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O Futebol e a televisão

Antes de mais nada, alguns avisos:

– Este texto irá desagradar a um grande número de pessoas.

– Estou escrevendo como PUBLICITÁRIO  e profissional de MARKETING, e não como torcedor do Corinthians.

– O fato de eu entender um fenômeno de comunicação não significa que eu concorde com ele ou que agiria igual se no comando estivesse.

Posto isso, vamos lá. Em várias conversas com os demais integrantes do Em Cima da Linha, muitos (em especial o Luiz) contestam o número de jogos do Corinthians que são transmitidos pela Rede Globo, além do baixo número de jogos comparados a outros esportes e outras mídias. Vamos entender o que significam Corinthians e Flamengo para a Rede Globo? Continue lendo O Futebol e a televisão

Quem realmente quer a melhora do futebol brasileiro?

Queridos amigos leitores, sabe quando um filme é tão previsível que a gente chega a pensar que é impossível que o final seja tão lógico e ainda assim para nosso espanto no final ele realmente não surpreende nada e cumpre exatamente aquilo que já esperávamos?

Esse é o retrato exato desse quase 1 mês de retorno do futebol brasileiro a copa do mundo.

Tudo de mal que imaginávamos vem acontecendo rodada após rodada. O futebol fraco, a falta de técnica, a falta de novidades táticas, o fraco desempenho ofensivo, uma absurda apatia de técnicos e jogadores e não faltariam adjetivos negativos para descrever esse campeonato brasileiro.

Em consequência disso, não a toa, temos tido péssimos jogos, uma falta de interesse popular absurda pelo campeonato, péssimos públicos e uma queda vertiginosa na audiência da TV. Ou seja, o nocaute que sofremos da Alemanha na copa do mundo transbordou o âmbito seleção brasileira e continuou em nossos campos locais. A decisão atual é unanime: O Futebol Brasileiro foi a Knockout.

O desgaste do produto futebol é tanto que a TV Globo, manda chuva do nosso esporte preferido, foi obrigada a marcar uma reunião urgente com os clubes para uma ação de choque que remende as feridas em nosso campeonatos. Não somos tolos a ponto de não sabermos que a emissora dos Marinhos é uma das principais responsáveis pelo sucateamento do nosso futebol. É ela que determina dias e horários, absurdos, de nosso futebol, é ela que monopolizou a cobertura com transmissões de jogos apenas do eixo RJ-SP, é ela que praticamente centralizou em Corinthians e Flamengo a sua grade esportiva, ela que causou boa parte do desequilíbrio financeiro entre os clubes e por aí vai.

Porém, como é mais sabido do que nunca,  os clubes precisam até as cuecas da TV, mais precisamente da Globo. Os clubes hoje recebem % muito maior da TV do que de bilheterias, do que patrocínios ou mesmo até do que algumas vendas de jogadores. Boa parte dos clubes inclusive já receberam adiantadas as cotas de próximos anos, e muitos deles já até usaram de forma totalmente obscuras essa verba.

Se você leitor parar o texto nesse ponto e refletir chegará a conclusão de que: os campeonatos são ruins, os times tem elencos fracos, os clubes estão sem dinheiro, a TV está sem audiência, os estádios vazios, e nosso futebol chegou a beira do abismo.

Nosso país sempre foi campeão em dar um jeitinho nos problemas, principalmente dentro das 4 linhas. Mas a falência dessa vez é tão forte, que nem mesmo nas peças de chuteiras dentro de campo nós podemos ter um alento. Não temos mais de onde extrair ouro, a mina secou. Não adianta mais esperarmos uma resolução imediata, sensacional, surpreendente ou inovadora. A salvação é simplesmente recomeçar do zero.

Vocês seguidores do em cima da linha devem ter reparado que a quantidade de textos do site deu uma diminuída. Nós pedimos desculpa, sabemos que muita gente quer nos ler, ainda mais nesse momento, mas está bem difícil ter ânimo, pique, disposição e inspiração para falar de futebol nesse país. Muitas vezes falamos mais das contratações dos clubes europeus do que dos próprios resultados do nosso fim de semana de jogos.

É trágico isso!!

Ainda não sabemos o que virá da reunião da Globo com os dirigentes, sabemos como é público há anos, que o interesse da emissora global é o retorno do mata-mata. Eu que sempre fui defensor desse modelo ida e volta mais justo começo a repensar sobre isso visto que o playoff com eliminações talvez estanque por um pouco de tempo a dor de vermos esse futebol medonho que temos jogado.

Agora, para não falarmos que só temos visto desesperança em nosso universo futebolístico, estou cada dia mais feliz com o papel e desempenho do bom senso. Hoje mesmo eles retaliaram o nojento calendário proposto pela CBF para 2015. E não só foram contra como deram justificativas, e muitas, para comprovar porque esse calendário é patético.

Poderia escrever aqui mais algumas horas sobre esse poço de lama do nosso futebol, mas nesse momento o que podemos fazer é cobrar dos nossos jogadores, dos nossos clubes e dirigentes, para que eles acordem e comecem a subir a cobrança de acordo com a pirâmide de poder do nosso futebol.

É isso, ou isso. Não tem mais como empurrar com a barriga. Ou então clubes como Botafogo irão falir de vez e não será o único, virão outros tantos na rabeira.

 

Como a contratação de James Rodríguez resolve vários problemas do Real Madrid de uma vez só

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Assim como aconteceu após a Copa de 2010, quando contratou dois dos destaques da competição (Özil e Khedira), o Real Madrid trouxe mais dois galácticos para se juntar à sua constelação.

Depois de Toni Kroos, meia/segundo volante alemão ex-Bayern de Munique e um dos melhores jogadores da Copa segundo a FIFA e enquete com torcedores, hoje foi a vez do colombiano James Rodríguez, ex-Monaco. O meia de 23 anos foi o artilheiro da Copa do Mundo e autor do gol premiado como o mais belo do campeonato, o que o credenciou como uma das principais estrelas da competição. Continue lendo Como a contratação de James Rodríguez resolve vários problemas do Real Madrid de uma vez só

O último jogo

Hoje a Nike Futebol lançou o filme “Último Jogo”, um vídeo de cinco minutos estrelado por gênios da bola como os craques Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney, Neymar Jr., David Luiz, Zlatan Ibrahimović, Andrés Iniesta, David Luiz, Franck Ribéry, Tim Howard e Ronaldo Fenômeno.

Na animação, a missão dos craques – incentivados por Ronaldo – é salvar o futebol das garras do O Cientista e seus clones “perfeitos”, que jogam sem arriscar e sem emocionar a torcida.

Dispostos a arriscar tudo, os ex-atletas propõem um novo desafio aos clones: o último jogo mata-mata.

Para saber quem leva a melhor nesta disputa, assista o vídeo :

O ‘Último Jogo’ foi produzido em parceria pela Nike, Wieden e Passion Pictures e dá continuidade à campanha #ArrisqueTudo que já reuniu os craques em uma única partida em “Quem ganha fica” e mostrou a pressão de entrar em campo em “Arrisque tudo”.

Programa de Voluntariado para os Jogos de 2016

Logo Rio 2016

Apesar de todas as atenções estarem voltadas para o início da Copa do Mundo,  os preparativos para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro,  estão em andamento.

Segundo informações do Comitê Rio 2016 estão abertas as inscrições para o Programa de Voluntários Selecionadores.  São essas pessoas que vão ajudar a selecionar os 70 mil voluntários que atuarão nos Jogos Olímpicos e nos Paraolímpicos.

Requisitos

Para isto, o candidato a ‘selecionador voluntário’ deve estar cursando ou ter formação em administração, gestão de pessoas, pedagogia ou psicologia.

Os aprovados participarão de curso de capacitação oferecido pelo Rio 2016 e vão atuar por um período de quatro meses, a partir de fevereiro de 2015, nos Centros de Recrutamento de Voluntários, localizados em cinco capitais – Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Salvador e  Belo Horizonte – e em cidades de Pernambuco, Pará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

As inscrições devem ser feitas na página do Comitê Rio 2016. Clique aqui

Programa de Voluntários
 A previsão é que sejam abertas no dia 28 de agosto deste ano, as inscrições para o Programa de Voluntários, que convocará 70 mil pessoas para atuar durante os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos.

Parece que ninguém quer.

O Corinthians tá se esforçando para perder a liderança.

O Flamengo faz de tudo para não alcançar o tpo.

São Paulo e Vasco se dedicam à manutenção da posição intermediária.

O Palmeiras e o Botafogo não conseguem se aproximar.

Ninguém quer ser campeão brasileiro?

Nas rodadas finais do primeiro turno, vemos vários times derrapando e não conseguindo abrir vantagem perante os concorrentes. Muitos são os fatores, como desfalques por contusão, convocações da seleção brasileira e jogadores novos que ainda não entrosaram com o time.

Mas quem arrisca, a esta altura do campeonato, fazer uma previsão?

Quem pode dizer quem será o campeão brasileiro? Os classificados para a libertadores? O artilheiro do torneio?

Falando do Corinthians especificamente, o começo da tabela foi muito mais difícil, e a equipe abriu uma enorme vantagem. Quando pegou adversários mais fracos, perdeu a oportunidade de estar disparado na liderança.

Qual será a próxima surpresa pregada pelo time do professor Adenor?

Treinabilidade

Sim, o Corinthians ainda está na liderança.

Sim, o aproveitamento da equipe de Parque São Jorge é altíssimo.

Sim, o time ainda é favorito ao título.

Sim, as peças que estavam desfalcando o time estão voltando aos poucos, e em breve o treinador terá o elenco todo (ou quase todo) à disposição.

Não, não existe nenhum torcedor corinthiano satisfeito com o desempenho da equipe.

Talvez por trauma do que ocorreu no ano passado, quando um empate com o Ceará em casa (seguido de uma derrota para o Atlético-GO, também no Pacaembu) foi o ponto de partida da perda do título, o torcedor corinthiano já começa a olhar estranho para o time, que mais do que vencer, está tendo dificuldades para convencer.

Jogar contra o Corinthians é fácil. Marque os dois volantes, e não se preocupe pois principalmente nestes jogos em que o time joga sem um centroavante (Liedson e Adriano ainda estão fora por lesão – o primeiro jogou alguns minutos, o segundo não tem previsão de volta) a equipe tem muita dificuldade em colocar a bola pra dentro quando surge a oportunidade.

Quando sai na frente então, o time fica à imagem e semelhança de seu treinador, e volta para marcar atrás da sua própria intermediária, permitindo ao adversário pressionar e conseguir que a defesa corinthiana em um lance de desatenção – como no primeiro gol cearense – ou até mesmo de “bumba meu boi” – como no segundo gol – entregue o jogo lá atrás.

Algumas coisas me assustam na equipe corinthiana, e em minha opinião são os fatores que mais preocupam:

– Não há uma jogada ensaiada ou de ultrapassagem que o time tenha feito com sucesso nas últimas partidas. Ou o treinador não está sabendo passar isso para os jogadores, ou está treinando pouco, ou os jogadores não estão afim mesmo.

– O número elevado de contusões nos últimos jogos. Na lateral, por exemplo, Fabio Santos machucou, seu reserva, Ramon, se machucou também. Os dois atacantes fora de ação, Jorge Henrique visivelmente fora de sua melhor condição física, William em queda também (observe o desgaste apresentado por ele quando chega aos 20 do segundo tempo). Isto pode ser fruto da carga excessiva de jogos, mas não dá para fingir que não está acontecendo.

– A falta de poder de reação do time quando toma um gol. O Corinthians tem demorado muito tempo para se recuperar quando leva um gol (exceção feita ao gol do Alex hoje, um minuto após levar o empate), algo que não pode acontecer com o número de jogadores experientes do elenco.

– A imprecisão na hora de matar o jogo. Em vários jogos nas últimas rodadas o Corinthians começa bem, pressiona, mas ao abrir o placar, ao invés de manter o ritmo e matar o jogo ainda no primeiro tempo, recua e deixa o adversário crescer.

É necessário que o técnico do Corinthians faça alguma coisa. Não acredito que seja uma mudança de jogadores; o Liedson está voltando ao time agora e não tem muito mais o que mexer. Acredito que o problema seja tático e principalmente de postura. Está na hora do Corinthians mostrar que quer ser campeão e jogar como time grande. Na atual toada, uma classificação na Libertadores já será um grande prêmio de consolo, pois o título com certeza escorrerá das mãos corinthianas.

Liderança distante

Não costumo escrever logo após os jogos do tricolor porque prefiro “digerir” o resultado e emitir minha opinião com isenção mas, como terei um domingo muito corrido respirei bem fundo e contei até 633 para escrever esta coluna. Então vamos lá:

Posso parecer repetitivo (e estou sendo), mas o São Paulo vai continuar tendo dificuldades para jogar no Morumbi devido as características do time, boa parte dos jogadores do meio para frente é de característica para este tipo de jogo, são velocistas, correm e não conseguem pensar o jogo. Dagoberto, Lucas, Fernandinho, Ilsinho e Marlos jogam assim. O único jogador com característica e condições de pensar o jogo e saber o momento de cadenciar ou acelerar é o Rivaldo que não tem condições físicas de jogar em alto nível 2 vezes na semana – 1 vez já está díficil. Outro agravante é o fato de não ter no elenco um jogador com capacidade de jogar de costas, prender a marcação e segurar a bola na frente para chegada dos meias, já que Luis Fabiano não deve estrear tão cedo.

No jogo de hoje o tricolor, apesar de ter uma defesa completamente remendada com Zé Vitor improvisado na zaga ao lado de João Filipe (que diga-se de passagem é limitadíssimo), começou razoavelmente bem o jogo, com toques rápidos e insinuantes, embora sem levar perigo ao gol do Atlético Paranaense. Até em uma falta idiota do único zagueiro tricolor, bola na área e GOL do Atlético.

Felizmente, o tricolor na jogada seguinte empatou o jogo com um golaço de Ilsinho (que só fez isto no jogo) e equilibrou o jogo que no primeiro tempo foi muito feio – apesar da dedicação dos atletas que estavam em campo.

No segundo tempo a história continuou 2 times muito dedicados e sem nenhuma demonstração de talento, até que em uma jogada de contra-golpe os paranaenses fizeram 2X0  e fizeram com que a torcida começasse a jogar contra o próprio time.

No final do jogo o tricolor achou um gol e empatou o jogo e tornando ruim um resultado que era horrível.

Não se pode reclamar de falta de empenho dos jogadores, até porque isto é o máximo que alguns deles podem fazer (João Filipe, Jean, Fernandinho e Piris principalmente) muito menos do técnico que escalou o que podia diante dos inúmeros desfalques (principalmente na defesa).

O que precisa ficar claro para o torcedor tricolor é que esta será a normalidade do grupo tricolor, ou seja, jogos fora melhor que os de casa, instabilidade emocional e muitos sustos.

Ao que parece o tricolor não terá regularidade para brigar pelo título e a Libertadores de 2012 pode ficar mais distante principalmente se outra equipe brasileira vencer a Sul Americana, o que diminui para 3 as vagas do Brasileirão para o principal torneio continental.

Os time sonhava dormir na liderança, mas demonstrou não ser merecedor dela.

A cada rodada a liderança fica mais distante.

 

Derrota Doída

Seria o Corinthians um cavalo paraguaio?

Não tenho muito o que dizer sobre a derrota de ontem do Corinthians, perante o Avaí, na Ressacada.

Era um jogo fácil, o Corinthians dominou todo o primeiro tempo, poderia ter matado o jogo. Caiu um pouco após a contusão do Danilo, mas mesmo quando levou a virada perdeu diversas oportunidades de marcar o gol.

Me surpreenderam no Corinthians a facilidade em criar oportunidades de gol e uma facilidade maior ainda para perdê-los. De qualquer maneira, a Fiel torcida não deve se desesperar, achei que foi uma das melhores partidas da equipe no campeonato, e as falhas defensivas, totalmente aceitáveis considerando que apenas o Leandro Castán e o Fábio Santos compõem a zaga titulas, devem diminuir conforme o entrosamento aumentar. O goleiro Renan também precisa começar a demonstrar para que veio, se quiser ter alguma chance de ficar com a vaga de titular.

Está chegando o momento em que o Corinthians precisa decidir o que quer da vida no campeonato. Se for o título, não pode nem pensar em perder pontos contra equipes que estão abaixo na tabela. Os próximos 5 jogos são contra equipes fracas, e conquistar 15 pontos seria fundamental para uma caminhada tranquila rumo à taça, sem depender de outros resultados. É normal que a equipe tenha uma queda, pois todos terão, o que não pode é haver acomodação com a vantagem adquirida no início do campeonato (e que ainda é considerável, principalmente pelo fato da equipe estar com um jogo a menos).

Em outras palavras, é hora de reagir.