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Empate indigesto

O Palmeiras segue seu martírio na zona de rebaixamento e hoje conseguiu apenas um empate 0 a 0 jogando contra o Grêmio em casa.

Depois de o Kleber ser expulso por jogada violenta(novidade?), o time passou quase 75 minutos(sem contar os acréscimos) com um a mais, porém pecou muito nas finalizações e não conseguiu a vitória que o teria aproximado do Bahia(primeiro fora da zona de rebaixamento).

Analisar o lado positivo do jogo é ver que o Palmeiras dominou completamente o jogo, não deixando o Grêmio jogar, parecia mais um treino ataque-defesa, tamanha a pressão que o time exercia em busca do gol.

Jogar bem, mas não conseguir marcar e levar os 3 pontos tem sido o principal problema do time, que há várias rodadas vem tendo esse problema de nervosismo na hora de decidir, tanto que nesse jogo mesmo, poucas bolas realmente boas chegaram para o Barcos, apesar de tudo ele ainda teve boa participação no jogo e na melhor chance que teve, acertou a trave.

A partida marcou a estréia do recém-chegado Thiago Real, que veio do Joinvile e vinha sendo um dos destaques da série B. Surpreendeu pela boa partida, sempre buscando jogo, tentando criar jogadas, aparecendo para receber e tabelar. Ainda falta muito entrosamento a ele, mas pela primeira partida que fez com apenas 2 dias de clube, pode vir a ser peça importante no restante do campeonato.

Se o time manter essa mesma pegada que demonstrou nessa partida, a saída da zona da degola será apenas questão de tempo, pois o time foi consistente e dominante contra um dos considerados favoritos ao título brasileiro, tendo faltado apenas a tranquilidade para definir o jogo a favor.

O próximo jogo contra o Sport, contará com o retorno de Valdívia e a ausência de Barcos, que já estará com a Argentina. O Obina assume e pelo menos mantém a formação com um homem de referência. Acredito que esta última partida venha a renovar o ânimo dos jogadores, pois apesar do gol não ter saído, o time viu que pode jogar com a mesma solidez que caracterizou o time nas fases finais da Copa do Brasil, e jogando daquela forma não tardará para o time ascender no campeonato e poder chegar a uma posição de calmaria, que o permitiria competir na Sul-americana, sem ter de se preocupar com uma posição ridícula no nacional.

Dois empates e uma constatação

O Palmeiras depois do Título da Copa do Brasil, passou por dois difíceis desafios: encarar o clássico contra o São Paulo e mais um jogo contra o Coritiba(porém desfalcado de 11 jogadores, inclusive do técnico), porém conseguiu dois bons empates em 1 a 1.

Pode parecer pouco para quem está ainda na zona de rebaixamento, mas as condições em que se conquistaram os empates, os fazem ser muito mais valorizados.

Contra o São Paulo, o time já entrou repleto de desfalques, ainda perdeu gente por contusão(Maúricio Ramos), fora que atuou parte do segundo tempo com um a menos(Henrique expulso), ainda sim conseguiu empatar, teve um pênalti perdido pelo Valdívia e praticamente dominou as ações do jogo, impedindo em boa parte dos 90 minutos, o adversário de jogar. Destaque para as boas atuações de Valdívia e Mazinho(inclusive marcou o gol).

Já contra o Coritiba em reedição da final da Copa, o time foi remendado para o Paraná, pois nada menos que 11 desfalques, seja por contusão ou suspensão, estavam de fora. Até o Felipão que tinha sido suspenso por alegação de ironia contra o árbitro do jogo contra a Ponte Preta(punição absolutamente ridícula). O jogo em si mostrou um Palmeiras que soube se segurar e conter praticamente durante os 90 minutos o ímpeto do Coritiba(o Patrik abriu o placar aos 5 do primeiro tempo e desde então o time praticamente se segurou na defesa), acabou por sofrer o gol de empate, mas ainda sim é um resultado a se exaltar, dada inclusive a falta de entrosamento do time. Destaque para o jovem zagueiro Wellinton, que foi seguro durante praticamente todo jogo(errou no gol por ficar pedindo impedimento) e do Bruno, que cada vez mais mostra porque tomou a posição do Deola: errando pouco e fazendo diversas defesas importantes, foi de novo destaque.

Observando mais a fundo as partidas, o principal de tudo é a confiança que o time ganhou depois do título e principalmente a determinação com que todos que entram tem jogado. A impressão que se tem ao ver o time jogando é que para bate-lo será dificílimo, o time joga muito forte na defesa e geralmente saí muito rápido para o ataque, tanto que jogadores como o Mazinho tem aparecido com destaque com muita frequência.

O time refeito de tantas contusões deve subir na classificação do brasileiro sem maiores dificuldades e assim poder dedicar-se com mais tranquilidade a Sul-Americana, que até pela distância de pontos no Brasileiro, parece ser a opção mais acertada de disputa para o time.

Será também um bom “treino’ para a Libertadores, pois será muito importante dar a esse time já uma experiência de jogos internacionais, até como forma do time não sentir a pressão de jogar em outros campos na América do Sul. Vejo o time com boas possibilidades de lutar pelo título da mesma, se continuar a manter o mesmo nível de jogo que vem mostrando.

 

Verdão encalha e fica só no 0 a 0

O Palmeiras vinha de boas vitórias e com o ataque rendendo(3 gols contra, São Paulo, Linense, Ituano, XV, Guaratinguetá), porém como sempre há aqueles dias que nada rende, o time parou contra o Azulão e acabou em um sem graça zero a zero.

O dia dava a entender que poderia render mais uma vitória, pois contava com a volta do Valdívia, o time praticamente completo e com um começo animador, criando diversas chances, porém diferente do que acontecia nos outros jogos, o time falhava demais nas finalizações. O Barcos estava com o pé descalibrado e os outros não mostravam nada muito melhor. O São Caetano até criava uma ou outra chance, mas nada que levasse grande perigo.

O segundo tempo contou com o retorno do Valdívia, porém ali acho que o Felipão cometeu sua maior bobagem, pois ao tirar o Daniel Carvalho, que vinha muito bem no jogo, ele deixou a criação à cargo do chileno, que ainda não está com muito ritmo de jogo e o time sentiu a queda na criatividade. Depois o outro erro que foi por o Ricardo Bueno no lugar do Barcos e salve um ou outro lance de maior perigo, nada de muito interessante merece citação.

Para s destacar no jogo, apenas mais um jogo de bom nível do João Vitor(ainda me parece difícil crer que ele tem sido regular nesses jogos, nem de longe parece aquele jogador “nada” de antes), marcando bem, e até criando algumar jogadas, começa a virar uma opção a mais para o time. Fora ele, o Valdívia fez um jogo fraco, onde o que mais contou mesmo foi o retorno dele. Se conseguir voltar ao bom nível de antes, será um reforço fundamental para o time.

Para finalizar – até o momento o Palmeiras arrecadou um total de R$440.500 na campanha do Wesley. Minha opinião sobre isso é bem simples: acredito que o time está vendo o quanto consegue abater do valor total com essa ajuda da torcida e o que faltar ele vai completar, até para ter acesso ao resgate do valor(já que só é liberado quando atinge o valor total), até porque seria um papel realmente ridículo fazer tudo isso e depois se por acaso faltar, o time simplesmente não contratar, mas vale aguardar para ver o que vai acontecer.

Empate pífio… e a diretoria acha que tá bom

Apesar do título, não a diretoria não disse nada do tipo depois do jogo, porém o que foi mostrado durante a última semana explicam a razão do tíitulo, mas primeiro uma breve análise sobre o jogo.

O jogo ontem já começou com um sério problema: o Valdívia não pode jogar e como todas vezes que ele não joga, o time perde ação no meio campo, porém ontem ainda tinha o Daniel Carvalho. O cara é muito técnico, tivesse ele em condições, seria o reforço excelente, porém vemos que atualmente ele tá mais pra arremedo de jogador(infelizmente), jogou um primeiro tempo até razoável, porém no segundo desapareceu e com ele o futebol do Palmeiras…

A parte boa, foi que o Tinga não tinha condições de jogo e o Maikon Leite entrou em seu lugar(longe de mim querer o mal de alguém, mas futebolisticamente falando, ele não jogar é um grande alívio) e mostrou o que apenas o Felipão parece não querer enxergar: que com o Tinga não dá!

O ataque novamente foi a parte triste do time, pois como sempre digo: depender de Ricardo Bueno e Fernandão não dá… ainda que o Fernandão comprova mais uma vez que é o menos pior dos dois, pois se afinal nenhum dos dois sabe chutar, ao menos ele consegue fazer mais papel de pivô, enquanto o Bueno nem isso.

A partida enquanto o Daniel Carvalho aguentou, foi de um Palmeira um pouco mais criativo, pois mesmo ele ainda longe do preparo ideal, ainda deixava a desejar e no segundo tempo quando ele desapareceu, a partida voltou a mostrar o que todos palmeirenses cansaram de ver: um time que depende só do Assunção para conseguir resultado. Sem contar o lance ridículo do Leandro Amaro que infantilmente dominou a bola na área achando que o juiz não ia ver… e depois de ter saído atrás, o Palmeiras mostrou afobação e desespero, onde nenhuma jogada era trabalhada e bolas eram jogadas à esmo na área. O torcedor ao ver isso, tem recordações pavorosas da campanha ridícula do ano passado. Eis que em um lance fortuito, o Fernandão conseguiu empatar, mas nem assim a situação melhorou muita coisa, pois para quem via o jogo era claro que o time não tinha jogada e dependia unicamente da sorte para conseguir um gol ali e como não houve o tal “lance sortudo” a partida terminou em 1 a 1.

Aí chegamos ao ponto que citei da diretoria: ela afirma que o time está bom e que depois da contratação do artur, talvez venha mais um reforço para fechar o elenco.

Eu pergunto: isso aí é um elenco? pra mim não… É um time titular(com algumas peças que poderiam ser melhoradas), um ou outro reserva e só!

Analisemos o time considerado “ideal”: Deola, Cicinho, Henrique, Roman, Juninho, Márcio Araújo, Marcos Assunção, Valdívia, Daniel Carvalho, Luan(ou Maikon Leite) e Barcos.

Olhando o time titular dá pra dizer que é um time bastante competitivo e que dá pra fazer um campeonato almejando algo, porém quando você olha mais a fundo, chegamos a triste constatação: Valdívia e Daniel são bons, mas incógnitas, nunca se sabe quando eles podem ou não jogar, logo precisaria de um meia de nível razoável para reserva, até tem o Carmona, mas ele ainda é uma incógnita.

Dupla de volantes: os reservas são basicamente João Vitor, Chico(que como primeiro volante não chega a comprometer tanto) e Tinga, preciso dizer mais?

Zaga: tem o Henrique e… Maurício Ramos não joga(nem chega a ser uma tragédia, mas não serve pra titular), Roman(que sabe-se lá o que vai ser) e Leandro Amaro(esse é dureza…) o Thiago Heleno ainda fica muito tempo fora, logo a zaga ainda está incompleta.

Laterais: os titulares dá pra dizer que estão entre as melhores duplas do país, pois poucos times tem jogadores do nível de Cicinho e Juninho(dentre os time paulistas, nenhum tem uma dupla melhor), porém não tem reservas, já que o Gerley ainda é inconstante e Artur uma incógnita.

Agora o drama, o ataque: tem o Barcos(que todo mundo bota fé e esperamos que atenda as expectativas), Luan(que joga mais de ponta do que atacante), Maikon Leite(que ainda anda muito irregular) e Ricardo Bueno e Fernandão. O problema fica no seguinte: quando o Barcos não jogar, um dos dois joga e todo mundo já cansou de ver o que acontece quando eles jogam…

O elenco tem peças muito discrepantes, que derrubam demais o nível quando entram e o pior: elas entram com uma frequência assustadora.

Ano após ano, tem sido comprovada mais a tese que apenas um bom elenco(e não um bom time) conseguem vencer e com esse elenco fraco e torto, onde tem jogadores de bom nível e outros de péssimo, mostra que esse tende a ser mais um ano muito complicado para a torcida palmeirense.

Obs: até o momento nada de patrocínio, muito menos de ideias ou ações para tentar algum reforço de nível.

 

Clássico feio e empate sem graça

Terminou o campeonato brasileiro no último domingo e tal como havia dito no último post, o Palmeiras tinha mais metade do objetivo a cumprir, ao derrotar o Corinthians e tentar atrapalhar seu título… porém nem venceu, nem o Vasco venceu também, ou seja, mesmo que tivesse ganhado, não alteraria o resultado final da classificação.

O jogo deu a entender um Palmeiras jogando pelo título e o Corinthians jogando recuado, visando apenas segurar um empate. Independente da questão de jogar com o regulamento embaixo do braço e do empate em 0 a 0, é muito pouco para um time jogar de forma covarde como foi no jogo. O jogo, tal como o do São Paulo, foi horrível e foi marcado pela pressão do Palmeiras e pelo jogo defensivo corintiano, que teve como único lance de real perigo, uma jogada na base do bumba-meu-boi, onde ainda reclamaram de um pênalti(inexistente).

Fora isso, ainda tivemos duas expulsões sem razão(minto a segunda teve, compensar o erro da primeira), que foram as de Valdívia e Wallace e  ao final uma briga que se originou depois da graça do Jorge Henrique(que pelo pouco que fez no campeonato, teve esse como seu único momento pra aparecer, devia tentar aparecer jogando, seria menos feio…), mas que rendeu só mais algumas expulsões e em nada alterou o resultado final.

 

Agora á parar e refletir, porque apesar desses 5 últimos jogos melhores, ainda é pouco, mas muito pouco para um time com a grandeza do Palmeiras, jogar apenas isso e passar boa parte do campeonato em pane, por conta de encrencas e problemas extra campo. Péssimo primeiro lugar não é posição que se preze, porém pelo que o time apresentou, tá mais do que justa.

Liderança distante

Não costumo escrever logo após os jogos do tricolor porque prefiro “digerir” o resultado e emitir minha opinião com isenção mas, como terei um domingo muito corrido respirei bem fundo e contei até 633 para escrever esta coluna. Então vamos lá:

Posso parecer repetitivo (e estou sendo), mas o São Paulo vai continuar tendo dificuldades para jogar no Morumbi devido as características do time, boa parte dos jogadores do meio para frente é de característica para este tipo de jogo, são velocistas, correm e não conseguem pensar o jogo. Dagoberto, Lucas, Fernandinho, Ilsinho e Marlos jogam assim. O único jogador com característica e condições de pensar o jogo e saber o momento de cadenciar ou acelerar é o Rivaldo que não tem condições físicas de jogar em alto nível 2 vezes na semana – 1 vez já está díficil. Outro agravante é o fato de não ter no elenco um jogador com capacidade de jogar de costas, prender a marcação e segurar a bola na frente para chegada dos meias, já que Luis Fabiano não deve estrear tão cedo.

No jogo de hoje o tricolor, apesar de ter uma defesa completamente remendada com Zé Vitor improvisado na zaga ao lado de João Filipe (que diga-se de passagem é limitadíssimo), começou razoavelmente bem o jogo, com toques rápidos e insinuantes, embora sem levar perigo ao gol do Atlético Paranaense. Até em uma falta idiota do único zagueiro tricolor, bola na área e GOL do Atlético.

Felizmente, o tricolor na jogada seguinte empatou o jogo com um golaço de Ilsinho (que só fez isto no jogo) e equilibrou o jogo que no primeiro tempo foi muito feio – apesar da dedicação dos atletas que estavam em campo.

No segundo tempo a história continuou 2 times muito dedicados e sem nenhuma demonstração de talento, até que em uma jogada de contra-golpe os paranaenses fizeram 2X0  e fizeram com que a torcida começasse a jogar contra o próprio time.

No final do jogo o tricolor achou um gol e empatou o jogo e tornando ruim um resultado que era horrível.

Não se pode reclamar de falta de empenho dos jogadores, até porque isto é o máximo que alguns deles podem fazer (João Filipe, Jean, Fernandinho e Piris principalmente) muito menos do técnico que escalou o que podia diante dos inúmeros desfalques (principalmente na defesa).

O que precisa ficar claro para o torcedor tricolor é que esta será a normalidade do grupo tricolor, ou seja, jogos fora melhor que os de casa, instabilidade emocional e muitos sustos.

Ao que parece o tricolor não terá regularidade para brigar pelo título e a Libertadores de 2012 pode ficar mais distante principalmente se outra equipe brasileira vencer a Sul Americana, o que diminui para 3 as vagas do Brasileirão para o principal torneio continental.

Os time sonhava dormir na liderança, mas demonstrou não ser merecedor dela.

A cada rodada a liderança fica mais distante.