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Grupo F – Um jogo para decidir

Grupo F – Um jogo para decidir

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Bom, estou aqui para falar do grupo F, o grupo de nossos hermanos argentinos.

Acredito que seja um dos grupos mais fáceis de prever o que vai acontecer, isso se não for o mais fácil.

Neste grupo teremos a torcida torcendo enlouquecidamente contra os argentinos, o que dará um espetáculo à parte nos estádios, com as melhores piadas possíveis sobre nossos vizinhos

A Argentina, com um ataque de respeito, um meio de campo razoável e uma defessa assustadoramente ruim, deve passar o carro e classificar-se com 9 pontos, tranquila. Acredito que somente uma grande sacanagem orquestrada pela FIFA má arbitragem poderia assustar a equipe do Técnico Sabella. Liderados por Lionel Messi, os hermanos já devem começar a se preocupar com quem será o adversário das oitavas.

Dos outros três times, muito equilíbrio entre Bósnia e Nigéria, e o Irã como saco de pancadas oficial da copa sem muitas chances de conseguir algo. Acredito que o que vai definir a segunda vaga será o jogo entre Bósnia e Nigéria, em Cuiabá, no dia 21 – jogo esse que será acompanhado in loco por mim e pelo Henrique Siqueira, que também escreve aqui.

Com uma seleção jovem e rápida, a Bósnia faz sua estreia como país independente em Copas do Mundo, uma vez que é uma dissidência da antiga Iugoslávia. Por esse seu DNA, tem um time leve, com certa habilidade, e deposita todas suas esperanças no craque Edin Dzeko, que pra ser sincero eu nem acho lá essas coisas mas é bom falar que é craque pra ver se torna o jogo mais interessante. Não acredito que a Bósnia vá longe, mas se conseguir a classificação também não tem muita esperança, porque deve enfrentar uma Alemanha na fase seguinte.

Já a Nigéria tem o perfil clássico das seleções modernas africanas. Ao contrário dos times que encantaram o mundo nas décadas de 90 e 00 (e não ganharam nada importante além de olimpíadas com jogadores uns dez anos mais velhos que os documentos apontavam), hoje vemos nos times africanos grupos envelhecidos, que privilegiam a força física e não trazem aquela irreverência e irresponsabilidade de outrora. Como taticamente são ruins e a violência não costuma resolver em campo, os resultados têm sido muito ruins. A Federação Africana de Futebol (ou órgão que o valha, sei lá qual o nome) deveria começar a repensar a política de exportar seus melhores jogadores para a Europa, pois temos visto cada vez mais jogadores de cintura dura e pouca criatividade.

Sobre o Irã, nada muito a dizer, apenas que vai perder de todo mundo por pelo menos dois gols de diferença – o mais interessante que poderíamos dizer sobre o Irã seria uma série de trocadilhos com atacantes que possuem bombas no pé e por aí vai, então é melhor não falar nada.

Se tivesse que arriscar um palpite e tenho, diria que neste grupo dá Argentina e Bósnia. E fiquem atentos ao jogo Argentina e Irã, forte candidato a maior goleada da copa.

O grupo B… Seria esse um “Grupo da Morte” ou um “Grupo dos Mortos” ???

Estão no grupo B as seleções de Espanha, Holanda, Chile e Austrália.

A Espanha é a atual campeã do mundo, mas nos últimos meses os comandados pelo técnico Vicente Del Bosque não estão rendendo o tão esperado futebol mágico que contagiou o mundo nos últimos anos.

Os grandes nomes como Xavi, Iniesta, David Villa, Cassilas e Fernando Torres já indicaram que esta deve ser a última copa que disputarão pela Seleção Espanhola. São jogadores que se destacaram nas últimas Eurocopas e na Copa do Mundo de 2010, disputada na África do Sul, mas que já não rendem tanto como antes. A média de idade gira em torno dos 32 anos.

Mas a Espanha ainda pode render exatamente pelo fato de ser a última copa disputada por sua geração mais vitoriosa, isso pode servir de motivação para que os mais jovens convocados busquem o título para colocarem seus nomes na história junto com de seus ídolos.

No mesmo grupo está a Holanda, atual Vice-Campeã do mundo e “carrasca” do Brasil na última copa. A Holanda, assim como a Espanha, aposta alto nos mais experientes do elenco. É o caso de Robben, Sneijder, Van Persie, Kuyt e Huntelaar. Robben e Sneijder foram os principais nomes da Holanda na copa de 2010, mas atualmente não tem rendido tanto na seleção. Robben ainda se destaca no campeonato alemão e Sneijder no Turco, que não são campeonatos de tanta expressão. O jeito é tentar conciliar a experiência de uns com a vitalidade de outros e ver o que se consegue tirar de bom futebol.

O Chile também está no grupo B e promete vir com um time pronto para desbancar os atuais campeões. O time de Valdívia, Vidal, Alexis Sanchez, Isla e Vargas enfrenta um adversário fora de campo, as lesões. Vidal operado há cerca de 2 meses ainda não sabe se joga e Alexis Sanchez treina, mas sempre com proteções e muita cautela. Valdívia “perna de vidro” pode começar bem a copa, mas sempre se espera que saia mancando de algum jogo e que fique parado por mais 3 ou 6 meses. Sobra assim a bomba nos pés de Vargas que tem rendido bem na seleção “Roja” e Isla que tem se destacado pela Juventus tanto na lateral como no meio campo.

A Austrália fecha o grupo B, mas não parece ter um time forte o suficiente para brigar no grupo. Tem três destaques no time, Mark Bresciano e Tim Cahiil e Jedinak, mas Bresciano e Cahill, ambos com 34 anos não tem a mesma disposição física dos tempos que defendiam Palermo(ITA) e Everton(ING). O time australiano vai buscar ser o azarão do grupo B e vai tentar a classificação, missão bem difícil tendo em vista que sua melhor participação em copas do mundo foi na edição de 2006 na Alemanha chegando as oitavas-de-final perdendo para a Itália, que viria a se sagrar campeã naquele ano.