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Só milagre…

Depois dessa leva de péssimos resultados(apenas 1 ponto conquistado em 9 disputados), apenas um enorme milagre salva o Palmeiras do rebaixamento.

Os 3 jogos mostraram um time que jogou melhor na maior parte do jogo, mas que conta com apenas o poder de decisão do Barcos, frente a outros jogadores que derrubam o time e o saldo mostra que o “São Barcos” não dá conta de compensar tanta ruindade/nervosismo dos jogadores do time.

Não tem sido por falta de ruindade dos rivais do time na luta pelo rebeixamento, pois a diferença para o Bahia, o primeiro fora é de 7 pontos, ou seja, com os 8 que deixou de conquistar nesses 3 jogos, já estaria fora da zona de rebaixamento.

Tudo isso comprova apenas que em se confirmando o rebaixamento, será uma conjunção de tantos fatores de incompetência/azar, além de muitos erros grotescos de arbitragem.

Situação impensada logo após o título da Copa do Brasil, quando se esperava que o time subisse de produção e s mantesse com relativa folga na parte de cima da tabela, porém o que se via era um time que jogava naquela: no próximo a gente resolve… e assim foi indo até chegar a atual situação, onde não tem mais pra onde postergar a decisão.

Lamentável o corpo mole de jogadores como D.Carvalho e Maikon Leite(fato citado pelo próprio Felipão), além claro de nunca o time poder contar com um dos seus principais jogadores: o Valdívia, que além de estar sempre machucado, ou qdo não estava, fazia partidas abaixo da crítica.

Como ainda faltam os jogos contra Flamengo, Atlético Goianiense e Santos, não farei uma análise mais aprofundada de tudo que ocorreu ao término do campeonato

Fator positivo dessas partidas, apenas a dedicação e determinação do Barcos(jogando como verdadeiro ídolo e lutando até o fim dos jogos), tanto que bateu a meta de 27 gols no ano e dos jovens João Denoni e Patrick Vieira, que ao contrário de muito jogador mais experiente que sentiu a pressão, eles vem jogando com muito mais tranquilidade e sendo dos melhores do time nas partidas. Destaque também para as boas apresentações do Wesley, que voltou e deu outra cara ao setor criativo e ao Henrique e Marcos Assunção(mas até aí nenhuma novidade).

Partida ingrata contra o Flamengo, ainda mais sabendo-se da sempre boa vontade que a arbitragem tem com eles, então não será surpresa se já nesse fim de semana a queda seja decretada por mais um erro contra.

 

Esperança renovada

Tratado como rebaixado certo, após a rodada do fim de semana, as esperanças do Palmeiras foram renovadas, graças a ótima vitória sobre o Cruzeiro por 2 a 0.

O time deixou a desejar em vários aspectos: a criação era falha(faltava um meia de fato, tanto que com a entrada do Wesley, que já tem um toque bem mais quaLificado, o time melhorou consideravelmente), o time ainda teve alguns momentos de nervosismo, deixando que o Cruzeiro chegasse com perigo a meta do Bruno(que fez boa partida e foi bem quando exigido). O diferencial do time novamente foram seus principais jogadores: Barcos e Marcos Assunção.

O primeiro já havia demonstrado empenho no jogo passado, quando foi para a partida em cima da hora, nessa foi decisivo: marcou os dois gols da vitória do time. A própria vibração dele era mostra da entrega em campo, algo que não se tem visto com tanta frequência hoje em dia e com isso já chegou a 25 gols, faltando apenas mais dois para atingir a marca que havia prometido, de 27.

O Marcos Assunção dispensa comentários… vem jogando com o joelho doendo e mesmo assim, além de comandar o time em campo, continua preciso nas jogadas de bola parada, tanto que o primeiro gol sau justamente de uma falta cobrada por ele. Jogador acima da média, que o único problema é ele não ser mais tão jovem, poís com o que vem jogando, poderia ficar ainda muitos anos no time, porém ano que vem ele deve se aposentar. Uma grande perda para o time.

A próxima partida será fora contra o Internacional e pode reavivar de vez a esperança do time, deixando-o apenas a um ponto de sair da zona de rebaixamento, ou pode acabar dando um tombo que talvez seja difícil reverter. A sorte do time depende do desempenho desses dois que citei, pois eles indo bem, as chances do time são imensas, mas se forem muito mal, ou algum não jogar, não tenho tanta certeza da chance de vitória.

Purgatório Alviverde – parte 2

Passada a “era Felipão”, terminarei a análise, com a mudança e chegada do Gilson Kleina.

Olhando as opções após a saída do Luis Felipe, vejo ele como a melhor opção a ser escolhida, pois é um técnico que sabe tirar potencial de jogadores mais limitados(e como esses jogam com mais frequência do que deviam no Palmeiras, é um ponto a favor) e é alguém que quer avançar na carreira, logo teria mais gana de vencer do que aquele velho grupinho de sempre(tipo Leão, que até chegou a ser citado e ainda bem que não veio).

Ele chegou e conseguiu renovar o ânimo do time, tanto que vieram 3 vitórias, com 3 gols em cada jogo e a esperança renovada. 3 x 1 contra o Figueirense, 3 x 0 contra a Ponte e 3 x 1 contra o Millionários pela Sul-americana, renovaram o ânimo do time.

O jogo contra o São Paulo sem dúvida foi um divisor… porém para o lado negativo, pois o time entrou mal-escalado(deixar o Barcos isolado e Valdívia e Daniel Carvalho no meio foi uma ideia péssima, pois o meio era sem combate e o ataque ineficiente, pois o Argentino precisa de um parceiro de ataque). O time com 2 x 0 voltou certo no segundo tempo, mas a expulsão do Artur e a contusão do Valdívia(novidade), decretaram a derrota por 3 x 0(ainda tiveram tempo de fazer outro).

Moral que veio, rapidamente esfacelou-se, o time ficou ainda mais abalado e foi presa facílima para Coritiba e Naútico, que jogaram muito mal e ainda sim saíram vencedores contra um time com o psicológico em frangalhos.
O último jogo ainda manteve as esperanças, pois ao vencer o Bahia(que vem em queda livre nos últimos jogos), o time impediu que a distância para fora da zona d rebaixamento aumentasse ainda mais e chegasse a um ponto quase inalcançável, e ainda diminuiu(passando de 9 para 6 pontos)

Fundamental presença dos dois principais jogadores do time no ano: Barcos e Marcos Assunção. O primeiro foi a campo um dia depois do jogo dele pela seleção, chegou em cima da hora e foi direto para o estádio e ainda deu o passe que originou o gol da vitória. O segundo, mesmo sentindo dores no joelho, fez questão de entrar e comandar o time em campo, sem contar que fez uma boa partida, tanto dando qualidade na saída de bola, como marcando.

O time jogou muito feio, mas venceu e no momento se o time almeja algo, tem de esquecer o jogar bonito, tem d jogar para ganhar a todo custo, pois a situação não permite erros mais.

É possível salvar-se? sem dúvida que sim, tirar 6 pontos tendo 21 em disputa é mais do que possível, mas tudo dependerá da entrega e raça dos jogadores(e principalmente calma na hora de decidir) nos jogos finais… pode ser a consagração dos mesmos, ou uma mancha na carreira e principalmente no clube que nunca será apagada.

Sobre a diretoria reservei um espaço à parte: lamentável ver a situação que o clube chegou… não se estruturou para montar equipes realmente competitivas, vem contentando-se com pouco nos últimos anos e quando perde algum jogador, ou repõe mal, ou simplesmente não repõe. Felipão pagou o pato de não ter diversos pedidos atendidos, assim como o César Sampaio, que as vezes pode passar por incompetente, quando ele fez até além do possível com o que davam para ele de verbas para contratar. Ainda sim trouxe bons valores como o Barcos, Wesley, Juninho, fechou em definitivo com o Henrique, trouxe o bom Artur, etc. Com a aprovação das diretas, vejo que sopram ventos de mudança que podem finalmente dar o rumo que o Palmeiras precisa para voltar a época de glórias constantes e não viver apenas de situações esporádicas.

Classificado!

Depois de alguns jogos realmente dignos de vergonha, hoje mesmo sem fazer seu melhor jogo, o Palmeiras conseguiu fazer bem seu papel, venceu por 3 a 1, com destaque para o Leandro Amaro, autor de dois gols e foi o único time que se classificou diretamente.

O Palmeiras entrou para esse jogo disposto a apagar as últimas pífias atuações e contou com uma escalação q eu particularmente não gostei, com 4 volantes, o Daniel Carvalho e o Barcos isolado na frente. Até entendo que no caso do Wesley, ele tinha liberdade para ir ao ataque e os laterais avançavam constantemente, porém uma tática assim força o Barcos a voltar muito pra buscar jogo, o que acaba prejudicando seu desempenho, tanto que hoje até ele sair, mal recebeu bolas com condições minimamente boas. Daniel Carvalho e Juninho se destacavam, e até o Wesley fazia algumas jogadas(a cada jogo seu desempenho vem melhorando, mostrando que o caso é exatamente ritmo de jogo) e o Cicinho também aparecia no ataque, porém novamente o time pagou por errar nas finalizações e acabou por sair atrás no placar, em falha ridícula do Leandro Amaro, que cortou a bola pro meio da área, dando quase uma assistência para o atacante adversário. A impressão que deu, era que a história ia se repetir e o time ia se afobar e ir de forma desorganizada à frente, porém ao contrário o time manteve a calma e criou diversas chances perigosas, principalmente pelos pés do Daniel, que fez ótimo primeiro tempo, porém em mais um bom lance de bola parada Leandro Amaro se redimiu e empatou.

O segundo tempo contou com a entrada de Maikon Leite no lugar do Wesley(eu deixaria pra dar mais ritmo) e com uma opção de dupla de ataque… Barcos mal pode aproveitar, pois logo ele foi sacado para a entrada do Ricardo Bueno(deus do céu!), e o jogo ainda reservava surpresas, pois além do gol da virada ter sido feito também pelo Leandro Amaro, Maikon Leite voltou a marcar após bom lance individual e uma tabela meio involuntária com o Ricardo(porque ela bateu no pé dele e não ele q passou) e com uma boa finalização, marcou o gol que garantiu a classificação do time de forma direta.

O jogo hoje mostrou um Palmeiras diferente daquele dos últimos jogos, pois era um time que criava, disputava todas as bolas e não desistia dos lances, porém sem ser afobado ou atacar de qualquer jeito. Até quando tomou o gol o time mostrou calma e buscou de forma organizada retomar o controle do jogo e conseguiu, ao contrário das últimas partidas, uma reação mais rápida e ainda teve calma para conseguir virar e fazer o gol da classificação.

Algo tem me desagradado muito no Felipão: suas mexidas tem sido demasiado óbvias, ele não arrisca algo diferente, e pior está jogando de uma forma que vem prejudicando e muito o Barcos, pois este jogando isolado na frente, constantemente é visto na intermediária e até mesmo no meio campo pra buscar bola e assim não consegue estar bem posicionado quando os meias ou laterais, chegam em condição de dar-lhe uma assistência.

Outra coisa é o Bueno… tenho sido repetitivo e acho que até mesmo implicante, mas não tem a menor condição dele continuar a jogar pelo Palmeiras. Ele é muito fraco tecnicamente, mesmo entrando e jogando com relativa frequência, não progride em nada e principalmente: sua mira parece estar cada dia pior, pois ele acerta tudo, menos o gol. Sorte do time que ele está apenas por empréstimo, porque seria difícil arrumar alguém disposto a contratá-lo.

Apesar da vitória ter sido meio aos trancos e barrancos, valeu mais pela questão moral e pra tirar as cornetas de plantão que por conta de dois resultados, já queriam tumultuar o ambiente do time(cheguei ao cúmulo de ligar a tv em um “debate” no começo da tarde, e estar lá o tema: a crise no Palmeiras! ridículo…)

Acredito que o time com isso tenha recuperado o rumo e que contra o Guarani domingo, o time já mostre uma postura diferente daquela mostrada nos três últimos jogos do Paulista.

Apagão, derrota… e pra compensar uma apresentação

Depois de tantos incidentes lamentáveis, gente morrendo por nada, gente brigando por nada(até onde me consta, futebol é diversão, não guerra), pensava até em deixar o jogo de lado, que de certa forma foi posto de lado, em vista de tantos eventos dignos de meros marginais, que envergonham aqueles que são os verdadeiros torcedores de ambos times. Entretanto com a chegada e apresentação do Wesley, aproveitarei, para além de comentar sobre a chegada do sexto reforço do time, dar um ponto de vista diferente da imprensa corintiana, que na segunda soltava um monte de asneiras(pra não dizer outra coisa), pensando que o ouvido dos outros é privada.

O jogo(o real, não o criado por boa parte da imprensa) teve 3 momentos:

Primeiro tempo – O Palmeiras tendo entrado muito melhor, praticamente dominava as ações do jogo e o Corinthians limitava-se a ficar em seu campo e arriscar umas poucas vezes. Dois lances que pra mim foram no mínimo absurdos, foi a solada do Liédson no Deola(esse pra mim imprudente e nem tanto maldoso) e o pisão do Chicão no Barcos(esse imprudente E maldoso). Já vi muito comentarista de arbitragem e comentaristas mesmo, chiarem por muito menos, ex-árbitros que sempre falam em “imprudência e força excessiva que deve ser punida com expulsão”, dessa vez simplesmente disseram que foi do jogo e que não valia a expulsão. Evidentemente que sim, já que é muito natural durante o jogo você disputar uma bola, indo com o pé na altura da canela do adversário e torcendo o tornozelo do mesmo, é simplesmente ridículo a ruindade do árbitro em não punir um lance desse com expulsão e a tendenciosidade da mídia em dizer que isso não foi nada. O Palmeiras marcou seu gol através de um belo chute do Marcos Assunção(que comemorou ao estilo Professor Raimundo em uma bela homenagem ao Chico Anysio) e o time apesar de ter tido chance, não matou o jogo.

Primeiros 10 minutos do segundo tempo – O time deu o mesmo apagão/acomodada que vinha dando nos últimos jogos(casos de Ponte Preta e (o primeiro contra o Coruripe) e achou que tava tudo certo e o jogo ganho, porém isso em clássico não vale e em duas bobeadas do Márcio Araújo(que diga-se não é costume dele errar de forma tão grotesca), renderam o empate e a virada. O time travou de tal forma que por pouco não levou o terceiro em seguida.

Restante do segunndo tempo – Aproveitando-se da total desorganização alviverde, o Corinthians simplesmente recuou(como é de praxe) e apenas administrou o resultado, pois quando o Palmeiras voltou a se organizar, faltavam poucos minutos pra terminar e as chances criadas já eram puramente base de desespero. O time durante praticamente toda segunda etapa, nem de longe mostrou o toque de bola e organização que tem sido sua marca durante o ano.

O time corintiano mereceu a vitória porque soube aproveitar as oportunidades e o momento de falha(ou pane como queiram) do time do Palmeiras, porém não vi a superioridade dita nos comentários da segunda-feira em boa parte dos programas de esporte. Vi sim dois times muito equilibrados e equivalentes, pois em nenhum dos dois casos os times tem um Neymar por exemplo, como fator de desequilíbrio, tem sim o conjunto como forte.

O maior problema do time palmeirense é depender de jogadores como o Ricardo Bueno para dar um rumo diferente ao jogo. Eu inclusive havia comentado sobre ele na coluna anterior, que achava ele muito pouco confiável e como tal fez jus ao que eu disse, sendo elemento nulo quando entrou, inclusive errando praticamente tudo o que tentava. Daniel Carvalho fez muita falta, pois na minha opinião ele vinha jogando até melhor que o Valdívia e ele sim poderia mudar o rumo do jogo caso fosse uma opção para entrar. Esse ainda é o maior defeito do time, o número reduzido de boas opções ofensivas.

 

Wesley é apresentado!

Como havia comentado há pouco mais de uma semana, era fato que o Wesley chegaria ao final do período daquela arrecadação(que diga-se, foi um algo pra lá de desconexo e sem razão). Tirando tal evento, a chegada dele deixa o meio campo do time muito bem encaminhado, já que passa a ter uma opção diferente para segundo volante e alguém que pode jogar tanto mais recuado, como mais à frente de segundo meia. Deve ser titular rapidamente do time e não tenho a menor dúvida de que fará tanto sucesso quanto as outras contratações do time.

Olhando para o elenco atual, o que fica faltando é basicamente uma opção melhor pra lateral esquerda(Juninho está muito a frente do Gerley) e melhores opções de ataque(os reservas de Barcos e Maikon não chegam nem perto do nível dos titulares), considerando que o Luan esteja de volta para o brasileirão e ele e o Maikon podem se revezar na função, creio que mais duas contratações deixariam o elenco do Palmeiras em condições de entrar no Brasileirão almejando no mínimo uma classificação direta para a Libertadores. As seis peças contratadas até o momento foram muito bem escolhidas e além de qualidade, deram mais profundidade ao elenco que tem mais opções que lances esporádicos de bola parada.

Ainda sobre reforços, esse já está, mas a notícia é boa como se fosse uma contratação: nos próximos dias a direção deve confirmar a contratação em definitivo do zagueiro Henrique, que tinha seu vínculo se encerrando no meio do ano. Ótima notícia, haja visto que ele vem jogando em alto nível esse ano, lembrando sua boa fase da primeira passagem pelo Palmeiras

Pra finalizar: quarta contra o Paulista deve ser a primeira oportunidade de poder apreciar a estréia do mais novo reforço alviverde.

 

Palmeiras vence e manda Coruripe de Barcos pra casa

Quarta feira teve o jogo de volta da Copa do Brasil, e apesar do primeiro tempo terrível, no segundo, só pra variar, o pé certeiro do Marcos Assunção resolveu e o Palmeiras conseguiu fazer sem muitas dificuldades um 3 a 0 no Coruripe.

Diante de um placar final relativamente tranquilo, muitos podem pensar que o jogo foi conduzido sem muito problema, porém para quem viu o primeiro tempo, soube que a coisa não foi bem assim… Sem poder contar com Valdívia suspenso e Daniel Carvalho machucado o Felipão optou por deixar como o cérebro do time o Patrik(terrível erro), porém ele não tem a habilidade, técnica e visão de jogo para isso, ele pode complementar bem como um meia mais recuado que avança com a bola ou que dá uma saída um pouco mais qualificada, porém não ao ponto de ditar o ritmo do time em campo, pra isso ele não tem qualidade. Prova disso foi que as jogadas custavam a sair, já que quando chegava no pé dele pra ele decidir, ele normalmente errava. As boas jogadas foram principalmente através do Juninho(que de novo jogou demais), do Marcos Assunção e até um pouco do Cicinho, que parece que caiu de rendimento desde a chegada do Artur e não vem mostrando aquele bom futebol de antes, porém ontem ele até foi melhor do que em seus últimos jogos.

Vendo a bobagem que havia feito na escalação, o Felipão tirou o Patrik e Maikon Leite(que nem vinha jogando tão mal) e pôs o Pedro Carmona e Ricardo Bueno. A simples entrada de um meia, ajeitou as coisas e o time tomou uma direção. Curioso que o Carmona fez uma partida relativamente discreta, porém sua entrada mudou o ritmo e a criação do time e as jogadas passaram a fluir muito melhor. Não demorou muito para o Palmeiras abrir o placar em mais uma cobrança primorosa do Assunção(seu quinto gol de falta no ano). Ele ainda deu uma bela assistência para o Barcos fazer seu nono gol e em apenas 11 jogos já chegar a 1/3 da sua promessa. Ainda teve tempo para em uma jogada do Carmona e do Bueno, deixarem o Juninho em condições para fazer o terceiro e fechar com um placar mais digno.

A classificação em si não chegou a estar ameaçada em nenhum momento, porém a notada queda de rendimento do time quando ele entra sem um meia vale como observação. Esse esquema funciona bem, desde que conte com um “cérebro” no meio campo.

O Ricardo Bueno merece uma citação: ele entrou bem, participou da jogada de dois gols, porém ele continua a perder gols feitos, isso acaba complicando muito, pois sempre que vão lembrar dele, lembram dessas bobagens que ele costuma fazer(e que não são poucas). Acho ele muito pouco confiável até mesmo pra opção, pois é um cara que se a chance do jogo cair no pé dele, ainda sim tem grande chance de ele perder. Deve sair ao fim do empréstimo e sem deixar saudades.

Outro que vem me surpreendendo a cada jogo é o João Vítor, pois nem parece aquele jogador “nada” que eu citava antes. Ele tem marcado muito bem e saído com uma razoável qualidade. Ainda acho que ele não é o ideal para o time titular(esse deve ser o Wesley), porém já estou começando a considerá-lo uma boa opção de banco, pois há muito ele vem entrando sem comprometer, tendo sido um dos melhores do time inclusive no clássico contra o São Paulo. Vejamos se ele mantém o nível das atuações.

Vitória e liderança

Sábado o Palmeiras conseguiu uma vitória contra a Ponte Preta, que apesar do placar magro(foi apenas 2 a 1), deu pra se tirar algumas conclusões que podem(e possivelmente farão) muita diferença no futuro, já que ontem surpreendendo a todos, ele escalou Valdívia e Daniel Carvalho no meio-campo, aproveitando a suspensão do Maikon Leite.

Os lances de ambos mostraram que quando se tem técnica, até o fato de ambos ainda não estarem a 100% do seu ritmo(o Valdívia voltou a pouco e o Daniel acredito que ainda possa chegar a uma condição melhor que a atual, apesar de já praticamente aguentar os 90 minutos) acaba tendo pouca influência e o lance do primeiro gol foi a clara prova disso: em bela tabela de ambos, o Daniel deixou Juninho livre para abrir o marcador. Pouco depois, mostrando que o pé continua calibrado, Marcos Assunção faz um lindo gol em cobrança de falta.

O que se viu depois, foi um entrosamento de quem parece que há tempos já joga junto, pois os dois tabelavam com uma facilidade, que dava a impressão de que um já sabia pra onde o outro ia. O Palmeiras criou diversas chances de perigo através dos pés de ambos, porém o único problema nessa escalação, foi o fato de o Barcos ficar isolado entre os zagueiros adversário, pois como ambos chegam de trás, não tem aquele outro atacante para puxar a marcação e abrir mais espaços para ele, tanto que no primeiro tempo ele pouco apareceu no jogo.

O segundo tempo reservou um dos lances mais bonitos do jogo: uma linda tabela entre o Valdívia e o Daniel, só com passes de primeira, uma grande pena que não se converteu em gol o lance. A Ponte ainda descontou com Ferron, mas nada que pudesse de fato ameaçar o jogo seguro alviverde, que teve maior participação do Barcos, onde ele até criou algumas chances de mais perigo, porém sem conseguir converter em gol.

A vitória levou o time aos 32 pontos e garantiu ele na liderança, com um ponto de vantagem sobre Corinthians e São Paulo.

Vendo o jogo, tive a mesma impressão que tinha para imaginar o porquê o técnico não coloca os dois juntos em campo: a recomposição defensiva deles, até devido a condição física de ambos, desgastaria por demais eles, o que no final acabaria sendo prejudicial ao próprio time.

Outro problema é a questão do ataque: o ideal é que eles joguem com dois jogadores à frente, porém atualmente devido a razão citada, acaba-se tendo de sacrificar um homem de frente, para que se possa por ambos em campo. Creio que com o tempo e se ambos mantiverem o ritmo e ganahrem mais condicionamento, esse “time ideal” deva sair, porém por enquanto ou joga um ou outro, ou se jogarem os dois, sai um atacante(no caso o Maikon Leite)

O próximo jogo do time é na quarta contra o Coruripe, pela Copa do Brasil e domingo o Clássico contra o Corinthians e acredito que em ambos jogos, o Felipão use o esquema tradicional, possivelmente com um em cada jogo(Daniel contra o Coruripe e Valdívia contra o Corinthians).

Interessante ver que hoje em dia se discute qual a opção ideal do time jogar, quando ano passado, tentava-se encontra ao menos uma opção. Hoje em dia temos ao menos 3: Valdívia ou Daniel e Maikon e Barcos, Valdívia e Daniel/Barcos, Valdíva e Daniel/Maikon e Barcos. Pena que essa última ainda está mais distante de ocorrer, pois seria um futebol no mínimo bonito de se ver.

 

Em tarde de Barcos, Palmeiras “encalha” contra São Paulo

O Choque-rei foi o que podemos chamar realmente de clássico: um jogo emocionante, com diversos lances de perigo e belas jogadas.

O jogo em si mostrou dois times que primaram principalmente pela ofensividade(pois é, o time do Felipão estava jogando pra frente), isso mesmo com a aposta inusitada de tirar o Patrik e por o João Vitor de titular. Interessante ver que mesmo sendo um dos jogadores que mais critico dos que jogam com frequência(e mantenho ainda sim o que digo), tenho de reconhecer que ontem ele fez uma baita partida, pois além de executar bem seu papel na defesa, conseguia ajudar bem o ataque, inclusive sendo dele o lance que originou a falta do primeiro gol. Lance cobrado com maestria pelo Daniel Carvalho, que novamente fez boa partida, pena que ao final do primeiro tempo passou mal com o calor e depois seu rendimento despencou.

Como nem tudo são flores, a defesa falhou bisonhamente no lance do gol do São Paulo, onde ninguém marcou o Cícero, que foi livre para empatar. O que se viu após, foi o Barcos tornando-se o destaque do jogo, primeiro que ele já vinha criando chances, que acabaram coroadas quando ele recebeu o passe do Maikon Leite, driblou na área e chutou para desempatar.

Com o segundo tempo marcado por um pênalti que não foi(achei mais cena do que toque de fato), Willian empatou e já em um momento que o São Paulo vinha criando mais, o Barcos de novo apareceu em bom cruzamento do Assunção, dominou na pequena área e com calma fez o terceiro. A vitória apesar de tudo não veio graças ao belo gol do Fernandinho.

Dando esse breve resumo do jogo, dá pra fazer as considerações que acho mais interessantes. Primeiro que o que foi visto, dá pra dizer que é animador. Dois dos principais jogadores do time(Cicinho e Marcos Assunção), fizeram uma partida terrível, o Cicinho estava mal no apoio e toda hora levando bola nas costas e o Assunção esteve péssimo nas bolas paradas(errou praticamente todas) e ainda estava nervoso, tendo cometido muitas faltas, coisa que normalmente ele não faz. Isso acontecendo no ano passado, era derrota na certa, porém no domingo o que se viu foi que outros jogadores chamaram a responsabilidade: Daniel Carvalho(pelo menos no primeiro tempo) e principalmente do Barcos, que até vale uma análise em especial.

Quando ele chegou, alguns ironizaram, outros supervalorizaram, alguns secaram e eu preferi esperar para ver. O retrospecto dele na LDU era animador, mas ainda era necessário ver o que ele poderia fazer por aqui e confesso que tenho visto até mais do que eu esperava. Tinha expectativa de um trombador que ia ficar esperando a bola na área e quando tivesse chance ia marcar um ou outro, porém o que tenho visto é muito diferente. Ele sempre vai buscar jugo, sabe se posicionar, é alguém com quem se pode fazer uma tabela e faz de maneira eficiente o papel de pivô(principalmente para o Maikon Leite, que cresceu muito jogando ao seu lado). Ele vinha jogando bem, mas eu queria vê-lo em um jogo grande, como um clássico por exemplo e ele além de chamar a responsabilidade, na hora da decisão, ele mostrou calma e frieza como há muito não se via no ataque alviverde. Os dois gols no clássico foram típicos de jogador de decisão, que na hora que precisa, ele não se abala, mantém a cabeça fria e faz o que sabe. Já são 4 gols marcados desde sua estréia e apesar de ainda não ter havido um jogo efetivamente decisivo, ele vem dando mostras que chegou pra assumir definitivamente a condição de “homem-gol” do Palmeiras e cumprir(e talvez até passar) da sua promessa de 27 gols no ano.

Único ponto negativo de ontem foi a defesa, que falhou demais e permitiu ao São Paulo em todas as vezes buscar o empate. O Felipão costuma primar por times com defesas sólidas, porém o Leandro Amaro continua se mostrando muito inseguro, o que sobrecarrega o Henrique, que apesar de bom jogador, não consegue garantir um “meia boca”. Outro ponto complicado foi o Deola, que estranhamente vem sentindo o peso de ser titular com a aposentadoria do Marcos. Vem rebatendo bolas estranhas, mostra-se inseguro nas saídas de gol e ainda tem falhado em alguns gols que o time tem sofrido. Estranho que ano passado uma das coisas que mais me chamava atenção nele, era o sangue frio, coisa que parece vem sendo esquecida. Melhor para o Bruno, que já vinha esperando sua chance e com esse mau momento dele, pode acabar assumindo a vaga de titular e não mais sair. É aguardar o próximo jogo para ver a opção do Felipão nesse caso.

Empate e jogo ruim

O jogo de quinta contra o Oeste foi daqueles que dá pra chamar de acidente de percurso, mas como em todo acidente, devem ser observadas suas causas.

Diferente dos outros jogos, o que vimos foi um Palmeiras estático, errando demais, onde independente do fato do pênalti que deram contra não ter sido absolutamente nada( o cara dominou com o braço primeiro, depois se jogou, algo patético), nem de longe o time fez por merecer algo melhor que um empate. Era bola de um lado para o outro, sem objetividade, movimentação praticamente nula(exceção feita ao Maikon Leite, que novamente foi o diferencial do time), fora que as principais peças ofensivas estavam em um mau dia. Cicinho estava mal, Juninho sumido e o Daniel Carvalho em uma péssima noite. O pior problema do Palmeiras é que ao que parece o Daniel também não aguenta uma sequência grande de partidas, que o rendimento dele despenca, isso foi notado nas 2 últimas partidas, que ele teve atuações muito apagadas. O pior problema é que com a queda de rendimento dele, o time definha junto, pois ele que na ausência do Valdívia(que já nem é novidade) dá o toque criativo ao time e com ele assim, o time volta a viver de ligações diretas.

Ponto positivo ontem, a estréia do Roman, que mostrou-se um zagueiro veloz e com potencial para virar titular em pouco tempo, vale ficar de olho. O destaque vai de novo para o Maikon Leite, que dessa vez acabou recompensado com um gol no rebote do chute do Barcos, que garantiu ao menos a invencibilidade do time.

Dizer que o time virou uma porcaria seria absolutamente incoerente e a competição não é parâmetro para nada do resto do ano, porém o que deve ser levado em conta é: o time gira em torno de um meia, se ele não joga bem, ou está em uma noite infeliz, o time volta a ser aquela “coisa” que era ano passado. Ainda não dá pra depositar as esperanças em Daniel Carvalho e Valdívia, pois a condição física de ambos os tornam incógnitas. O ponto bom é que agora apesar de tudo, são 2 meias que citamos, e não mais um, bem ou mal, aumentaram as opções. A parte positiva é que o Maikon vem jogando melhor a cada partida e fazendo praticamente esquecerem que o Luan estará fora por tanto tempo, porém faz-se necessário um reserva para ele.

Algo que vi após o jogo, achei simplesmente absurdo: o Felipão quando perguntado sobre o Pedro Carmona, que pelo segundo jogo seguido sequer era relacionado, disse que já conta no banco com o Chico e João Vitor e que pelo fato do João fazer as vezes de volante e pasmem! meia, que não dava para levar ele também, mas então pra que segurou quando ele teve proposta para sair? Vai desculpar, mas se tem um meia que pode ser colocado para ao menos tentar manter o nível criativo quando o titular não rende e ao invés disso, você prefere levar um volante, é no mínimo uma burrice imensa, fora que o João Vitor já provou que é um jogador comum, que não vale a pena todo esse crédito. O Tinga teve o mesmo problema de demora pra cair a ficha, agora ele sequer aparece, o jeito é torcer para que isso ocorra logo no caso dele também.

O jogo do fim de semana, será contra o São Paulo e será um bom parâmetro para ver o quanto o time evoluiu desde o primeiro clássico. será interessante ver como rendem os novos jogadores ao enfrentarem um time muito mais forte do que os que o Palmeiras andou enfrentando. Artur, Barcos, Roman, terão chance de provar que chegaram de fato para ficar.

 

Em jogo pré-carnaval, Palmeiras joga pro gasto, mas vence

O jogo de sexta parecia mais que o time estava com a cabeça nas festividades do que no jogo, pois em vários momentos, se via um time desinteressado e sem criatividade. O momento onde ele mais mostrou disposição, foi durante os primeiros 45 minutos, pois ao sair atrás no placar, acabou tendo de buscar o resultado e não demorou tanto para empatar em mais um excelente lance de bola parada do Marcos Assunção, que cruzou e o lateral-artilheiro Artur se antecipou pra marcar. Nota ruim que ele acabou saindo machucado ainda no primeiro tempo, mas menos pior que não parece ser nada sério, mais uma prevenção. Depois do empate, Maikon Leite, que já vinha sendo destaque até o momento, passou a ser a principal arma ofensiva do time, caía pelos dois lados, tentava tabelas com o Barcos(com quem parece se entender muito bem) e alguns lances solo. Em uma boa jogada com Barcos, ele tabelou com o mesmo, entrou na área, ia direto para o gol, mas acabou sofrendo pênalti, que causou a expulsão do zagueiro do Guaratinguetá. Barcos cobrou e fez o gol da virada.

Voltando para o segundo tempo, esperava-se que o time ampliasse o marcador, aproveitando principalmente a vantagem numérica, porém o time nada fazia, tocava a bola de um lado para o outro, só esperando mesmo o tempo passar. O único a destoar era o Maikon Leite, que continuava a criar perigo e buscar jogo. Até conseguiu alguns lances, mas não conseguiram converter as chances em gol. O Palmeiras ainda tomava um ou outro susto, totalmente desnecessário devido ao jogo burocrático. Chegou ao cúmulo do Felipão com um a mais, quase tirar o Daniel Carvalho para por o Chico(aí eu me pergunto: o que leva alguém em sã consciência, com um a mais, contra um time muito mais fraco, tirar o ÚNICO meia realmente criativo e por um volante brucutu? até agora eu não entendi…), porém antes que ele cometesse essa sandice, o Maikon em outra excelente jogada, ia sozinho em direção ao gol e é parado por outro zagueiro adversário, que por ser o último homem, acaba expulso. Felipão então acaba tirando o mesmo Daniel e põe o atacante Vinícius(aqui outra dúvida: fizeram aquele esforço para manter o Carmona no elenco, porém ao invés de ele entrar nessa posição, raramente o Felipão o coloca, assim fica difícil o cara ganhar confiança), porém para surpresa de todos, quem sela a vitória é… JOÃO VÍTOR!!! Ele acerta um belo chute, faz 3 a 1 e dá o sossego(?) para o time, que continuava sem criatividade e com toques para o lado sem a menor objetividade.

Ainda teve tempo de uma falha do Deola no segundo gol do Guará, parecia que ele também já tava com a cabeça longe, porque não é do estilo dele tomar uns frangos do tipo.

De bom nesse jogo, poucas coisas: a vitória propriamente dita, o gol do Barcos(sempre bom para dar confiança), mas principalmente a atuação excepcional do Maikon Leite. Ele vem mostrando evolução jogo a jogo e mesmo sem ter marcado, foi basicamente graças à ele, que era um dos poucos que buscava jogo o tempo todo, que o time ganhou. Cavou duas expulsões, conseguiu um pênalti e com certeza merecia um gol para coroar a ótima partida. Uma boa notícia para o Palmeiras, que vinha tendo nele um jogador muito irregular, mas que nesse começo de ano vem tendo sempre atuações no mínimo razoáveis. Sempre buscando jogo e caindo pelas laterais, tentando tabelas, dribles, etc. Nesse ritmo vira titular absoluto e ninguém tira mais(nem o Luan, quando estiver recuperado).

Problema apenas que não tem um reserva que siga esse estilo de jogo do Maikon, ou seja, se ele se machuca ou é suspenso, o esquema tem de ser mudado. O time ainda carece de mais opções e pode ser que quando mais se precise, elas façam falta. Já passou da hora da diretoria continuar a buscar e trazer mais pelo menos 2 jogadores.

Sobre o ambiente: é notável o sossego dos jogadores, sem envolverem-se em polêmicas desnecessárias, que davam o tom do time ano passado, ponto para o César Sampaio, que conseguiu tornar-se esse intermediário e ficar como um “pára-raios” de problemas e rusgas que possam surgir entre comissão técnica e diretoria. Ele pode ainda estar apanhando um pouco no quesito contratações, mas o simples fato de ter conseguido apagar o incêndio que eram os bastidores do time, já dá a ele um crédito absurdo. Com o tempo deve tornar-se um diretor ainda melhor.