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7 notícias que mostram: nada mudou no futebol brasileiro

7 notícias que mostram: nada mudou no futebol brasileiro

Terminada a copa do mundo, muita coisa foi dita sobre o futebol brasileiro(aqui então, praticamente todos deram seu “pitaco” no problema), seguiu-se algumas “mudanças” na seleção, os campeonatos voltaram e a vida, digamos, continuou.

Porém perto do fim do ano(ainda tem algumas rodadas, a final da copa e as quartas da sul americana), e pegando apenas desde o término da copa, como tantos temas no mínimo nojentos, tiveram algum destaque no noticiário do futebol nacional, que fica praticamente auto-explicativa a razão do porquê as coisas aqui estão um lixo e como a perspectiva de mudar está tão, mas tão distante…

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Dossiê futebol/seleção nacional – dívidas dos clubes

Dossiê futebol/seleção nacional – dívidas dos clubes

Seguindo a série do dossiê, hoje vamos analisar a questão das dívidas dos clubes.

Em tempo: não vou aqui colocar números sobre dívidas totais de clubes, primeiro porque eles não divulgar, segundo porque muitas vezes vazam valores divergentes, que deixam muitas dúvidas sobre a real saúde financeira de cada um, então vou me basear na questão mais evidente: investimentos, sejam eles em estrutura, jogadores, base e os compromissos básicos, como salários e contas do clube.

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Dois empates e uma constatação

Dois empates e uma constatação

O Palmeiras depois do Título da Copa do Brasil, passou por dois difíceis desafios: encarar o clássico contra o São Paulo e mais um jogo contra o Coritiba(porém desfalcado de 11 jogadores, inclusive do técnico), porém conseguiu dois bons empates em 1 a 1.

Pode parecer pouco para quem está ainda na zona de rebaixamento, mas as condições em que se conquistaram os empates, os fazem ser muito mais valorizados.

Contra o São Paulo, o time já entrou repleto de desfalques, ainda perdeu gente por contusão(Maúricio Ramos), fora que atuou parte do segundo tempo com um a menos(Henrique expulso), ainda sim conseguiu empatar, teve um pênalti perdido pelo Valdívia e praticamente dominou as ações do jogo, impedindo em boa parte dos 90 minutos, o adversário de jogar. Destaque para as boas atuações de Valdívia e Mazinho(inclusive marcou o gol).

Já contra o Coritiba em reedição da final da Copa, o time foi remendado para o Paraná, pois nada menos que 11 desfalques, seja por contusão ou suspensão, estavam de fora. Até o Felipão que tinha sido suspenso por alegação de ironia contra o árbitro do jogo contra a Ponte Preta(punição absolutamente ridícula). O jogo em si mostrou um Palmeiras que soube se segurar e conter praticamente durante os 90 minutos o ímpeto do Coritiba(o Patrik abriu o placar aos 5 do primeiro tempo e desde então o time praticamente se segurou na defesa), acabou por sofrer o gol de empate, mas ainda sim é um resultado a se exaltar, dada inclusive a falta de entrosamento do time. Destaque para o jovem zagueiro Wellinton, que foi seguro durante praticamente todo jogo(errou no gol por ficar pedindo impedimento) e do Bruno, que cada vez mais mostra porque tomou a posição do Deola: errando pouco e fazendo diversas defesas importantes, foi de novo destaque.

Observando mais a fundo as partidas, o principal de tudo é a confiança que o time ganhou depois do título e principalmente a determinação com que todos que entram tem jogado. A impressão que se tem ao ver o time jogando é que para bate-lo será dificílimo, o time joga muito forte na defesa e geralmente saí muito rápido para o ataque, tanto que jogadores como o Mazinho tem aparecido com destaque com muita frequência.

O time refeito de tantas contusões deve subir na classificação do brasileiro sem maiores dificuldades e assim poder dedicar-se com mais tranquilidade a Sul-Americana, que até pela distância de pontos no Brasileiro, parece ser a opção mais acertada de disputa para o time.

Será também um bom “treino’ para a Libertadores, pois será muito importante dar a esse time já uma experiência de jogos internacionais, até como forma do time não sentir a pressão de jogar em outros campos na América do Sul. Vejo o time com boas possibilidades de lutar pelo título da mesma, se continuar a manter o mesmo nível de jogo que vem mostrando.

 

Quem é desumano?

Quem é desumano?

Ano novo, vida nova, competições começando, times reforçados, mas os velhos assuntos continuam os mesmos. Entre todos os assuntos chatos que rodeiam o mundo do futebol e ocupam inúteis horas de debates esportivos, um particularmente me irrita mais que todos os outros juntos. Esse assunto é a velha choradeira de parte da imprensa esportiva brasileira quando times tupiniquins tem que jogar em cidades com altitudes consideradas elevadas.

O ano de 2012 promete ser muito interessante para os amantes de futebol, e particularmente a copa Libertadores promete ser o grande destaque futebolístico do primeiro semestre. 3 grandes clubes cariocas vem com boas equipes e muita rivalidade. 2 grandes paulistas sendo um o atual campeão e favorito ao bi (bi em sequencia, tetra em títulos alternados) e o outro é o atual campeão brasileiro e vem com o velho trauma de nunca ter vencido a competição continental. Isso somado ao bom time do Internacional, a volta do Boca que não disputava há algum tempo, a sempre perigosa LDU, e o bom time da Universidad de Chile, entre outros, fazem da Libertadores de 2012 uma competição que promete ser uma das mais emocionantes da história.

Com tantos atrativos, podemos pensar que a imprensa está fazendo uma grande cobertura, mostrando destaques de várias equipes, etc. Mas não, a única coisa de que se fala (além das também chatíssimas contendas entre Ronaldinho e Luxemburgo) é sobre o Flamengo jogar na temida Potosí. Sobre a altitude “desumana”, um monstro mitológico que na boca de certos pseudo-intelectuais parece vestir a camisa 10 dos times locais, bater escanteios e cabecear a bola do escanteio que ela mesma cobrou.

O primeiro ponto que pretendo tocar sobre a “desumanidade” do assunto, é justamente o lado humano, imagine você, caro leitor, seja nascido onde for, que um “gênio” de um país estrangeiro saia dizendo por aí que a prática do que quer que seja na cidade em que você nasceu, ou vive, é desumana. Quer dizer que aqueles que conseguem praticar normalmente não são humanos? E os que nasceram e vivem nesses lugares? São o que? Animais? E Ts? Notaram o quanto esse tipo de declaração é no mínimo uma deselegância e uma tremenda falta de educação? Afinal de contas o que é mais desumano? Jogar futebol onde vivem milhões de pessoas e todos praticam esportes normalmente, ou dizer que fazer o que quer que seja em regiões habitadas por seres HUMANOS é desumano?

Outro ponto importante é o da saúde dos atletas, pois da última vez que o Flamengo atuou na mesma Potosí, a choradeira foi tão grande que chegaram até a fraudar relatórios médicos, e tudo que encontraram em toda a história foi a morte por ataque cardíaco de um atleta amador, em uma partida realizada na cidade de Oruro, do mesmo tipo que os que já mataram jogadores no Brasil, na França, em Portugal, entre outros países de altitudes baixas. E esse relatório obviamente nunca vai poder refutar os vários laudos sérios que comprovam que o risco de morte é o mesmo em altitudes altas ou baixas.

Aí os pseudo-intelectuais dirão que jogar na altitude é uma covardia, uma deslealdade, e que a diferença de desempenho de quem está adaptado para quem não está é absurda. Nesse caso também não é bem assim. Pra começar que jogar em casa é sempre uma vantagem, e quando se tem alguma particularidade ambiental que dificulte mais para o adversário, essa vantagem tende a aumentar. Exemplos não faltam, equipes que jogam em estádios grandes e com torcida distante do campo como o São Paulo por exemplo, sempre tem dificuldades de jogar na Vila Belmiro, ou na Arena da Baixada que são alçapões. O Juventude sempre usou o frio de Caxias, assim como o Paissandu o calor de Belém como uma arma a mais. Equipes italianas, e espanholas sofrem quando jogam no frio da Russia ou da Noruega. O Brasil teve uma grande vantagem quando enfrentou a Holanda em 94 no calor de mais de 40 graus de Dallas. Assim é o mundo em que vivemos, quente, frio, seco, úmido, alto, baixo.

Ainda no ponto da diferença técnica, muitos “especialistas” garantem que atletas profissionais praticamente não sentem dificuldades de respirar, mas que o problema maior é que a reação da bola é muito diferente, ela fica mais leve, e tem que colocar bem mais efeito para que ela faça curva. De fato isso é verdade, porém é uma situação com dois lados da moeda, pois quem está acostumado a jogar lá em cima, quando vem jogar em baixas atitudes sente a bola muito pesada (quase uma bola de futebol de salão) e rebelde, que faz muita curva, ou seja, o que dificulta um no jogo de ida, dificulta o outro no de volta.

Por fim dirão: “Se a altitude não é esse monstro, por que times tecnicamente superiores perdem tanto para equipes mais fracas?”. Isso se explica justamente pelo drama criado em alguns países sul-americanos (principalmente no Brasil) que não tem elevadas altitudes, quando seus times jogam lá. Simplesmente se criou um monstro tão grande, que ficou impregnado na cabeça das pessoas, nenhum jogador do Flamengo teme o Real Potosí, nenhum jogador brasileiro teme a hoje fraca seleção boliviana (que morre de saudade da geração de Baldevieso, Etcheverry e etc). Mas todos temem de forma exagerada e desnecessária o”jogador altitude”, e este fator psicológico faz toda a diferença. Posso citar dois exemplos que provam o quanto o medo da altitude provoca efeitos que ela não causa em ninguém.

Em 1992 quando o São Paulo, enfrentou o San José nos 3.700 Mts da cidade de Oruro, o vôo fez escala na cidade de Santa Cruz de la Sierra (que está praticamente no nível do mar) e por um imprevisto, a equipe brasileira teve que passar um dia na capital crucenha, como o Mestre Telê Santana não gostava de dormir em serviço, aproveitou o dia em Santa Cruz para treinar a equipe em um campo alugado. Eis que em poucos minutos de treino o atacante Macedo de tanto ouvir falarem sobre os males da altitude boliviana e com muito medo de passar mal naquele clima “desumano”, sentiu uma falta de ar insuportável e dizendo que não havia ar nenhum para se respirar, desmaiou. Sim, ele desmaiou devido ao “ar rarefeito” de uma cidade que está na metade da altitude de São Paulo!!!

Outro exemplo que posso citar é o exemplo pessoal meu, já estive em cidades de altitudes moderadas (Tarija e Sucre), e em cidades bem altas (La Paz, Potosí, El Alto, e Copacabana). Em minha primeira vez na Bolívia tive uma indisposição intestinal quando o avião estava prestes a aterrizar no aeroporto de El Alto, e devido a isso, meus primeiros minutos a mais de 4.000 mts de altitude foram de uma intensa corrida e descida de escadas em busca de um banheiro, e posso dizer que não senti nada de muito diferente do que senti quando tive de correr devido a apertos parecidos no Brasil. Nas cidades de La Paz, e Potosí, além de caminhar muito em subidas e descidas, fiquei hospedado em edifícios altos e sem elevadores (isso não é raro por lá) e cheguei a ter que subir escadas correndo sem problemas. Em Copacabana (não a praia carioca, mas sim a belíssima cidade nas margens do lago Titicaca) tive a experiência de jogar futebol com alguns garotos locais, e a única dificuldade que tive foi ter que usar de minha habilidade para chapelar uma ovelha que pastava ao lado da quadra, e sabe-se lá por que invadiu a quadra no meio do jogo.

Tenho um exemplo que comprova a importância do fator psicológico. Na escalada ao topo do pico Chacaltaya que fica há mais de 5.000 mts de altitude, na excursão rumo ao lindo pico nevado famoso pela pista de esqui mais alta do mundo, mais da metade dos turistas eram brasileiros, sendo a outra metade dividida em gente de várias partes do mundo, no final da escalada rumo ao pico estavam no topo, além dos guias locais, turistas noruegueses, israelenses, americanos, japoneses, ingleses(todos de países que não tem cidades muito altas), e dos brasileiros apenas meu irmão asmático, e eu chegamos no topo, todos os outros brasileiros pararam alegando que estava difícil respirar. O que mais pode explicar brasileiros sentirem um “mal da altitude” que o inglês não sente? A única explicação que encontro é um temor criado por gente que transforma uma coisa normal em um monstro.

Por fim recomendo que as pessoas antes de fazerem julgamentos, conheçam esses países belíssimos como Bolívia, Peru e Equador, e que todos os torcedores disfrutem muito dessa Copa Libertadores de nossa querida e diversificada América.

 

 

 

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