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Contratar ou Revelar? Eis a questão!

Com a Final da Copa São Paulo, vendo a festa de meus amigos corintianos pelo merecido título, fui questionado por alguns destes amigos se o mais importante seria revelar jogadores ou vencer o torneio.

Tenho pensado sobre este questionamento e continuo em dúvida, pois quando um time vence a Copinha é mais fácil validar as revelações e muitas vezes quando o clube não vence o torneio são colocados em descrédito tanto os atletas quanto a estrutura (física e recursos humanos).

Olhando para os clubes brasileiros não consigo enxergar a prioridade das categorias de base, tão presente nos discursos dos diretores. O campeão da Copinha deste ano, por exemplo, tem somente um atleta das categorias de base em seu time titular (o goleiro Julio César – que é muitas vezes contestado), e perdeu vários atletas para mercados secundários ou times de menor expressão (Dentinho e William estão na Ucrânia, Lulinha é um nômade, sendo emprestado para clubes pequenos a cada inicio de temporada, Boquita não vingou nem na Portuguesa).

Outros clubes também passam pela mesma situação, mesmo aqueles que alegam ter as melhores estruturas, como é o caso do SPFC, que no time titular tem somente 4 jogadores revelados na base (Rogério, Denilson, Wellington e Lucas) e também “dispensou” muitas jogadores revelados recentemente (Jean, Aislan, Mazola, Sérgio Motta, Alex Cazumba, Juninho, Richard, Denner, Ronielli, Bruno César, entre outros).

Imagine se os clubes nacionais priorizassem de verdade as categorias da base, assim como o Barcelona faz na Espanha – são 8 revelações do clube entre os titulares (Valdes, Puyol, Piqué, Busquets, Xavi, iniesta, Fábregas e Messi), o tricolor do Morumbi poderia ser escalado com: Rogério, Jean, Luiz Eduardo, Rodolpho, Cortes; Wellington, Casemiro, , Hernanes, e Kaká; Lucas e Luis Fabiano, assim como o Barcelona com 8 jogadores da base (em negrito).

Para que isto aconteça, os clubes precisam entender que entre um jogador mediano contratado e manter uma promessa da base, a revelação é que deve ser utilizada, ou você acha que o Luiz Eduardo é pior que o João Filipe (SPFC), ou o Moraes era melhor que o Lulinha (SCCP), ou Wellington Nem joga muito menos que o Souza (FFC).

Enquanto não tivermos jogadores da base nos elencos dos grandes clubes brasileiros, jogando, ganhando experiência, errando e acertando, não teremos categorias e base com qualidade no Brasil.

Alguns dizem, assim como o Paulo André em seu blog, que os garotos chegam verdes para treinar com os profissionais, mas como serão preparados se não são testados – pouco a pouco – em seus clubes. Jogadores consagrados, ídolos em seus clubes não forma lá muito em seu primeiro ano em um grande clube – o Raí, por exemplo, não jogou nada em seu primeiro ano no tricolor, o Hernanes só vingou depois de muitas idas e vindas.

É preciso colocar a garotada para jogar. O que você acha? Como ficaria seu time se escalado com pelo menos 8 jogadores da base? Comente, critique! Este assunto precisa e deve ser muito discutido.

 

 

Paulistinha 2012 – Estréia Tricolor

Ontem foi a estréia tricolor no Campeonato Paulista (Paulistinha 2012), confesso que não sou um dos maiores admiradores deste torneio – que em minha opinião não deveria existir (sobre isto escreverei outra coluna), mas em função da coluna assisti ao jogo e tirando todas aquelas considerações de início de temporada (falta de pré-temporada, equipe ainda em formação, reforços que ainda não puderam estrear, contusões entre outras) o jogo até que foi agradável.

O técnico Leão escalou o tricolor no sistema 4-2-3-1, com dois volantes com razoável saída de bola (Wellington e Denilson), mais a frente Lucas aberto na direita, Fernandinho na esquerda e Cícero cuidando da armação pelo meio, e somente o Luís Fabiano na frente. Nas laterais,  Piris ficou um pouco mais preso na defesa, com Cortês avançando mais e no miolo da zaga, Rodolfo pela direita (é onde ele rende mais) e o limitado Edson Silva pela esquerda.

Uma montagem simples e óbvia em que o time se portou bem diante de um adversário que provavelmente vai brigar contra o rebaixamento, fazendo a obrigação e vencendo de forma fácil no Morumbi.

Alguns ajustes precisam ser feitos, Cícero não tem condições de ser o “cérebro” desta equipe, os avanços do Cortês precisam ser mais bem aproveitados e precisa haver uma cobertura eficiente por parte dos volantes nestes avanços. Situações que podem ser amenizadas com as estréias de Fabrício e Jadson (que acredito não ser também o meia clássico que o tricolor buscava).

Individualmente, gostei das atuações do Cortês (sabe marcar e tem muito vigor para o apoio), Lucas (apesar de prender a bola em excesso, mostrou que está afim de algo mais), e do Casemiro (entrou bem jogando com simplicidade e dando mais qualidade ao meio).

E você, o que achou da estréia tricolor?

Balanço do elenco tricolor para 2012

Hoje, depois de muito tempo, volto de férias e confesso que desde o final do Campeonato Brasileiro não tenho lido muita coisa sobre futebol, mas tenho escutado alguns amigos e colegas são-paulinos enaltecendo o elenco que o São Paulo montou para este início de ano,  resolvi então fazer um balanço das perdas e contratações que o tricolor fez com a intenção de ver se houve realmente uma melhora de qualidade no elenco.

Eis o elenco tricolor (em negrito as novidades):

Goleiros: Rogério, Denis, Leonardo e Léo.

Zagueiros: Rodolpho, João Felipe, Bruno Uvini, Luiz Eduardo, Edson Silva e Paulo Miranda. SAIU: Xandão

Laterais: Piris, Henrique Miranda, Juan e Cortês.

Volantes: Denilson, Wellington, Casemiro, Rodrigo Caio, Cleber Santana, Juninho e Fabrício. SAÍRAM: Jean e Carlinhos.

Meias: Cícero, Lucas, Cañete, Rafinha, Maicon e Jadson. SAÍRAM: Marlos e Rivaldo

Atacantes: Luis Fabiano, Fernandinho, William e Henrique. SAIU: Dagoberto

Foram até este momento 6 jogadores contratados (Edson Silva, Paulo Miranda, Cortês, Fabrício, Maicon e Jadson), dos quais acredito que somente 2 devem ser titulares absolutos (Jadson e Fabrício). Os demais vieram para suprir as dispensas e para compor elenco somente.

Dos jogadores que saíram não há muito o que se falar, todos quando chegaram nos novos clubes demonstraram certa insatisfação com a situação que viviam no tricolor e creio que não estavam mais afim de jogar no tricolor.

Vale ressaltar  porém, que ainda não houve reposição da saída do Dagoberto e por enquanto não há um parceiro ideal para o Luís Fabiano, e que pelo que vi até aqui do Jadson ele não é o “DEZ” que o tricolor há tempos não tem, sua principal característica é de carregar a bola.

Não sei se este elenco vai “dar liga”, mas é possível armar um time interessante. Eu escalaria o time no 4-2-3-1, devido a ausência de atacantes: Rogério, Piris, Rodolpho, Luiz Eduardo e Cortês; Denilson e Fabrício; Casemiro, Lucas e Jadson; Luis Fabiano. Um jogador que merece, uma atenção especial no seu retorno ao tricolor é o volante Juninho que se não sentir o peso da camisa, pode aos poucos ganhar espaço.

 

 

Instabilidade tricolor

Não escrevi ao final dos 2 últimos jogos, por duas razões. Primeiramente, porque estou de férias e tem sido muito complicado encontrar um computador com conexão boa suficiente para postar as colunas do portal. Em segundo lugar, não queria ser injusto com o trabalho do novo técnico do tricolor que mal teve tempo de conhecer os jogadores para escalá-los para estes dois confrontos (Atlético-GO e Coritiba).

Como ainda não é possível ver a “mão do treinador” na equipe a análise fica por conta do que já vinha escrito aqui na coluna.

Não acho o time do São Paulo ruim (com as contratações  o elenco ficou até um pouco mais encorpado), porém existem limitações que não podem passar despercebidas.

O tricolor carece de um “homem-gol”, contra o Atlético-GO foram inúmeras chances de gol e evidentemente faltou alguém para definir. A solução parecia simples, bastava L. Fabiano estrear, porém a sua recuperação tem sido extremamente complicada (joelho, fibrose e dificuldade de cicatrização) e agora mais uma cirurgia. Sei que a culpa não é do atleta, que mais do que a torcida deve estar ansioso para estréia, mas seria tão difícil contratar um jogador mediano que seria reserva do Fabuloso e que poderia por enquanto quebrar o galho?

Outra preocupação que tenho é com o sistema defensivo do tricolor, com as saídas de Miranda e Alex Silva o tricolor precisa escalar o lento Xandão para jogar do lado esquerdo, em um esquema com 2 zagueiros e sem sobra (acredito que no decorrer do campeonato Luiz Eduardo deve ganhar a posição),  ainda assim falta ao menos um reserva.  A fragilidade da zaga pode ser vista nos 2 últimos jogos (Atlético-GO e Coritiba), quando o tricolor não suportou a pressão imposta pelos adversários e sofreu gols bobos. Sem contar que os laterais (Jean – improvisado e Juan) têm jogado muito mal.

O meio-campo parece ser o único setor que evoluiu, os volantes são muito bons (Wellington, Casemiro, Denílson e Jean),com meias de velocidade (Lucas, Ilsinho,  Marlos e Cícerp), meias que podem cadenciar o jogo (Rivaldo e Cañete) o que permite que o técnico tenha opções para composição do meio.

Os jogadores de velocidade do ataque também são ao menos razoáveis (Dagoberto e Fernandinho) só que não podem ser os responsáveis pelos gols da equipe.

Resumindo, acredito que o tricolor continuará causando sofrimento ao seu torcedor, em função da juventude e instabilidade do time. Principalmente nos jogos em casa, quando os adversários tendem a jogar fechados.

Neste fim de semana, o tricolor enfrenta o Vasco no Morumbi, e espero que tenha dado tempo do Adilson corrigir ao menos as falhas defensivas, pois o clube carioca tem o veloz Éder Luiz e um bom centroavante  – Alecsandro (que bem podia ser o reserva-titular do Fabulos).

Será que o tricolor vai dar mais sustos?