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Eles estão chegando.

Escrevo este texto com um misto de felicidade e medo.

Não vou me alongar sobre o Grupo G, pois certamente o James fará isso aqui com muito mais conhecimento de causa. Quero fazer apenas um rápido comentário sobre a seleção dos EUA.

Eles por anos e anos ignoraram o futebol. Para eles, o futebol é um esporte praticado basicamente por mulheres. Porém, para quem está um pouco mais atento, há duas décadas o chamado esporte bretão vem crescendo muito na terra do Tio Sam.

Com a eliminação heroica (sim, uma eliminação pode ser heroica, quando frente a um adversário muito superior e vendida com muita braveza e dificuldade) na copa de 94 em pleno dia da independência, com um dos uniformes mais legais que já vi na história das copas, a impressão é que o esporte fosse deslanchar, mas demorou um pouco a mais.

O lendário jogador roqueiro Alexi Lalas na copa de 94.
O lendário jogador roqueiro Alexi Lalas na copa de 94.

Agora, com a chegada de grandes jogadores para a disputa da MLS e a participação de estado unidenses nos campeonatos europeus, é evidente o crescimento deles no cenário do futebol mundial.

O México, adversário tão temido por nós brasileiros, só veio para a copa devido a uma vitória dos EUA na última rodada das eliminatórias. Nesta copa, acredito que eles tenham chances de chegar às quartas, se bobear uma semifinal. Para as próximas duas ou três copas, acredito que estarão brigando pelo título.

O povo americano comprou a ideia do esporte, e como em tudo que os nossos vizinhos do norte participam, é para ganhar. A audiência na televisão já superou o baseball e o basquete, só falta ultrapassar a NFL. Para o jogo de hoje, foi decretado feriado para que o país pudesse acompanhar a luta contra a Alemanha.

Então, meus amigos, o recado está dado: eles estão chegando. E quando chegarem, quero ver segurar.

Barack Obama dando uma pausinha no trabalho para ver o jogo no Air Force One.
Barack Obama dando uma pausinha no trabalho para ver o jogo no Air Force One.

Já saiu o gol mais rápido desta Copa

O gol mais rápido da Copa do Mundo 2014 não saiu de nenhuma seleção detentora de títulos muito menos de craques consagrados como Messi, Balotelli ou Cristiano Ronaldo.

O jogador a fazer o gol mais rápido desta copa é o meio-atacante norte-americano Clint Dempsey.

Aos 28 segundos do primeiro tempo, o time dos EUA abriu o placar contra Gama (a partida terminou com vitória americana por 2×1).

Vale dizer que além de ser o gol mais rápido desta copa, este também é o gol mais rápido da seleção americana na história das Copas do Mundo.

Ele só perde para outros quatro gols, de outras Copas, ainda mais rápidos:
1 º – Em 2002, na Coreia do Sul, o turco Hakan Sukur, abriu o placar para a Turquia contra a Coreia do Sul na decisão do terceiro lugar. Ele precisou de apenas 11 segundos para conquistar o primeiro lugar dos gols mais ligeiros.
2º – Na Copa de 1962, Vaclav Masek, da Checoslováquia, fez contra o México em 16s.
3º – Ernst Lehner, da Alemanha, que em 1934 balançou as redes da Áustria em 25s.
4º – Bryan Robson, daInglaterra, que em 1982 marcou contra a França em 27s,
Gol mais rápido do Brasil

Em 1958, na Copa do Mundo da Suécia, quando o Brasil conquistou seu primeiro título mundial, o jogador Vavá abriu o placar na semifinal contra a França logo aos 2 minutos.

Política? Religião? Guerra? Nada disso, apenas o bom e velho futebol.

eua x irã

Começou a copa do mundo!Evento de grandiosidade inquestionável, comprovada pelos bilhões de espectadores ao redor do mundo que param na frente de seus televisores para assistir os jogos.

Desta vez de uma forma muito especial para nós que somos fãs deste esporte o evento ocorre aqui em nosso país, como não podia ser diferente quando estamos próximos de algo tão grande, as polêmicas estão presentes, uns são contra, outros a favor, alguns se exaltam com seus argumentos, o mundo inteiro fala sobre o assunto. Mas não quero entrar em nenhum desses méritos. Quero apenas lembrar de um dos momentos mais bonitos das copas do mundo que acompanhei. Falo do jogo de Irã x Estados Unidos pela copa de 1998 na França.

Desde o dia do sorteio, esse jogo foi assunto recorrente na imprensa mundial, nas mesas de bar, em conversas durante almoços de família, ou nos intervalos das aulas (na época eu era um estudante de 15 anos). Em geral os profetas do caos previam desde uma sangrenta batalha campal com um jogo recheado de cartões vermelhos, passando por violentos conflitos entre torcedores, atentados terroristas e até crises diplomáticas e guerras nucleares. Mas o que vimos naquele dia foi o óbvio, ou seja, o completo oposto do que previam os “profetas”.

Para quem teve o prazer de acompanhar essa partida, vimos um lindo momento de confraternização, quem ainda não entendia teve a grande oportunidade de entender que se poderosos líderes de nações (aqui não estou condenando x, y, ou z) alimentam a discórdia por interesses diversos, o que nós cidadãos temos com isso? Nada! E foi isso que os norte-americanos (estadunidenses para quem preferir) e iranianos demonstraram naquele dia. No momento dos cumprimentos pré-partida os jogadores se cumprimentavam com sorrisos e o time iraniano até presenteou os adversários com flores. Ao contrário do que costumamos ver na maioria dos jogos, onde adversários se cumprimentam por obrigação sem mal olhar um na cara do outro, nessa ocasião vimos o completo oposto disso, gestos gentis de ambas as partes dizendo ao mundo: – Estamos nos cagando para os líderes que semeiam o ódio, isso é apenas um jogo de futebol, daremos a vida para vencer, mas o adversário não é inimigo!

Agora vamos ao que interessa, o jogo!

Em 1998 os Estados Unidos tinham um time inferior ao atual, já não contavam com seu melhor jogador da copa anterior, o talentoso meia Eric Wynalda, e ainda não tinham o que viria a ser seu destaque em copas posteriores, o rápido Landon Donovan. Os destaques daquele time eram o bom volante Claudio Reyna, o velocista Cobe Jones, o grandalhão McBride e o zagueiro Pope. Por outro lado o Irã tinha um time muito, mas muito melhor que o que tem hoje, com vários jogadores que fizeram sucesso na bundesliga, entre eles o grandalhão desengonçado, porém goleador, Ali Daei, o clássico meio-campista Karim Bagheri, o rápido e habilidoso ponta Azizi, e o jovem e raçudo ala Mehdi Mahadavikia.

Ao contrário do que se pode pensar com as gentilezas no momentos dos cumprimentos, o jogo não foi um jogo de moças, pelo contrário, houve muita raça, ambas as equipes entraram em campo com muita vontade de vencer, não houve violência, mas houve muita rivalidade, existe jogo melhor que um jogo assim?

Mais limitados tecnicamente, mas com um time fisicamente avantajado, os norte-americanos abriram o placar com gol de McBride. O Irã que já era melhor na partida, não se abateu com o gol sofrido e seguiu buscando o resultado e logo empatou com gol de Estili, e conseguiu a virada com gol do melhor em campo, escalado na ala direita, Mahadavikia estava tão possuído que até na ponta esquerda aparecia, correu literalmente o campo todo, e foi premiado com o gol da virada, dali em diante Cobe Jones tentou assumir o jogo, correu muito, buscou o gol, mas suas limitações técnicas não permitiram que conseguisse virar o jogo. A técnica de Karim Bagheri tomou conta do meio-campo e os dribles de Azizi mantiveram o jogo sob controle, terminando com vitória iraniana por 2 x 1.

Japão ganha de virada e conquista pela primeira vez um título mundial

Os japoneses são conhecidos por sua sabedoria e superação. Quem não lembra o triste episódio ocorrido em março quando um terremoto e um tsunami arrasaram com várias cidades do país? Pois é. Ainda abalado e se reconstruindo, hoje o país pode esquecer um pouco a tragédia para sorrir e comemorar.

De forma incontestável, a seleção feminina de futebol do Japão (que por conta das dificuldades quase ficou de fora do Mundial na Alemanha) conquistou seu primeiro título mundial ao vencer a forte equipe dos EUA, bicampeã da competição.

Homare Sawa, que desde os 15 anos joga na seleção asiática, espera que o desempenho possa ter um reflexo positivo do outro lado do mundo. “Depois do terremoto, a situação não está fácil no Japão”, explica. “Estou muito feliz por poder jogar futebol, mais do que nunca. Espero que a gente possa dar força e incentivo ao povo japonês que está no nosso país. Tomara que o nosso futebol tenha dado uma chance para que crianças e futuras jogadoras possam sonhar”.

A final

A experiência do time dos Estados Unidos não foi suficiente para derrotar a insistente equipe do Japão. Apesar de ter saído na frente duas vezes, uma no tempo normal e outra na prorrogação, o time dos EUA deixou o adversário empatar e levar a partida para as penalidades máximas.

Apesar do domínio americano no primeiro tempo, a partida foi para o intervalo com 0 a 0 no placar.

No segundo tempo, Alex Morgan, que entrou no lugar da lesionada Lauren Cheney, foi lançada nas costas da zaga e bateu cruzado no canto esquerdo do gol para abrir o placar: 1 a 0.

O empate japonês saiu de uma falha gritante da zaga norte-americana. Depois de cruzamento pela direita, Rachel Buehler disputou bola com Aya Miyama e, na hora de afastar, chutou em cima da companheira Alex Krieger. Miyama aproveitou a sobra e mandou para o gol, sem chance para Hope Solo.

Prorrogação

Após cruzamento da esquerda, Abby Wamback cabeceou para fazer 2 a 1. O empate só saiu aos 11 minutos do segundo tempo da prorrogação. Após cobrança de escanteio, Homare Sawa se antecipou e desviou, a bola ainda desviou na americana Rachel Buehler, e entrou.

No finalzinho da partida, a zagueira Azusa IWASHIMIZU acabou sendo expulsa após cometer falta na jogadora americana.

Decisão nos pênaltis

Depois de 2 a 2 com direito a prorrogação, a equipe japonesa venceu os Estados Unidos nos pênaltis, por 3 a 1.

As americanas não foram bem nas cobranças e perderam as três primeiras (com Shannon Boxx, Carli Lloyd e Tobin Heath). Apenas Abby WAMBACH converteu.

Já o Japão marcou três das quatro cobranças: Aya MIYAMA, Mizuho SAKAGUCHI e Saki KUMAGAI. Além disso, a goleira Hope Solo defendeu a segunda cobrança batida por Yuki NAGASATO.

Classificação Final da Copa do Mundo da Alemanha

 

  • Campeão: Japão
  • Vice-campeão: EUA
  • Terceiro lugar: Suécia
  • Quarto lugar: França

 

Bola de Ouro adidas

 

  • 1: Homare SAWA (JPN)
  • 2: Abby WAMBACH (USA)
  • 3: Hope SOLO (USA)

Prêmio FIFA Fair Play

  • Japão (JPN)

Chuteira de Ouro adidas

  • 1: Homare SAWA (JPN)
  • 2: Abby WAMBACH (USA)
  • 3: MARTA (BRA)

Luva de Ouro adidas

 

  • Hope SOLO (USA)

Prêmio de Melhor Jogador Jovem

  • Caitlin FOORD (AUS)

 

Os melhores momentos da partida entre EUA x Japão

 

Clique abaixo para assistir os momentos mais marcantes da final que garantiu o título inédito ao Japão

 

 

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EUA vence Coreia do Norte na Copa do Mundo de Futebol Feminino 2011

As partidas da Copa do Mundo de Futebol Feminino tem agitado a Alemanha. Hoje mais dois jogos foram disputados por lá, ambos pelo Grupo C.
Na primeira partida do dia, 21.106 torcedores assistiram a vitória por 1 a 0 da Suécia contra a Colômbia no estádio BayArena, em Leverkusen. O gol só saiu no segundo tempo e foi marcado por Landström (57′).
Na segunda partida da tarde, a equipe dos Estados Unidos derrotou a Coreia do Norte por 2 a 0 com gols de Cheney (54′) e Buehler (76′). O público de 21 859 pessoas conferiu o jogo disputado no estádio Glücksgas-Stadion, em Dresden.

Para ver os melhores momentos dos jogos basta acessar o site oficial da Fifa: http://pt.fifa.com/womensworldcup/highlights/video/index.html

Estreia do BRASIL

A estreia do Brasil é contra a Austrália amanhã, dia 29, às 18h15 (13h15 de Brasília), no Borussia Park, Monchengladbach.
Hoje às 18h, o time faz o último treino de reconhecimento de campo para ajustar o posicionamento da equipe. O técnico Kleiton Lima já definiu o time titular, mas não quer divulgar.
– Quanto menos informações nós oferecermos para o adversário, nesse momento pode ser importante para termos surpresas favoráveis durante o jogo.
Na partida preliminar, a Noruega enfrentará o time da Guiné Equatorial às 15h no Impuls Arena, em Augsburgo.

Artilharia

Até agora foram disputados seis jogos e marcados 12 gols. Uma média de dois gols por partida. A briga pela artilharia está acirrada já que os 12 gols foram feitos por diferentes jogadoras.

Confira quem já deixou sua marca registrada na Copa do Mundo 2011:

CAN Christine Sinclair
ENG Fara Williams
FRA Marie-Laure Delie
GER Célia Okoyino da Mbabi
GER Kerstin Garefrekes
JPN Aya Miyama
JPN Yūki Nagasato
MEX Mónica Ocampo
NZL Amber Hearn
SWE Jessica Landström
USA Lauren Cheney
USA Rachel Buehler