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2012 duvidoso do SPFC. Sem Fabuloso, sem esperanças.

Escrever sobre a parte técnica do São Paulo Futebol Clube nunca é fácil para mim. É claro que o grau de exigência é muito maior, visto que a paixão exacerbada sempre influencia a espera por bons resultados e qualidade do futebol. Mas sinceramente me considero um dos são paulinos mais coerentes e sinceros com a atual situação do time. Não vou analisar com total propriedade a partida de ontem, pois assisti em um bar com alguns amigos, sem áudio e com atenção dificultada. Mas uma análise geral posso fazer com certeza desse início de ano.

Estive presente na estreia do campeonato paulista, 4×0 no Botafogo de Ribeirão Preto. Como é de costume na torcida são paulina, a ilusão, a esperança criada nas cabecinhas sonhadoras deles gerou uma impressão que o time era outro, que o Fernandinho aprendeu jogar bola, que o Wellington acertaria passes e apareceria na área pra atacar, que a zaga era eficiente, etc..

Como é de costume, saí muito bravo do estádio, com a clara convicção de que o time não mudará nada, a criação continuava pífia, a parte técnica, passes, domínios, chutes, continuavam sendo desesperadores, entre outras críticas. A Raça parecia ter mudado, e isso era um ótimo sinal. Mas apenas a mudança de espírito não ganha jogo, quando o time é fraco, sem talento, não há vontade que ganhe jogo, muito menos campeonatos. Além de jogadores bem limitados, tem a decepcionante constatação que não temos elenco. Iniciar uma partida com Fernandinho e Wiliam José na frente é falta de respeito com a história grande que esse time tri mundial tem.

Nesse momento enxergo um clube perdido, que não sabe o que fazer, que não conseguiu trazer Montillo, que não conseguiu trazer Nilmar, que trouxe apenas médio para bons jogadores, mas nada que desse um pingo de esperança. Como já aconteceu em 2003, quando Luis Fabiano levou o time sozinho para a libertadores, a esperança é que agora 8 anos depois a história se repita. Sem um Fabuloso inspirado e iluminado, as expectativas não são as melhores. O treinador não é nenhum de ponta nos tempos atuais, não tem nenhum trabalho de sucesso nos últimos 6 anos, nossa comissão técnica é nova e sem nenhum respaldo anterior de vitórias. E por aí o time caminha a sonhar com o inesperado.

Que as esperanças de um Jadson brilhante, de um Lucas constante, de um Osvaldo contagiante, de um Fabuloso determinante, de um Rogerio (apenas daqui a alguns meses) comandante, enfim, de um time empolgante, que finalmente se tornem realidade. No momento são sonhos e especulações. Para brigar por Copa do Brasil e Paulistão é suficiente, pro 2º semestre é muito pouco. E o muito pouco parece que se tornou realidade nos lados do Morumbi.