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QUARTAS DE FINAL DA COPA E AS SELEÇÕES DOS SONHOS

QUARTAS DE FINAL DA COPA E AS SELEÇÕES DOS SONHOS

Estava eu olhando os confrontos das quartas de final da copa, e me peguei lembrando de grandes jogadores desses países. Me lembrei dos jogos de futebol no videogame onde eu podia montar o meu time e montar assim “o meu time dos sonhos”.  Resolvi então fazer uma lista com esses grandes nomes, e não é que me surgiu a idéia de montar uma “seleção do passado”, mas eram tantos nomes que acabei montando duas.

Separei por chaves. De um lado, Brasil/Colômbia/França/Alemanha e do outro, Holanda/Costa Rica/Argentina/Bélgica. (mais…)

A Seleção da Copa: os melhores da primeira fase

Quem não quer um Messi, um Muller ou um Neymar em campo defendendo sua seleção? Na visão de muitos especialistas, os jogadores são craques e não ficariam de fora da lista de titulares.
Mas não é o que pensa a Fifa e seus patrocinadores. A entidade divulgou uma lista elaborada por um patrocinador que escala os onze titulares da Copa na primeira fase. O ranking aponta os melhores por posição em campo e é atualizado a cada rodada do Mundial.
Com notas 9,52 para Neymar (Brasil), 9,45 para Messi (Argentina) com e 9,12 para Müller (Alemanha), os artilheiros do Mundial ficaram de fora. .
A boa notícia, é que apesar do nosso artilheiro não ter sido escolhido, a Seleção Brasileira garantiu duas vagas com os zagueiros David Luiz e o capitão Thiago Silva.
A Seleção que representa a primeira fase da Copa do Mundo, de acordo com avaliação dos especialistas selecionados pelo patrocinador, ficou com Enyeama (Nigéria – nota 9,35), David Luiz (Brasil – 9,69), Van Buyten (Bélgica – 9,58), Thiago Silva (Brasil – 9,5) e Sakho (França – 9,47); James Rodríguez (Colômbia – 9,79), Perisic (Croácia – 9,74), Shaqiri (Suíça – 9,55) e Lahm (Alemanha – 9,33); Benzema (França – 9,65) e Robben (Holanda – 9,62).

Vale lembrar que em 2013, na Copa das Confederações, o primeiro lugar do ranking ficou o atacante Fred, que ao lado do espanhol Fernando Torres, foi um dos artilheiros da competição com cinco gols.

Os gols inúteis da Espanha e o jogo morto da Holanda

Os gols inúteis da Espanha e o jogo morto da Holanda

Muito se falou sobre a Espanha nesse mundial. De atual campeã e provável finalista a fracassada e vergonhosa. Os jornais espanhóis deste fim de semana já deixavam claros que um último lugar não seria tolerado, já que até então tinha perdido dois jogos e o terceiro seria contra a fraca e inexpressiva seleção da Austrália.

Frente aos australianos, os espanhóis foram claramente superiores (o que já era obrigação) e fizeram três gols (inúteis) que só valeram para fazer com que voltassem pra casa com ao menos uma vitória e diminuíssem o vexame.

David Villa fez um belo gol de letra, mas como dizia Romário “Não interessa como é o gol, o que interessa é que é gol”. E com certeza é melhor fazer quatro, cinco, seis gols de bico e ganhar todos os jogos do que fazer um gol de letra, bicicleta ou voleio e só ganhar um.

E só uma curiosidade para fechar o assunto Espanha… Ontem no voo que levou os jogadores de volta a Madrid um raio atingiu o avião na descida. Seria talvez para acordar os jogadores  e mostrar que eles não jogaram nada???

Já Holanda e Chile fizeram um jogo comum, morno, de comadre… (pode escolher o nome que quiser) e só ficaram enrolando o tempo. No final do jogo, os reservas da Holanda (Fer e Depay) marcaram e consumaram o que todos já imaginavam, Holanda primeira colocada do grupo B e Chile em segundo. A Holanda pega nas oitavas-de-final o México e o Chile enfrenta o Brasil.

O time chileno até que tentou algumas jogadas pra cima da Laranja, mas parou na defesa bem postada. O grande lance do Chile foi de Alexis Sanchez que em jogada individual deu uma bela caneta em Lens e chutou forte, o goleiro Cillessen fez boa defesa e evitou o gol.

Agora o Chile vai com tudo pra cima do Brasil, acreditando que podem conquistar vitória, apostando no ataque rápido e nas artimanhas de Sampaoli, que sempre muda o esquema do time por completo atuando com três e até quatro atacantes.

A Holanda enfrenta o México e confia no poder de seu elenco e principalmente na força e velocidade de Robben para passar as quartas-de-final.

Bye bye Austrália – Adiós Espanha

Bye bye Austrália – Adiós Espanha

A Holanda entrou em campo com o pensamento de que golearia a Austrália quando e como quisesse. Só não contavam que Bresciano, Oar, Cahill e Leckie estariam em dia inspirado e dariam bastante trabalho para a defesa holandesa.
Com a presença do rei Guilherme Alexandre e a rainha Máxima Zorriegueta, a seleção holandesa não podia passar vergonha e começou o jogo com muitos toques de lado deixando o jogo morno, mas em um erro de passe do time australiano no meio de campo, Robben aproveitou (e como sempre) correu, correu, correu e marcou o primeiro gol do jogo.
A tendência seria que o time australiano se recolhesse para não tomar mais, mas levaram a sério o lema de que a melhor defesa é o ataque e partiram para cima da Laranja Mecânica e empataram o jogo com um belo voleio sem pulo de Cahill (e que gol, diga-se de passagem – candidato a gol mais bonito da copa com certeza).
A Austrália ampliou logo no inicio do segundo tempo com gol de pênalti de Jedinak, mas a Holanda mostrou que é a Holanda e que tem tudo para ir longe nessa copa, empatando o jogo com gol de Van Persie e virando com Depay.
Os brasileiros seriam muito mais felizes se o goleiro australiano Ryan fosse da seleção mexicana. Ele falhou (e feio) no gol de Depay. Um chute de longe, e o goleiro acabou caindo muito atrasado na bola e se não bastasse nem teve tempo de esticar os braços direito para ao menos sair bem na foto do gol.

No outro jogo do grupo, a Espanha nem viu o rastro do Chile que atropelou os espanhóis com gols de Vargas e Aránguiz.
Vargas abriu o placar com belo gol, após cortar Casillas e colocar a bola nas redes. Ainda no primeiro tempo, Aránguiz aproveitou nova falha de Casillas(que já deve pensar em se aposentar, já que só tem cometido erros, tanto no Real Madrid como na seleção) e guardou mais um para La Roja.
A Espanha se despede da Copa 2014 com duas derrotas até agora e faz o último jogo com a Austrália que também está fora da Copa.
O Chile mostrou que tem Vidal, Medel, Isla e companhia, e que faz parte do grupo de favoritos ao título, principalmente se continuarem com o bom futebol mostrado em campo.
Com esquema de jogo baseado no bom toque de bola e boas jogadas em velocidade, a equipe chilena tem tudo para ir longe nessa copa.
Na próxima rodada, Chile e Holanda se enfrentam para definir quem fica com a primeira posição do grupo, e isso interessa e muito ao Brasil já que os primeiros do Grupo A enfrentam os primeiros do Grupo B.
Agora é só o momento de dizer Bye bye Austrália e Adiós Espanha, foi um prazer recebe-los aqui, mas agora é hora de preparar as malas para ir para casa.

O dia que o mundo parou para ver a bola rolar na Arena São Paulo

O dia que o mundo parou para ver a bola rolar na Arena São Paulo

A previsão do tempo para a última quinta-feira (12), Dia dos Namorados, era de chuva.

Acordei bem cedo, já que antes das 8h da manhã tinha que atravessar a cidade. Tinha que sair da Zona Sul e seguir sentido Zona Leste, até Itaquera.

Neste dia, meu posto de trabalho não seria um escritório. Minha jornada de trabalho seria na Arena São Paulo – também conhecida como Arena Corinthians.

Além de colunista deste site  e assessora de imprensa, fui selecionada pela FIFA para ser voluntária da Copa do Mundo na área de transportes.

Meu posto exigia muita cautela e responsabilidade. Iria organizar a chegada e estacionamento dos carros e ônibus da imprensa, do broadcast e, depois descobri, apoiar a chegada da presidente Dilma e de outros Chefes de Estados. Mas não é sobre isto que quero falar.

No meu posto de trabalho, apesar da correria, tive uma visão privilegiada da entrada Leste do estádio. Ao longo do dia, acompanhei a transformação do local.

Aos poucos, agentes da CET, policiais e voluntários foram tomando as ruas, organizando os fluxos, fechando e/ou abrindo caminhos.

O sol nesta hora já nos brindava com sua plenitude. Perto das onze horas da manhã, camisas amarelas começaram a dividir espaço com o vermelho e branco dos croatas. Perto do meio-dia, eles já eram muitos. E animados! Chegaram confraternizando, fazendo festa e hasteando suas bandeiras.

Já os brasileiros eram mais tímidos, reservados, parecia até que estavam com medo de comemorar antes. Alguns até se aproximavam, interagiam, mas muitos seguiam para as filas, enquanto os croatas festejavam e festejavam.

Nunca vi tanto croata junto!

O tempo foi passando e a movimentação na rua ficava cada vez mais intensa. Os brasileiros, como sempre, deixam para chegar mais em cima da hora mesmo. E por isto, a fila ficava cada vez maior.

Enquanto isto, passavam por mim, repórteres do mundo todo. Alguns perdidos, outros achando tudo muito bagunçado e outros animados com a alegria do momento. Até o polêmico Carlos Valderrama , ex-jogador da Colômbia e atualmente comentarista esportivo, deu o ar da graça onde eu estava.

De fato, nesta hora, já dava para dizer que o mundo estava de olho no Brasil. Pelo menos já tinha atendido jornalistas de vários locais do planeta!

Já na hora do meu almoço, dentro do estádio, pude ver a decoração da festa de abertura ser montada. O tapete que cobria o gramado ia aos poucos sendo desenrolado. A emoção já era grande. Não pude deixar de pensar: “Se estou ansiosa, imagina o Neymar!”

Mais para o meio da tarde, fui deslocada para outro ponto de trabalho. De lá, tinha uma visão melhor do estádio. Até os gritos da torcida conseguia ouvir.

Dali também conseguia ver a festa dos torcedores “sem-ingressos”, que ficaram parados na barreira montada especificamente para organizar isto. Posso garantir, ali, neste local, a festa era igual e emocionante como deveria estar lá dentro do estádio.

Não vi a tão polêmica cerimônia de abertura. Só ouvia a vibração da galera. Confesso que não senti falta de ouvir o trio de cantores escolhido pela Fifa para cantar o tema da Copa. Eita música mais sem graça!

Voltando ao que interessa. Lá de longe, pude ouvir a torcida brasileira cantando a plenos pulmões o nosso hino nacional. Que coisa mais linda. Me emocionei!

Virei para o lado e meus colegas de trabalho também estavam emocionados. Um dos voluntários, solitariamente, colocou a mão no peito e repetia bem calmamente os refrões do hino. Não pude deixar de notar a emoção que ele sentiu.

Eu que sou meio supersticiosa, olhei para o céu neste momento e não pude deixar de notar que no céu, o sol foi dando espaço para uma lua cheia irradiante e inspiradora. Era um bom sinal, com certeza.

Depois do show da torcida nas arquibancadas, o gol contra do Marcelo foi quase um detalhe. Aos poucos, os gols que decretariam nossa vitória foram tomando forma e saindo dos pés dos nossos craques.

Vi alguns lances do primeiro tempo pelo celular do gentil segurança que nos acompanhou na árdua tarefa de organizar o estacionamento.

Fiquei pensando e refletindo, como antigamente era emocionante ouvir partidas de futebol pelo rádio. E não é que em plena era da tecnologia, eu fui salva pelo celular com tv do segurança!

Mas confesso que uma das maiores emoções deste dia inesquecível foi quando entrei no estádio no intervalo do segundo tempo. Após cumprir minhas obrigações como voluntária e ser liberada do trabalho, pude ver alguns momentos do jogo.

Tive o privilégio de ver o gol de pênalti cobrado pelo Neymar e garanto: nunca mais vai sair da minha cabeça aquele momento. O estádio cantando e vibrando pela virada. Nem os jornalistas que cobriam o evento ficaram imunes ao momento. E vibraram feito torcedores!

Só vi alguns trechinhos do jogo e não vi a partida até o final. Mas não precisava. Como muitos que estão aqui lendo este texto, eu já estava realizada. A Copa do Mundo 2014 é aqui e está sendo inesquecível.

Assim como uma geração lembra até hoje do mundial de 50, a minha geração poderá se orgulhar de ter visto e vivido cada um dos minutos segundos do dia 12 de junho de 2014.

Um dia dos namorados diferente: abençoado pelos céus – com um sol e uma lua para gringo nenhum botar defeito – e que perpetuou a paixão do brasileiro por nossa seleção!

É por isto que eu canto feliz:  Eu sou brasileira, com muito orgulho, com muito amor

 

Resumo da abertura