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A não-renovação dos treinadores brasileiros

A não-renovação dos treinadores brasileiros

Estava eu aqui pensando sobre o que ia escrever para o Em Cima da Linha, já que falar sobre a vitória do Corinthians em cima do freguês é chutar bêbado em ladeira, e me deparei com uma postagem muito interessante do blog do Juca Kfouri. No texto, o jornalista observou que cinco times (São Paulo, Flamengo, Grêmio, Internacional e Atlético-MG) têm os mesmo treinadores que tinham em 1995, ou seja, há 19 anos (respectivamente: Muricy Ramalho, Vandeleri -à época, Wanderley – Luxembrugo, Luiz Felipe Scolari, Abel Braga e Levir Culpi).

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Dunga Sim

O velho novo treinador da seleção brasileira.

O velho novo treinador da seleção brasileira.

Nos últimos dias, tomou conta da grande mídia a confirmação extra-oficial de que Dunga será o próximo técnico da seleção.

O comandante de 2010, muito contestado por uns, idolatrado por outros, está de volta, sendo quase uma unanimidade que não deveria ser ele o novo técnico. Pois eu sou completamente a favor, e explico. (mais…)

Ganhou mais um clássico, mas… e daí?

Mais uma vez Danilo marcou em um clássico.

Ontem, em um jogo até que emocionante e brigado, o Corinthians ganhou o clássico contra o São Paulo por 1 a 0, gol de Danilo, no Pacaembu.

Fora a alegria de vencer mais uma vez o rival, o que esta vitória acrescenta ao Corinthians?

Pode dar um pouco de moral para o jogo de quarta-feira, contra o Deportivo Táchira, é verdade, e se tivesse perdido talvez houvesse um pequeno borburinho em torno do resultado.

Mas taticamente, não foi possível analisar nada, pois o ataque era o reserva.

Tecnicamente, é muito mais fácil perceber a péssima fase de Julio Cesar e Alessandro do que qualquer outra coisa.

Fisicamente, é impossível analisar um time que faz a pré-temporada com o campeonato já em andamento (no que o Corinthians não tem culpa, diga-se de passagem, é a zona que nosso futebol brasileiro proporciona mesmo).

Nessa época do ano é muito importante relativizar os resultados, e muito difícil analisar as atuações. Poderia aqui elogiar Danilo, Jorge Henrique e Fabio Santos, que jogaram bem ontem, assim como o Cortez e o Denis pela equipe São Paulina. Acho que seria muito mais produtivo que as equipes estivessem se preparando fisicamente, disputando torneios amistosos, sem compromisso com resultados.

Vejo grande parte da mídia massacrando o técnico Leão e o João Filipe, que jogou improvisado na lateral direita. Mas será que tinha outra opção também? Não corria o risco de estourar outro jogador, pior preparado fisicamente?

E vocês, o que acham, essa vitória acrescenta alguma coisa à equipe do Corinthians ou foi apenas mais um jogo em que não perder era mais importante do que ganhar?

Paulistinha 2012 – Estréia Tricolor

Paulistinha 2012 – Estréia Tricolor

Ontem foi a estréia tricolor no Campeonato Paulista (Paulistinha 2012), confesso que não sou um dos maiores admiradores deste torneio – que em minha opinião não deveria existir (sobre isto escreverei outra coluna), mas em função da coluna assisti ao jogo e tirando todas aquelas considerações de início de temporada (falta de pré-temporada, equipe ainda em formação, reforços que ainda não puderam estrear, contusões entre outras) o jogo até que foi agradável.

O técnico Leão escalou o tricolor no sistema 4-2-3-1, com dois volantes com razoável saída de bola (Wellington e Denilson), mais a frente Lucas aberto na direita, Fernandinho na esquerda e Cícero cuidando da armação pelo meio, e somente o Luís Fabiano na frente. Nas laterais,  Piris ficou um pouco mais preso na defesa, com Cortês avançando mais e no miolo da zaga, Rodolfo pela direita (é onde ele rende mais) e o limitado Edson Silva pela esquerda.

Uma montagem simples e óbvia em que o time se portou bem diante de um adversário que provavelmente vai brigar contra o rebaixamento, fazendo a obrigação e vencendo de forma fácil no Morumbi.

Alguns ajustes precisam ser feitos, Cícero não tem condições de ser o “cérebro” desta equipe, os avanços do Cortês precisam ser mais bem aproveitados e precisa haver uma cobertura eficiente por parte dos volantes nestes avanços. Situações que podem ser amenizadas com as estréias de Fabrício e Jadson (que acredito não ser também o meia clássico que o tricolor buscava).

Individualmente, gostei das atuações do Cortês (sabe marcar e tem muito vigor para o apoio), Lucas (apesar de prender a bola em excesso, mostrou que está afim de algo mais), e do Casemiro (entrou bem jogando com simplicidade e dando mais qualidade ao meio).

E você, o que achou da estréia tricolor?

Balanço do elenco tricolor para 2012

Hoje, depois de muito tempo, volto de férias e confesso que desde o final do Campeonato Brasileiro não tenho lido muita coisa sobre futebol, mas tenho escutado alguns amigos e colegas são-paulinos enaltecendo o elenco que o São Paulo montou para este início de ano,  resolvi então fazer um balanço das perdas e contratações que o tricolor fez com a intenção de ver se houve realmente uma melhora de qualidade no elenco.

Eis o elenco tricolor (em negrito as novidades):

Goleiros: Rogério, Denis, Leonardo e Léo.

Zagueiros: Rodolpho, João Felipe, Bruno Uvini, Luiz Eduardo, Edson Silva e Paulo Miranda. SAIU: Xandão

Laterais: Piris, Henrique Miranda, Juan e Cortês.

Volantes: Denilson, Wellington, Casemiro, Rodrigo Caio, Cleber Santana, Juninho e Fabrício. SAÍRAM: Jean e Carlinhos.

Meias: Cícero, Lucas, Cañete, Rafinha, Maicon e Jadson. SAÍRAM: Marlos e Rivaldo

Atacantes: Luis Fabiano, Fernandinho, William e Henrique. SAIU: Dagoberto

Foram até este momento 6 jogadores contratados (Edson Silva, Paulo Miranda, Cortês, Fabrício, Maicon e Jadson), dos quais acredito que somente 2 devem ser titulares absolutos (Jadson e Fabrício). Os demais vieram para suprir as dispensas e para compor elenco somente.

Dos jogadores que saíram não há muito o que se falar, todos quando chegaram nos novos clubes demonstraram certa insatisfação com a situação que viviam no tricolor e creio que não estavam mais afim de jogar no tricolor.

Vale ressaltar  porém, que ainda não houve reposição da saída do Dagoberto e por enquanto não há um parceiro ideal para o Luís Fabiano, e que pelo que vi até aqui do Jadson ele não é o “DEZ” que o tricolor há tempos não tem, sua principal característica é de carregar a bola.

Não sei se este elenco vai “dar liga”, mas é possível armar um time interessante. Eu escalaria o time no 4-2-3-1, devido a ausência de atacantes: Rogério, Piris, Rodolpho, Luiz Eduardo e Cortês; Denilson e Fabrício; Casemiro, Lucas e Jadson; Luis Fabiano. Um jogador que merece, uma atenção especial no seu retorno ao tricolor é o volante Juninho que se não sentir o peso da camisa, pode aos poucos ganhar espaço.