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Perto do ouro, apesar do mano

Perto do ouro, apesar do mano

Depois de duas pratas seguidas em 84 e 88, o Brasil finalmente está em uma final do futebol, após vencer a Coréia do Sul por 3 a 0.

Dá pra dizer que realmente a individualidade que definiu o jogo, pois coletivo é algo inexistente na seleção treinada pelo Mano.

Único mérito dele tá sendo escalar o básico sem inventar demais, porém é pavoroso olhar o jogo da seleção e ver jogadas de ataques começando com balões para o ataque porque o meio-campo não consegue quase criar jogadas com bola no pé.

A Coréia, por mais que marcasse em cima, com jogadores de bom nível como o Brasil levou, se esperava que o time fosse organizado de forma a abrir espaços com um toque qualificado, porém se via o trio ofensivo isolado na frente(Neymar, Damião e Oscar) e o resto só se preocupando em marcar.

O fato é que os 3 foram fundamentais mais uma vez, com o Damião de novo tendo atuação destacada com 2 gols.

O Brasil está com tanta sorte, que apenas na final vai pegar um adversário realmente difícil, mas em um torneio onde tinham times como Uruguai, Espanha, Grã-Bretanha, Senegal… pegar apenas o México como adversário realmente complicado, é dizer que a sorte jogou sempre ao lado da seleção.

Alguns já discutem antes mesmo da final, se essa é a melhor seleção olímpica da história e a resposta é simples: a de 88 pode ter enfrentado Argentina, Alemanha, Iugoslávia e União Soviética(para quem perdeu) e essa ter pegado: Egito, Bielo russia, Nova Zelândia, Honduras, Coréia do Sul e agora México, mas se vencer é a melhor, se perder, ainda tende a ser pior, que o time será novamente desacreditado e dito que na hora do real desafio, perdeu.

Acredito que como esse está sendo o ano das coisas improváveis no futebol, essa medalha de ouro será do Brasil, mas aguardemos.