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Como a contratação de James Rodríguez resolve vários problemas do Real Madrid de uma vez só

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Assim como aconteceu após a Copa de 2010, quando contratou dois dos destaques da competição (Özil e Khedira), o Real Madrid trouxe mais dois galácticos para se juntar à sua constelação.

Depois de Toni Kroos, meia/segundo volante alemão ex-Bayern de Munique e um dos melhores jogadores da Copa segundo a FIFA e enquete com torcedores, hoje foi a vez do colombiano James Rodríguez, ex-Monaco. O meia de 23 anos foi o artilheiro da Copa do Mundo e autor do gol premiado como o mais belo do campeonato, o que o credenciou como uma das principais estrelas da competição. Continue lendo Como a contratação de James Rodríguez resolve vários problemas do Real Madrid de uma vez só

Ranking das seleções da copa (por relevância dos jogadores na última temporada)

Meu último texto, que falava que a seleção brasileira não é mais a mesma, causou certa polêmica, porque a maioria não concorda que não temos mais jogadores de destaque ao redor do mundo como tínhamos antigamente… Pois bem, baseado nisso, resolvi montar um ranking de seleções, tendo como base o desempenho dos jogadores na última temporada. Para isso, é necessário considerar que:

– Este estudo é obviamente uma brincadeira e não tem valor científico;

– Variáveis importantes como a titularidade ou não de cada jogador em seu time e a participação ativa de cada um no sucesso (ou fracasso) do mesmo não foram consideradas;

– Estar em um time vencedor não significa que o cara é bom, e jogar em um time ruim não aponta o jogador como perna de pau;

– O peso de cada campeonato foi distribuído de forma subjetiva, de acordo com o que eu acho relevante – e aí cada um fica à vontade para concordar ou discordar.

Posto isso, vamos aos critérios. A pontuação foi atribuída para cada jogador, considerando o time que defendeu na última temporada. A referência utilizada para cada jogador foi o álbum oficial de figurinhas da copa, e para os jogadores que não estão lá, o São Google. (assim como a grafia dos jogadores e equipes também seguiu a do álbum). Por fim, utilizei a escalação de cada equipe no jogo de estreia na copa, por julgar que a partir dali os times podem ter sofrido por contusão e/ou suspensão. A única exceção foi o goleiro Buffon, da Itália, que não jogou a primeira partida mas creio que ninguém aqui tenha dúvidas a respeito de sua titularidade. Para cada campeonato, foram atribuídos pontos de acordo com a seguinte tabela:

Critérios para o ranking de seleções
Critérios para o ranking de seleções

Sem mais delongas, vamos ao resultado do nosso ranking: Continue lendo Ranking das seleções da copa (por relevância dos jogadores na última temporada)

Curiosidades – Maldição dos campeões mundiais europeus

Ano de 2014, copa no Brasil, Espanha eliminada na primeira fase e uma maldição que se iniciou com a França, continua a assombrar os times europeus: vencer uma copa do mundo e na seguinte dar vexame de ser eliminado na primeira fase em seu grupo.

Há alguma semelhança entre os casos? Ou seria apenas um novo tipo de praga a assolar os times europeus? Vamos analisar então cada um dos casos.
França

Em 1998:

O time base era: Barthez, Lizarazu, Leboeuf, Desailly, Thuram, Karembeu, Djorkaeff, Zidane, Petit, Deschamps e Guirvach.

Na copa – O time era excelente, porém o ataque como se nota era patético, pois quando o Guirvach não jogava, entrava o Dugarry, de nível muito contestável também e Henry e Trezeguet ainda estavam “verdes” nessa época.

Resultado – Campeã em 1998 em cima do Brasil por 3 a 0

Em 2002:

Grupo da França – França, Senegal, Uruguai e Dinamarca.

Time base era: Barthez, Thuram, Desailly, Leboeuf, Lizarazu, Petit, Vieira, Zidane, Djorkaeff, Henry e Trezeguet.

Na copa – O time que já era muito bom, conseguiu dois matadores de primeira linha, que vinham ainda em excelente fase na época e pegou um grupo que pelo nível do seu time não tinha nada de especial, pois contava com um Senegal novato, Uruguai com um time bem meia boca(se salvava o Recoba só) e uma Dinamarca que nem de longe lembrava a de 98, pois já haviam se aposentado os irmãos Laudrup e o Schmeichel.

Resultado – eliminada na primeira fase perdendo de 1 a 0 para Senegal, empatando em 0 a 0 com Uruguai e perdendo de 2 a 0 para a Dinamarca

zidane eliminado

Avaliação – O time chegou com excesso de confiança e muita, mas muita soberba e mesmo com uma seleção com totais condições de ganhar o título, acabou parando em um grupo médio, por simplesmente achar que poderia ganhar a qualquer hora. Os jogadores do time vinham em boa fase ou pelo menos em uma fase razoável e mesmo os veteranos(caso por exemplo de Desailly), não vinham comprometendo. Caso clássico do time que perde para ele mesmo.

 

Itália

Em 2006:

O time base era: Buffon, Cannavaro, Materazzi, Zambrotta, Grosso, Gattuso, Perrota, Camoranesi, Pirlo, Totti e Toni.

Na copa – Certamente um dos campeões de futebol mais feio das últimas copas(eu diria até mais feio que o Brasil de 94), parecia adepto do estilo “melhor ataque é uma boa defesa” e terminou campeão tendo levado apenas 2 gols(o que mostra que apesar de tudo foi muito eficiente), não para menos que nesse ano o zagueiro Canavarro foi eleito o melhor do mundo(com muita justiça diga-se, pois ele jogou demais). Vale destaque para Buffon, Totti e Pirlo, que fizeram excelente copa também.

Resultado – Campeã em 2006 nos pênaltis sobre a França.

Em 2010:

Grupo da Itália – Itália, Eslováquia, Nova Zelândia e Paraguai.

Time base era: Buffon, Zambrotta, Cannavaro, Chielini, Grosso, De Rossi, Camoranesi, Marchisio, Pirlo, Gilardino e Iaquinta

Na copa – Diferente da França, o time italiano, que já era feio, conseguiu ficar ainda pior, pois além de não ter conseguido renovar sua seleção(apostava ainda nas estrelas do título passado, que já não vinham mais em tão boa fase), além de ter perdido o pouco talento ofensivo que tinha, no caso com Totti. Pegou um grupo fraco, com a inexpressiva Nova Zelândia, a mediana Eslováquia e o bom time do Paraguai. Com um grupo desses, mesmo com o time meia boca que tinha, o mínimo era passar da primeira fase, nem que fosse para cair nas oitavas(haja visto que pegaria Espanha ou Suiça, que vinham com bons times).

Resultado – eliminada na primeira fase empatando em 1 a 1 com o Paraguai, 0 a 0 com a Nova Zelândia e perdendo de 3 a 2 para a Eslováquia.

buffon eliminado

Avaliação – Não dá para dizer que o time entrou com soberba como foi no caso da França, o time era simplesmente ruim, entretanto a eliminação não dá pra se justificar apenas por isso, pelo simples fato de que não caiu em nenhum grupo da morte ou coisa do tipo. Olhar seleção por seleção dá para dizer sem dúvida que foi um vexame maior que o da França, porém as condições para um bom papel eram muito piores que as do selecionado francês.
Espanha

Em 2010:

O time base era: Casillas, Sergio Ramos, Pique, Puyol, Capdevila, Busquets, Xabi Alonso, Xavi, Iniesta, David Villa e Pedro.

Na copa – Campeão daqueles que todo mundo considerava justo, talvez o primeiro em tempos(nem Itália, Brasil, França apenas para ficar nos últimos, tinham esse favoritismo). O time veio de uma conquista da euro, tirando a pecha de fúria amarelona e na copa, com o futebol que vinha de um período de sucesso destacado pelo Barcelona, que levou o “tiki-taka” para o mundo. Estilo muito eficiente, mas que eu particularmente acho extremamente tedioso. Foi muito eficiente durante toda a copa(apesar de um ou outro percalço), tanto que até a final tinha uma posse de bola muito superior a de todos adversários. Justo na época por sem dúvida ser o melhor futebol.

Resultado – Campeã em 2010 vencendo a Holanda na prorrogação por 1 a 0.

Em 2014:

Grupo da Espanha – Espanha, Holanda, Chile e Austrália.

Time base: Casillas, Azpilicueta, Sergio Ramos, Pique, Jordi Alba, Busquets, Xabi Alonso, Iniesta, Xavi, Pedro e Diego Costa.
Na copa – O time da Espanha nessa copa pode-se dizer um misto do que foram França e Itália, pois era um time envelhecido, com jogadores que foram destaque no mundial passado já não mais em tão boa fase(Xavi talvez seja o maior exemplo), além da soberba que dominava o time(Casillas chegou a declarar que estavam vindo para cá apenas para buscar a taça). O grupo mostrava ter sérios problemas de ego, além do notado problema do técnico de não mexer no time nas peças que já mostravam não estar rendendo, talvez por gratidão, talvez medo ou simplesmente teimosia. Perdeu de forma vexatória para a Holanda e ao tentar mudar um pouco o time para o jogo contra o Chile, numa tentativa desesperada de dar um chacoalhão no time, já era tarde… o time continuava insosso, foi dominado e perdeu.

Resultado – eliminada na primeira fase tendo perdido de 5 a 1 para a Holanda, 2 a 0 para o Chile e vencendo a Austrália na despedida por 3 a 0.
Avaliação – Despedida melancólica daquela que foi a melhor geração da história da Espanha. Jogadores como Fernando Torres, Villa e Pedro(um pouco menos o Villa) já vinham em má fase, ao contrário do Llorente e Negredo que fizeram boas temporadas pelos seus times. Xavi fez uma péssima temporada, diferente do Koke que foi dos destaques do Atlético de Madrid. Talvez levar algumas das peças, mas modificar o time titular como forma de deixar o time mais dinâmico seria uma excelente alternativa. O sistema de troca de passes nessa copa nada mais era do que um toca pra lá e pra cá sem objetividade nenhuma. Time lento onde jogadores pareciam achar que o time marcaria a qualquer hora e depois de ver que a coisa não era assim, sucumbiram ao nervosismo e da falta de alternativas, pois quando tiveram de sair da sua zona de conforto simplesmente não sabiam o que fazer.

Os gols inúteis da Espanha e o jogo morto da Holanda

Muito se falou sobre a Espanha nesse mundial. De atual campeã e provável finalista a fracassada e vergonhosa. Os jornais espanhóis deste fim de semana já deixavam claros que um último lugar não seria tolerado, já que até então tinha perdido dois jogos e o terceiro seria contra a fraca e inexpressiva seleção da Austrália.

Frente aos australianos, os espanhóis foram claramente superiores (o que já era obrigação) e fizeram três gols (inúteis) que só valeram para fazer com que voltassem pra casa com ao menos uma vitória e diminuíssem o vexame.

David Villa fez um belo gol de letra, mas como dizia Romário “Não interessa como é o gol, o que interessa é que é gol”. E com certeza é melhor fazer quatro, cinco, seis gols de bico e ganhar todos os jogos do que fazer um gol de letra, bicicleta ou voleio e só ganhar um.

E só uma curiosidade para fechar o assunto Espanha… Ontem no voo que levou os jogadores de volta a Madrid um raio atingiu o avião na descida. Seria talvez para acordar os jogadores  e mostrar que eles não jogaram nada???

Já Holanda e Chile fizeram um jogo comum, morno, de comadre… (pode escolher o nome que quiser) e só ficaram enrolando o tempo. No final do jogo, os reservas da Holanda (Fer e Depay) marcaram e consumaram o que todos já imaginavam, Holanda primeira colocada do grupo B e Chile em segundo. A Holanda pega nas oitavas-de-final o México e o Chile enfrenta o Brasil.

O time chileno até que tentou algumas jogadas pra cima da Laranja, mas parou na defesa bem postada. O grande lance do Chile foi de Alexis Sanchez que em jogada individual deu uma bela caneta em Lens e chutou forte, o goleiro Cillessen fez boa defesa e evitou o gol.

Agora o Chile vai com tudo pra cima do Brasil, acreditando que podem conquistar vitória, apostando no ataque rápido e nas artimanhas de Sampaoli, que sempre muda o esquema do time por completo atuando com três e até quatro atacantes.

A Holanda enfrenta o México e confia no poder de seu elenco e principalmente na força e velocidade de Robben para passar as quartas-de-final.

Palpitômetro – Saldo grupo A e B

Terminada a primeira fase para os grupos A e B, chegamos ao momento de ver o saldo do Palpitômetro de ambos(em cima o palpite e embaixo o resultado do jogo).

Grupo A

Brasil Vence Croácia
Resultado – Brasil 3 x 1 Croácia

México vence Camarões
Resultado – México 1 x 0 Camarões

Brasil empata com México
Resultado – Brasil 0 x 0 México

Croácia vence Camarões
Resultado – Croácia 4 x 0 Camarões

Brasil vence Camarões
Resultado – Brasil 4 x 1 Camarões

Croácia vence México
Resultado – Croácia 1 x 3 México

Classificação final(palpite)

Brasil – 7 pontos
croácia – 6 pontos
México – 4 pontos
Camarões – 0 ponto

Classificação final(real)

Brasil – 7 pontos
México – 7 pontos
Croácia – 3 pontos
Camarões – 0 ponto

Análise dos palpites – Acerto de quase 100% nos resultados, porém a surpresa fica pela evolução mexicana, que está fazendo até agora excelente copa. Brasil fez o dever de casa e Camarões como esperado fez uma campanha patética.
Grupo B

Espanha empata com a Holanda
Resultado – Espanha 1 x 5 Holanda

Chile vence Austrália
Resultado – Chile 3 x 1 Austrália

Espanha empata com Chile
Resultado – Espanha 0 x 2 Chile

Holanda vence Austrália
Resultado – Holanda 3 x 2 Austrália

Espanha vence Austrália
Resultado – Espanha 3 x 0 Austrália

Chile vence Holanda
Resultado – Chile 0 x 2 Holanda

classificação final(palpite)

Chile – 7 pontos
Espanha – 5 pontos
Holanda – 4 pontos
Austrália – 0 ponto

Classificação final(real)

Holanda – 9 pontos
Chile – 6 pontos
Espanha – 3 pontos
Austrália – 0 ponto
Análise dos palpites – Holanda surpreendeu, muito em função da copa fabulosa até o momento que vem fazendo Van Persie e Robben, os diferencias da classificação e o que basicamente me derrubou nesse grupo. Espanha pífia e o Chile como esperado fazendo boa campanha, mas sem ser páreo para a Holanda. Austrália coitada sofreu nesse grupo.

Saldo dos jogos:

12 partidas

8 acertos

4 erros

O que seria da geração “tictac” se Óscar Cardozo não tivesse perdido o pênalti em 2010?

Eliminada precocemente após perder os dois primeiros jogos em 2014, campeã em 2010, ridicularizada em seu próprio país antes de sua primeira grande conquista, se tem uma seleção controversa nos últimos tempos, essa é a Espanha.

Mas imaginemos se esses últimos 4 anos nos quais ela foi super bajulada (a admiração de alguns por esse time beirou a idolatria em alguns momentos) a história tivesse ocorrido de uma maneira um pouco, só um pouco diferente. Pois é, detalhes podem mudar a história de vida das pessoas, de nações e também de um time ou uma seleção de futebol. E a história dessa boa geração de jogadores espanhóis passou muito perto de ser completamente diferente, me refiro especificamente ao jogo das quartas de final da copa de 2010 entre Espanha e Paraguai, sendo mais específico, falo do pênalti perdido por Óscar Cardozo no final da partida e que mudou mais que a história de um jogo, a história de toda a seleção espanhola de futebol.

Johannesburg, 3 de julho de 2010, naquele dia se enfrentaram Espanha e Paraguai. Até então a Espanha vinha jogando um excelente futebol, porém devido a fantasmas de seu passado em copas do mundo gerava desconfiança sobre a possibilidade de ganhar o título. Do outro lado tínhamos a seleção paraguaia, também com uma equipe de muita qualidade, mas que apesar de na primeira fase ter eliminado a campeã Itália com méritos não passava nenhuma confiança de que lutaria por título. Outros componentes que apimentavam mais o jogo eram o fato do Paraguai ter sido um dos grandes algozes da Espanha em 1998 (ocasião em que os espanhóis voltaram pra casa na primeira fase condenando a geração Raúl, enquanto o Paraguai fez bonita campanha consagrando a geração de Gamarra, Arce e Chilavert), e também o confronto de estilos, a Espanha com um time ofensivo, técnico com predominância de jogadores de baixa estatura, oposto ao time defensivo, forte e guerreiro do Paraguai.

O jogo foi muito bom (na minha opinião um dos melhores daquela copa) com um equilibrado confronto de estilos em que ora parecia pender para a técnica espanhola, ora para a força e raça paraguaia, até que já no segundo tempo do jogo chegamos no momento em que parecia que a maldição espanhola em copas ia seguir prevalecendo. Pênalti para o Paraguai! O excelente centroavante Óscar “Tacuara” Cardozo pega a bola e assume a responsabilidade de executar a cobrança. Toda a esperança nos pés do Tacuara (bambu em guarani, apelido dado devido ao biotipo alto e magro do matador benfiquista), espanhóis em pânico, e paraguaios esperançosos, quando Tacuara Cardozo cobra muito mal e Iker Cassillas defende a cobrança. Após o pênalti perdido, os paraguaios se abatem, os espanhóis ganham moral e vencem com gol de Davi Villa e o restante da história todos nós conhecemos.

Mas como seria se Cardozo tivesse feito o gol? (no caso a imaginação é minha e imagino que a Espanha perderia o jogo) Em desvantagem no placar, os espanhóis certamente se abateriam, o aguerrido time paraguaio não deixaria a Espanha chegar em sua área e sairia vencedor, não vou chutar quem seria o campeão, pois isso não vem ao caso, acredito que o Paraguai cairia na semi-final contra a Alemanha o que já seria um grande feito para los guaraníes. Mas o que teria sido da tão idolatrada geração tic tac nos quatro anos seguintes? Um time que foi rotulado por alguns como épico, revolucionário, que mudaria a forma do mundo jogar futebol, cheguei a ver gente (louca) dizendo que os pupilos de Del Bosque eram a melhor seleção de todos os tempos. Me pergunto se essas pessoas que tanto endeusaram um time inegavelmente bom (mas que acaba de nos provar que não é fantástico) teriam o mesmo discurso se o mesmo time, jogando o mesmo bom futebol tivesse caído nas quartas de final frente ao Paraguai? Pois não tenho a menor dúvida de que 99% dos que idolatram esse time estariam fazendo piada da Espanha desde 2010 até hoje.

Pois é, fica a reflexão, um pênalti bem ou mal batido, pode mudar o destino de equipes e gerações, e o nosso conceito sobre elas.tacuara

Bye bye Austrália – Adiós Espanha

A Holanda entrou em campo com o pensamento de que golearia a Austrália quando e como quisesse. Só não contavam que Bresciano, Oar, Cahill e Leckie estariam em dia inspirado e dariam bastante trabalho para a defesa holandesa.
Com a presença do rei Guilherme Alexandre e a rainha Máxima Zorriegueta, a seleção holandesa não podia passar vergonha e começou o jogo com muitos toques de lado deixando o jogo morno, mas em um erro de passe do time australiano no meio de campo, Robben aproveitou (e como sempre) correu, correu, correu e marcou o primeiro gol do jogo.
A tendência seria que o time australiano se recolhesse para não tomar mais, mas levaram a sério o lema de que a melhor defesa é o ataque e partiram para cima da Laranja Mecânica e empataram o jogo com um belo voleio sem pulo de Cahill (e que gol, diga-se de passagem – candidato a gol mais bonito da copa com certeza).
A Austrália ampliou logo no inicio do segundo tempo com gol de pênalti de Jedinak, mas a Holanda mostrou que é a Holanda e que tem tudo para ir longe nessa copa, empatando o jogo com gol de Van Persie e virando com Depay.
Os brasileiros seriam muito mais felizes se o goleiro australiano Ryan fosse da seleção mexicana. Ele falhou (e feio) no gol de Depay. Um chute de longe, e o goleiro acabou caindo muito atrasado na bola e se não bastasse nem teve tempo de esticar os braços direito para ao menos sair bem na foto do gol.

No outro jogo do grupo, a Espanha nem viu o rastro do Chile que atropelou os espanhóis com gols de Vargas e Aránguiz.
Vargas abriu o placar com belo gol, após cortar Casillas e colocar a bola nas redes. Ainda no primeiro tempo, Aránguiz aproveitou nova falha de Casillas(que já deve pensar em se aposentar, já que só tem cometido erros, tanto no Real Madrid como na seleção) e guardou mais um para La Roja.
A Espanha se despede da Copa 2014 com duas derrotas até agora e faz o último jogo com a Austrália que também está fora da Copa.
O Chile mostrou que tem Vidal, Medel, Isla e companhia, e que faz parte do grupo de favoritos ao título, principalmente se continuarem com o bom futebol mostrado em campo.
Com esquema de jogo baseado no bom toque de bola e boas jogadas em velocidade, a equipe chilena tem tudo para ir longe nessa copa.
Na próxima rodada, Chile e Holanda se enfrentam para definir quem fica com a primeira posição do grupo, e isso interessa e muito ao Brasil já que os primeiros do Grupo A enfrentam os primeiros do Grupo B.
Agora é só o momento de dizer Bye bye Austrália e Adiós Espanha, foi um prazer recebe-los aqui, mas agora é hora de preparar as malas para ir para casa.

Grupo B e seus sacos de pancada

Os dois sacos de pancada do grupo B foram apresentados. Espanha e Austrália mostraram ontem que possivelmente não passem da fase de grupos. A Espanha, atual campeã do mundo não conseguiu jogar diante do forte esquema da Holanda. A seleção espanhola até saiu na frente no placar, mas Robben, Van Persie e companhia conseguiram impor um excelente futebol e massacraram o time espanhol. Van Persie que por sinal fez um lindo gol – que pode vir a ser o mais bonito da copa – mostrou que sabe render na seleção também e espantou o fantasma de sumir em copas. E com isso, a Holanda simplesmente mandou 5 gols pra cima da Espanha e deixou o mundo de queixo caído. Será que a tão poderosa Espanha já não é mais tão temida???
E outra que também não deve conseguir vingar nessa copa é a Austrália, que tomou três do Chile. Até conseguiu um gol do vovô Cahill e uma pressão boa feita pelo outro vovô Bresciano, mas com pouquíssima técnica não conseguiu fazer muito no jogo.
O Chile jogou como quis e abusou das “brincadeiras”, perdendo muitos gols e desperdiçando boas jogadas. A presença de Vidal no jogo fez diferença e Valdívia rendeu bem no meio campo, chegando até a marcar um belo gol.
Pelo menos na primeira rodada já sabemos que os “sacos de pancada” sem dúvida apanharam bastante. Resta saber se nas próximas rodadas se o título se confirma ou não.

La Roja murió

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Sim, meus amigos, acabou pra Espanha.

Não, não estou precipitado.

Após levar o maior sapeca ia ia até então da copa – e se bobear, o maior que teremos no torneio, a seleção espanhola demonstrou ao mundo que essa geração não tem mais o que ser extraído. Eu tinha dito aqui que Argentina X Irã poderia ser a maior goleada da copa, mas duvido que seja com a autoridade que a Holanda passou o carro hoje.

Aliás, o jogo de hoje já movimentou as apostas para a artilharia do torneio, porque ninguém esperava que fosse tão fácil. O Luciano Sant’Anna já trouxe um texto sobre isso hoje.

Bom, mas não quero falar sobre a Holanda, nem sobre o jogo em si. E sim sobre a geração mais vitoriosa de uma seleção de futebol, que ganhou, na sequência, duas Eurocopas e uma Copa do Mundo.

O time hoje é visivelmente envelhecido e “manjado” pelos adversários. Vai tentar ficar com a posse de bola, o tal do tic-tac que cá entre nós, funciona mas é chato pra caramba de se ver pra tudo quanto é lado, mas sem força física pra penetrações na defesa adversária tampouco resistência para manter o ritmo até o final.

Não, isso não apaga o que a seleção espanhola fez pelo futebol. Mas temos, sim, a decadência de uma geração que precisa urgentemente ser renovada. Talvez o treinador Vicente Del Bosque tenha perdido a oportunidade de usar essa copa para dar maturidade a jovens talentos, como o Klisman fez com a Alemanha em 2006, mas o próprio Del Bosque talvez esteja precisando sair e deixar espaço para algum treinador mais jovem (não pela idade, mas por uma nova ideia de futebol, mesmo).

Quem joga contra a Espanha sabe que é só congestionar o meio, forçar a marcação sobre a lenta e sem habilidade defesa espanhola e metade do jogo está garantido. Tivesse a Holanda jogado um pouco mais sério no segundo tempo e teria enfiado uns 8.

NEste exato momento, vejo o Chile ganhar com certa tranquilidade da Austrália, por 2 a 1. Se arrancar um empate da Espanha, é só não ser goleado pela Holanda. E mesmo que perca da Espanha, não acredito que a Holanda terá todo o ânimo do mundo para ganhar dos chilenos na última rodada. Então, meus amigos, vou encerrar meu post de hoje com a mesma frase que iniciei: Acabou para a Espanha.

Espanha e Holanda reeditam final da Copa da África

Talvez seja o melhor jogo da copa, talvez seja uma reedição da final da copa passada, talvez seja uma forma da Holanda mostrar que agora é diferente, talvez seja a vez da Espanha mostrar que é melhor mesmo… Talvez… Talvez… tudo são dúvidas. De certo, só que o jogo tem tudo para atrair a atenção do mundo todo. Holanda e Espanha, duas potências do futebol mundial – uma das antigas e outra da atualidade.

O jogo promete ser um dos maiores embates desta copa. Analisando as escalações vemos nomes fortes e que podem realmente fazer a diferença – Xavi, Iniesta, Fernando Torres, Fàbregas, Kuyt, Sneijder,Robben… Não tem como falar da qualidade destes jogadores – são craques tanto em seus clubes como nas seleções.

Holanda e Espanha já se enfrentaram 10 vezes e os espanhóis levam ligeira vantagem – cinco vitóriasda “Fúria” contra quatro da “Laranja Mecânica” e um empate. Em número de gols, a Espanha ainda leva vantagem, 16 contra 11 da Holanda.

O jogo está marcado para hoje (13/06) às 16:00 na Arena Fonte Nova em Salvador.

Resta-nos aguardar para termos o prazer de ver as estrelas em campo e torcer para que eles nos contemplem com belos lances.