e dá pra dizer que com relativa qualidade), e acabava dando espaços na defesa… isso corrigiu dois problemas, pois além de dar um primeiro passe melhor, dá um primeiro combate mais firme na defesa(já que ele é zagueiro de origem) e não deixa tanto a zaga no mano a mano, pois ele é um jogador razoavelmente rápido.

O time tendo essa segurança defensiva, conseguia armar bem as jogadas na frente, pois o Marcos Assunção tinha mais liberdade para sair, assim como os laterais(ou melhor o Juninho de cara e o Cicinho no fim, quando entrou no lugar do Artur, que sentiu e teve de sair) e tendo bolas mais bem colocadas, o Barcos teve uma atuação de destaque na frente, levando muito perigo ao gol tricolor.

A recompensa acabou vindo no final, quando o Mazinho, que entrou no lugar do Daniel Carvalho, que teve apenas atuação regular, entrou bem e abriu o placar, e depois em bom cruzamento pela esquerda, que o Barcos marcou.

Dois gols de vantagem em um confronto desses é uma vantagem até além das expectativas, ainda mais contra um time que vinha com 100% no campeonato. O jogo terá estádio cheio e deve levar o Palmeiras de volta a uma final de campeonato importante depois de mais de 10 anos.

O resultado deu um ânimo extra ao time, que no Brasileirão, apesar de não ter vencido, teve um boa atuação contra o líder Vasco, tendo domínio de boa parte do jogo, quando saiu na frente com um bonito gol do Mazinho, porém em uma falha do Bruno, acabou sofrendo empate no final.

Depois de duas boas partidas, é de se imaginar que o time suba de produção, pois além de tudo a confiança vem sendo resgatada, e seguindo até o exemplo do Vasco, que no começo do ano passado, era tratado como um time de “refugos”, hoje é considerado um dos favoritos ao Brasileiro(claro que contratou alguns bons nomes, como o Juninho Pernambucano), justamente depois de ser campeão da Copa do Brasil do ano passado.

Para finalizar um comentário sobre o Mazinho: ele vem sendo uma peça importante que o Palmeiras não tinha há muito tempo: alguém que pode entrar durante o jogo e mudar a cara do time, pois por ser um jogador de velocidade e ter até boa habilidade, consegue dar uma opção ao técnico de mudar o esquema de jogo do time colocando alguém que se pode esperar algo(diferente do Ricardo Bueno, que quando entrava, já se sabia que nada ia sair dali). Bom achado do competente César Sampaio, que vem se mostrando um bom diretor de futebol.

 

Palmeiras vence e cumpre 50% de sua tarefa

O jogo de domingo não foi um jogo que tenha primado por lances espetaculares, porém como todo clássico foi bastante disputado. Curioso que para alguém que chegasse desinformado sobre a tabela do campeonato, diria que era o Palmeiras o time a disputar a vaga na libertadores e o São Paulo o time desinteressado, que jogava apenas para cumprir tabela.

Jogando com o mesmo espírito dos últimos jogos, o Palmeiras manteve a pegada de forte marcação e buscando o jogo aéreo e faltas próximas à área são paulina, em especial com Luan e Valdívia, sendo que em uma dessas faltas, Marcos Assunção cobrou com sua habitual precisão e marcou o gol que selou a vitória palmeirense(alguns alegaram que o lance devia ser anulado pela posição dos jogadores palmeirenses na área, porém eles não participam direto do lance, não tocam na bola ou no goleiro, ou seja o gol foi legal).

A vitória atrapalhou por demais os planos de classificação do São Paulo a libertadores, ou seja, a missão de amenizar um pouco o ano patético palmeirense foi concluída com êxito.

Próximo objetivo será no domingo, onde terão de conseguir uma nova vitória, agora para tirar o título corintiano(ou pelo menos ajudar o Vasco nessa missão). Fato é que isso em nada apagará as decepções desse ano, porém uma vitória sobre o maior rival e a chance de prejudicá-lo, podendo ser o fiel da balança na disputa do título, ao menos será uma forma de terminar mais dignamente o ano.

 

Agora duas coisas em relação a esse jogo:

 

Primeira: nenhum palmeirense(pelo menos os coerentes) irão pensar que isso apagará esse ano, que foi marcado por um sem número de confusões e desmandos, mas qualquer um iria gostar de terminar o ano com vitória sobre o maior rival…

Segunda: o que li durante a semana, sobre gente dizendo “patético ficar torcendo pela desgraça alheia” ou “nós torcemos apenas pelo corinthians e não contra os outros”, vai me desculpar, mas isso é hipocresia do pior tipo… Já cansei de ver corintiano secando o rival, comemorando quando o São Paulo perdeu a final para o Inter ou quando foi eliminado pelo Fluminense nas quartas de final da libertadores, ou a torcida pelo Peñarol(que segundo eles era o “brasil na libertadores”), ou quando fizeram camisas meio a meio com boca e manchester nos jogos do Palmeiras. Todos torcedores adoram rir do fracasso alheio, pois cínico e mentiroso será aquele que diz que não fica feliz quando vê seu maior rival quebrando a cara, então vamos parar com a conversinha mole que já deu.

Não engrena


E o Corinthians perdeu a chance de praticamente ser campeão ontem.

Com o resultado negativo do Vasco, era só a equipe paulista bater no lanterna do campeonato, em um estádio que tinha praticamente somente corinthianos, para abrir 3 pontos + 1 vitória de vantagem, ou seja, uma rodada de folga para o segundo colocado, com 5 jogos a serem disputados.

Por algum motivo que não consigo entender, o time simplesmente não engrena.

Poderia ficar aqui reclamando que o Tite é um covarde (ou cagalhão, como ele mesmo prefere dizer), que o Julio Cesar tem braço de dinossauro, que o time jogou sem vontade, mas por que isso acontece tudo na mesma partida?

Será que há algum foco de insatisfação dos jogadores? Será que a diretoria não está honrando seus compromissos? Poderia montar centenas de teorias da conspiração aqui, mas acho que falta somente uma coisa para o Corinthians: personalidade.

Falta um jogador que ponha a bola debaixo do braço, diga “é minha” e seja o verdadeiro maestro do time, vá pra cima quando precisar, segure o jogo quando for necessário, e chame a responsabilidade pelas vitórias, tentando, arriscando, mesmo que ao final seja um completo e miserável fracasso.

Não me importo de ver meu time perdendo títulos, todos que disputam correm esse risco, afinal, somente um vence, mas perder dessa forma apática, sem vontade, deixando a sensação de que poderia ter ido muito melhor… desculpem, mas é deprimente.

Por que a carroça corinthiana (não dá para chamar de carro né?) não engrana? Comenta aí!

Ainda há esperança

Pode-se dizer que foi uma oportunidade de ouro desperdiçada.

No campo rival, com pressão, o Corinthians conseguiu ser melhor que o Vasco, sobretudo no segundo tempo, e perdeu uma série inacreditável de gols que dariam uma vitória importantíssima no campeonato. É bem verdade que no primeiro tempo a equipe de São Januário foi bem melhor e que o empate não foi exatamente injusto, mas o destaque mesmo foi o futebol finalmente apresentado pela equipe paulista.

Com vários desfalques e a perspectiva de ser atropelado pelo líder, o Corinthians armou bem seu contra-ataque e quando conseguiu ter o comando do jogo foi pra cima, como se estivesse jogando em casa. Nem parecia time do Tite.

Destaque positivo para as atuações de Paulo André e Danilo, que mostraram que são jogadores que crescem em decisões. Pelo lado negativo, a inexplicável ausência de Chicão e a quantidade de gols perdidos pela William.

Com uma tabela teoricamente mais fácil pela frente, o Corinthians pode se aproveitar para retomar a liderança nas próximas rodadas e correr rumo ao título nesta reta final de campeonato. Futebol para isso, tem de sobra. Só não pode se complicar como fez na mesma sequência de jogos fáceis pelo primeiro turno.

Contando com a volta de Liedson, Emerson e a estreia de Adriano, o Corinthians se credencia de vez como favorito ao título, ao meu ver, ao lado do Vasco.

No final, ainda há esperanças.

E agora, Adenor?


E agora Adenor?

Qual será a desculpa? Falta de treinabilidade? De ofensibilidade? Vergonhanacarabilidade?

O Corinthians está jogando no lixo o título mais fácil de todos os tempos.

Um time que praticamente não sofreu com desfalques por lesão, convocações, não perdeu ninguém na janela, teve bons reforços, estava entrosado… como pode cair tanto de produção?

É nítido que o Corinthians não tem um padrão tático, uma jogada ensaiada, há muito tempo a equipe de Parque São Jorge não faz um gol de bola parada, principalmente pelo alto.

E a defesa então? O ponto alto do time sofre com a falta de confiança dos zagueiros, um goleiro ruim. O grande ponto forte da equipe agora é seu calcanhar de aquiles.

A tabela do campeonato é muito bondosa com o Corinthians, e permite a recuperação em 3 rodadas, quando há o confronto direto com o São Paulo, um jogo em casa contra o desfalcado Bahia, já que metade dos jogadores é do time paulista, e depois a decisão contra o Vasco, em São Januário.

Não dá mais para tropeçar, é tudo ou nada.

Mas quem confia no time do Tite?

Fortes emoções


A rodada promete.

Para todo mundo que está disputando algo no campeonato (título ou rebaixamento, me recuso a acreditar que um time luta só pra se classificar pra libertadores ou sulamericana, é pensar muito pequeno), a rodada deste final de semana promete.

O Corinthians enfrenta o Fluminense, que vem de 3 vitórias seguidas, no Maracanã, e vai precisar suar sangue para conseguir uma vitória que será fundamental nas pretensões de título alvi-negras.

Após a vitória épica sobre o Flamengo, é hora do timão arrancar e mostrar que realmente não abre mão do título, como demonstrou há algumas rodadas.

Muito se fala em São Paulo, Botafogo, Flamengo, Palmeiras, mas para mim apenas dois times disputam o título brasileiro: Corinthians e Vasco.

Se o jogo de amanhã não promete ser brilhante tecnicamente, ao menos deve ser muito brigado.

Com certeza ambas as torcidas precisarão de muita reza brava para conseguir chegar ao final dos 90 minutos com os 3 pontos.