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Carta Aberto ao sr. Paulo Nobre

Excelentíssimo senhor presidente Paulo Nobre, boa tarde.

Você não me conhece, nunca ouviu falar de mim, então permita-me uma breve apresentação. Meu nome é Fernando, tenho 29 anos, sou publicitário e professor universitário. Sou corintiano roxo (pleonasmo, eu sei) e tão apaixonado por futebol que resolvi fazer disso meu ganha pão, estudando marketing esportivo em meu mestrado e hoje começando a escrever os primeiros artigos e livros nesta área. Continue lendo Carta Aberto ao sr. Paulo Nobre

Dossiê futebol/seleção nacional – dívidas dos clubes

Seguindo a série do dossiê, hoje vamos analisar a questão das dívidas dos clubes.

Em tempo: não vou aqui colocar números sobre dívidas totais de clubes, primeiro porque eles não divulgar, segundo porque muitas vezes vazam valores divergentes, que deixam muitas dúvidas sobre a real saúde financeira de cada um, então vou me basear na questão mais evidente: investimentos, sejam eles em estrutura, jogadores, base e os compromissos básicos, como salários e contas do clube.

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Volta copa do mundo!!

A copa terminou! E a cada dia que passa, nos vemos pensando: por que terminou tão cedo?

Desde que a copa terminou, assisti/ouvi mais de 10 jogos(todos do Palmeiras e alguns de Santos, Corinthians e São Paulo, até em função das transmissões) e posso dizer: não vi um único jogo bom! Nenhum mesmo, nem ao menos o clássico entre Palmeiras x Corinthians.

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Precisava parar

cansado

13 de Julho de 2014.

A Alemanha bate a Argentina no Maracanã e é coroada como a grande campeã do mundo.

16 de Julho de 2014.

O Campeonato brasileiro tem o início de sua décima rodada.

É demais, meus amigos. Hoje teremos vários jogos importantes pela Copa do Brasil, o segundo campeonato mais importante do país. E a verdade é que ninguém está ligando pra isso. Continue lendo Precisava parar

Até quando?

Tudo isso que gerou essa história da libertadores e da morte do jovem por conta de um imbecil, ver a reação das torcidas(a do próprio time e as rivais), me faz ficar pensando: o que nos tornamos?

Será que somos mesquinhos a ponto de nos preocupar mais com um time do que com uma vida?

Futebol pra mim sempre foi uma diversão, um lazer e claro uma tiração de sarro saudável, onde você tira uma com a cara do seu amigo quando seu time ganha do dele, quando seu time é campeão, ou quando o dele perde e vice-versa. É algo que te faz ficar vidrado na tv ou no gramado, xingando, gritando, quase se sentindo em campo… isso pra mim é futebol, é um prazer e uma grande paixão.

O que vejo hoje em dia?

Animais travestidos de torcedores, andando em bando como gangues de rua, que intimam, rasgam camisa e até batem em torcedores pelo único motivo de ele torcer para o rival.

Quantos casos já não saíram na tv de gente que apanhou ou quase morreu(em alguns casos morreu mesmo) por dar o azar de cruzar com esses bandos de imbecis(isso pra mim não pode ser chamado de seres humanos).

Vejo torcedor brigando com torcedor do próprio time por ser de gangue rival.

Isso pra não dizer as brigas e vandalismos em estações, pontos, ou simplesmente na rua.

Futebol definitivamente não é isso…

Mas voltemos ao caso de ontem

Um torcedor entrou no estádio com um(pasmem) sinalizador de navio!!! A pergunta que fica é: alguém em sã consciência anda com isso na rua? As pessoas no fim do ano comemoram a passagem do ano fazendo queima de sinalizadores de navio? Obviamente que não, pelo menos não pessoas normais, aqueles imbecis eu já não sei…

Agora a questão de “ahh a torcida não sabia…” me desculpa, mas acreditar nisso é acreditar em papai noel, coelho da páscoa… vejam o número de torcedores que foi, eles vão em caravana na sua maioria, em especial os organizados, que nunca andam sozinhos, então no mínimo eles foram coniventes.

O cara estava no meio da torcida com aquilo, e quem estava perto viu ele pegando(isso não é um objeto pequeno, não é algo que alguém tire sem chamar atenção), novamente a conivência.

Dizer que foi acidental? me desculpa, mas se o cara comprou, ele sabe como funciona, então ele queria SIM jogar para o outro lado.

Resultado de toda essa idiotice: um jovem que morre sem motivo nenhum em um evento de ENTRETENIMENTO, ele não estava no coliseu como gladiador lutando até a morte, ele tinha apenas ido passar uma noite de diversão vendo futebol, e não vai mais voltar…

Punições

Cada pessoa que acha isso absurdo, pare e pense: e se fosse seu filho? irmão? Você continuaria a achar uma punição um excesso?

É evidente que assim como tem uma corja corintiana que são bandidos infiltrados, existem milhões de corintianos que são ótimas pessoas, assim como são paulinos, palmeirenses, santistas, etc… porém a cada dia que passa vemos que medidas como perdas de mando, multas, jogos com portões fechados, não inibem a manifestação desses lixos.

Peguemos o Palmeiras ano passado: a torcida fez um vandalismo absurdo no Pacaembu, o time foi punido com perda de mando e no jogo com mando perdido o que a torcida fez? Ameaçou e agrediu policiais!! aí pergunto: adian

tou punir com perda de mando? evidente que não…

 

 

O melhor exemplo para mim segue sendo o caso do Liverpool, que depois de mortes absurdas, foi punido, assim como toda Inglaterra com a exclusão das competições até que uma providência fosse tomada. Vejam como estão os estádios e a torcida lá hoje em dia, é um modelo a ser seguido, tanto na punição como nas atitudes pós.

Sou favorável a que se puna o time com a exclusão(até o país se for necessário), se com isso os estádios voltem a ser locais de diversão, onde as pessoas se comportem como humanos e não como bichos disputado território.

Acredito que situações extremas, peçam medidas extremas, porque somente quando a torcida sentir na pele o preço da sua bestialidade(ou da conivência com a mesma), elas mesmas tratarão de inibir a presença de seres como esses, pois saberão que permitir que gente como essa faça o que quer trarão sérias punições ao seu clube.

Obs: o time do San Jose deve ser punido por atirar objetos nos jogadores, com no mínimo perda de mando.

Obs 2: o time do Corinthias foi punido com jogos a portões fechados e venda proibida nos jogos como visitante, sinceramente vejo isso como mais um paliativo que não dará em nada.

Apagão, derrota… e pra compensar uma apresentação

Depois de tantos incidentes lamentáveis, gente morrendo por nada, gente brigando por nada(até onde me consta, futebol é diversão, não guerra), pensava até em deixar o jogo de lado, que de certa forma foi posto de lado, em vista de tantos eventos dignos de meros marginais, que envergonham aqueles que são os verdadeiros torcedores de ambos times. Entretanto com a chegada e apresentação do Wesley, aproveitarei, para além de comentar sobre a chegada do sexto reforço do time, dar um ponto de vista diferente da imprensa corintiana, que na segunda soltava um monte de asneiras(pra não dizer outra coisa), pensando que o ouvido dos outros é privada.

O jogo(o real, não o criado por boa parte da imprensa) teve 3 momentos:

Primeiro tempo – O Palmeiras tendo entrado muito melhor, praticamente dominava as ações do jogo e o Corinthians limitava-se a ficar em seu campo e arriscar umas poucas vezes. Dois lances que pra mim foram no mínimo absurdos, foi a solada do Liédson no Deola(esse pra mim imprudente e nem tanto maldoso) e o pisão do Chicão no Barcos(esse imprudente E maldoso). Já vi muito comentarista de arbitragem e comentaristas mesmo, chiarem por muito menos, ex-árbitros que sempre falam em “imprudência e força excessiva que deve ser punida com expulsão”, dessa vez simplesmente disseram que foi do jogo e que não valia a expulsão. Evidentemente que sim, já que é muito natural durante o jogo você disputar uma bola, indo com o pé na altura da canela do adversário e torcendo o tornozelo do mesmo, é simplesmente ridículo a ruindade do árbitro em não punir um lance desse com expulsão e a tendenciosidade da mídia em dizer que isso não foi nada. O Palmeiras marcou seu gol através de um belo chute do Marcos Assunção(que comemorou ao estilo Professor Raimundo em uma bela homenagem ao Chico Anysio) e o time apesar de ter tido chance, não matou o jogo.

Primeiros 10 minutos do segundo tempo – O time deu o mesmo apagão/acomodada que vinha dando nos últimos jogos(casos de Ponte Preta e (o primeiro contra o Coruripe) e achou que tava tudo certo e o jogo ganho, porém isso em clássico não vale e em duas bobeadas do Márcio Araújo(que diga-se não é costume dele errar de forma tão grotesca), renderam o empate e a virada. O time travou de tal forma que por pouco não levou o terceiro em seguida.

Restante do segunndo tempo – Aproveitando-se da total desorganização alviverde, o Corinthians simplesmente recuou(como é de praxe) e apenas administrou o resultado, pois quando o Palmeiras voltou a se organizar, faltavam poucos minutos pra terminar e as chances criadas já eram puramente base de desespero. O time durante praticamente toda segunda etapa, nem de longe mostrou o toque de bola e organização que tem sido sua marca durante o ano.

O time corintiano mereceu a vitória porque soube aproveitar as oportunidades e o momento de falha(ou pane como queiram) do time do Palmeiras, porém não vi a superioridade dita nos comentários da segunda-feira em boa parte dos programas de esporte. Vi sim dois times muito equilibrados e equivalentes, pois em nenhum dos dois casos os times tem um Neymar por exemplo, como fator de desequilíbrio, tem sim o conjunto como forte.

O maior problema do time palmeirense é depender de jogadores como o Ricardo Bueno para dar um rumo diferente ao jogo. Eu inclusive havia comentado sobre ele na coluna anterior, que achava ele muito pouco confiável e como tal fez jus ao que eu disse, sendo elemento nulo quando entrou, inclusive errando praticamente tudo o que tentava. Daniel Carvalho fez muita falta, pois na minha opinião ele vinha jogando até melhor que o Valdívia e ele sim poderia mudar o rumo do jogo caso fosse uma opção para entrar. Esse ainda é o maior defeito do time, o número reduzido de boas opções ofensivas.

 

Wesley é apresentado!

Como havia comentado há pouco mais de uma semana, era fato que o Wesley chegaria ao final do período daquela arrecadação(que diga-se, foi um algo pra lá de desconexo e sem razão). Tirando tal evento, a chegada dele deixa o meio campo do time muito bem encaminhado, já que passa a ter uma opção diferente para segundo volante e alguém que pode jogar tanto mais recuado, como mais à frente de segundo meia. Deve ser titular rapidamente do time e não tenho a menor dúvida de que fará tanto sucesso quanto as outras contratações do time.

Olhando para o elenco atual, o que fica faltando é basicamente uma opção melhor pra lateral esquerda(Juninho está muito a frente do Gerley) e melhores opções de ataque(os reservas de Barcos e Maikon não chegam nem perto do nível dos titulares), considerando que o Luan esteja de volta para o brasileirão e ele e o Maikon podem se revezar na função, creio que mais duas contratações deixariam o elenco do Palmeiras em condições de entrar no Brasileirão almejando no mínimo uma classificação direta para a Libertadores. As seis peças contratadas até o momento foram muito bem escolhidas e além de qualidade, deram mais profundidade ao elenco que tem mais opções que lances esporádicos de bola parada.

Ainda sobre reforços, esse já está, mas a notícia é boa como se fosse uma contratação: nos próximos dias a direção deve confirmar a contratação em definitivo do zagueiro Henrique, que tinha seu vínculo se encerrando no meio do ano. Ótima notícia, haja visto que ele vem jogando em alto nível esse ano, lembrando sua boa fase da primeira passagem pelo Palmeiras

Pra finalizar: quarta contra o Paulista deve ser a primeira oportunidade de poder apreciar a estréia do mais novo reforço alviverde.

 

Desgraça anunciada

Domingo, antes do Derby, tive a oportunidade de cruzar com alguns ônibus levando torcedores de uma uniformizada para o estádio.

Eu, acostumada a frequentar estádios desde bebê, confesso que fiquei assustada com a cena que vi enquanto esperava dois policiais escoltarem os ônibus e van dos torcedores pelos faróis vermelhos de uma das avenidas mais movimentadas da cidade.

Ali, parada com meu carro no farol vermelho, fiquei chocada com a agressividade gratuita da torcida. Torcedores pendurado nas janelas dos ônibus, gritando, brigando, xingando e fazendo provocações para torcedores até de outros clubes que passavam tranquilamente com suas famílias pelas ruas.

O que vi ali, não vou esquecer tão cedo, o que senti ali naqueles minutos não vou esquecer tão cedo: foi o prenúncio de uma tragédia anunciada.

Confesso que não quis ver o jogo. Fui para um parque e só nos minutos finais fui atrás de uma TV para saber o resultado. O jogo nem tinha acabado. Mas pra mim, quem ganhasse ou quem perdesse, já tinha saído no prejuízo. O resultado mesmo, já não tinha mais tanto valor.

A briga (ou seria GUERRA) entre torcedores antes do jogo já tinha decretado quem tinha ganhado e quem tinha perdido.

Ganhou a intolerância, o preconceito, o medo e a dor. Perdeu a vida, a alegria e o futebol.

Nosso futebol está agonizando na UTI e antes que ele dê seu último suspiro, quero dizer que estou em luto desde já.

Mas antes de terminar esse texto, faço uma provocação: tem mesmo que ser assim?

Manifesto

por TERCIO BAMONTE*

São Paulo, 25 de março de 2012. Domingo de sol, dia de alegria, dia de mais um Corinthians e Palmeiras. Eleita em 2008 como a 9ª maior rivalidade do planeta (junto com Barcelona x Real Madrid, Boca Juniors x River Plate, Nacional x Peñarol, Milan x Inter de Milão), a história do confronto entre os dois clubes ultrapassa a bola, envolve paixões.
Em um universo paralelo, eu vestiria minha camisa do Verdão, pegaria minha mulher com a camisa do Timão e iríamos ao Pacaembu curtir lado a lado e na companhia da nossa filha este espetáculo. Encontraria ao meu lado meu cunhado com o manto alvinegro, meus vizinhos palmeirenses e corinthianos em uma confraternização que ultrapassaria a bola, envolveria família e paixões.
Mas neste nosso universo isto sequer pode ser pensado. A violência gratuita, que não é privilégio tupiniquim, invadiu nossas ruas, nossos estádios e encheu nossos corações apaixonados de medo, consternação, decepção. Bom seria, naquele outro universo pudéssemos sair do Pacaembu e subir a pé a ladeira da Faap, alcançar a Praça Villaboim, tomar um Chopp e comer um lanche na Barcelona, todos juntos, comentando o jogo e entoando os hinos sagrados dos nossos clubes. Que lembrança seria esta para nossos pequenos.
Hoje choramos a morte de mais um irmão, assassinado covardemente em mais uma briga com hora marcada. É a tal tragédia anunciada. Hora morre um palmeirense, outra um corinthiano ou até mesmo os dois.
Sei que isto não vai acabar, e que poderemos exercer a utopia trancados em nossos lares. E sabendo que em dia de clássico a cor das nossas camisas deve ser neutra. A paixão permanece, mas o TESÃO está acabando.
Nem vou comentar a babaquice dos jogadores que se estranham em campo, TODAS as vezes sem motivo. E isto inflama a violência das torcidas.
PALMEIRAS e CORINTHIANS vamos JUNTOS mudar a história.
Se não podemos viver plenamente a UTOPIA, vamos dizer a todos que tentamos. No próximo Derby, vamos dar uma aula de civilidade e jogar com as camisas trocadas. Vamos envolver todos os jogadores, comissão técnica, dirigentes e mídias neste movimento. Mostremos aos CIMINOSOS UNIFORMIZADOS que somos todos iguais, reunidos em torno de uma paixão. Neste jogo não importarão as cores, os uniformes, mas a igualdade.
E como irmãos separados no nascimento nos reuniremos sob o mesmo teto, unidos pelo laço da paixão e da PAZ.
FICA A DICA.

 

*Tercio Bamonte tem 36 anos, é advogado, palmeirense, pai de família, paga suas contas mais ou menos em dia e sabe que futebol é apenas entretenimento, e não guerra.

Tem elenco e tem padrão

Padrão do time corinthiano.

Não tenho me animado a escrever aqui porque sinceramente o Campeonato Paulista não é muito passível de análises, por falta de competência técnica dos competidores.

Mas tenho observado algumas coisas no Corinthians que se confirmaram ontem na Copa Santander Libertadores.

Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que ainda acho o Tite um técnico muito fraco para comandar o Corinthians. Porém, quando ele acerta devemos aplaudir e reverenciar.

Independente dos resultados dos jogos, que aliás é o que menos importa a essa altura, principalmente no Paulistinha, a equipe do Parque São Jorge tem mostrado que possui duas coisas muito importante no futebol atual: Padrão de Jogo e Elenco.

Mesmo mesclando várias vezes os jogadores titulares com os reservas, o Corinthians tem mantido uma forma de atuar, que gostemos ou não (eu, particularmente, prefiro um time mais agressivo) tem dado certo. Foi com o futebol “burocrático”, de toque de bola e muito 1 x 0 que o time chegou ao título brasileiro do ano passado, e tem mantido isso neste ano.

Pode-se argumentar que é um jogo feio, mas mantendo a posse de bola e marcando à frente do meio de campo, como fez ontem contra o Nacional do Paraguai, o Corinthians corre muito pouco risco, e sua defesa nem é verdadeiramente testada. Quando se fala da defesa pouco vazada, deve-se lembrar que estamos falando de um sistema, e não somente de dois zagueiros que fazem o trabalho sozinhos.

Além disso, é de se admirar o conhecimento sobre o elenco e a excelente utilização que vem sendo feita pelo técnico Tite. Priorizando a condição física dos seus atletas (vale lembrar que no ridículo futebol brasileiro pré-temporada é luxo), ele vem fazendo um rodízio e dando oportunidade a todos, e ninguém está jogando somente com o nome, têm ficado no time titular os melhores jogadores. Tudo isso sem que haja crise de ciúmes, chilique em público ou reclamações sobre a insatisfação de não jogar.

Sou um crítico contumaz dele, mas neste momento, palmas para o Tite.

Ganhou mais um clássico, mas… e daí?

Mais uma vez Danilo marcou em um clássico.

Ontem, em um jogo até que emocionante e brigado, o Corinthians ganhou o clássico contra o São Paulo por 1 a 0, gol de Danilo, no Pacaembu.

Fora a alegria de vencer mais uma vez o rival, o que esta vitória acrescenta ao Corinthians?

Pode dar um pouco de moral para o jogo de quarta-feira, contra o Deportivo Táchira, é verdade, e se tivesse perdido talvez houvesse um pequeno borburinho em torno do resultado.

Mas taticamente, não foi possível analisar nada, pois o ataque era o reserva.

Tecnicamente, é muito mais fácil perceber a péssima fase de Julio Cesar e Alessandro do que qualquer outra coisa.

Fisicamente, é impossível analisar um time que faz a pré-temporada com o campeonato já em andamento (no que o Corinthians não tem culpa, diga-se de passagem, é a zona que nosso futebol brasileiro proporciona mesmo).

Nessa época do ano é muito importante relativizar os resultados, e muito difícil analisar as atuações. Poderia aqui elogiar Danilo, Jorge Henrique e Fabio Santos, que jogaram bem ontem, assim como o Cortez e o Denis pela equipe São Paulina. Acho que seria muito mais produtivo que as equipes estivessem se preparando fisicamente, disputando torneios amistosos, sem compromisso com resultados.

Vejo grande parte da mídia massacrando o técnico Leão e o João Filipe, que jogou improvisado na lateral direita. Mas será que tinha outra opção também? Não corria o risco de estourar outro jogador, pior preparado fisicamente?

E vocês, o que acham, essa vitória acrescenta alguma coisa à equipe do Corinthians ou foi apenas mais um jogo em que não perder era mais importante do que ganhar?