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Time de 2013 com cara de 2012

Time de 2013 com cara de 2012

O ano futebolístico começou praticamente como terminou 2012 para o Palmeiras: com o time capengando em alguns jogos e conseguindo alguns resultados mais na base da entrega do que propriamente no time ajeitado.

O jogo contra o Bragantino foi uma verdadeira tortura, pois o time sem ritmo(e sem reforços) sofreu contra a defesa bem postada do time de brangança. Em compensação contra o Oeste o time mostrou um pouco mais de força coletiva e conseguiu um resultado melhor, 3 a 1, com gols de Barcos, Patrick Vieira e Luan(em momento de redenção depois de ter sido vaiado no primeiro jogo e ter até pedido pra sair).

Evidentemente que jogos de começo de ano não são referências nem pra mais, nem pra menos, porém o preocupante para a torcida é que o “Palmeiras ideal” com o que se tem no elenco atualmente é esse aí… e sendo realista esse ideal está muito longe de ser o adequado.

O time sofre basicamente dos mesmos defeitos do ano passado: falta de companheiro para o Barcos, defesa capenga(Henrique tem de se desdobrar), meio pouco criativo(o Patrick Vieira não está ainda “maduro” e o Valdívia… bom continua sendo o Valdívia de desde que voltou).

O time carece de muitas peças, tanto para compor elenco, como para o time titular e dar conta de tantas competições como o time terá no ano e para se fazer um papel minimamente decente, contratações são indispensáveis.

A nova presidência chegou(assunto a ser tratado mais a fundo em outro texto), mas deve agilizar na busca por novas e qualificadas peças, pois o erro que o Palmeiras vem cometendo basicamente desde a saída da Parmalat é: trazer muitas peças, pagar valores médios por elas, elas não trazerem resultado, mais peças de valor médio serem contratadas, também não trazerem resultado e ao fim das contas se deixou de trazer um jogador de valor mais alto que certamente resolveria, para trazer 3, 4 que somados dão o mesmo custo e que não adiantaram nada.

Time não se faz só com jovens, ou só com jogadores caros no Brasil, é necessário que haja uma mescla e um equilíbrio, para que o time consiga lançar jovens da base, ou apostas vindas de clubes menores e que os mesmos entrem sabendo que tem um jogador “costas largas” que pode servir de apoio para que ele desenvolva seu futebol e assim se evite de queimar e perder boas peças.

Depois de muitos anos, a base do Palmeiras parece trazer uma boa safra de jogadores, pois além dos já integrados João Denoni e Patrick Vieira que na reta final se destacaram pela entrega e luta para que o time não caísse, na Copa São Paulo vimos jogadores que podem ser facilmente aproveitados no time principal, casos de Bruno Dybal, Diego Souza, Chico, João Pedro, o próprio Luiz Gustavo(aquele sacado depois do pênalti), entre outros que se não chamaram tanta atenção como os citados, demonstraram muito potencial também. São peças valiosas que precisam de jogadores que segurem a pressão, para que eles possam assim mostrar no time principal a mesma desenvoltura que mostraram em categorias menores.

O Palmeiras começa a temporada, achando que ainda está no fim da passada e é preciso abrir o olho, pois do contrário o ano pode ser de vexames que poderiam muito bem ser evitados se o time agisse com o mínimo de agilidade no mercado(isso fica como uma crítica mais a antiga direção do que a nova, que acaba de iniciar seu trabalho e ainda precisa de um período para ser cobrada ou elogiada).

Purgatório Alviverde – parte 1

Purgatório Alviverde – parte 1

Depois de algum tempo sem escrever por problemas técnicos, voltarei tentando passar um resumo e considerações dessa situação totalmente lamentável q vive o time do Palmeiras, em vias de ir pra série B, com jogadores que não fazem por onde honrar a camisa que vestem(alguns, não todos) e principalmente, uma diretoria 100% incompetente, que agora com eleições diretas, tende a ser apenas mais uma página negra, na já catastrófica história política do clube alviverde.

Nessa primeira matéria, vamos analisar a situação até a derrocada de Felipão do comando do time.

depois do jogo contra o Grêmio, o time recuperou-se bem com a ajuda da torcida e conseguiu uma boa vitória sobre o Sport e dava a entender que começaria uma reação, o que foi um grande engano, pois vieram derrotas para o Atlético-Mg, Vasco e Corinthias. Está última já sobre o comando do Narciso.

Focando nas duas primeiras, víamos um time que jogava de forma afobada, desesperada, que ao mesmo tempo se lançava ao ataque, pecava pelo nervosismo na hora de finalizar e não tinha forças para reagir.

A cada derrota, notava-se um Felipão conformado, como se não houvesse mais jeito de salvar o time. A forma dele falar já demonstrava um técnico mais entregue que os jogadores, como se ele simplesmente não soubesse mais o que fazer.

Vejo esse como o principal motivo para sua demissão. O jeito como ele lidava com a situação, mostrava que ele apenas esperaria o final do ano, porque esse já estava perdido e nesse ponto acabo por concordar em partes com sua demissão, pois quando o comandante do time não vê mais solução, é até válido tentar uma troca na esperança que alguém chegado de fora consiga ver algo que aquele que estava lá dentro talvez não tivesse reparado.

A culpa nem de longe é do Felipão e vejo que se o time voltou a conquistar um campeonato, foi muito em função do seu estilo de comando. O ponto de derrocada do time sob seu comando foi o departamento médico sempre cheio e tantos erros que se sucediam, além do próprio moral fragilizado de muitos jogadores. A diretoria merecerá uma análise especial ao final dessas matérias, mas se o time vive essa fase é 90% culpa da direção.

Segunda parte da matéria tratará da vinda do Gilson Kleina, da esperança renovada e do novo tombo, aquele que talvez venha a ser o definitivo.

Empate indigesto

Empate indigesto

O Palmeiras segue seu martírio na zona de rebaixamento e hoje conseguiu apenas um empate 0 a 0 jogando contra o Grêmio em casa.

Depois de o Kleber ser expulso por jogada violenta(novidade?), o time passou quase 75 minutos(sem contar os acréscimos) com um a mais, porém pecou muito nas finalizações e não conseguiu a vitória que o teria aproximado do Bahia(primeiro fora da zona de rebaixamento).

Analisar o lado positivo do jogo é ver que o Palmeiras dominou completamente o jogo, não deixando o Grêmio jogar, parecia mais um treino ataque-defesa, tamanha a pressão que o time exercia em busca do gol.

Jogar bem, mas não conseguir marcar e levar os 3 pontos tem sido o principal problema do time, que há várias rodadas vem tendo esse problema de nervosismo na hora de decidir, tanto que nesse jogo mesmo, poucas bolas realmente boas chegaram para o Barcos, apesar de tudo ele ainda teve boa participação no jogo e na melhor chance que teve, acertou a trave.

A partida marcou a estréia do recém-chegado Thiago Real, que veio do Joinvile e vinha sendo um dos destaques da série B. Surpreendeu pela boa partida, sempre buscando jogo, tentando criar jogadas, aparecendo para receber e tabelar. Ainda falta muito entrosamento a ele, mas pela primeira partida que fez com apenas 2 dias de clube, pode vir a ser peça importante no restante do campeonato.

Se o time manter essa mesma pegada que demonstrou nessa partida, a saída da zona da degola será apenas questão de tempo, pois o time foi consistente e dominante contra um dos considerados favoritos ao título brasileiro, tendo faltado apenas a tranquilidade para definir o jogo a favor.

O próximo jogo contra o Sport, contará com o retorno de Valdívia e a ausência de Barcos, que já estará com a Argentina. O Obina assume e pelo menos mantém a formação com um homem de referência. Acredito que esta última partida venha a renovar o ânimo dos jogadores, pois apesar do gol não ter saído, o time viu que pode jogar com a mesma solidez que caracterizou o time nas fases finais da Copa do Brasil, e jogando daquela forma não tardará para o time ascender no campeonato e poder chegar a uma posição de calmaria, que o permitiria competir na Sul-americana, sem ter de se preocupar com uma posição ridícula no nacional.

Classificação Heróica!!

Classificação Heróica!!

Heróica!! Assim pode ser chamada a classificação do Palmeiras para a próxima fase da Copa Sul-Americana. Jogando sem 11 jogadores, tendo levado apenas 5 para o banco de reservas, contando com mais um erro de arbitragem contra e no final utilizando até o Betinho de meia, o time segurou o 3 a 1 e eliminou o Botafogo.

As últimas semanas vem mostrando um time muito irregular, onde consegue fazer uma ótima partida, como foi no caso do jogo contra o Flamengo(apesar do 1 a 0, o time dominou completamente o jogo) e perde no seguinte para o Atlético-GO.

Apesar disso, não dá para culpar o time, pois os jogadores vem se esforçando, porém a falta de sorte vem rondando o clube, pois a cada momento surge um novo problema de contusão. Até o Fernandinho que vinha fazendo bom papel jogando na meia, rompeu os ligamentos e fica 6 meses fora. Marcos Assunção realizando uma artroscopia fica cerca de 40 dias parado, deve acabar voltando em 2 meses aproximadamente.

Observando toda a situação é comprenssível saber que o time teria imensas dificuldades ao enfrentar o Botafogo que contava praticamente com sua força máxima. Depois de levar o primeiro gol em mais um lance impedido(parece que virou moda erros contrários ao time), o time reagiu e em boa jogada de Barcos(sempre ele), deu uma assistência para o Patrik empatar.

O time voltou pra garantir o resultado, mas de tanto pressionar o Botafogo conseguiu marcar mais dois gols(com Renato e Lodeiro, o primeiro havia sido do Seedorf) e passou mais da metade do segundo tempo pressionando o Palmeiras, que fechado na defesa conseguiu segurar o resultado no limite para se classificar.

Espera agora o confronto entre Millionarios-COL x Guarany-PAR que tem sua primeira partida apenas na semana que vem. O time terá um bom tempo para recuperar seus jogadores para essas próximas partidas(considerando que o foco é essa competição) e aproveitando a motivação deste resultado, de conseguir uma maior folga na tabela do Brasileirão.

Reforço e recuperação

Reforço e recuperação

Faltam duas rodadas para o fim do primeiro turno do Brasileirão, contra o Atlético-GO e Santos. O time saiu com um saldo bem positivo do seu tour carioca: 6 pontos em 9 possíveis. vitórias contra Flamengo e Botafogo e derrota para o Fluminense, mas mesmo assim tendo feito uma partida muito equilibrada e perdido apenas em um lance de desatenção.

O time agora fora da zona de rebaixamento(é atualmente o 15º), pode ter mais tranquilidade não só para se recuperar no torneio nacional, como seguir firme na disputa do título da Sul-Americana(que é o objetivo do time no semestre).

Grande destaque para o Barcos que marcou 3 gols nesses jogos, chegando assim a 20 gols, faltando apenas 7 para atingir a meta que ele havia prometido. Seu futebol tem melhorado jogo a jogo e agora além de marcar, tem mostrado muita categoria, não só nos gols, como durante toda a partida, fazendo pivô, tabelas, etc.

Jogando contra o Flamengo, o time deu mostras do que até foi citado aqui anteriormente: que precisa de um meia para poder render seu melhor futebol. O Valdívia voltou jogando aquilo que se espera dele: buscou jogo o tempo todo, armou jogadas, cavou até a expulsão do Ibson, que praticamente anulou a articulação flamenguista e pendeu muito o jogo em favor do Palmeiras, que apesar de apenas 1 a 0, teve amplo domínio do jogo. Difícil saber se ele seguirá jogando sem apresentar nenhum problema físico, mas enquanto seguir, já mostrou que é um jogador com qual o time pode contar.

Depois da tentativa frustrada de trazer o Guilherme(digo ainda que foi desnecessária, pois nem deviam ter tentado), o Palmeiras para compensar trouxe o Corrêa, que já havia jogado anteriormente no clube. Com 31 anos, ainda está em uma idade que pode mostrar um futebol de bom nível e não concordo com as críticas que dizem o lugar comum de sempre “ele não vinha jogando no seu clube”, oras é óbvio, nenhum jogador volta no auge da carreira para o Brasil, ou ele vem por ter algum problema físico, por estar em má fase no seu antigo clube ou próximo a aposentadoria. Poderia ficar aqui citando diversos exemplo, mas é desnecessário. Acho apenas ridícula essa análise tendenciosa, quando isso é uma regra em transferências do tipo. A chegada dele ainda pode ter uma maior importância depois da contusão e da possível intervenção cirúrgica no Marcos Assunção, pois como ele tem uma bola parada de boa qualidade também, pode suprir a ausência dele nesse período.