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Vitória e liderança

Vitória e liderança

Sábado o Palmeiras conseguiu uma vitória contra a Ponte Preta, que apesar do placar magro(foi apenas 2 a 1), deu pra se tirar algumas conclusões que podem(e possivelmente farão) muita diferença no futuro, já que ontem surpreendendo a todos, ele escalou Valdívia e Daniel Carvalho no meio-campo, aproveitando a suspensão do Maikon Leite.

Os lances de ambos mostraram que quando se tem técnica, até o fato de ambos ainda não estarem a 100% do seu ritmo(o Valdívia voltou a pouco e o Daniel acredito que ainda possa chegar a uma condição melhor que a atual, apesar de já praticamente aguentar os 90 minutos) acaba tendo pouca influência e o lance do primeiro gol foi a clara prova disso: em bela tabela de ambos, o Daniel deixou Juninho livre para abrir o marcador. Pouco depois, mostrando que o pé continua calibrado, Marcos Assunção faz um lindo gol em cobrança de falta.

O que se viu depois, foi um entrosamento de quem parece que há tempos já joga junto, pois os dois tabelavam com uma facilidade, que dava a impressão de que um já sabia pra onde o outro ia. O Palmeiras criou diversas chances de perigo através dos pés de ambos, porém o único problema nessa escalação, foi o fato de o Barcos ficar isolado entre os zagueiros adversário, pois como ambos chegam de trás, não tem aquele outro atacante para puxar a marcação e abrir mais espaços para ele, tanto que no primeiro tempo ele pouco apareceu no jogo.

O segundo tempo reservou um dos lances mais bonitos do jogo: uma linda tabela entre o Valdívia e o Daniel, só com passes de primeira, uma grande pena que não se converteu em gol o lance. A Ponte ainda descontou com Ferron, mas nada que pudesse de fato ameaçar o jogo seguro alviverde, que teve maior participação do Barcos, onde ele até criou algumas chances de mais perigo, porém sem conseguir converter em gol.

A vitória levou o time aos 32 pontos e garantiu ele na liderança, com um ponto de vantagem sobre Corinthians e São Paulo.

Vendo o jogo, tive a mesma impressão que tinha para imaginar o porquê o técnico não coloca os dois juntos em campo: a recomposição defensiva deles, até devido a condição física de ambos, desgastaria por demais eles, o que no final acabaria sendo prejudicial ao próprio time.

Outro problema é a questão do ataque: o ideal é que eles joguem com dois jogadores à frente, porém atualmente devido a razão citada, acaba-se tendo de sacrificar um homem de frente, para que se possa por ambos em campo. Creio que com o tempo e se ambos mantiverem o ritmo e ganahrem mais condicionamento, esse “time ideal” deva sair, porém por enquanto ou joga um ou outro, ou se jogarem os dois, sai um atacante(no caso o Maikon Leite)

O próximo jogo do time é na quarta contra o Coruripe, pela Copa do Brasil e domingo o Clássico contra o Corinthians e acredito que em ambos jogos, o Felipão use o esquema tradicional, possivelmente com um em cada jogo(Daniel contra o Coruripe e Valdívia contra o Corinthians).

Interessante ver que hoje em dia se discute qual a opção ideal do time jogar, quando ano passado, tentava-se encontra ao menos uma opção. Hoje em dia temos ao menos 3: Valdívia ou Daniel e Maikon e Barcos, Valdívia e Daniel/Barcos, Valdíva e Daniel/Maikon e Barcos. Pena que essa última ainda está mais distante de ocorrer, pois seria um futebol no mínimo bonito de se ver.

 

Verdão encalha e fica só no 0 a 0

Verdão encalha e fica só no 0 a 0

O Palmeiras vinha de boas vitórias e com o ataque rendendo(3 gols contra, São Paulo, Linense, Ituano, XV, Guaratinguetá), porém como sempre há aqueles dias que nada rende, o time parou contra o Azulão e acabou em um sem graça zero a zero.

O dia dava a entender que poderia render mais uma vitória, pois contava com a volta do Valdívia, o time praticamente completo e com um começo animador, criando diversas chances, porém diferente do que acontecia nos outros jogos, o time falhava demais nas finalizações. O Barcos estava com o pé descalibrado e os outros não mostravam nada muito melhor. O São Caetano até criava uma ou outra chance, mas nada que levasse grande perigo.

O segundo tempo contou com o retorno do Valdívia, porém ali acho que o Felipão cometeu sua maior bobagem, pois ao tirar o Daniel Carvalho, que vinha muito bem no jogo, ele deixou a criação à cargo do chileno, que ainda não está com muito ritmo de jogo e o time sentiu a queda na criatividade. Depois o outro erro que foi por o Ricardo Bueno no lugar do Barcos e salve um ou outro lance de maior perigo, nada de muito interessante merece citação.

Para s destacar no jogo, apenas mais um jogo de bom nível do João Vitor(ainda me parece difícil crer que ele tem sido regular nesses jogos, nem de longe parece aquele jogador “nada” de antes), marcando bem, e até criando algumar jogadas, começa a virar uma opção a mais para o time. Fora ele, o Valdívia fez um jogo fraco, onde o que mais contou mesmo foi o retorno dele. Se conseguir voltar ao bom nível de antes, será um reforço fundamental para o time.

Para finalizar – até o momento o Palmeiras arrecadou um total de R$440.500 na campanha do Wesley. Minha opinião sobre isso é bem simples: acredito que o time está vendo o quanto consegue abater do valor total com essa ajuda da torcida e o que faltar ele vai completar, até para ter acesso ao resgate do valor(já que só é liberado quando atinge o valor total), até porque seria um papel realmente ridículo fazer tudo isso e depois se por acaso faltar, o time simplesmente não contratar, mas vale aguardar para ver o que vai acontecer.

Em tarde de Barcos, Palmeiras “encalha” contra São Paulo

Em tarde de Barcos, Palmeiras “encalha” contra São Paulo

O Choque-rei foi o que podemos chamar realmente de clássico: um jogo emocionante, com diversos lances de perigo e belas jogadas.

O jogo em si mostrou dois times que primaram principalmente pela ofensividade(pois é, o time do Felipão estava jogando pra frente), isso mesmo com a aposta inusitada de tirar o Patrik e por o João Vitor de titular. Interessante ver que mesmo sendo um dos jogadores que mais critico dos que jogam com frequência(e mantenho ainda sim o que digo), tenho de reconhecer que ontem ele fez uma baita partida, pois além de executar bem seu papel na defesa, conseguia ajudar bem o ataque, inclusive sendo dele o lance que originou a falta do primeiro gol. Lance cobrado com maestria pelo Daniel Carvalho, que novamente fez boa partida, pena que ao final do primeiro tempo passou mal com o calor e depois seu rendimento despencou.

Como nem tudo são flores, a defesa falhou bisonhamente no lance do gol do São Paulo, onde ninguém marcou o Cícero, que foi livre para empatar. O que se viu após, foi o Barcos tornando-se o destaque do jogo, primeiro que ele já vinha criando chances, que acabaram coroadas quando ele recebeu o passe do Maikon Leite, driblou na área e chutou para desempatar.

Com o segundo tempo marcado por um pênalti que não foi(achei mais cena do que toque de fato), Willian empatou e já em um momento que o São Paulo vinha criando mais, o Barcos de novo apareceu em bom cruzamento do Assunção, dominou na pequena área e com calma fez o terceiro. A vitória apesar de tudo não veio graças ao belo gol do Fernandinho.

Dando esse breve resumo do jogo, dá pra fazer as considerações que acho mais interessantes. Primeiro que o que foi visto, dá pra dizer que é animador. Dois dos principais jogadores do time(Cicinho e Marcos Assunção), fizeram uma partida terrível, o Cicinho estava mal no apoio e toda hora levando bola nas costas e o Assunção esteve péssimo nas bolas paradas(errou praticamente todas) e ainda estava nervoso, tendo cometido muitas faltas, coisa que normalmente ele não faz. Isso acontecendo no ano passado, era derrota na certa, porém no domingo o que se viu foi que outros jogadores chamaram a responsabilidade: Daniel Carvalho(pelo menos no primeiro tempo) e principalmente do Barcos, que até vale uma análise em especial.

Quando ele chegou, alguns ironizaram, outros supervalorizaram, alguns secaram e eu preferi esperar para ver. O retrospecto dele na LDU era animador, mas ainda era necessário ver o que ele poderia fazer por aqui e confesso que tenho visto até mais do que eu esperava. Tinha expectativa de um trombador que ia ficar esperando a bola na área e quando tivesse chance ia marcar um ou outro, porém o que tenho visto é muito diferente. Ele sempre vai buscar jugo, sabe se posicionar, é alguém com quem se pode fazer uma tabela e faz de maneira eficiente o papel de pivô(principalmente para o Maikon Leite, que cresceu muito jogando ao seu lado). Ele vinha jogando bem, mas eu queria vê-lo em um jogo grande, como um clássico por exemplo e ele além de chamar a responsabilidade, na hora da decisão, ele mostrou calma e frieza como há muito não se via no ataque alviverde. Os dois gols no clássico foram típicos de jogador de decisão, que na hora que precisa, ele não se abala, mantém a cabeça fria e faz o que sabe. Já são 4 gols marcados desde sua estréia e apesar de ainda não ter havido um jogo efetivamente decisivo, ele vem dando mostras que chegou pra assumir definitivamente a condição de “homem-gol” do Palmeiras e cumprir(e talvez até passar) da sua promessa de 27 gols no ano.

Único ponto negativo de ontem foi a defesa, que falhou demais e permitiu ao São Paulo em todas as vezes buscar o empate. O Felipão costuma primar por times com defesas sólidas, porém o Leandro Amaro continua se mostrando muito inseguro, o que sobrecarrega o Henrique, que apesar de bom jogador, não consegue garantir um “meia boca”. Outro ponto complicado foi o Deola, que estranhamente vem sentindo o peso de ser titular com a aposentadoria do Marcos. Vem rebatendo bolas estranhas, mostra-se inseguro nas saídas de gol e ainda tem falhado em alguns gols que o time tem sofrido. Estranho que ano passado uma das coisas que mais me chamava atenção nele, era o sangue frio, coisa que parece vem sendo esquecida. Melhor para o Bruno, que já vinha esperando sua chance e com esse mau momento dele, pode acabar assumindo a vaga de titular e não mais sair. É aguardar o próximo jogo para ver a opção do Felipão nesse caso.

Empate e jogo ruim

Empate e jogo ruim

O jogo de quinta contra o Oeste foi daqueles que dá pra chamar de acidente de percurso, mas como em todo acidente, devem ser observadas suas causas.

Diferente dos outros jogos, o que vimos foi um Palmeiras estático, errando demais, onde independente do fato do pênalti que deram contra não ter sido absolutamente nada( o cara dominou com o braço primeiro, depois se jogou, algo patético), nem de longe o time fez por merecer algo melhor que um empate. Era bola de um lado para o outro, sem objetividade, movimentação praticamente nula(exceção feita ao Maikon Leite, que novamente foi o diferencial do time), fora que as principais peças ofensivas estavam em um mau dia. Cicinho estava mal, Juninho sumido e o Daniel Carvalho em uma péssima noite. O pior problema do Palmeiras é que ao que parece o Daniel também não aguenta uma sequência grande de partidas, que o rendimento dele despenca, isso foi notado nas 2 últimas partidas, que ele teve atuações muito apagadas. O pior problema é que com a queda de rendimento dele, o time definha junto, pois ele que na ausência do Valdívia(que já nem é novidade) dá o toque criativo ao time e com ele assim, o time volta a viver de ligações diretas.

Ponto positivo ontem, a estréia do Roman, que mostrou-se um zagueiro veloz e com potencial para virar titular em pouco tempo, vale ficar de olho. O destaque vai de novo para o Maikon Leite, que dessa vez acabou recompensado com um gol no rebote do chute do Barcos, que garantiu ao menos a invencibilidade do time.

Dizer que o time virou uma porcaria seria absolutamente incoerente e a competição não é parâmetro para nada do resto do ano, porém o que deve ser levado em conta é: o time gira em torno de um meia, se ele não joga bem, ou está em uma noite infeliz, o time volta a ser aquela “coisa” que era ano passado. Ainda não dá pra depositar as esperanças em Daniel Carvalho e Valdívia, pois a condição física de ambos os tornam incógnitas. O ponto bom é que agora apesar de tudo, são 2 meias que citamos, e não mais um, bem ou mal, aumentaram as opções. A parte positiva é que o Maikon vem jogando melhor a cada partida e fazendo praticamente esquecerem que o Luan estará fora por tanto tempo, porém faz-se necessário um reserva para ele.

Algo que vi após o jogo, achei simplesmente absurdo: o Felipão quando perguntado sobre o Pedro Carmona, que pelo segundo jogo seguido sequer era relacionado, disse que já conta no banco com o Chico e João Vitor e que pelo fato do João fazer as vezes de volante e pasmem! meia, que não dava para levar ele também, mas então pra que segurou quando ele teve proposta para sair? Vai desculpar, mas se tem um meia que pode ser colocado para ao menos tentar manter o nível criativo quando o titular não rende e ao invés disso, você prefere levar um volante, é no mínimo uma burrice imensa, fora que o João Vitor já provou que é um jogador comum, que não vale a pena todo esse crédito. O Tinga teve o mesmo problema de demora pra cair a ficha, agora ele sequer aparece, o jeito é torcer para que isso ocorra logo no caso dele também.

O jogo do fim de semana, será contra o São Paulo e será um bom parâmetro para ver o quanto o time evoluiu desde o primeiro clássico. será interessante ver como rendem os novos jogadores ao enfrentarem um time muito mais forte do que os que o Palmeiras andou enfrentando. Artur, Barcos, Roman, terão chance de provar que chegaram de fato para ficar.

 

Épico!

Épico!

Jogo para entrar na história dos clássicos, com uma virada histórica e com uma vitória que, se não resolve os problemas do time(que continuam sendo vários), pelo menos dá uma nova moral e principalmente dá uma mostra de raça e garra do time que há muito não se via.

O jogo era visto como a chance de exibição de gala do Neymar, já que além de tudo, era seu aniversário de 20 anos, porém o que se viu foi um Palmeiras muito bem postado na defesa, com marcação individual em todo setor criativo do Santos e dando liberdade para o Valdívia com o auxílio do Marcos Assunção, pudessem municiar o ataque alviverde. Valdívia seguia como destaque até sentir uma lesão e Daniel Carvalho entrar em seu lugar e quando todos esperavam que a criatividade diminuiria, o Daniel em seu primeiro lance, quase faz um golaço. Ele conseguiu manter o nível criativo do time com bons passes e algumas boas jogadas individuais. A única ameaça real era o aniversariante Neymar, que praticamente sozinho criava jogadas e conseguia em alguns lances deixar companheiros livres puxando a marcação em jogadas individuais.

Segundo tempo vem e o jogo continua muito mais favorável ao Palmeiras, porém a ameaça Neymar acabou se concretizando e em passe preciso de Ganso, ele subiu em meio a dois jogadores do Palmeiras(que eram Luan e Fernandão, o que surge como dúvida: por que logo eles que não tem como especialidade a marcação, cuidavam justamente do mais perigoso jogador adversário? falha feia do sistema defensivo). A partida caminhava para uma derrota, até que Ibson faz falta, leva o segundo amarelo e acaba expulso, aumentando ainda mais a pressão palmeirense. Aos 44 minutos em mais um precisa cobrança de escanteio do Marcos Assunção, Fernandão subiu bem de cabeça e empatou o jogo. Continuando a pressionar, o Palmeiras acabou premiado com um lance que eu diria que foi mais sorte(e que premiou a determinação do time em busca da vitória), pois o Juninho tentando passar a bola, contou com o desvio de Durval e assim garantir a virada e uma vitória que muitos não esperavam mais que viria.

Apesar da vitória excelente e que deve ser comemorada, ainda mais por ser em um clássico, não dá pra se iludir e achar que de um jogo para o outro o time ficou uma maravilha, porque isso está muito longe de ser a realidade! O time continua falho, o Henrique continua sem um parceiro à altura(Leandro Amaro vem se mostrando um jogador apenas mediano, que serviria mais para compor o elenco, não para titular) e o ataque ainda continua deixando a desejar, porém algo deve ser exaltado: como venho citando desde sempre, o Fernandão continua a cada dia provando quem entre ele e o Bueno, ele de longe é a melhor opção. Um jogador de bom porte físico, que consegue fazer bem o papel de pivô(pois sabe fazer jogo de corpo), tem uma finalização mediana e um excelente jogo aéreo(haja visto que seus dois gols foram de cabeça). Pode vir a ser um jogador bastante útil para a temporada se for bem trabalhado e jogar com relativa frequência.

Outro que devo dar um destaque mais que especial é para o Daniel Carvalho. Ele vem se dedicando a entrar na sua melhor forma física(está muito próximo do peso considerado ideal) e vem mostrando sua técnica apurada que o consagrou em outros tempos. Mostrou que não desaprendeu a jogar(muito menos se acomodou) e dá a entender que veio realmente para fazer a diferença. Muito bom para o Palmeiras, que consegue um importante reforço em um setor que vinha sendo seu principal problema, já que o Valdívia constantemente vem ficando de fora por problemas físicos(inclusive deve ficar cerca de duas semanas fora, lamentável…).

 

Reforços: durante a semana passada, o presidente disse que ainda pretende reforçar mais o elenco, chegou o Artur, para a reserva do Cicinho(o qual citei antes, desconheço) e ao que tudo indica o Wesley, ex-Santos, deve ser o próximo. Ele chegaria para ser titular e dar uma criatividade muito maior ao meio-campo do time, uma contratação excelente que deixaria o setor de meio do time com peças suficientes para esse primeiro semestre, faltando apenas qualificar melhor o ataque. Bom sinal que depois do acerto com a Kia, o time está tendo uma visão mais ambiciosa e fazendo algumas extravagâncias para tornar o time de fato competitivo.

Opinião sobre os gastos com reforços: considero que mesmo criticando(e muito) a falta de agressividade na contratação, algo deve ser louvado nisso tudo: o time não entrou em leilões absurdos, como pagar 600 mil por mês para o Douglas(que é muito irregular, apesar de muito bom tecnicamente) ou pagar um absurdo pelo Tardelli, que nem de longe vale o que pediram, ou mesmo aceitar pagar um valor alto pelo C.Alberto(insanidade pura na minha opinião sequer cogitar esse elemento). Sou favorável a gastos, desde que seja com peças que realmente venham pra fazer a diferença, mas que não seja por um valor irreal, muito maior do que elas realmente valem.