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Foi bom, pero no mucho.

Foi bom, pero no mucho.

E acaba de terminar a primeira  fase para os times do Grupo F.

Argentina, com 9 pontos, e Nigéria, com 4, são as equipes classificadas. A Bósnia com 3 e o Irã com 1 voltam para casa.

Se por um lado os eliminados saíram até melhor que o esperado (Se bem que achei que a Bósnia classificaria), Argentina e Nigéria ficaram devendo nesta primeira fase.

Por um lado, os hermanos mostraram uma excessiva dependência de Lionel Messi. Para se ter uma ideia, dos 6 gols marcados pela Argentina, 4 foram de La Pulga, e um foi contra. Ou seja, apenas um gol foi marcado por outro jogador de nossos vizinhos-irmãos. Porém, refletindo um pouco mais profundamente, talvez seja melhor ter um Messi de quem depender, e ele corresponder, do que não ter nenhum talento no time ou os talentos não fazerem o que deles se espera. Vejo a situação da Argentina muito parecida com a de Portugal, com a diferença de que o Cristiano Ronaldo não está conseguindo render, fisicamente.

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De qualquer forma, as dificuldades da defesa argentina bem como a armação deficitária são evidentes, e no confronto da próxima fase, muito provavelmente com a Suíça, prevejo dificuldades.

Já a Nigéria, conforme falei aqui, demonstrou a mesma dificuldade das outras seleções africanas, com uma generalizada falta de talento, habilidade e criatividade. Classificou-se mais pela inocência da Bósnia, que poderia ter vencido o confronto direto, do que por méritos. Acredito que seja saco de pancadas para a França, e pode consagrar o Benzema na artilharia.

Agora é esperar os jogos do final da tarde para ter a confirmação dos adversários. Mas pelo que mostraram na primeira fase, os times do grupo F têm muito com o que se preocupar, e ainda bem que a partir das oitavas-de-final as coisas podem mudar completamente.

Palpitômetro – Grupo F

Palpitômetro – Grupo F

Hoje os palpites serão em cima do grupo de nossos hermanos, que conseguiram dar ainda mais sorte que o Brasil, pegando aquele que talvez seja um dos grupos mais fracos do mundial, o grupo F, que conta com as seguintes seleções:

Argentina, Bósnia-Herzegovina, Irã e Nigéria
Argentina x Bósnia

Certamente o jogo mais interessante desse grupo, pois contará com o cabeça de chave(por sinal um dos favoritos), além da, não tão surpresa, seleção da Bósnia, haja visto q ela bateu na trave para disputar a última copa e a última eurocopa(em ambas perdeu para Portugal) e como dessa vez não deu o azar de pegar eles pelo caminho de novo, chegou sem sustos(inclusive foi o primeiro do seu grupo nas eliminatórias).

O jogo como será a estreia de ambos(esse era o tipo do jogo para fechar o grupo e decidir quem fica na frente) vejo dois times entrando bem nervosos em campo, um pela estreia e o outro querendo mostrar que chegou como favorito para vencer a copa. Tendo em vista esses dois aspectos, a Argentina fica sendo muito favorita, pois a Bósnia para ter uma boa chance nesse jogo, teria de entrar jogando 100% e estar principalmente calma, coisa que não acho que ocorrerá.

Ambos tem sua grande força no setor ofensivo, então a tendência é de uma partida de muitos gols, porém com tudo já citado, a Argentina deve superar a Bósnia ao final do jogo.

Irã x Nigéria

Irã chega a copa sem nenhum jogador de grande destaque no cenário europeu, diferente de quando teve seu grande momento de destaque ao vencer a seleção dos EUA em 98(e tinha a lenda Ali Daei) e com um time que promete ser o saco de pancadas do grupo. A Nigéria não chega também com uma seleção que possa se dizer muito confiável, porém como de costume tem jogadores rápidos no setor ofensivo e vem com um time bem renovado em relação aos últimos que se viu da mesma.

A Nigéria com seu jogo rápido e com a força de seus jogadores, não deve ter problema nenhum para atropelar a seleção iraniana nesse jogo. Até pelo fato de ser o jogo menos badalado desse grupo, não vejo grandes problemas de nervosismo para a estreia de ambos, até pelo fato de a Nigéria não ter aquela mesma atenção de outros tempos.

Argentina x Irã

Pobre Irã… depois da derrota no primeiro jogo, pegará “apenas” o favorito do grupo, que já virá embalado pela primeira vitória e pela retirada da pressão da estreia.

O time iraniano vai sofrer com a força ofensiva Argentina e corre sérios riscos de além da derrota, sair goleado do jogo. Talvez marque algum gol devido a fraca defesa argentina, mas nada além disso

Nigéria x Bósnia

A Nigéria chegará embalada pela primeira vitória, enquanto a seleção da Bósnia buscará a recuperação depois da primeira derrota.

Animada pelo bom desempenho, apesar da derrota, para o time argentino, fará a Bósnia ir forte para cima do time nigeriano, querendo provar que não está apenas à passeio na copa e acredito que isso, somado a sua força ofensiva(que atualmente é bem superior a nigeriana), aliado a já tradicional deficiência da defesa do time africano, levem a seleção a sua primeira vitória em copas do mundo.

Bósnia x Irã

Chegando no último jogo animada pela sua primeira vitória e enfrentando uma seleção q tem apenas chances remotas de classificação(o que não dá pra negar é muita bondade, pois esperar uma goleada do Irã é algo totalmente improvável), a seleção da Bósnia deve jogar a vida buscando essa classificação que já seria um lucro para uma seleção que quando passou, não se acreditava que poderia ir muito longe.

Inegável que o grupo ajudou, mas a Bósnia mostrou força para superar seu adversário direto(Nigéria) e ficar muito perto da classificação, correndo risco apenas em caso de uma improvável derrota da seleção Argentina para comemorar sua passagem as oitavas.

Nigéria x Argentina

Abalada pela derrota para a seleção da Bósnia e vendo suas chances de classificação reduzidas a depender de uma vitória contra a forte seleção Argentina, a Nigéria entrará para o tudo ou nada nesse último jogo.

A seleção da Argentina, que apesar do setor defensivo pouco confiável, continuará apostando forte no seu poderosíssimo ataque e fará estrago na fraca defesa nigeriana, que estará desguarnecida por conta da necessidade do time africano de buscar o resultado e vencerá sem sustos.
Resultado final:

1 – Argentina – 9 pontos
2 – Bósnia-Herzegovina – 6 pontos
3 – Nigéria – 3 pontos
4 – Irã – 0 ponto

 

Política? Religião? Guerra? Nada disso, apenas o bom e velho futebol.

Política? Religião? Guerra? Nada disso, apenas o bom e velho futebol.

eua x irã

Começou a copa do mundo!Evento de grandiosidade inquestionável, comprovada pelos bilhões de espectadores ao redor do mundo que param na frente de seus televisores para assistir os jogos.

Desta vez de uma forma muito especial para nós que somos fãs deste esporte o evento ocorre aqui em nosso país, como não podia ser diferente quando estamos próximos de algo tão grande, as polêmicas estão presentes, uns são contra, outros a favor, alguns se exaltam com seus argumentos, o mundo inteiro fala sobre o assunto. Mas não quero entrar em nenhum desses méritos. Quero apenas lembrar de um dos momentos mais bonitos das copas do mundo que acompanhei. Falo do jogo de Irã x Estados Unidos pela copa de 1998 na França.

Desde o dia do sorteio, esse jogo foi assunto recorrente na imprensa mundial, nas mesas de bar, em conversas durante almoços de família, ou nos intervalos das aulas (na época eu era um estudante de 15 anos). Em geral os profetas do caos previam desde uma sangrenta batalha campal com um jogo recheado de cartões vermelhos, passando por violentos conflitos entre torcedores, atentados terroristas e até crises diplomáticas e guerras nucleares. Mas o que vimos naquele dia foi o óbvio, ou seja, o completo oposto do que previam os “profetas”.

Para quem teve o prazer de acompanhar essa partida, vimos um lindo momento de confraternização, quem ainda não entendia teve a grande oportunidade de entender que se poderosos líderes de nações (aqui não estou condenando x, y, ou z) alimentam a discórdia por interesses diversos, o que nós cidadãos temos com isso? Nada! E foi isso que os norte-americanos (estadunidenses para quem preferir) e iranianos demonstraram naquele dia. No momento dos cumprimentos pré-partida os jogadores se cumprimentavam com sorrisos e o time iraniano até presenteou os adversários com flores. Ao contrário do que costumamos ver na maioria dos jogos, onde adversários se cumprimentam por obrigação sem mal olhar um na cara do outro, nessa ocasião vimos o completo oposto disso, gestos gentis de ambas as partes dizendo ao mundo: – Estamos nos cagando para os líderes que semeiam o ódio, isso é apenas um jogo de futebol, daremos a vida para vencer, mas o adversário não é inimigo!

Agora vamos ao que interessa, o jogo!

Em 1998 os Estados Unidos tinham um time inferior ao atual, já não contavam com seu melhor jogador da copa anterior, o talentoso meia Eric Wynalda, e ainda não tinham o que viria a ser seu destaque em copas posteriores, o rápido Landon Donovan. Os destaques daquele time eram o bom volante Claudio Reyna, o velocista Cobe Jones, o grandalhão McBride e o zagueiro Pope. Por outro lado o Irã tinha um time muito, mas muito melhor que o que tem hoje, com vários jogadores que fizeram sucesso na bundesliga, entre eles o grandalhão desengonçado, porém goleador, Ali Daei, o clássico meio-campista Karim Bagheri, o rápido e habilidoso ponta Azizi, e o jovem e raçudo ala Mehdi Mahadavikia.

Ao contrário do que se pode pensar com as gentilezas no momentos dos cumprimentos, o jogo não foi um jogo de moças, pelo contrário, houve muita raça, ambas as equipes entraram em campo com muita vontade de vencer, não houve violência, mas houve muita rivalidade, existe jogo melhor que um jogo assim?

Mais limitados tecnicamente, mas com um time fisicamente avantajado, os norte-americanos abriram o placar com gol de McBride. O Irã que já era melhor na partida, não se abateu com o gol sofrido e seguiu buscando o resultado e logo empatou com gol de Estili, e conseguiu a virada com gol do melhor em campo, escalado na ala direita, Mahadavikia estava tão possuído que até na ponta esquerda aparecia, correu literalmente o campo todo, e foi premiado com o gol da virada, dali em diante Cobe Jones tentou assumir o jogo, correu muito, buscou o gol, mas suas limitações técnicas não permitiram que conseguisse virar o jogo. A técnica de Karim Bagheri tomou conta do meio-campo e os dribles de Azizi mantiveram o jogo sob controle, terminando com vitória iraniana por 2 x 1.

Grupo F – Um jogo para decidir

Grupo F – Um jogo para decidir

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Bom, estou aqui para falar do grupo F, o grupo de nossos hermanos argentinos.

Acredito que seja um dos grupos mais fáceis de prever o que vai acontecer, isso se não for o mais fácil.

Neste grupo teremos a torcida torcendo enlouquecidamente contra os argentinos, o que dará um espetáculo à parte nos estádios, com as melhores piadas possíveis sobre nossos vizinhos

A Argentina, com um ataque de respeito, um meio de campo razoável e uma defessa assustadoramente ruim, deve passar o carro e classificar-se com 9 pontos, tranquila. Acredito que somente uma grande sacanagem orquestrada pela FIFA má arbitragem poderia assustar a equipe do Técnico Sabella. Liderados por Lionel Messi, os hermanos já devem começar a se preocupar com quem será o adversário das oitavas.

Dos outros três times, muito equilíbrio entre Bósnia e Nigéria, e o Irã como saco de pancadas oficial da copa sem muitas chances de conseguir algo. Acredito que o que vai definir a segunda vaga será o jogo entre Bósnia e Nigéria, em Cuiabá, no dia 21 – jogo esse que será acompanhado in loco por mim e pelo Henrique Siqueira, que também escreve aqui.

Com uma seleção jovem e rápida, a Bósnia faz sua estreia como país independente em Copas do Mundo, uma vez que é uma dissidência da antiga Iugoslávia. Por esse seu DNA, tem um time leve, com certa habilidade, e deposita todas suas esperanças no craque Edin Dzeko, que pra ser sincero eu nem acho lá essas coisas mas é bom falar que é craque pra ver se torna o jogo mais interessante. Não acredito que a Bósnia vá longe, mas se conseguir a classificação também não tem muita esperança, porque deve enfrentar uma Alemanha na fase seguinte.

Já a Nigéria tem o perfil clássico das seleções modernas africanas. Ao contrário dos times que encantaram o mundo nas décadas de 90 e 00 (e não ganharam nada importante além de olimpíadas com jogadores uns dez anos mais velhos que os documentos apontavam), hoje vemos nos times africanos grupos envelhecidos, que privilegiam a força física e não trazem aquela irreverência e irresponsabilidade de outrora. Como taticamente são ruins e a violência não costuma resolver em campo, os resultados têm sido muito ruins. A Federação Africana de Futebol (ou órgão que o valha, sei lá qual o nome) deveria começar a repensar a política de exportar seus melhores jogadores para a Europa, pois temos visto cada vez mais jogadores de cintura dura e pouca criatividade.

Sobre o Irã, nada muito a dizer, apenas que vai perder de todo mundo por pelo menos dois gols de diferença – o mais interessante que poderíamos dizer sobre o Irã seria uma série de trocadilhos com atacantes que possuem bombas no pé e por aí vai, então é melhor não falar nada.

Se tivesse que arriscar um palpite e tenho, diria que neste grupo dá Argentina e Bósnia. E fiquem atentos ao jogo Argentina e Irã, forte candidato a maior goleada da copa.