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Futebol nacional: a verdadeira Ferrari sem motorista

“O lucas é como uma Ferrari sem motorista”, com esse comentário bastante infeliz, que vemos a atual situação das revelações do futebol nacional: mimados, mal acessorados e rodeados de aproveitadores.

A última semana no caso do Lucas, foi a clara prova disso. Ele após ser criticado, saiu reclamando no twitter(a nova moda entre os birrentos) dizendo que tudo que fazia estava errado e pra piorar no jogo seguinte, faz exatamente o contrário, justamente pra provocar o Leão, ficou tocando cada vez que pegava a bola e ainda diz na saída que “apenas fiz o que mandaram”. Não acredito de fato que ele seja tão burro a ponto de não saber distinguir o momento de passar e de avançar com a bola, porém quem está por trás dele(principalmente empresário, acessores, e essa corja que virou figura presente entre todas novas revelações) faz ele acreditar que é muito mais do que ele é no momento. Ele é um jogador com ótimo potencial, mas sendo tratado como aquele que não erra, nunca vai evoluir e corrigir os erros(e no momento ainda são muitos) que ele tem. Desnecessário de dizer que o empresário dele é o Wagner Ribeiro e o histórico dele diz tudo…

O pior de tudo é ver esse novo pessoal estragando a carreira de diversos jogadores. Outro bom exemplo é o Ganso, outro que entrou em rota de colisão com o Santos por conta da ex-parceira do time da vila, a DIS. Já criou intriga pra sair do time, já foi vendido pra meio mundo, já pressionou a direção por valorização e tudo que ele ganhou foi um abalo na carreira. Hoje em dia ele tá retomando a boa fase, mas tão real é o fato de que deu uma esfriada nesse suposto interesse de meio mundo, é que apenas o Porto recentemente manifestou algum interesse. Pouco para quem há menos de um ano, era cotado pra uma tranferência milionária para o Milan.

Tem o Oscar, que fez todo aquele escarcéu por conta do tal contrato irregular e quase que jogou no lixo sua carreira, também por ser mal acessorado no caso. Sua sorte é que ele se reencontrou no Internacional e atualmente é titular e destaque do time gaúcho(ironicamente o jogador que mais faz falta ao time do São Paulo).

Outros casos são aqueles de quando o jogador sai novo demais, casos do Philippe Coutinho, que antes de completar 18 anos já era atleta da Inter de Milão, tendo permanecido aqui até os 18 e depois com um empréstimo de seis meses até o fim da temporada européia. Chegou cedo demais, acabou não rendendo o que se esperava dele, se machucou, perdeu espaço e agora está esquecido no Espanyol. Caso parecido com o do Alexandre Pato, que para muitos era o novo “camisa 9” da seleção, chegou até a ter momentos bons no Milan, porém se machucou em excesso(possivelmente culpa da sua saída precoce daqui, pois lembremos que, o tratamento dado a base deles é diferente do daqui, o que explica que geralmente jogadores que vão pra Europa jovens e ganham massa muito rápido sofrem com problemas físicos, como Kaká e Ronaldo por exemplo) e agora o time italiano quer ver-se livre o quanto antes dele.

Para finalizar aqueles jogadores que saem pra qualquer lugar, apenas pela boa proposta e chance de ganhar dinheiro e somem para o futebol, casos por exemplo de Taíson e Giuliano, que apareceram muito bem no Inter, foram rápido embora e agora estão esquecidos no futebol ucraniano.

Eu poderia ficar citando casos sem parar aqui, porém acho que esses, até por serem exemplos claros do que eu digo, mostram bem uma coisa: que estamos pagando por toda bagunça que virou a administração de futebol aqui. Essa já é a segunda geração que pode ir para o ralo, por conta desse amadorismo, é só ver no que deu a seleção promissora da época das olímpiadas de 2004, com Diego, Robinho, Daniel Carvalho, Wagner Love, entre tantos outros, onde só uns poucos se salvaram(caso do Daniel Alves por exemplo) e até incluir o Adriano, ex-imperador nessa conta, que na copa passada era para ser o destaque e veja aí  o que se deu dele…

Os jogadores daqui não tem nenhum preparo psicológico para lidar com a fama, muitos largam os estudos e quando um empresário não “compra” o jovem da sua família, ele é entregue de bandeja pelo clube, em troca de algum favor, ou algum jogador mais ou menos que esse empresário tenha. Ele chega ao profissional sem preparo, sem estrutura, acaba sendo vendido para qualquer lugar(já que seu empresário o vê como mercadoria e não como gente) e vemos diversos jogadores que poderiam ser a nova geração da seleção, parando pelo caminho, porque simplesmente não tem a menor estrutura emocional para suportar essa mudança na vida. Só ver o caso do Breno, que ateou fogo a própria casa, sabe-se lá porque e agora pode até acabar preso, acusado de fraude no seguro.

O caso do Neymar é a prova de que existe outra alternativa: ele vem sendo bem orientado, está mostrando muita tranquilidade em relação ao seu futuro, não tem pressa em sair do Brasil(fruto com certeza de um trabalho psicológico visando prepará-lo), aprendeu a lidar com o fato de ser uma estrela e a prova disso é o seu desempenho excepcional em campo. Parabéns a que cuida da carreira dele, pois o está fazendo bem feito.

A copa será daqui a apenas 2 anos e será que apenas com o Neymar teremos chance? Porque ele é o único que seguindo o caminho atual estará preparado para suportar a pressão, pois todos outros que eu citei(inclusive o Ganso, já que ele não se acerta no extra-campo) são meras incógnitas e mais do que isso, será que continuaremos a ver valores do nosso futebol sendo desperdiçados porque simplesmente eles esquecem que além da parte técnica, tem de preparar o cidadão jogador?

Pelo caminhar atual da coisa acho muito difícil que esse cenário mude, tanto a curto como a médio prazo.

 

Os lugares comuns(cornetagens) pós-convocação

As convocações vem tornando-se uma rotina de reclamações iguais e de uma supervalorização da seleção. Em tempo: não acho o Mano o técnico ideal, acho que ele simplesmente convoca por conveniência, fora as questões de critério(tipo chamar o Jadson e quando ele joga melhor, exclui-lo), mas a parte que quero comentar é justamente em relação a quem ainda acredita que temos um supertime.

Atualmente pagamos o preço de viver em um tempo onde a retranca e defensivismo vem sendo defendido desde a categoria de base e a prova disso é olharmos a disparidade do nível entre defesa e ataque da seleção… Os poucos jogadores brasileiros que temos como destaque em clubes europeus, são de defesa: Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luis, Marcelo, Luisão, Ramires(pode ser mais ofensivo, mas é volante), Lucas Leiva, Alex(não vive uma fase tão boa, mas foi a peso de ouro para o PSG), Adriano(que sempre joga no Barça), Diego Alves, Rafael e Miranda e Filipe Luis(que apesar de aparecerem menos na mídia, são titulares absolutos do Atlético de Madrid)

E no setor ofensivo o que temos? Um robinho que alterna bons e maus momentos e vive sendo reserva do Milan, Hulk(esse sim com muita moral lá fora), Nilmar(que vem afundando junto com o seu time e quase voltou ao Brasil), Willian(que vem sendo destaque no Shaktar), Jonas(que vem marcando uns gols no Valência), Hernanes(que é titular absoluto e destaque da Lazio, um dos poucos com grande relevência), Kaká(que é só um reserva no Real), Diego(que apesar de titular, nem de longe correponde ao que se esperava dele), fora outros de muito menos destaque que esses citados.

Some isso e vocês tem mais ou menos isso aí que foi chamado: uma seleção forte na defesa e com um ataque capenga. É de se discutir coisas como a convocação do Gaúcho, que vem praticando um psedudo-futebol(quando eu achava que ele de fato dava a entender que queria jogar de novo, quebrei a cara, ele continua o mesmo preguiçoso e sem vontade dos últimos 4 anos).

Some isso também ao fato do torcedor brasileiro ser de longe o mais chato e impaciente que existe. Pra pegar um exemplo, vamos ao São Paulo, que tem 2 jogadores acima da média chamados Casemiro e Lucas, ambos são dois “velhos” de 19 anos… Tem pouco mais de um ano como profissionais e já são cobrados como se fossem astros que tivessem obrigação de decidir todas as partidas. Apenas como base de comparação: o Messi(leram bem? MESSI), estreou no Barcelona na temporada 2003-04 em um jogo em 2003(16/11) no caso um amistoso. Primeiro jogo oficial, quase um anos depois em 2004(16/10), foi ser titular do time apenas em 2005-06, isso ainda sendo mero coadjuvante e foi de fato tornar-se a estrela principal do time em 2008-09. Olhando o tempo todo que ele levou para tornar-se o principal jogador do time, será que preciso dizer mais sobre o quanto o brasileiro é chato e cri cri?

Muitos vão dizer: ahh, mas o Neymar… O Neymar é dos casos extremos, não é sempre que surgem jogadores que evoluem em nível tão rápido como ele, então se a cada jogador de bom nível que desponta, usarmos ele como referência, vamos queimar um após outro, pois nem todos estouram rápido dessa forma.

Some isso ainda aos jogadores absurdamente mal-acessorados, tipo o Ganso, que era pra ter um destaque equivalente ou próximo ao Neymar, mas que por contusões e polêmicas com transferências, nem de longe consegue mostrar tudo o que pode.

Nossa última geração até foi boa, mas os jogadores administraram muito mal suas carreiras e prova disso é que o grupo que deveria estar à frente e conduzindo essa seleção(Ronaldinho Gaúcho, Adriano, Kaká, Diego e Robinho), são meras caricaturas do que se esperava deles neste momento.

Pra finalizar a lista propriamente dita:

GOLEIROS Diego Alves (Valencia) Julio Cesar (Inter de Milão) Rafael (Santos)

ZAGUEIROS David Luiz (Chelsea) Luisão (Benfica) Dedé (Vasco) Thiago Silva (Milan)

LATERAIS Adriano (Barcelona) Alex Sandro (Porto) Daniel Alves (Barcelona) Danilo (Porto) Marcelo (Real Madrid)

VOLANTES Elias (Sporting) Fernandinho (Shakhtar Donetsk) Sandro (Tottenham Hotspur) Hernanes (Lazio)

MEIAS Ganso (Santos) Lucas (São Paulo) Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)

ATACANTES Jonas (Valencia) Neymar (Santos) Leandro Damião (Internacional) Hulk (Porto)

Vale apenas considerações finais sobre a lista: tirava o Gaúcho e colocava o Kaká e chamava o Ralf(aliás porque agora que o Andrés virou diretor de seleções, o Ralf que era chamado sempre não foi? justamente em época que o Corinthians joga? No mínimo estranho…)

O jogo será contra a Bósnia, time de nível médio, nada espetacular, porém tem melhor time que algumas seleções outrora tradicionais como: Bulgária, Polônia, Bélgica, Noruega, Dinamarca(pra citar algumas). Deu azar de depois de fazer boas campanhas nas eliminatórias para copa e para euro, pegar Portugal na repescagem. Acabou eliminado em ambas, mas é uma seleção ascendente, acredito que dentro em breve deve disputar uma copa, euro. Para primeiro jogo do ano é uma escolha interessante.

A nostalgia e a supervalorização do “craque”

 

Todo começo de temporada é a mesma história, os clubes contratam vários jogadores, que causa o crescimento da esperança do torcedor na transformação do time em um esquadrão imbatível. Poucas vezes tal esperança é concretizada e o que normalmente vemos é um time formado por pseudo craques, o primeiro assunto desse post, a supervalorização do jogador.
Tenho notado há alguns anos que tem ocorrido uma transformação forçada de jogadores medianos em craques, atletas que antes passariam desapercebido hoje são tratados como gênios e grandes ídolos de seus clubes. Acredito que muito dessa valorização passa pelo nosso orgulho de considerarmos os melhores no futebol e por isso não podemos aceitar que na atual geração existe apenas um único grande jogador de ataque atuando em alto nível. Graças a esse orgulho, a parte da imprensa e empresários, hoje vemos jogadores que tem como praticamente a única qualidade a raça ou aquele que tem lampejos de genialidades, serem colocados como os grandes destaques e ídolos do futebol Brasileiro.
E é aí que vem o outro assunto que gostaria de comentar nesse post, a nostalgia. Muitas vezes quando comentamos destes jogadores supervalorizados ou quando reclamos da postura de algum outro buscamos o exemplo de atitude em jogadores do passado. É muito comum ouvir comentários do tipo “Bom era quando havia jogadores polêmicos como Vampeta, Viola e Paulo Nunes” ou “Não temos mais atacantes como Romário, Ronaldo e Luizão”. Será que era tudo isso mesmo? Claro que alguns jogadores, como Ronaldo e Romário, são de qualidade praticamente indiscutível, mas as vezes acho que por ter sido uma criança na década de 90, tudo pra mim daquela época será melhor, o que me faz, num exemplo exagerado, achar que o Denílson foi uma jovem revelação mais importante ao São Paulo do que o Lucas está sendo agora. Muito dessa opinião vem por ter visto o Denílson no São Paulo com meus 10, 12 anos( e graças ao meu menor conhecimento, os 14 anos que fazem eu esquecer as partidas ruins e por ser menos crítico) me fazem supervalorizar um atleta que teve boa passagem, mas que não foi genial como diziam.
A supervalorização e a nostalgia são 2 sentimentos que sempre nos acompanharão em relação a jogadores e times, todos nós temos uns jogador ruim que era (ou é) admirado ou um craque do passado que achamos melhor que todos (vide a eterna briga entre Maradona e Pelé, que pode ganhar a opção Messi nos próximos anos), apenas o que não é legal e nós cegarmos e tornarmos inflexíveis, não aceitando críticas ou vendo qualidades, como muitos fazem.

Contratar ou Revelar? Eis a questão!

Com a Final da Copa São Paulo, vendo a festa de meus amigos corintianos pelo merecido título, fui questionado por alguns destes amigos se o mais importante seria revelar jogadores ou vencer o torneio.

Tenho pensado sobre este questionamento e continuo em dúvida, pois quando um time vence a Copinha é mais fácil validar as revelações e muitas vezes quando o clube não vence o torneio são colocados em descrédito tanto os atletas quanto a estrutura (física e recursos humanos).

Olhando para os clubes brasileiros não consigo enxergar a prioridade das categorias de base, tão presente nos discursos dos diretores. O campeão da Copinha deste ano, por exemplo, tem somente um atleta das categorias de base em seu time titular (o goleiro Julio César – que é muitas vezes contestado), e perdeu vários atletas para mercados secundários ou times de menor expressão (Dentinho e William estão na Ucrânia, Lulinha é um nômade, sendo emprestado para clubes pequenos a cada inicio de temporada, Boquita não vingou nem na Portuguesa).

Outros clubes também passam pela mesma situação, mesmo aqueles que alegam ter as melhores estruturas, como é o caso do SPFC, que no time titular tem somente 4 jogadores revelados na base (Rogério, Denilson, Wellington e Lucas) e também “dispensou” muitas jogadores revelados recentemente (Jean, Aislan, Mazola, Sérgio Motta, Alex Cazumba, Juninho, Richard, Denner, Ronielli, Bruno César, entre outros).

Imagine se os clubes nacionais priorizassem de verdade as categorias da base, assim como o Barcelona faz na Espanha – são 8 revelações do clube entre os titulares (Valdes, Puyol, Piqué, Busquets, Xavi, iniesta, Fábregas e Messi), o tricolor do Morumbi poderia ser escalado com: Rogério, Jean, Luiz Eduardo, Rodolpho, Cortes; Wellington, Casemiro, , Hernanes, e Kaká; Lucas e Luis Fabiano, assim como o Barcelona com 8 jogadores da base (em negrito).

Para que isto aconteça, os clubes precisam entender que entre um jogador mediano contratado e manter uma promessa da base, a revelação é que deve ser utilizada, ou você acha que o Luiz Eduardo é pior que o João Filipe (SPFC), ou o Moraes era melhor que o Lulinha (SCCP), ou Wellington Nem joga muito menos que o Souza (FFC).

Enquanto não tivermos jogadores da base nos elencos dos grandes clubes brasileiros, jogando, ganhando experiência, errando e acertando, não teremos categorias e base com qualidade no Brasil.

Alguns dizem, assim como o Paulo André em seu blog, que os garotos chegam verdes para treinar com os profissionais, mas como serão preparados se não são testados – pouco a pouco – em seus clubes. Jogadores consagrados, ídolos em seus clubes não forma lá muito em seu primeiro ano em um grande clube – o Raí, por exemplo, não jogou nada em seu primeiro ano no tricolor, o Hernanes só vingou depois de muitas idas e vindas.

É preciso colocar a garotada para jogar. O que você acha? Como ficaria seu time se escalado com pelo menos 8 jogadores da base? Comente, critique! Este assunto precisa e deve ser muito discutido.

 

 

Paulistinha 2012 – Estréia Tricolor

Ontem foi a estréia tricolor no Campeonato Paulista (Paulistinha 2012), confesso que não sou um dos maiores admiradores deste torneio – que em minha opinião não deveria existir (sobre isto escreverei outra coluna), mas em função da coluna assisti ao jogo e tirando todas aquelas considerações de início de temporada (falta de pré-temporada, equipe ainda em formação, reforços que ainda não puderam estrear, contusões entre outras) o jogo até que foi agradável.

O técnico Leão escalou o tricolor no sistema 4-2-3-1, com dois volantes com razoável saída de bola (Wellington e Denilson), mais a frente Lucas aberto na direita, Fernandinho na esquerda e Cícero cuidando da armação pelo meio, e somente o Luís Fabiano na frente. Nas laterais,  Piris ficou um pouco mais preso na defesa, com Cortês avançando mais e no miolo da zaga, Rodolfo pela direita (é onde ele rende mais) e o limitado Edson Silva pela esquerda.

Uma montagem simples e óbvia em que o time se portou bem diante de um adversário que provavelmente vai brigar contra o rebaixamento, fazendo a obrigação e vencendo de forma fácil no Morumbi.

Alguns ajustes precisam ser feitos, Cícero não tem condições de ser o “cérebro” desta equipe, os avanços do Cortês precisam ser mais bem aproveitados e precisa haver uma cobertura eficiente por parte dos volantes nestes avanços. Situações que podem ser amenizadas com as estréias de Fabrício e Jadson (que acredito não ser também o meia clássico que o tricolor buscava).

Individualmente, gostei das atuações do Cortês (sabe marcar e tem muito vigor para o apoio), Lucas (apesar de prender a bola em excesso, mostrou que está afim de algo mais), e do Casemiro (entrou bem jogando com simplicidade e dando mais qualidade ao meio).

E você, o que achou da estréia tricolor?

Cansei…

Cansei de escrever sobre como o time do São Paulo é um time que só sabe jogar no contragolpe, que não sabe se portar quando o adversário jogo com todos os jogadores atrás da linha da bola e que para mudar este estilo de jogo é necessário um jogador capaz de prender a bola no ataque e principalmente ser referência no ataque para fazer os gols quando o time fica sem opção de jogadas.

Cansei também de dizer que a culpa não é do técnico ou dos técnicos que passaram recentemente pelo tricolor, vale lembrar que o contestado Ricardo Gomes foi campeão da Copa do Brasil com o Vasco que tem um elenco mais modesto que o tricolor.

Desta forma prefiro falar das perspectivas tricolores para este Brasileirão, que não parecem muito boas.

O São Paulo Futebol Clube tem se apequenado! O clube que sem foi referência tanto dentro quanto fora do campo tem se tornado igual a todos os seus concorrentes, é mais do mesmo.

O tricolor que sempre (até 2005) montou times que tinham ao menos um pouco de talento, agora se limita a jogar para conseguir 3 pontos – sempre que sai na frente recua como time pequeno e fica esperando o jogo acabar.

Mesmo o time campeão da Libertadores e Mundial em 2005, que era muito fraco por sinal, que tinha jogadores limitadíssimos como Lugano, Edcarlos, Fabão, Mineiro, Josué, Danilo e Aloísio possui talentos em outras posições como o veloz e eficiente Cicinho, o talentoso Amoroso, o experiente Júnior, sem contar o melhor goleiro brasileiro de todos os tempos Rogério Ceni.

Neste time exceção feita à Rogério Ceni, o tricolor tem apenas duas promessas (Casemiro e Lucas) e um time repleto de jogadores sem talento para jogar em um clube com a história do tricolor.

Sinceramente, não sei até onde este time pode chegar, já cheguei a pensar que brigaria pelo título (confesso que exagerei),  já temi pelo rebaixamento (e me lembrei que time grande não cai), e  hoje tenho certeza que se mantiver esta irregularidade  ficará em uma posição intermediária da tabela.

O jogo contra o Fluminense foi um exemplo da mediocridade tricolor, um time sem nenhum talento tentando desesperadamente conseguir o empate depois de tomar um gol com um erro patético do sistema defensivo.

Mesmo a boa campanha fora de casa deve logo terminar, provavelmente já hoje contra o Figueirense, jogo em que o tricolor terá muitos desfalques.

Temo que o tricolor se apequene de tal forma que fique somente comemorando marcas individuais (100 gols, milésimo jogo, 700 jogos como capitão) e deixe de ganhar títulos e alegrar torcedores.

Hoje a única razão de orgulho do torcedor tricolor é o capitão, goleiro e MITO Rogério Ceni.

Por esta razão cansei. Cansei do JJ, cansei da mediocridade, cansei do futebol feio, cansei de não ter centroavante, cansei do Dagoberto, cansei do Carlinhos Paraíba, cansei…

 

Liderança distante

Não costumo escrever logo após os jogos do tricolor porque prefiro “digerir” o resultado e emitir minha opinião com isenção mas, como terei um domingo muito corrido respirei bem fundo e contei até 633 para escrever esta coluna. Então vamos lá:

Posso parecer repetitivo (e estou sendo), mas o São Paulo vai continuar tendo dificuldades para jogar no Morumbi devido as características do time, boa parte dos jogadores do meio para frente é de característica para este tipo de jogo, são velocistas, correm e não conseguem pensar o jogo. Dagoberto, Lucas, Fernandinho, Ilsinho e Marlos jogam assim. O único jogador com característica e condições de pensar o jogo e saber o momento de cadenciar ou acelerar é o Rivaldo que não tem condições físicas de jogar em alto nível 2 vezes na semana – 1 vez já está díficil. Outro agravante é o fato de não ter no elenco um jogador com capacidade de jogar de costas, prender a marcação e segurar a bola na frente para chegada dos meias, já que Luis Fabiano não deve estrear tão cedo.

No jogo de hoje o tricolor, apesar de ter uma defesa completamente remendada com Zé Vitor improvisado na zaga ao lado de João Filipe (que diga-se de passagem é limitadíssimo), começou razoavelmente bem o jogo, com toques rápidos e insinuantes, embora sem levar perigo ao gol do Atlético Paranaense. Até em uma falta idiota do único zagueiro tricolor, bola na área e GOL do Atlético.

Felizmente, o tricolor na jogada seguinte empatou o jogo com um golaço de Ilsinho (que só fez isto no jogo) e equilibrou o jogo que no primeiro tempo foi muito feio – apesar da dedicação dos atletas que estavam em campo.

No segundo tempo a história continuou 2 times muito dedicados e sem nenhuma demonstração de talento, até que em uma jogada de contra-golpe os paranaenses fizeram 2X0  e fizeram com que a torcida começasse a jogar contra o próprio time.

No final do jogo o tricolor achou um gol e empatou o jogo e tornando ruim um resultado que era horrível.

Não se pode reclamar de falta de empenho dos jogadores, até porque isto é o máximo que alguns deles podem fazer (João Filipe, Jean, Fernandinho e Piris principalmente) muito menos do técnico que escalou o que podia diante dos inúmeros desfalques (principalmente na defesa).

O que precisa ficar claro para o torcedor tricolor é que esta será a normalidade do grupo tricolor, ou seja, jogos fora melhor que os de casa, instabilidade emocional e muitos sustos.

Ao que parece o tricolor não terá regularidade para brigar pelo título e a Libertadores de 2012 pode ficar mais distante principalmente se outra equipe brasileira vencer a Sul Americana, o que diminui para 3 as vagas do Brasileirão para o principal torneio continental.

Os time sonhava dormir na liderança, mas demonstrou não ser merecedor dela.

A cada rodada a liderança fica mais distante.

 

Instabilidade tricolor

Não escrevi ao final dos 2 últimos jogos, por duas razões. Primeiramente, porque estou de férias e tem sido muito complicado encontrar um computador com conexão boa suficiente para postar as colunas do portal. Em segundo lugar, não queria ser injusto com o trabalho do novo técnico do tricolor que mal teve tempo de conhecer os jogadores para escalá-los para estes dois confrontos (Atlético-GO e Coritiba).

Como ainda não é possível ver a “mão do treinador” na equipe a análise fica por conta do que já vinha escrito aqui na coluna.

Não acho o time do São Paulo ruim (com as contratações  o elenco ficou até um pouco mais encorpado), porém existem limitações que não podem passar despercebidas.

O tricolor carece de um “homem-gol”, contra o Atlético-GO foram inúmeras chances de gol e evidentemente faltou alguém para definir. A solução parecia simples, bastava L. Fabiano estrear, porém a sua recuperação tem sido extremamente complicada (joelho, fibrose e dificuldade de cicatrização) e agora mais uma cirurgia. Sei que a culpa não é do atleta, que mais do que a torcida deve estar ansioso para estréia, mas seria tão difícil contratar um jogador mediano que seria reserva do Fabuloso e que poderia por enquanto quebrar o galho?

Outra preocupação que tenho é com o sistema defensivo do tricolor, com as saídas de Miranda e Alex Silva o tricolor precisa escalar o lento Xandão para jogar do lado esquerdo, em um esquema com 2 zagueiros e sem sobra (acredito que no decorrer do campeonato Luiz Eduardo deve ganhar a posição),  ainda assim falta ao menos um reserva.  A fragilidade da zaga pode ser vista nos 2 últimos jogos (Atlético-GO e Coritiba), quando o tricolor não suportou a pressão imposta pelos adversários e sofreu gols bobos. Sem contar que os laterais (Jean – improvisado e Juan) têm jogado muito mal.

O meio-campo parece ser o único setor que evoluiu, os volantes são muito bons (Wellington, Casemiro, Denílson e Jean),com meias de velocidade (Lucas, Ilsinho,  Marlos e Cícerp), meias que podem cadenciar o jogo (Rivaldo e Cañete) o que permite que o técnico tenha opções para composição do meio.

Os jogadores de velocidade do ataque também são ao menos razoáveis (Dagoberto e Fernandinho) só que não podem ser os responsáveis pelos gols da equipe.

Resumindo, acredito que o tricolor continuará causando sofrimento ao seu torcedor, em função da juventude e instabilidade do time. Principalmente nos jogos em casa, quando os adversários tendem a jogar fechados.

Neste fim de semana, o tricolor enfrenta o Vasco no Morumbi, e espero que tenha dado tempo do Adilson corrigir ao menos as falhas defensivas, pois o clube carioca tem o veloz Éder Luiz e um bom centroavante  – Alecsandro (que bem podia ser o reserva-titular do Fabulos).

Será que o tricolor vai dar mais sustos?

Entrou no rumo?

O São Paulo jogou muito bem no primeiro tempo, soube anular as principais jogadas do Colorado e sabiamente tocava a bola de pé em pé sob a batuta do maestro Rivaldo que numa cobrança de falta colocou na cabeça de Casemiro para que o tricolor inaugurasse o placar.

O Inter ficou sem reação e no final do primeiro tempo o tricolor fez 2X0 com Fernandinho, numa jogada de velocidade e frieza na hora da conclusão.

No segundo tempo, o Inter pressionou o tricolor, que se defendeu como podia a espera de um contra-ataque para definir o jogo – o que aconteceu aos 48 minutos com Carlinhos Paraíba.

E o São Paulo que há 2 jogos, estava em crise, com 2 derrotas seguidas, sem técnico, com a equipe desmanchada pelas contusões e convocações, termina o domingo com 2 vitórias seguidas, técnico novo (Adilson Baptista), com contratações que fortalecem o elenco (Cícero e Denílson), em segundo na tabela e com a volta de seu principal jogador após o fiasco da seleção da CBF.

O único aspecto negativo está por conta do desfalque de Casemiro (o melhor do jogo) por um mês por causa do Mundial sub-20.

Será que o tricolor entrou no rumo?

Bom resultado, mas ainda falta futebol.

Se falarmos especificamente do resultado, o tricolor conseguiu mais 3 pontos importantíssimos neste começo de Brasileirão.

Principalmente em uma noite em que não houve futebol. O jogo foi muito travado com poucas chances de gol para os dois times, e o São Paulo encontrou um gol no último lance do jogo em uma falha do goleiro Wilson.

Olhando para o futebol (não) apresentado, temo pelo futuro do time no campeonato. Os garotos demonstram dificuldade quando enfrentam um time que joga fechado, o que deve ocorrer com frequência nos jogos no Morumbi.

Analisando os dois primeiros jogos creio que a molecada vai render mais nos jogos fora de casa do que no estádio tricolor, principalmente por causa da velocidade do trio Lucas, Fernandinho e Dagoberto.

Por enquanto, os resultados tem sido bons, mas ainda falta futebol.

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