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Neymar e Chicharito, “os caras” da última rodada do grupo A

O grupo A se encerrou segunda e Brasil e México garantiram suas vagas nas oitavas de final em primeiro e segundo respectivamente. A seleção brasileira passeou frente a mosca morta camaronesa, enquanto a mexicana teve muitas dificuldades até construir o placar que assegurou sua vaga. Vamos então aos jogos

Brasil 4 x 1 Camarões
Olhar para o placar desse jogo apenas soa extremamente enganoso sobre o que realmente foi a partida. O Brasil fez um primeiro tempo realmente desesperador, tanto que imagino que os técnicos de Holanda e Chile viam aquilo e pensavam: vai ser uma baba.

O time começou até fazendo alguma pressão, mas logo começou a tomar uns sustos de Camarões, que deu a impressão que parariam quando o Neymar(sempre ele) fez o primeiro gol, porém o que se viu foi exatamente o contrário. Camarões foi para cima, pressionou o Brasil, que nem ao menos conseguia sair com a bola, começou a ceder escanteio atrás do outro e pior, perdia todas as jogadas pelo alto(Thiago Silva e David Luiz, dois ótimos cabeceadores tomaram baile dos camaroneses). Tanto pressionaram que conseguiram o empate em um lance… de cabeça! Coube ao Neymar(alguma surpresa nisso?) colocar o time à frente de novo e dar certa tranquilidade para a saída do intervalo.

Paulinho continuava a ser a mesma nulidade de sempre, tanto que dessa vez finalmente saiu(aleluia!!!) e entrou o Fernandinho no lugar, o que melhorou consideravelmente o time, que conseguiu dominar Camarões(o que não é algo lá muito difícil, diga-se) e marcou mais dois gols, com o Fred(finalmente) e Fernandinho.

Exceção feita ao Neymar, que agiu como craque que é e foi decisivo quando o time precisou, ponto positivo a entrada do Fernandinho, que por mais que se diga que Camarões nesse caso não foi um grande paramêtro, o Paulinho nem mesmo contra eles conseguiu jogar, ou seja, com ele realmente houve um avanço. O problema é saber se o Felipão vai desempacar e aceitar que o time precisa de mudanças.

O Fred continua mal, porém nessa partida, diferente das duas primeiras, notou-se esforço dele em buscar jogadas, arriscar e não ficar só esperando bola no pé, tanto que até gol conseguiu marcar, mas ainda é muito pouco para o que se esperava dele.

A maior sorte do Brasil foi ter passado em primeiro e pegar o Chile, que apesar de ter um time muito bom, não tem jogadores como Robben e Van Persie, que considerando as duas avenidas que o Brasil tem nas laterais, iam fazer a festa sem dó. O técnico parece não enxergar ou finge que não enxerga, é algo realmente difícil de entender…

Pegar o Chile nas oitavas é positivo principalmente pelo mesmo clima que havia para o México quando enfrentou o Brasil: o retrospecto. O histórico de freguês dos chilenos frente ao Brasil é muito extenso e isso acaba sempre pesando na hora do jogo. Algo ainda sim deve ser ressaltado: de todas seleções chilenas que o Brasil enfrentou nos últimos anos e diria até nas últimas copas, essa é de longe a melhor, mais qualificada e com melhor jogo de equipe dentre todas, ou seja o jogo será duríssimo, pois eles tem um jogo coletivo consideravelmente melhor que o brasileiro.

Entrando o Fernandinho o time já terá corrigido um dos problemas, porém com apenas essa mudança, a seleção dependerá de mais um dia iluminado do Neymar para garantir a vaga as quartas. É muito pouco, porém atualmente é a melhor opção que se tem.
Croácia 1 x 3 México

Jogo bem duro para os mexicanos que até parte do segundo tempo sofreram muito com a pressão da seleção croata, que chegava, mas não conseguiu transformar a pressão em gols. Mandzukic, Rakitic e Perisic eram de longe os mais perigosos. Ochoa, como vem sendo rotina nessa copa, fazendo grandes defesas e o time ia segurando o empate aos trancos e barrancos.

Chicharito, foi o cara do jogo
Chicharito, foi o cara do jogo

Tudo então começou a mudar quando saiu o inoperante Giovani dos Santos(que vem jogando bem a copa, diga-se, mas nesse jogo mal pegou na bola) e entrou o Chicharito Hernández. Ele entrou bem demais, mudou o setor ofensivo do México, que passou a levar muito mais perigo ao gol de Pletikosa, que sofria com a velocidade que ele imprimia nos lances e em um escanteio Rafa Marquez finalmente fez. Depois foi só ampliar com Guardado e o próprio Hernández que também deixou sua marca(merecido) e Perisic só pode comemorar(se é que há algum motivo para isso) por ser o primeiro a vazar o até então invicto Ochoa.

Considero essa uma classificação até surpreendente, pois o México não chegou bem na copa, veio de uma eliminatória(que posso dizer gentilmente) patética, porém fez 3 jogos excelentes na primeira fase, superando inclusive aquela que eu considerava o time mais bem montado até então, que era a seleção croata. Superou eles na capacidade de ser mais eficiente, pois apesar de o time croata durante boa parte do jogo ter sido o time mais perigoso, o selecionado mexicano foi sem dúvida muito mais objetivo ao não desperdiçar as chances que teve e conseguir assim uma merecida classificação.

Agora pegam a seleção holandesa como grandes azarões, porém em nenhum momento podem ser menosprezados, pois já mostraram nessa copa que se forem subestimados, podem surpreender a acabar passando por cima e levando a classificação(apesar de que eu considero que a Holanda passa, mesmo que com alguma dificuldade, por eles).

Palpitômetro – Saldo grupo A e B

Terminada a primeira fase para os grupos A e B, chegamos ao momento de ver o saldo do Palpitômetro de ambos(em cima o palpite e embaixo o resultado do jogo).

Grupo A

Brasil Vence Croácia
Resultado – Brasil 3 x 1 Croácia

México vence Camarões
Resultado – México 1 x 0 Camarões

Brasil empata com México
Resultado – Brasil 0 x 0 México

Croácia vence Camarões
Resultado – Croácia 4 x 0 Camarões

Brasil vence Camarões
Resultado – Brasil 4 x 1 Camarões

Croácia vence México
Resultado – Croácia 1 x 3 México

Classificação final(palpite)

Brasil – 7 pontos
croácia – 6 pontos
México – 4 pontos
Camarões – 0 ponto

Classificação final(real)

Brasil – 7 pontos
México – 7 pontos
Croácia – 3 pontos
Camarões – 0 ponto

Análise dos palpites – Acerto de quase 100% nos resultados, porém a surpresa fica pela evolução mexicana, que está fazendo até agora excelente copa. Brasil fez o dever de casa e Camarões como esperado fez uma campanha patética.
Grupo B

Espanha empata com a Holanda
Resultado – Espanha 1 x 5 Holanda

Chile vence Austrália
Resultado – Chile 3 x 1 Austrália

Espanha empata com Chile
Resultado – Espanha 0 x 2 Chile

Holanda vence Austrália
Resultado – Holanda 3 x 2 Austrália

Espanha vence Austrália
Resultado – Espanha 3 x 0 Austrália

Chile vence Holanda
Resultado – Chile 0 x 2 Holanda

classificação final(palpite)

Chile – 7 pontos
Espanha – 5 pontos
Holanda – 4 pontos
Austrália – 0 ponto

Classificação final(real)

Holanda – 9 pontos
Chile – 6 pontos
Espanha – 3 pontos
Austrália – 0 ponto
Análise dos palpites – Holanda surpreendeu, muito em função da copa fabulosa até o momento que vem fazendo Van Persie e Robben, os diferencias da classificação e o que basicamente me derrubou nesse grupo. Espanha pífia e o Chile como esperado fazendo boa campanha, mas sem ser páreo para a Holanda. Austrália coitada sofreu nesse grupo.

Saldo dos jogos:

12 partidas

8 acertos

4 erros

Ochoa e Mario decisivos e Croácia a melhor do A

Terminada a segunda rodada do grupo A, vou comentar os jogos à parte, mas de cara vou fazer uma análise do que foi visto até agora(o que irá deixar os pachecos de plantão malucos), a conclusão de que a melhor seleção do grupo A é a… Croácia!!

Parace absurdo que o time que perdeu uma e ganhou outra seja o melhor? Talvez… porém é tudo questão de analisar;

Camarões – patético, nem vale comentar.

México – um bom time, defende bem e apesar de atacar com alguma qualidade, tem um repertório ofensivo um pouco limitado, talvez em função da péssima fase do Chicharito Hernandez.

Brasil – é o time do “toca pro Neymar”(na análise do jogo vou explicar melhor).
Analisando a derrota do time para a seleção brasileira, nota-se que o time jogou muito bem, foi um time que mesmo perdendo, sabia o que estava fazendo(não era aquela coisa de atacar de qualquer jeito) e certamente sentiu muito a falta do seu atacante Mandzukic(coisa que eu havia dito antes que era sorte do Brasil ele não jogar) e que já fez a diferença no jogo que participou. É sem dúvida nenhuma o melhor conjunto dos 4 times do grupo A, mesmo não tendo craques em todas posições, é o time mais organizado e que sempre sabe o que fazer com a bola nos pés.

Talvez não tenha vida tão longa na copa pelo cruzamento de grupos(Holanda e Chile estão jogando muito mais), porém não é nada impossível que em uma tarde feliz o time consiga ter uma vida ainda mais longa na copa.

Sobre a rodada:

Brasil 0 x 0 México

Jogo onde o goleiro Ochoa salvou a pátria mexicana, além do claro fato de que o México fez uma excelente partida(a história também já citada da dificuldade do Brasil com os mexicanos) e teve a chance de sair com a vitória em diversos momentos, porém dessa vez o Brasil contou com uma boa atuação de ambos jogadores de defesa, além de mais um bom jogo do Luiz Gustavo(jogador que vem salvando a pátria) o que de certa forma facilitou a vida do Julio Cesar, que quando foi exigido, mais uma vez rebateu a bola para o meio da área(fazendo juz a alcunha de “mão de pau”) deixando a torcida em pânico(menos em pânico certamente que a russa), porém sem grandes riscos justamente devido aos zagueiros que faziam boa cobertura desses lances.

Agora o problema da seleção brasileira(e ficando bem claro, em momento nenhum desmerecendo o ótimo jogo do México, porém baseado no que a seleção pode oferecer) é aquela sensação de que o time joga na base do “toca pro Neymar que ele resolve”, o que obviamente é muito, mas muito pouco.

Paulinho não vem jogando nada, teve duas atuações pífias, limitando-se a dar toquinhos de lado. Nem de longe lembra aquele dos tempos de Corinthians, onde ele só não era o melhor do Brasil porque o Neymar também estava aqui. O Fred pensa que é uma árvore, pois fica o jogo inteiro plantado, não vai buscar bola, não faz pivô, não se desmarca e a única vantagem dele é o fato de saber que para o seu lugar tem o Jô, que consegue ser ainda pior.

Outro ponto falho é o sistema defensivo capenga do Brasil, que tem dois laterais que atacam muito bem e defendem mal, o que lembra um bocado o time de 2002, que tinha o mesmo problema com o Roberto Carlos e o Cafú.

Por que não então montar o time mais ao estilo de 2002? Tirando o Paulinho e o Fred e colocando o Henrique e o Hernanes em seus lugares. Sim, vocês não leram mal, eu disse Henrique pelo fato de ele já ter feito isso no Palmeiras. Poderia ser o David Luiz, porém ainda prefiro ele na zaga ao invés do Dante(seria o Miranda caso ele tivesse sido convocado). E o Hernanes pelo simples fato de ele dar muito mais qualidade a saída de bola do time.

O time montado dessa forma teria uma defesa com 3 zagueiros que deixaria os laterais livres para atacar(o que eles fazem de melhor), teria uma saída de qualidade com Hernanes, um meia que seria o Oscar, que vem jogando bem, para ser o criador de jogadas e no ataque Neymar e Hulk, que dessa vez jogaria ao estilo que fazia no Porto, nos tempos que tinha como seu parceiro o Falcão Gárcia, onde tinha liberdade para chegar no ataque e chutar de longe(haja visto a quantidade de gols que ele fez nessa época), diferente do que faz agora, onde fica preso na lateral, mais preocupado em marcar do que atacar.

Problema maior disso é que seria mudar demais e a comissão técnica tem dois dos caras que menos mudam esquemas durante competição, são muito limitados nesse ponto, não tentam arriscar. Principalmente o Parreira, que muitas vezes passa a impressão de ser o cara que ajeita o esquema do time, principalmente no que diz respeito a manter ele insosso.

Considerando que minha ideia dificilmente será posta em prática, resta a torcida esperar que os jogadores resolvam jogar e que o Neymar decida todos jogos até o titulo, porque do jeito que vai, o time nem na final chega(pelo menos não com essa bolinha que tá jogando).
Croácia 4 x 0 Camarões

Depois de ser garfado sem dó pelo Nishimura, a seleção croata, contando com a volta de seu atacante Mandzukic, fez uma partida impecável e com dois gols dele, um de Olic e outro de Perisic, venceu com muita facilidade a seleção camaronesa, que ainda contou com o “gênio” Song, que com o time perdendo por 2 a 0 e precisando do resultado para ainda ter chances de classificação, agride o croata com um soco nas costas sem bola e é expulso, parabéns para ele por ser uma besta.

O time vai com moral para a última rodada também para uma partida um tanto quanto imprevisível contra o México, que ainda sim eu aposto na vitória croata, principalmente pelo bom futebol mostrado e pela ótima fase dos seus melhores jogadores, que diga-se, são melhores que os mexicanos.

Temos muitas opções

Muito tem se discutido sobre a falta de opções do banco da seleção brasileira, principalmente após o empate de hoje contra o México.

Acho que temos que separar vários assuntos diferentes.

Essa seleção que está disputando a copa ficou com um baita rojão na mão. Se pegarmos a idade de Neymar (22 anos), Oscar (22), Paulinho (25), Luis Gustavo (26), David Luiz (27), Hulk (27), etc, veremos que eles estarão (ou deveriam estar) no auge em 2018 (principalmente se pensarmos que os jogadores de defesa ficam melhores quando mais experientes). Mas então, por que a copa “caiu no colo” deles?

Ronaldinho (34), Kaká (32), Adriano (32), Robinho (30), Diego (29), Carlos Alberto (29), Alex Silva (29), Miranda (29), entre outros, simplesmente deixaram a peteca cair. Acho que podemos excluir da lista o Adriano, que é doente (para mim alcoolismo é doença) e o Miranda, que poderia muito bem estar nessa copa.

Tirando isso, onde estão os craques que deveriam estar levando a seleção nas costas? Evidente que não formaríamos uma seleção somente com jogadores acima dos 30 anos, mas se eles tivessem condições técnicas – e principalmente físicas, lógico que seriam os principais nomes, os jogadores que colocariam a cara a tapa nesta Copa do Mundo.

Partindo disso, acho que os jogadores que estão representando o futebol nesta seleção brasileira devem ser reconhecidos por uma característica que durante algum tempo esteve em falta no nosso futebol: personalidade. Você não vê nenhum jogador tirar o pé de dividida, fugir da responsabilidade, ficar em cima do muro. Até com uma certa marra, essa seleção “vai pro pau”, e ganhar ou não, dentro desta perspectiva, acho que é do jogo.

Posto isso, vamos analisar a seleção taticamente, para buscar entender melhor os pontos fortes e fracos dela. Teoricamente, o desenho tático da seleção (feito em um aplicativo porco de celular que eu não consegui exportar em jpg então veio um print mal feito mesmo) seria esse:

tatica01

 

Temos Julio Cesar no gol (que eu esqueci de colocar, mas nem faz falta, também), Dani Alves e Marcelo nas laterais fazendo a linha de defesa com David Luiz e Thiago Silva, Luis Gustavo e Paulinho no meio, Oscar armando, Neymar e Hulk nas pontas (trocando de lado permanentemente) e Fred isolado no ataque, mas recebendo apoio dos meias e laterais. Porém, sabemos que o time não fica assim bonitinho parado. Então tentei simular o comportamento da seleção em duas oportunidades: com e sem bola. Primeiro, como se comporta o Brasil quando tem a posse de bola.

tatica02

 

Daniel Alves e Marcelo vão para o ataque como (duas vacas loucas) se o jogo fosse acabar naquele lance (mesmo que aos 3 minutos de jogo), Luis Gustavo fica na defesa como se fosse um terceiro zagueiro, Paulinho sai para armar com Oscar, Hulk fica mais à direita para tentar puxar para a esquerda e finalizar (falta repertório, eu acho), Neymar fica na zona morta tentando fazer chover e o Fred é um cone, ou bonecão de posto, parado lá na frente. E defensivamente, como este time se comporta?

tatica03

 

Quando não tem a posse de bola, a seleção do técnico Luis Felipe Scolari costuma ter os dois zagueiros (monstros, diga-se de passagem, principalmente o David Luiz) presos na parte central, Luis Gustavo se matando para marcar em todas as direções, o Hulk se matando pra conseguir cobrir as costas do Daniel Alves (ou do Marcelo, quando está na esquerda), e o resto do time fica meio que olhando, com destaque para Daniel Alves e Marcelo, que desempenham bem o papel de cones na recomposição, fingindo que não é com eles e rezando para dar tudo certo.

O que eu vejo de bom nessa seleção:

– O apoio dos laterais (mas nem tanto). Não há uma jogada sequer em que Dani e Marcelo não estejam apoiando. Não deveriam ir ao mesmo tempo, é verdade, mas é a vida, não dá pra controlar os meninos, então aproveitemos a habilidade e visão de jogo de ambos. Acho que deveriam treinar mais cruzamentos e chutes ao gol. Toda hora entrar tabelando funciona no videogame (nem isso eu tenho conseguido, #chateado) mas no futebol de verdade costuma ser um problema, então aumentar o repertório de jogadas seria uma boa;

– Neymar Jr. O menino prodígio está jogando demais, não foge de nenhuma dividida e tem evitado cair. Com seu talento, não precisa de mais nada além de boa vontade e inteligência tática. Demonstra personalidade e é um dos jogadores que menos tem sentido o peso de jogar em casa.

– Oscar. Pode não ser o meia dos nossos sonhos. Pode não ser aquele jogador que chega no ataque com a força que esperamos. Mas comecem a reparar a quantidade de bolas que ele recupera no campo de ataque, e a partir daí temos muitos lances perigosos. Sem falar na inteligência dele, que muitas vezes parece escondido no canto mas está puxando a marcação para abrir espaço (que não está sendo aproveitado) para o Paulinho e os laterais.

O que não estou gostando nessa seleção:

– Laterais. Acho ótimo uma dose de irresponsabilidade, mas duas já soa meio como exagero. Dois laterais que avançam loucamente é quase um suicídio, no futebol moderno. Basta jogar alguém nas costas deles que é certeza de calafrio nos torcedores.

– Paulinho. Ok, ele é Corinthians (maloqueiro e sofredor), deu a Libertadores e o Mundial para nós, mas está mal na seleção. Porém, ao contrário da maioria que acredita ser uma questão técnica, vejo como um problema tático. Paulinho não é armador, não é válvula de escape de time algum. Ele é segundo volante, sua primeira missão é marcar, e só depois chegar como homem surpresa no ataque. Na seleção, ele não está marcando, e está com a responsabilidade de ser um dos armadores do time. Aí não vai rolar mesmo. Também acho que ele está muito sobrecarregado, porque toda hora tem que corrigir algum erro do Dani Alves. Mas talvez seja mais fácil sacar ele do time do que corrigir o problema estrutural da equipe.

– Fred e Hulk. Do Fred eu esperava muito mais, e é nítido que ele não está na sua melhor forma física – e como técnica não é o forte dele, não faz muito sentido mantê-lo no time (mas para colocar o Jô, continuo optando pelo cone). Quanto ao Hulk, acho que ninguém espera muito dele. Apesar dele ser mais que um jogador forte, ninguém acha que ele vai criar lances de extrema habilidade. E como ele não é de frustar expectativas, não está fazendo nada mesmo.

Como resolver tudo isso?

Não vou apontar nenhuma solução que envolva jogadores que não foram convocados, porque a essa altura do campeonato Inês é morta. Um Philipp Coutinho cairia como uma luva em jogos como hoje, mas não adianta ficar chorando pelo leite derramado.

Com o elenco que tem em mãos, o Felipão pode fazer alterações de jogador ou mudar taticamente. Como ele é teimoso e não treinou opções quando teve oportunidade (aqueles amistosos inúteis contra seleções inexpressivas seriam excelentes para isso) acho que ele vai no máximo trocar um seis por meia dúzia, mas vou listar opções aqui (vai que o Parreira lê o site…):

– Tirar um lateral e colocar um terceiro zagueiro. Isso diminuiria o número de bolas pelas pontas que a seleção leva e potencializaria o poderio ofensivo do lateral que restar no time. Eu, particularmente, tiraria o Daniel Alves, e colocaria o Dante. Isso já traria um equilíbrio interessante ao time, pois fortaleceria a defesa, daria mais tranquilidade para o Paulinho, e ainda reforçaria as descidas do Marcelo.

– Tirar os dois laterais e colocar dois zagueiros. Não, eu não enlouqueci. Além de trocar o Dani Alves pelo Dante, o Felipão poderia tirar o Marcelo e colocar o Henrique (aí é que mora o problema). Assim, David Luiz poderia assumir como volante, onde tem jogado nos últimos meses, ao lado do Luis Gustavo, teríamos Paulinho, Oscar, Neymar e Hulk com toda a liberdade do mundo para atacar e o nosso cone lá na frente para finalizar. Acho improvável e desnecessário, mas não é algo para se descartar completamente, pelo menos em alguns momentos de alguns jogos.

– Trocar o Daniel Alves pelo Maicon. Parece troca de seis por meia dúzia, mas não é. O Maicon sobe muito menos e defende muito melhor. Ganharíamos em marcação, mas o time ficaria meio penso pelo lado esquerdo, o que poderia ser resolvido se o Paulinho tivesse mais liberdade para atuar como ala direito (posição que ocupou várias vezes no Corinthians).

– Trocar o Fred pelo Bernard. Jogar sem um centroavante é algo que não conseguimos imaginar em um mundo no qual o Felipão é técnico. Porém, seria uma opção interessante. Aliás, a Espanha campeã de 2010 mostrou que é bem possível ganhar sem um atacante de ofício, até pela ausência de um matador (e agora pegaram nosso Jardel com grife, quebraram a cara e estão desesperados para ganhar do time do Valdivia, lamentável). O time ficaria bem mais leve, mais rápido, e o Neymar ganharia ainda mais liberdade para atacar. Em compensação, ficaríamos ainda mais dependentes do namorado da Marquezine.

Como vocês podem ver, são muitas as opções. Poderíamos falar sobre a entrada do Hernanes, que chuta bem de fora da área, do William (sei lá o que veem nele, acho que tem muito jogador melhor por aí), do Ramires, exceto do Jô, que realmente não deveria nem estar no grupo. O que não dá é pra dizer que a seleção não tem opções de mudar um jogo no decorrer da partida – desde que tudo isso acima seja treinado.

Tenho pra mim que quem comanda taticamente a seleção é o (pé de uva) Parreira, e o Felipão cuida da parte emocional.  Chega a ser assustador ver que a seleção não tem um plano B, não tem variação tática, mesmo com tantas opções dentro do elenco. Tudo isso deveria ter sido testado há muito tempo.

Mas isso só mostra o quanto somos desorganizados também dentro de campo, e do quanto precisamos de uma nova e boa geração de técnicos.

Acredito que a situação não é nem um pouco desesperadora. Empatamos com uma seleção razoavelmente boa, tem a pressão por estar jogando em casa, e pra mim é certa a classificação em primeiro lugar – que falta o México sentirá daqueles dois gols mal anulados.

Mas também não é pra achar que está tudo ótimo e que a seleção está evoluindo, como o Felipão disse várias vezes na coletiva de hoje. Tem que procurar entender o que está dando errado e corrigir – e algo me diz que ele vai trocar umas duas peças para o próximo jogo.

Ah, e antes de me despedir, o registro: o Julio Cesar é fraco, e não foi testado de verdade ainda na copa. Quando a bola chegou, via de regra rebateu para o meio da área. Isso me preocupa, e muito.

Mas eu já escrevi por demais hoje. E vocês, o que mexeriam e o que manteriam na seleção brasileira? Comentem!

Rivais do Brasil – O que devemos esperar do México

Chegamos ao segundo confronto e o segundo passo na escalada rumo ao hexa do Brasil. O adversário de hoje é o já conhecido(e causador de grandes dores de cabeça) México. Dá quase pra dizer que eles são a Noruega do século 21, já que a seleção nórdica era daquelas que dava desespero no Brasil a cada jogo.
O que esperar dos mexicanos?

Nessa copa é muito difícil de dizer, pois apesar do time ser bastante razoável, deu o azar de cair em um grupo com uma seleção forte como é a da Croácia, então o risco é grande de que nem sequer passe de fase.

O que esperar deles em relação ao Brasil?

Certamente um jogo ainda mais encardido do que o contra a Croácia, pois o time além de tudo vem animado pelos recentes sucessos frente a seleção canarinho

Ponta fraca do time?

Não vejo nenhum jogador realmente comprometedor no México, a maioria está toda no mesmo nível, entre eles claro. O time evoluiu desde a derrota para o Brasil na copa das confederações, talvez a defesa, que depende da proteção do Rafael Marquez, que pode ter sérios problemas em enfrentar um ataque rápido como é o do Brasil.

O “cara” do time?

Deveria ser o Chicharito Hernandez, porém no primeiro jogo nem no time titular ele estava, então ele está fora. Coloco para esse jogo dois destaques: o Giovani dos Santos e o Peralta. O primeiro como cérebro do time, que teve dois gols injustamente anulados, veio com vontade de mostrar um pouco do porque tanta expectativa tinha em torno dele. Já o segundo vem em excelente fase e ainda foi o carrasco do Brasil nas olimpíadas de 2012, tendo marcado os dois gols do time e ainda foi o jogador que marcou o gol da vitória mexicana contra Camarões.

Chances no mundial?

Pequenas novamente, pois mesmo que passe dessa fase(o que acho muito improvável), o cruzamento com o grupo B não promete dar chance de vida longa ao time mexicano, ainda mais se cruzar com a Holanda jogando o que jogou contra a Espanha.

Considerações finais:

O Brasil deve conseguir sua segunda vitória frente aos mexicanos, porém com mais dificuldade do que teve frente à Croácia, porém não descarto que esse jogo termine empatado, dada a evolução mexicana desde o último jogo e o fraco desempenho brasileiro(caso o mesmo se mantenha) do jogo de estréia.

Grupo “A”rbitro, em homenagem aos protagonistas da rodada

Brasil 3 x 1 Croácia

Resultado que quem olha diz que o Brasil estreiou bem, com uma vitória tranquila, porém quem viu o jogo, sabe que a coisa foi muito diferente disso.

O time entrou muito tenso, nervoso e fez uma partida muito aquém do que se esperava. Os laterais foram muito mal com Daniel Alves sendo uma verdadeira avenida e Marcelo então nem se fala, até gol contra fez. Paulinho também sumido, assim com o Júlio César fazendo algumas defesas dignas de deixar os brasileiros temerosos pelo futuro(rebatendo bola para o meio da área, deu sorte de não ter um atacante de mais presença, porque senão o time tinha tomado mais gols).

A sorte foi que o jogo marcou a redenção do Oscar, que jogou demais, foi novamente o cérebro do time(assim como na Copa das Confederações) e teve nele o organizador do setor ofensivo, tendo sito justamente premiado ao final da partida com um gol, o que assegurou a vitória. Não se pode deixar de citar obviamente o Neymar(afinal ele marcou dois gols), mesmo que no contexto geral ele não tenha feito uma partida tão boa quanto a do Oscar, foi decisivo quando necessário e mostrou o porquê se coloca tanta expectativa nele.

Não se pode além de tudo esquecer de citar a excelente partida que a Croácia fez. Mesmo sem um de seus astros(o citado anteriormente Mandzukic), o time jogou muito em função dos erros do Brasil e a cada ataque era um perigo para a defesa brasileira, tendo os lances quase todos comandados por Modric e Rakitic, os dois excelentes meias da seleção croata. O time mostrou que além de tudo está muito bem montado, tanto que poderia ter conseguido um grande resultado na estreia mesmo, não fosse alguém que determinou o resultado, e será citado a seguir…

Esse foi o cara que determinou a sorte brasileira na estreia!! O juiz japonês Yuichi Nishimura(que não foi suspenso pela fifa, então guardem esse nome, pois ele promete na copa), o mesmo que apitou mal demais o jogo em 2010, aquele que o Brasil foi eliminado lembram-se? Aparentemente ele resolveu compensar aquele jogo e não só fez vista grossa a uma agressão digna de cartão vermelho do Neymar(o cara olha para o adversário e ainda vai e mete o cotovelo no pescoço do adversário? desnecessário…) como deu um pênalti absurdamente duvidoso no Fred(não sei o que foi pior, o cara cavar o pênalti, ou depois afirmar ainda que o pênalti de fato foi, esse merece o troféu óleo de peroba). Jogo que caminhava para um empate, teve no juizão o fator desequilíbrio para que a vitória chegasse. Uma pena pois o jogo estava bom e foi manchado por essa atuação horrível do mesmo.

México 1 x 0 Camarões

Outro placar enganoso. O México foi muito, mas muito superior aos camaroneses. Criou mais, chutou mais, sofreu pouca pressão, porém só conseguiu marcar um, certo? Errado!!!

Jogo que foi ainda mais estragado pela arbitragem, que parece decidiu tirar essa copa para aparecer. Tiveram a proeza de anular dois(acreditem, dois) gols legítimos da equipe mexicana, ambos marcados pelo Giovani dos Santos(que diga-se jogou bem demais, até muito mais do que eu esperava), um em impedimento inexistente(estava na mesma linha) e outro impedimento ainda mais absurdo, onde o jogador de Camarões que deu o último toque e ainda sim o bandeirinha viu lance irregular.

Capítulos lamentáveis à parte do grupo A(e infelizmente foram muitos), depois de ver esse jogo, pode-se dizer que o México é um time renascido em relação aquele da pífia eliminatória. Jogou muito bem e lembra mais o time que foi medalha de ouro em 2012. Vai dar muito trabalho para o Brasil(o que não é novidade) e vai brigar firme com a croácia pela vaga(não vejo ainda sim o Brasil ameaçado).

Camarões por outro lado tem um time fraco, pouco criativo, dependente demais de Eto’o e Mbia. a defesa tem duas avenidas(laterais fizeram uma partida horrível). Promete ser garantia de 3 pontos para Brasil e Croácia, pois com isso que jogou não ameaça ninguém.

As primeiras goleadas da Copa do Mundo 2011

Hoje 22 314 torcedores viram a equipe do Japão aplicar 4 x 0 contra o México no estádio BayArena, em Leverkusen.
Com três gols da experiente Sawa e um de Ohno, a equipe garantiu vaga na segunda fase da Copa do Mundo Feminina da FIFA e de quebra, Sawa assumiu a liderança da artilharia.
No segundo jogo do dia, a Inglaterra derrotou de virada a Nova Zelândia por 2 (Scott aos 63’ e Clarke aos 81’) x 1 (Gregorius aos 18’). O evento rolou no estádio Glücksgas-Stadion, em Dresden. 19 110 pessoas viram a disputa.

Partidas de ontem

Confirmando a previsão, as duas seleções favoritas venceram suas adversárias na segunda rodada do Grupo A. A França aplicou a primeira goleada da competição ao vencer o Canadá por 4 x 0 com gols de Thiney (24′ e 60′), Abily (66′) e Thomis (83′). O jogo ocorreu no Ruhrstadion, em Bochum e teve público de 16 591. Com os dois gols marcados, Gaëtane Thiney assumiu a vice- liderança da artilharia.
Na outra partida, a Alemanha derrotou a Nigéria por 1 x 0 com gol de Laudehr (54′). A partida foi disputada no Commerzbank-Arena, em Frankfurt. O publico foi de 48 817.
Com as vitórias, as seleções alemã e francesa garantiram vaga na próxima fase do torneio.

Brasil

A seleção brasileira volta a campo no dia 3 de julho. A equipe vai enfrentar a Noruega para tentar manter a liderança do grupo D.