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Liderança distante

Liderança distante

Não costumo escrever logo após os jogos do tricolor porque prefiro “digerir” o resultado e emitir minha opinião com isenção mas, como terei um domingo muito corrido respirei bem fundo e contei até 633 para escrever esta coluna. Então vamos lá:

Posso parecer repetitivo (e estou sendo), mas o São Paulo vai continuar tendo dificuldades para jogar no Morumbi devido as características do time, boa parte dos jogadores do meio para frente é de característica para este tipo de jogo, são velocistas, correm e não conseguem pensar o jogo. Dagoberto, Lucas, Fernandinho, Ilsinho e Marlos jogam assim. O único jogador com característica e condições de pensar o jogo e saber o momento de cadenciar ou acelerar é o Rivaldo que não tem condições físicas de jogar em alto nível 2 vezes na semana – 1 vez já está díficil. Outro agravante é o fato de não ter no elenco um jogador com capacidade de jogar de costas, prender a marcação e segurar a bola na frente para chegada dos meias, já que Luis Fabiano não deve estrear tão cedo.

No jogo de hoje o tricolor, apesar de ter uma defesa completamente remendada com Zé Vitor improvisado na zaga ao lado de João Filipe (que diga-se de passagem é limitadíssimo), começou razoavelmente bem o jogo, com toques rápidos e insinuantes, embora sem levar perigo ao gol do Atlético Paranaense. Até em uma falta idiota do único zagueiro tricolor, bola na área e GOL do Atlético.

Felizmente, o tricolor na jogada seguinte empatou o jogo com um golaço de Ilsinho (que só fez isto no jogo) e equilibrou o jogo que no primeiro tempo foi muito feio – apesar da dedicação dos atletas que estavam em campo.

No segundo tempo a história continuou 2 times muito dedicados e sem nenhuma demonstração de talento, até que em uma jogada de contra-golpe os paranaenses fizeram 2X0  e fizeram com que a torcida começasse a jogar contra o próprio time.

No final do jogo o tricolor achou um gol e empatou o jogo e tornando ruim um resultado que era horrível.

Não se pode reclamar de falta de empenho dos jogadores, até porque isto é o máximo que alguns deles podem fazer (João Filipe, Jean, Fernandinho e Piris principalmente) muito menos do técnico que escalou o que podia diante dos inúmeros desfalques (principalmente na defesa).

O que precisa ficar claro para o torcedor tricolor é que esta será a normalidade do grupo tricolor, ou seja, jogos fora melhor que os de casa, instabilidade emocional e muitos sustos.

Ao que parece o tricolor não terá regularidade para brigar pelo título e a Libertadores de 2012 pode ficar mais distante principalmente se outra equipe brasileira vencer a Sul Americana, o que diminui para 3 as vagas do Brasileirão para o principal torneio continental.

Os time sonhava dormir na liderança, mas demonstrou não ser merecedor dela.

A cada rodada a liderança fica mais distante.