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Contratar ou Revelar? Eis a questão!

Com a Final da Copa São Paulo, vendo a festa de meus amigos corintianos pelo merecido título, fui questionado por alguns destes amigos se o mais importante seria revelar jogadores ou vencer o torneio.

Tenho pensado sobre este questionamento e continuo em dúvida, pois quando um time vence a Copinha é mais fácil validar as revelações e muitas vezes quando o clube não vence o torneio são colocados em descrédito tanto os atletas quanto a estrutura (física e recursos humanos).

Olhando para os clubes brasileiros não consigo enxergar a prioridade das categorias de base, tão presente nos discursos dos diretores. O campeão da Copinha deste ano, por exemplo, tem somente um atleta das categorias de base em seu time titular (o goleiro Julio César – que é muitas vezes contestado), e perdeu vários atletas para mercados secundários ou times de menor expressão (Dentinho e William estão na Ucrânia, Lulinha é um nômade, sendo emprestado para clubes pequenos a cada inicio de temporada, Boquita não vingou nem na Portuguesa).

Outros clubes também passam pela mesma situação, mesmo aqueles que alegam ter as melhores estruturas, como é o caso do SPFC, que no time titular tem somente 4 jogadores revelados na base (Rogério, Denilson, Wellington e Lucas) e também “dispensou” muitas jogadores revelados recentemente (Jean, Aislan, Mazola, Sérgio Motta, Alex Cazumba, Juninho, Richard, Denner, Ronielli, Bruno César, entre outros).

Imagine se os clubes nacionais priorizassem de verdade as categorias da base, assim como o Barcelona faz na Espanha – são 8 revelações do clube entre os titulares (Valdes, Puyol, Piqué, Busquets, Xavi, iniesta, Fábregas e Messi), o tricolor do Morumbi poderia ser escalado com: Rogério, Jean, Luiz Eduardo, Rodolpho, Cortes; Wellington, Casemiro, , Hernanes, e Kaká; Lucas e Luis Fabiano, assim como o Barcelona com 8 jogadores da base (em negrito).

Para que isto aconteça, os clubes precisam entender que entre um jogador mediano contratado e manter uma promessa da base, a revelação é que deve ser utilizada, ou você acha que o Luiz Eduardo é pior que o João Filipe (SPFC), ou o Moraes era melhor que o Lulinha (SCCP), ou Wellington Nem joga muito menos que o Souza (FFC).

Enquanto não tivermos jogadores da base nos elencos dos grandes clubes brasileiros, jogando, ganhando experiência, errando e acertando, não teremos categorias e base com qualidade no Brasil.

Alguns dizem, assim como o Paulo André em seu blog, que os garotos chegam verdes para treinar com os profissionais, mas como serão preparados se não são testados – pouco a pouco – em seus clubes. Jogadores consagrados, ídolos em seus clubes não forma lá muito em seu primeiro ano em um grande clube – o Raí, por exemplo, não jogou nada em seu primeiro ano no tricolor, o Hernanes só vingou depois de muitas idas e vindas.

É preciso colocar a garotada para jogar. O que você acha? Como ficaria seu time se escalado com pelo menos 8 jogadores da base? Comente, critique! Este assunto precisa e deve ser muito discutido.

 

 

Rogério Ceni – o MITO dos 1000 jogos

Presenciei boa parte dos mil jogos realizados pelo capitão Rogério Ceni na meta tricolor. Como já tenho mais de 30 anos, assisti jogos do Rogério desde os juniores, como no título da Copa São Paulo de 1993, vi seus jogos pelo “Expressinho” campeão da Conmebol de 1994, sofri no período em que diziam que ele nunca conseguiria um título de expressão pelo tricolor (culminando com o Paulistinha de 1998), tive o privilégio de vê-lo erguer por 3 vezes a taça de campeão brasileiro (2006, 2007 e 2008) e também as taças de campeão da Libertadores e Mundial (ambas em 2005).

Muitos jogos passam pela minha cabeça: a final do Mundial 2005 foi muito marcante, assim como o jogo do recorde de gols contra o Cruzeiro em 2006, uma das poucas notas 10 distribuídas pelo Prêmio Bola de Prata da Placar, o jogo do centésimo em 2011 contra o SCCP, mas a partida que considero a melhor atuação do MITO com a camisa tricolor foi a vitória épica contra o Rosário Central nas oitavas da Libertadores de 2004.

Esta era a primeira Libertadores do tricolor em 10 anos, desde a final de 1994, o tricolor não havia conseguido se classificar para o torneio mais desejado das Américas. O tricolor havia perdido o primeiro jogo em Rosário por 1X0 e precisava vencer por 2 gols de diferença para se classificar (não existia a babaquice do desempate por gols fora).

O tricolor saiu perdendo logo aos seis minutos do primeiro tempo, com um gol de Herrera, em uma besteira da defesa tricolor. O São Paulo se abateu com o gol, os argentinos pressionavam e o Rogério mostrava segurança quando era exigido. Aos 22 minutos o lance que poderia ser a redenção tricolor, pênalti (mal marcado) para o tricolor – o lance havia sido fora da área. Luis Fabiano bate e o goleiro defende a cobrança.

Aos 47, Grafite de cabeça empata o jogo. Ao final do primeiro tempo o tricolor não desce para os vestiários, e recebe as orientações do técnico Cuca no gramado do Morumbi.

No segundo tempo, o tricolor pressionou do inicio ao fim.  Perdia muitos gols até que aos 32 minutos, surge o gol mais sofrido que já vi, Grafite, de novo, aos trancos e barrancos faz 2X1.

O jogo foi para os pênaltis, logo na primeira cobrança Cicinho perde, os argentinos acertam 4 cobranças seguidas e o tricolor acerta as 3 seguidas com Grafite, Luis Fabiano e Fabão.

O jogo estava agora nas mãos e nos pés do capitão, ele precisa converter sua cobrança e pegar o pênalti seguinte para que o tricolor empatasse a disputa e levasse para as cobranças alternadas.

Ele bateu com maestria a sua cobrança e empatou a disputa. Na sequência com a frieza que só os grandes jogadores da história têm defendeu a 5ª cobrança dos argentinos no cantinho ­direito – é bom lembrar que ele não escolheu um canto e sim aguardou a cobrança e foi em direção da bola depois da cobrança direito – e manteve as esperanças dos tricolores.

Nas cobranças alternadas Gabriel fez para o tricolor e o MITO defendeu a cobrança do argentino, desta fez no canto esquerdo.

O São Paulo, infelizmente, não venceu aquele torneio, porém escolho este jogo como o jogo inesquecível do MITO, pois esta atuação fez com que os torcedores tricolores tivessem certeza que a trajetória de glórias do tricolor continuar.

Esta partida mostrou que Rogério Ceni é um excelente goleiro, embora seus feitos com a bola nos pés façam com que muitos críticos se esqueçam de suas qualidades debaixo das traves, um grande líder e principalmente um jogador capaz de mesmo nos momentos mais difíceis de uma partida de demonstrar a frieza necessária.

Hoje é dia de celebrar os 1000 jogos do maior e melhor goleiro da história do futebol brasileiro, de um jogador que honra a camisa que veste, de um vencedor (são 31 títulos com a camisa tricolor).

Portanto, torcedor tricolor no jogo de hoje no Morumbi esqueça as vaias, esqueça as fragilidades da equipe, a defesa de brucutus, o meio sem criatividade e o ataque que não faz gols. Celebre, aplauda, incentive e comemore no jogo de hoje.

Porque todos têm goleiro, nós temos Rogério Ceni!

Cansei…

Cansei de escrever sobre como o time do São Paulo é um time que só sabe jogar no contragolpe, que não sabe se portar quando o adversário jogo com todos os jogadores atrás da linha da bola e que para mudar este estilo de jogo é necessário um jogador capaz de prender a bola no ataque e principalmente ser referência no ataque para fazer os gols quando o time fica sem opção de jogadas.

Cansei também de dizer que a culpa não é do técnico ou dos técnicos que passaram recentemente pelo tricolor, vale lembrar que o contestado Ricardo Gomes foi campeão da Copa do Brasil com o Vasco que tem um elenco mais modesto que o tricolor.

Desta forma prefiro falar das perspectivas tricolores para este Brasileirão, que não parecem muito boas.

O São Paulo Futebol Clube tem se apequenado! O clube que sem foi referência tanto dentro quanto fora do campo tem se tornado igual a todos os seus concorrentes, é mais do mesmo.

O tricolor que sempre (até 2005) montou times que tinham ao menos um pouco de talento, agora se limita a jogar para conseguir 3 pontos – sempre que sai na frente recua como time pequeno e fica esperando o jogo acabar.

Mesmo o time campeão da Libertadores e Mundial em 2005, que era muito fraco por sinal, que tinha jogadores limitadíssimos como Lugano, Edcarlos, Fabão, Mineiro, Josué, Danilo e Aloísio possui talentos em outras posições como o veloz e eficiente Cicinho, o talentoso Amoroso, o experiente Júnior, sem contar o melhor goleiro brasileiro de todos os tempos Rogério Ceni.

Neste time exceção feita à Rogério Ceni, o tricolor tem apenas duas promessas (Casemiro e Lucas) e um time repleto de jogadores sem talento para jogar em um clube com a história do tricolor.

Sinceramente, não sei até onde este time pode chegar, já cheguei a pensar que brigaria pelo título (confesso que exagerei),  já temi pelo rebaixamento (e me lembrei que time grande não cai), e  hoje tenho certeza que se mantiver esta irregularidade  ficará em uma posição intermediária da tabela.

O jogo contra o Fluminense foi um exemplo da mediocridade tricolor, um time sem nenhum talento tentando desesperadamente conseguir o empate depois de tomar um gol com um erro patético do sistema defensivo.

Mesmo a boa campanha fora de casa deve logo terminar, provavelmente já hoje contra o Figueirense, jogo em que o tricolor terá muitos desfalques.

Temo que o tricolor se apequene de tal forma que fique somente comemorando marcas individuais (100 gols, milésimo jogo, 700 jogos como capitão) e deixe de ganhar títulos e alegrar torcedores.

Hoje a única razão de orgulho do torcedor tricolor é o capitão, goleiro e MITO Rogério Ceni.

Por esta razão cansei. Cansei do JJ, cansei da mediocridade, cansei do futebol feio, cansei de não ter centroavante, cansei do Dagoberto, cansei do Carlinhos Paraíba, cansei…

 

Higuita: O escorpião rei

No futebol vários jogadores se destacaram por diversos motivos, Pelé e Maradona foram os melhores, Cruijff foi o mais tático e inteligente, Garrincha o mais habilidoso, Beckenbauer o mais versátil. Mas nenhum jogador atingiu notoriedade mundial de uma maneira tão exótica quanto René Higuita.
Habilidoso como poucos, Higuita foi a figura mais irresponsável da história do futebol, apesar de jogar como goleiro, ele nunca teve nenhum pudor em exibir sua habilidade, mesmo que para isso tivesse que colocar sua equipe em situações complicadas e até mesmo constrangedoras.
Colombiano nascido na cidade de Medellín, Higuita começou a se destacar defendendo o Atlético Nacional de sua cidade, equipe pela qual venceu a taça Libertadores da América em 1989, e nesta competição o mundo conheceu o goleiro que mais do que impedir os gols adversários, também fazia uns golzinhos e frequentemente saía de sua área para driblar os atacantes adversários.
Após vencer a libertadores, faltava para Higuita mostrar sua habilidade em uma copa do Mundo, e a oportunidade surgiu na copa da Itália em 1990. Sobre este evento podemos dizer que Higuita não decepcionou os fãs de sua irresponsabilidade mas não deve ter agradado o torcedor colombiano.
Depois de uma boa campanha na primeira fase, a seleção colombiana classificou-se para as oitavas de final, na qual enfrentaria a outra surpresa daquela copa, a seleção de Camarões do veterano Roger Milla. Prepotente, Higuita possivelmente subestimou os camaroneses e arrancou de sua área rumo ao meio de campo driblando os adversários, o que ele não esperava era que o astuto Milla já prevendo a jogada de Higuita lhe tomasse a bola e tocasse para o gol aberto e desprotegido, classificando Camarões e eliminando a Colombia do mundial.
Depois da copa de 90 poderia se pensar que Higuita nunca se superaria na arte de ser irresponsável, mas em um amistoso contra a seleção inglesa em 1995 ele provou que sua capacidade jamais poderia ser subestimada. No mítico estádio de Wembley em uma partida que tinha tudo para ser mais um amistoso sem graça, Higuita fez o exigente público inglês delirar ao fazer a defesa mais circense da história do futebol. Projetando seu corpo para a frente, dando um salto ao estilo “peixinho” e erguendo os calcanhares como um rabo de escorpião, Higuita defendeu um chute do meia inglês Jamie Redknapp com os calcanhares.
Apesar da incrível habilidade e da ousadia única, a irresponsabilidade fora dos campos equivalente a que tinha dentro deles, levou a carreira de Higuita ao declínio, envolvimento com o narcotráfico e suspensões por uso de cocaína mancharam sua gloriosa carreira. Mas sem dúvida Higuita deixou seu nome na história do futebol como um inovador que inspirou goleiros como o paraguaio Chilavert e o brasileiro Rogério Ceni a cobrarem faltas e penaltis e fazerem gols, o legado de René Higuita ficou para sempre na história do futebol mundial, porém sua habilidade e irresponsabilidade são únicas e jamais existirá outra figura como ele.

10 Uniformes de Goleiro que fizeram história

Desde as primeiras versões das regras do futebol, foi definido que o goleiro deveria utilizar um uniforme que diferenciasse dos outros jogadores. Inicialmente foram usados uniformes de cores neutras e discretas, como preto, branco e azul, porém a partir dos anos 70 e 80 começou a haver uma revolução de cores e padrões, que chegou ao ápice nos 90, tornando as vestimentas de goleiro em um retrato da personalidade do goleir.  Para mim esse são 10 (mas não únicos)  uniformes de goleiros que fizeram história:

1 –  Emerson Leão – A partir da metade de sua carreira, Leão começou a usar uma camisa listrada horizontalmente com as cores do clube que defendia e essa se tornou uma de suas marcas. Na Imagem, réplica da usada no Palmeira feita pela Adidas  recentemente.

2 – Zetti – Clássico uniforme vermelhofeito pela penalti que foi usada em boa parte da sua passagem pelo São Paulo. Recebeu uma réplica uns anos atrás, feita pela Reebok.

 

3- Taffarel –  Os uniformes usados nas Copas de 94 e 98 são belíssimos (principalmente em comparação com os atuais)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4 – Rogério Ceni – No começo dos anos 2000, rogério começou a usar camisas com desenhos seus em situações como dirigindo um monster truck ou pilotando um avião, após um tempo aposentou essas camisas.

 

 

 

 

 

 

 

 

5- Chilavert – Se não o primeiro goleiro a usar ilustrações na camisa foi o principal jogador a popularizar. Suas camisas ficaram famosas pela ilustração do cão. Nos últimos anos de carreira usou camisas mais discretas.

 

6- Jorge Campos – Bom goleiro Mexicano que nunca foi levado a sério graças a sua excentricidade e uniformes extremamente coloridos.

7 – Ronaldo – Não sei se era imposição da fornecedora ou se era do próprio jogador, mas as camisas usadas no Corinthians sempre tiveram uma beleza peculiar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

8- Template Adidas Copa 94 – Uniforme usado pelos times que vestiam adidas na copa de 94, a grande diferença pra cada seleção eram as cores usadas, porem seu desenho marcou. Na foto o mítico goleiro Sueco Thomas Ravelli.

9 – Pablo Aurrecochea – Goleiro Uruguaio do Guarani do Uruguai, famoso por usar uniformes baseados em super heróis ou desenhos animados.

10 – Jerémie Janot – Goleiro frances do Saint Etienne. Talvez o goleiro mais fanfarrão em atividade, ja chegou ao ponto de até usar uma mascara de homem aranha.

Sábado Legal!!!!

No último sábado foi complicada a minha tarefa de colunista do Em cima da linha. Os dois jogos que eu tinha que acompanhar aconteciam ao mesmo tempo (São Paulo X Cruzeiro e Venezuela X Equador), optei, “racionalmente”, por acompanhar o jogo do Brasileirão na TV e o jogo da Copa América no computador (confesso que vi em maiores detalhes o jogo do tricolor).

No jogo do Brasileirão esperava que  o tricolor sofresse a 4ª derrota seguida, pois além da crise que culminou com a demissão do PC Capergiani o jogo era contra o Cruzeiro embalado deste que “Pai Joel” assumiu o comando da equipe. Confesso que me surpreendi, primeiro com a escalação – o São Paulo jogou em um 4-5-1 (com 3 volantes (Rodrigo Souto, Wellington e Casemiro), dois meias (Rivaldo e Marlos) e só o Dagoberto na frente) que alternava para um 3-6-1 – priorizando o “povoamento” do meio de campo, porém com um pouco de qualidade técnica. Me surpreendi também com o bom toque de bola da equipe que soube acelerar e cadenciar o jogo no momento certo, o que acredito ser fruto da escalação do Rivaldo.

O São Paulo não fez uma brilhante apresentação, mas percebe-se uma mudança de postura. Casemiro e Rivaldo deram um toque de qualidade no meio, que faltou durante este ano, embora eu não concorde com a opinião da maioria dos torcedores que afirma que Rivaldo fez uma excelente partida (excelente partida ele não faz desde 2004), é verdade que o veterano com os 2 pés amarrados nas costas é melhor que o Carlinhos Paraíba.

Ainda assim, acredito que o tricolor ainda carece de um maior poder de finalização (o time corre, toca a bola e não finaliza bem), o que só deve se resolver com a estreia (se é que vai acontecer) do Luís Fabiano.

Por enquanto o tricolor está na 3ª colocação com 18 pontos, graças as 5 vitórias sob o comando do Carpa, e assim como o Fluminense ainda não empatou no Brasileirão.

Na próxima rodada uma pedreira (Internacional no Beira Rio), vamos ver como o time reage.

Ah, sobre o jogo da Venezuela: deu a lógica Venezuela líder e rumo à campanha histórica.

Resumindo o sábado foi muito legal!!

Nem 8 e nem 80!

No jogo do último domingo (26/06/2011), o SCCP goleou o Tricolor por 5X0.O mesmo  São Paulo que até então havia vencido suas 5 primeiras partidas e sofrido somente um gol.

Qual será o verdadeiro São Paulo neste Brasileirão? O que venceu 5 jogos seguidos? O que sofreu a maior goleada do clube em Campeonatos Brasileiros?

Nem um, nem outro. Nem oito e nem oitenta.

O São Paulo Futebol Clube neste Campeonato, é uma equipe ainda em formação que muito provavelmente oscilará muito, com alguns bons jogos, jogos medianos e jogos sofríveis.

No jogo de ontem, antes mesmo da expulsão (justíssima) do Carlinhos Paraíba, o Corinthians dominava o jogo e muito provavelmente o venceria (não de 5X0). Por isto, acredito que a expulsão não foi determinante para a derrota, mas sim para a, como diria o Tite, “elasticidade” do placar.

É claro que  a derrota era algo um tanto quanto previsível em função dos desfalques do tricolor (Lucas, Casemiro, Rodolpho, Rodrigo Souto e Juan não jogaram), porém  a goleada se deu porque a equipe estava em uma tarde para se esquecer.

Até o MITO falhou! Lembrando que a falha se deu quando o jogo já estava resolvido há muito tempo e que não influenciou na classificação do time. Rogério Ceni continua com crédito, já que pelo menos 6 dos 15 pontos do tricolor são fruto das excelentes partidas que fez contra Atlético Mineiro e Ceará.

O Corinthians fez o que tinha que fazer. Aproveitar a fragilidade do adversário e jogar em busca do gol.

O tricolor não pode reclamar da arbitragem, não pode reclamar da postura do adversário, a derrota foi justa e incontestável.

Cabe esquecer a derrota e buscar novas vitórias neste Brasileirão que é longo e sera disputadíssimo.

Já na próxima quarta (que calendário, hein?!), o tricolor volta a campo, de novo cheio de desfalques, contra o Botafogo no Morumbi.

O que esperar do tricolor neste jogo! Sofrer outra goleada ou dar espetáculo?

Nem um, nem outro.

Nem 8 e nem 80!

O massacre

Não tem muito como descrever o jogo de agora há pouco no Pacamebu.

Diante de mais de 30 mil pessoas, o Corinthians atropelou o São Paulo, que cheio de desfalques e com um técnico que não colabora muito, apenas assistiu ao show corinthiano, comandado por Liedson e Danilo.

Depois de um primeiro tempo no qual os donos da casa pressionaram, criaram diversas oportunidades mas pararam nas mãos de Rogério Ceni, na segunda etapa, com um jogador a mais, a equipe do Parque São Jorge aproveitou da superioridade para golear o adversário.

Fica difícil fazer qualquer análise tática ou técnica diante de um resultado destes, pois depois dos 3 a 0 um time pega toda a confiança do mundo e o outro reza para a partida terminar logo, para que o vexame não seja grande demais. Alguns pontos merecem destaque:

– Para mim a arbitragem foi correta na expulsão do Carlinhos Paraíba;

– O Corinthians, contrariando o DNA de seu treinador, foi ofensivo o tempo todo, marcando pressão e buscando o gol, mesmo depois do resultado definido;

– Apesar do frango histórico, Rogério Ceni jogou muito bem, mostrando que está em ótima fase;

– Chega a ser patético o Carpegiani reclamar de falta de experiência de seus jogadores e deixar Ilsinho e Rivaldo no banco.

Agora resta ver como cada equipe vai reagir ao resultado. Mesmo líder, o SPFC deve tomar cuidado para que uma crise não surja nos lados do Morumbi, e com toda a confiança do mundo o Corinthians não pode esquecer do quanto seu elenco é frágil.

Líder… Até quando?

O São Paulo conquistou ontem sua 5ª vitória nos 5 primeiros jogos do Campeonato Brasileiro, algo inédito desde 2003 quando começou o campeonato por pontos corridos. É bom lembrar que em 1977 o Atlético Mineiro (que foi vice-campeão naquele ano) venceu as 8 primeiras partidas do campeonato.

Ainda assim, é de se ressaltar o feito da molecada tricolor. O Clube iniciou o Brasileiro em meio a desconfiança causada pela má atuação e desclassificação na Copa do Brasil, todos apostavam (inclusive eu) que iniciaria o campeonato com derrota contra o atual campeão, porém o time venceu e foi incorpando.

É claro que ainda é só o começo de um campeonato longo, mas é de se ressaltar que o tricolor enfrentou adversários de níveis diferentes nestas 5 rodadas. Enfrentou e venceu times que tem elenco para brigar pelo título como  Fluminense e Grêmio, venceu também adversários intermediários como Figueirense e Atlético Mineiro, e venceu neste domingo um candidato ao rebaixamento (Ceará).

Em todos estes jogos a molecada foi testada e aprovada, não sem sustos é claro –  nos jogos contra Atlético e Ceará , Rogério precisou mostrar que ainda é o melhor goleiro do Brasil, e contra o Figueirense a vitória veio somente nos acréscimos.

Porém é possível afirmar que a equipe evoluiu da fatídica eliminação da Copa do Brasil. O sistema defensivo tem demonstrado regularidade (mesmo com as ausências de Miranda e Rodolpho), o meio-campo tem sido mais criativo (muito em função do posicionamento do Casemiro que está jogando mais a frente) e o ataque continua veloz, embora ainda careça de melhor aproveitamento nas finalizações.

Acredito que um grande teste para a molecada será o próximo jogo, os meninos terão pela frente pela primeira vez neste Brasileirão um clássico estadual, jogo em que tudo pode acontecer. O adversário será o SCCP que também vive um bom momento no campeonato, é vice-líder (não errei as contas, o SCCP perdeu somente 2 pontos e SEP perdeu 4 pontos)  e tem a vantagem de jogar em casa (alugada).

Uma pena que o meia Lucas estará com a seleção da CBF e não poderá enfrentar (de novo) o SCCP, de qualquer forma será um grande jogo e em caso de vitória tricolor mais uma afirmação da molecada, caso ocorra uma derrota a liderança passará para o rival.

Tudo faz com que o jogo de domingo seja imperdível assim como a Edição ao vivo do Em cima da linha, logo após o clássico.

Depois deste grande jogo veremos como o time renderá sem Lucas por um mês e sem Casemiro no mês seguinte.

Mas aí é assunto para outro post.

 

São Paulo vence o Ceará e entra para história

Em uma excelente partida do goleiro Rogério, tricolor vence o Ceará e se torna a primeira equipe da “Era dos Pontos Corridos” a vencer 5 jogos seguidos.

O tricolor tem agora 15 pontos  e sofreu apenas 1 gol nas 5 rodadas.

Além de Rogério, se destaque para a boa partida do zagueiro Luiz Eduardo (de apenas 18 anos) e um belo gol do Lucas, que desfalcará o clube em virtude de sua convocação para a Copa América.

Vale citar que o tricolor por alguns minutos jogou com 9 jogadores formados na base (veja em http://emcimadalinha.com.br/blog/2011/06/18/base-tricolor-2/).

Amanhã escreverei mais detalhes sobre o jogo.