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Dunga Sim

O velho novo treinador da seleção brasileira.
O velho novo treinador da seleção brasileira.

Nos últimos dias, tomou conta da grande mídia a confirmação extra-oficial de que Dunga será o próximo técnico da seleção.

O comandante de 2010, muito contestado por uns, idolatrado por outros, está de volta, sendo quase uma unanimidade que não deveria ser ele o novo técnico. Pois eu sou completamente a favor, e explico. Continue lendo Dunga Sim

Editorial – Acabou a copa, Fica o legado

Esperei passar um pouco a emoção da grande final para escrever por aqui.

Na condição de editor chefe do Em Cima da Linha (cargo que criei dois dias antes da copa e dei a mim mesmo mas todo mundo sabe que não apito nada no site), acho que devia umas palavras a vocês.

Foram 30 dias de muita, muita alegria e futebol. Foram quase 100 posts (deve ter algum jeito de ter o número exato, mas a preguiça me domina agora), mais de 3.000 visitas aqui no site, fora as mais de 20.000 visitas em nossa página no Facebook, quase 100 curtidas novas, alguns programas na rádio, e por aí vai.

Em outras palavras, juntos, respiramos futebol. Em casa, no trabalho, no estádio, na escola ou na faculdade, quando ouvíamos aquele Oooeeeaa da abertura da Fifa o coração já batia mais forte e corríamos para a frente da Televisão.

Jogos bons (a maioria), não tão bons (alguns) e ruins (pouquíssimos) aconteceram, polêmicas como a mordida do Suarez e a contusão do Neymar, gols antológicos, uma festa inesquecível dentro e fora das arquibancadas.

Deixando a política de lado, a copa agradou a todos. A quem achava que ela seria ruim, ela foi surpreendentemente boa, e a quem achava que seria boa, ela superou as expectativas.

E agora, nesse vazio que sentimos, já órfãos dos jogos, fica a pergunta: qual o verdadeiro legado desta copa?

Dentro de campo, não tivemos nenhuma revolução tática e nenhum jogador brilhou mais do que o normal, assim como nenhuma seleção será lembrada como um super time.

Tivemos uma campeã que se destaca pelo planejamento, pelo jogo coletivo, troca de passes. Apesar de eu discordar, o senso comum diz que a Alemanha não tem nenhum grande craque (pra mim o Bastian Schweinsteiger é um dos grandes jogadores desta geração – completo, moderno, versátil) e o grande destaque é a capacidade de compactação e movimentação da equipe.

De qualquer forma, acredito que seja tendência daqui pra frente equipes que valorizem a posse de bola mas não da forma chata como a Espanha fazia em 2010, e sim com velocidade e agressividade como esta Alemanha faz.

Para o futebol brasileiro, a copa de 2014 foi uma grande lição do quanto estamos atrasados e precisamos evoluir tática, técnica, física e psicologicamente. O resultado final mostra que estamos a milhas de distância de nossos adversários, e a torcida que fica é que essa vergonha seja apenas uma pequena mancha na história monstruosa de nossa seleção.

Do lado de fora das quatro linhas, também temos um legado interessante. Além dos estádios (alguns, como já sabíamos, serão gigantescos elefantes brancos, mas muitos serão utilizados e quem sabe virem referência para os estádios mais antigos), a infra estrutura ao redor dos mesmos podem e devem ser aproveitados pelas equipes, mas acredito que o maior legado não é material.

Não vamos nem ao céu nem ao inferno.

Para os pessimistas que achavam que não ia ter copa, vimos que foi possível fazer uma festa maravilhosa, e é consenso entre torcedores, jornalistas e jogadores que foi a maior copa da história em termos de animação e emoção.

Para os otimistas, que sempre achavam que ia ser tudo perfeito, é importante lembrar que algumas cidades tiveram sérios problemas de locomoção e principalmente de estadia – pode parecer lindo oferecer o sambódromo para os estrangeiros, mas isso só evidencia a falta de rede hoteleira, por exemplo.

Porém, vamos focar no grande legado desta copa: foi provado que nós, brasileiros, somos capazes de proporcionar um espetáculo de primeira grandeza. Que isso fique para nossas competições, e o torcedor possa ser respeitado com acesso aos estádios, preservação dos lugares marcados, venda de ingressos pela internet, jogos de alta qualidade, e tudo o mais que tivemos nessa copa do mundo.

Parece até piada, mas no país da impunidade a grande notícia, para mim, foi o desbaratamento de uma quadrilha de cambistas que agia debaixo das asas da FIFA, com a prisão dos principais responsáveis pelas mutretas. Há quem diga que a casa de muita gente poderosa no futebol ainda vai cair por causa disso. Torçamos.

De nossa parte, o maior legado do Em Cima da Linha é a continuação do trabalho sensacional feito por essa equipe. Luiz Mutsa, Vinicius Belli, Bernardo Marchesini, Diogo Cutinhola, Marcos Bogo, Henrique Siqueira, James Watzel, Fabio Rossini, Tatiana Ferreira, Luciano Sant’Anna, Igor Cavalcante e todos que direta ou indiretamente colaboraram para que este projeto fosse realizado, fica aqui o meu MUITO OBRIGADO! Espero contar com vocês na sequência de nosso trabalho, no campeonato brasileiro, e se alguém que está lendo aqui quiser fazer parte de nossa equipe, tiver alguma ideia de coluna legal ou nova plataforma de atuação para o Em Cima da Linha, estamos de braços abertos para novas propostas.

Amanhã já tem campeonato brasileiro e temos muito trabalho pela frente, mas não posso deixar de dizer antes de finalizar: #tevecopasim #tevemuitacopa

Um forte Abraço a todos,

Fernando Rossini

A Copa de 2018 começa agora.

A Seleção Brasileira encerrou sua participação na Copa do Mundo de maneira melancólica na derrota por 3 a 0 contra a Holanda. Este Mundial embora tenha mostrado uma melhor colocação em comparação em relação às duas últimas Copas, mostrou uma seleção sem nenhuma consistência tática vencendo somente adversários sem tradição nenhuma no futebol (Croácia, Camarões, Chile e Colômbia) e tendo muita dificuldade com adversários com um pouco mais de história (México, Alemanha e Holanda).

Muitos erros foram cometidos nesta campanha, porém é preciso assimilar estes erros, corrigi-los e iniciar o planejamento para Copa de 2018. A atual seleção tem média de quase 28 anos (27,78), o que inviabiliza a continuidade de vários jogadores desta seleção que teriam mais de 30 anos na próxima Copa.

Para se pensar em uma seleção em condições de disputar as próximas Copas, faz-se necessário uma análise dos jogadores da atual seleção e das últimas seleções de base (olímpica e sub 20) para mesclar experiência e juventude.

Continue lendo A Copa de 2018 começa agora.

A vergonha

brasil

Sim, eu me enganei. pra variar

Escrevi aqui neste texto, antes do jogo que a seleção brasileira não passaria mais vergonha na copa, que sem o Neymar o time ia melhorar, que íamos para a final e mais um monte de coisa que agora sabemos não fazer mais sentido algum.

Como explicar a derrota de hoje? A humilhação? Como explicar o inexplicável? Continue lendo A vergonha

A hora da verdade

Objeto cobiçado por todos os jogadores.
Objeto cobiçado por todos os jogadores.

Hora de separar os homens dos meninos. Os adultos das crianças. Hora da onça beber água. Hora da cobra fumar. Dê o nome que quiser ao momento em que chegamos. Mas o fato é que depois de quase um mês de ótimos jogos e muita emoção, a Copa do Mundo FIFA 2014 está chegando ao seus derradeiros momentos.

Hoje e amanhã teremos os dois jogos que determinarão quais as seleções que jogarão a final. Que estarão a 90 minutos da glória, ou da desgraça. Muito já se falou sobre desfalques, reforços, especulações, vou tentar fazer uma rápida análise dos dois jogos, sem fugir de dar meus palpites.

Começaremos hoje falando de Brasil x Alemanha. Continue lendo A hora da verdade

Brasil x Colômbia. Não faltam motivos para torcer! (pelos dois).

Sexta-feira quatro de julho de 2014, data importante pois é o dia em que se comemora 2 anos da libertação corinthiana e nada mais importa. Dia de grandes jogos abrindo a fase de quartas-de-final da copa do mundo. Entre esses grandes jogos teremos um duelo sul-americano. Brasil x Colômbia, o duelo entre o gigante de tradição (único pentacampeão do mundo) mas que vem jogando um futebol apenas razoável até o momento contra uma equipe de muito menos tradição (nunca havia chegado tão longe) mas que vem sendo até agora o time mais agradável de se ver jogando. Continue lendo Brasil x Colômbia. Não faltam motivos para torcer! (pelos dois).

Ranking das seleções da copa (por relevância dos jogadores na última temporada)

Meu último texto, que falava que a seleção brasileira não é mais a mesma, causou certa polêmica, porque a maioria não concorda que não temos mais jogadores de destaque ao redor do mundo como tínhamos antigamente… Pois bem, baseado nisso, resolvi montar um ranking de seleções, tendo como base o desempenho dos jogadores na última temporada. Para isso, é necessário considerar que:

– Este estudo é obviamente uma brincadeira e não tem valor científico;

– Variáveis importantes como a titularidade ou não de cada jogador em seu time e a participação ativa de cada um no sucesso (ou fracasso) do mesmo não foram consideradas;

– Estar em um time vencedor não significa que o cara é bom, e jogar em um time ruim não aponta o jogador como perna de pau;

– O peso de cada campeonato foi distribuído de forma subjetiva, de acordo com o que eu acho relevante – e aí cada um fica à vontade para concordar ou discordar.

Posto isso, vamos aos critérios. A pontuação foi atribuída para cada jogador, considerando o time que defendeu na última temporada. A referência utilizada para cada jogador foi o álbum oficial de figurinhas da copa, e para os jogadores que não estão lá, o São Google. (assim como a grafia dos jogadores e equipes também seguiu a do álbum). Por fim, utilizei a escalação de cada equipe no jogo de estreia na copa, por julgar que a partir dali os times podem ter sofrido por contusão e/ou suspensão. A única exceção foi o goleiro Buffon, da Itália, que não jogou a primeira partida mas creio que ninguém aqui tenha dúvidas a respeito de sua titularidade. Para cada campeonato, foram atribuídos pontos de acordo com a seguinte tabela:

Critérios para o ranking de seleções
Critérios para o ranking de seleções

Sem mais delongas, vamos ao resultado do nosso ranking: Continue lendo Ranking das seleções da copa (por relevância dos jogadores na última temporada)

A seleção brasileira não é mais a mesma

“Caos no transporte? Imagina na copa”.

“A seleção brasileira é sempre favorita quando entra em campo”.

Difícil de acreditar, mas essas duas frases costumam sair da boca de milhões de brasileiros. Sim, os mesmos brasileiros que Continue lendo A seleção brasileira não é mais a mesma

Saldo da primeira fase da Copa do Mundo em São Paulo

A primeira fase da Copa do Mundo acabou hoje e já é possível analisar o que vem dando certo e o que não está dando tão certo assim.

Nesta análise vamos fazer um recorte do Mundial aqui em São Paulo. Em relação à ida e vinda para o Itaquerão, é sabido que as barreiras montadas pelo setor de Transporte impedem os carros não-credenciados de chegar no perímetro do estádio. Esta é uma operação importante e levada a sério pelos organizadores, o que faz com que o transporte público seja usado pela grande maioria, inclusive pelos turistas que estão surpresos pela limpeza, rapidez e pontualidade dos trens e metrôs. Além disto, funcionários do metrô especialmente treinados dão informações em inglês e espanhol nas estações.

Os copos promocionais da Coca-Cola e da Budweiser viraram os suvenires prediletos da galera e são disputados por todos. Alguns torcedores chegam a sair com mais de 10 copos na mão.

A segurança ao redor do estádio também tem sido eficaz e ostensiva. Rondas constantes são realizadas por todas as polícias.

Se temos muitos motivos para celebrar, por outro lado, a nossa não-fluidez em outras línguas tem surpreendido negativamente os turistas estrangeiros. Alguns encontram dificuldades para conseguir chegar, andar e sair do estádio. Na maioria dos casos, os voluntários é que precisam fazer o papel de tradutores.

Apesar de lindo, o estádio ainda não está 100%. A arquibancada provisória não inspira muita segurança. Quando chove, surgem várias goteiras no interior do local e por aí vai.

Outra coisa que não tem agradado são os preços dos produtos dentro do estádio (por exemplo: 10 reais um saco médio de pipoca e 8 reais um copo de refrigerante), isso sem falar nos produtos oficiais da loja da FIFA, onde um chaveiro custa R$ 20.

Outra coisa que não pegou muito bem é a FIFA não permitir visitas dentro do estádio em dias de não-jogos. Muitos torcedores que não conseguiram ingressos para a partida vão até a porta do estádio para tirar fotos e conhecer a dependência da Arena São Paulo mas se decepcionam ao descobrir que a entidade não libera a visita. Para piorar, as tais lojas oficiais só abrem em dias de jogos e dentro do estádio e só pode ser visitadas por quem tem ingresso, o que frustra quem quer voltar para casa com uma pequena lembrança.

Mas inegável mesmo é a interação que se vê por todos os lados da cidade. Os comércios estão lotados de turistas encantados com a simpatia dos brasileiros. E tudo vira motivo de farra e festa. Para coroar tudo isto, uma chuva de gols marcados pelos nossos craques promete deixar saudades pelos próximos quatro anos.

Eles estão chegando.

Escrevo este texto com um misto de felicidade e medo.

Não vou me alongar sobre o Grupo G, pois certamente o James fará isso aqui com muito mais conhecimento de causa. Quero fazer apenas um rápido comentário sobre a seleção dos EUA.

Eles por anos e anos ignoraram o futebol. Para eles, o futebol é um esporte praticado basicamente por mulheres. Porém, para quem está um pouco mais atento, há duas décadas o chamado esporte bretão vem crescendo muito na terra do Tio Sam.

Com a eliminação heroica (sim, uma eliminação pode ser heroica, quando frente a um adversário muito superior e vendida com muita braveza e dificuldade) na copa de 94 em pleno dia da independência, com um dos uniformes mais legais que já vi na história das copas, a impressão é que o esporte fosse deslanchar, mas demorou um pouco a mais.

O lendário jogador roqueiro Alexi Lalas na copa de 94.
O lendário jogador roqueiro Alexi Lalas na copa de 94.

Agora, com a chegada de grandes jogadores para a disputa da MLS e a participação de estado unidenses nos campeonatos europeus, é evidente o crescimento deles no cenário do futebol mundial.

O México, adversário tão temido por nós brasileiros, só veio para a copa devido a uma vitória dos EUA na última rodada das eliminatórias. Nesta copa, acredito que eles tenham chances de chegar às quartas, se bobear uma semifinal. Para as próximas duas ou três copas, acredito que estarão brigando pelo título.

O povo americano comprou a ideia do esporte, e como em tudo que os nossos vizinhos do norte participam, é para ganhar. A audiência na televisão já superou o baseball e o basquete, só falta ultrapassar a NFL. Para o jogo de hoje, foi decretado feriado para que o país pudesse acompanhar a luta contra a Alemanha.

Então, meus amigos, o recado está dado: eles estão chegando. E quando chegarem, quero ver segurar.

Barack Obama dando uma pausinha no trabalho para ver o jogo no Air Force One.
Barack Obama dando uma pausinha no trabalho para ver o jogo no Air Force One.