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O sonho continua…

 

Infelizmente não foi desta vez que a seleção “vinotinto” conseguiu disputar a final de uma competição oficial. Os venezuelanos estão fora da final da Copa América.

Em um jogo em que as melhores chances foram criadas pela Venezuela, o Paraguai se classifica nos penaltis e pode ser campeão sem uma vitória sequer.

A Venezuela dominou todo o jogo enquanto a seleção paraguaia se acovardava jogando recuada e a espera de um contra-ataque que não aconteceu. Qualquer espectador  desavisado acreditaria que a seleção mais tradicional era a “vinotinto” já que os paraguaios limitavam-se a se defender.

Foram várias chances, com três chutes acertando a trave do goleiro paraguaio – dois destes chutes ocorreram já no tempo extra, e um gol anulado corretamente (embora tenha sido um lance em que normalmente os árbitros assistentes não percebem).

O Paraguai teve um atleta expulso, Jhonatan Santana após falta cometida em Rondon – embora o árbitro deveria ter expulsado também o paraguaio Dario Veron que agrediu Miku Fedor. Após a expulsão de Santana a Venezuela impôs seu melhor futebol porém não conseguiu transformar a superioridade em gol. O jogo se arrastou para os penaltis e brilhou a estrela de Justo Villar – goleiro paraguaio.

A nota triste por parte da seleção venezuelana, ficou por parte da briga generalizada depois do jogo.

A Venezuela, invicta até aqui, enfrenta no sábado a seleção peruana na disputa do 3º lugar da competição, e mesmo com derrota já garantiu sua melhor colocação na história da Copa América – a frente de potências do futebol mundial como Argentina e Brasil.

O sonho acabou? Não, logo após a disputa do 3º lugar a “vinotinto” focará suas atenções para conquista da inédita classificação a uma Copa do Mundo, já que a excelente campanha na Copa América faz com que todos acreditem que o sonho de disputar uma Copa do Mundo é um sonho possível.

O sonho continua…

 

Palmas para o futebol

Eu preferi não escrever logo depois do jogo de ontem porque fui pra balada não queria analisar o jogo sob fortes emoções.

Depois de sentar, respirar dar risada assistir ao jogo do Brasil de hoje, vibrar com a Venezuela, ler tudo o monte de besteira que foi escrito sobre o jogo de ontem, finalmente vou sair do muro formei uma opinião sobre a partida.

Não dá pra ficar analisando taticamente, jogo no qual sai gol aos 5 minutos de partida muda tudo, todo o planejamento que foi feito para os 90 minutos vai por água abaixo e as equipes vão se moldando conforme o desenrolar.

Acho que o Uruguai bateu muito e arbitragem foi complacente; o Messi começou muito bem e caiu, até porque é desesperador vê-lo tocando e ninguém devolvendo a bola redonda pra ela; o Forlán e o Suarez jogaram demais; o Musleira, historicamente frangueiro, teve sua noite de herói; o Tevez poderia ter feito aquele fol de falta e ser o herói da partida também; a Argentina não soube se aproveitar do jogador a mais; o Uruguai foi mais perigoso mesmo com jogador a menos; bola aérea na defesa argentina é certeza de emoção; o Lugano poderia ter feito um belo gol de cabeça por cobertura…

Percebem quantas emoções e possibilidade tivemos em 120 minutos de futebol? Isso, meus caros, é futebol (e não o papelão que a Seleção Brasileira fez hoje, viu, Neymar?). Um jogo eletrizante, tenso, polêmico, histórico, épico! Duvido que alguém tenha conseguido assistir ao jogo sem tomar partido por alguma das seleções, não dava para ver sem torcer. É por jogos como este que amamos o futebol.

Acredito que independente do resultado, das causas e consequências que a partida trará, quem ganhou ontem, abusando do chavão, foi o torcedor.

Este foi, para mim, disparado, o melhor jogo de 2011 até aqui. E vocês, o que acharam?

ELIMINADO!

Por ironia do destino, no dia que o Brasil fez sua melhor partida na Copa América, a equipe acabou permitindo que a decisão fosse para os pênaltis e perdeu a vaga na semifinal para o Paraguai na pior série de cobranças da história!

No tempo normal a seleção canarinho atacou o tempo e obrigou o goleiro paraguaio Justo Villa a fazer grandes defesas.  Na prorrogação, o Brasil continuou impondo seu ritmo e sendo pouco ameaçado pelos paraguaios, que lutavam para levar a partida para os pênaltis. E foi o que aconteceu.

Penalidades

O Brasil perdeu as quatro cobranças que teve (Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred) enquanto o Paraguai marcou com Barreto e Estigarribia, e garantiu sua vaga.

Classificado o Paraguai vai pegar a Venezuela, que venceu o Chile por 2 a 1. A partida será na próxima quarta-feira, em Mendoza.  A outra semifinal está definida entre Uruguai e Peru, terça, em La Plata, no mesmo horário.  Ambas as partidas acontecem às 21h45.

Entrou no rumo?

O São Paulo jogou muito bem no primeiro tempo, soube anular as principais jogadas do Colorado e sabiamente tocava a bola de pé em pé sob a batuta do maestro Rivaldo que numa cobrança de falta colocou na cabeça de Casemiro para que o tricolor inaugurasse o placar.

O Inter ficou sem reação e no final do primeiro tempo o tricolor fez 2X0 com Fernandinho, numa jogada de velocidade e frieza na hora da conclusão.

No segundo tempo, o Inter pressionou o tricolor, que se defendeu como podia a espera de um contra-ataque para definir o jogo – o que aconteceu aos 48 minutos com Carlinhos Paraíba.

E o São Paulo que há 2 jogos, estava em crise, com 2 derrotas seguidas, sem técnico, com a equipe desmanchada pelas contusões e convocações, termina o domingo com 2 vitórias seguidas, técnico novo (Adilson Baptista), com contratações que fortalecem o elenco (Cícero e Denílson), em segundo na tabela e com a volta de seu principal jogador após o fiasco da seleção da CBF.

O único aspecto negativo está por conta do desfalque de Casemiro (o melhor do jogo) por um mês por causa do Mundial sub-20.

Será que o tricolor entrou no rumo?

Sonhar não custa nada

A Venezuela acaba de se classificar para a semifinal da Copa América 2011. Depois de mais um jogo emocionante, desta fez contra o Chile a Venezuela em uma só competição iguala o número de vitórias conquistadas em todas as suas participações na Copa América e JÁ alcançou a MAIOR colocação do futebol venezuelano em todos os tempos.

A “vinotinto” dominou o primeiro tempo, envolvendo o Chile com seu toque de bola e sua objetividade (a Venezuela joga com a bola sem tocar de lado, verticalmente em busca do gol) e fez 1X0 quando já merecia estar vencendo.

No segundo tempo, a equipe estranhamente recuou em demasia, não conseguia encaixar nenhum contra-ataque e sofreu uma enorme pressão do Chile – foram 2 bolas na trave e diversas defesas do goleiro Vega – até sofrer o empate.

Com o jogo empatado a Venezuela voltou a jogar ofensivamente, e jogo ficou aberto com chances de ambas equipes, e em uma falha do goleiro chileno conseguiu o gol da histórica classficação.

Agora os venezuelanos enfrentam o Paraguai, que desclassificou o Brasil nos penaltis, e podem chegar à final já que na fase de classificação jogaram MUITO melhor que os paraguaios.

A Venezuela ser campeã é algo impossível? Não sei, até pouquíssimo tempo todos acreditavam que uma seleção brasileira perder 4 penaltis no mesmo jogo era impossível e aconteceu.

Da-lhe Venezuela! Em busca do título, porque sonhar não custa nada!

Não há mais bobos no futebol ou os bobos não são mais os mesmos?

A seleção venezuelana de futebol tem sido a maior surpresa nesta Copa América, principalmente depois do empate heroico com Paraguai no último jogo.

Neste jogo os “vinotintos” foram superiores  à seleção paraguaia durante todo o jogo. Já no começo do jogo a Venezuela fez um gol (um golaço na verdade) e dominou todo o jogo até que o Paraguai achasse o empate em um lance fortuito.

Depois do gol, a seleção venezuelana teve uma pane (o que acontece até em seleções mais tradicionais) e com isto sofreu a virada do Paraguai, que depois ainda ampliou para 3X1.

Mesmo com a classificação assegurada, os venezuelanos não se deram por satisfeitos e buscaram incessantemente o gol, encurralando o Paraguai em seu campo de defesa até conseguir o empate (2 gols nos 4 minutos finais – contando acréscimos) de forma cinematográfica com a assistência do goleiro Vega.

Com este resultado, a Venezuela, que ficou em segundo lugar do grupo pelo saldo de gols, enfrenta o Chile (talvez o melhor adversário possível por causa da tradição) e pode jogar de igual para igual e passar para a inédita semi-final.

Ainda que a seleção não consiga a classificação, há uma perspectiva positiva com relação às eliminatórias para Copa 2014 que pode dar a inédita classificação a uma Copa do Mundo.

A Copa América nos deixa uma dúvida: Não há mais bobos no futebol ou os bobos não são os mesmos?

Começa a copa América!

Não, meus amigos, não estou ficando louco.

Mas devemos esquecer tudo que (não) foi jogado até agora na Copa América. As seleções aproveitaram a primeira fase para ajustar suas equipes, e agora, a partir do mata-mata, é que veremos qual a real.

O técnico Argentino parece que assistiu ao nosso último Em Cima da Linha Ao Vivo, fez várias atuações e agora dá para dizer que pelo menos há um meio de campo decente.

Contra o Uruguai, muito difícil fazer alguma previsão, duas seleções grandes, com camisas de peso, história para contar.

O futebol uruguaio em ascenção, a Argentina em decadência…

Saindo de cima do muro, aposto em nossos hermanos, pela força da torcida e principalmente porque vi na entrevista coletiva de hoje um Messi que ainda pretende mostrar ao mundo que pode sim carregar uma seleção nas costas.

E do lado de cá da fronteira, o Brasil também vai se acertando contra adversários mais fracos (tão fracos quanto os adversários da anfitriã). Não vi se os cruzamentos permitem, mas tudo leva a crer que mais uma vez teremos uma final Brasil X Argentina!

 

Sábado Legal!!!!

No último sábado foi complicada a minha tarefa de colunista do Em cima da linha. Os dois jogos que eu tinha que acompanhar aconteciam ao mesmo tempo (São Paulo X Cruzeiro e Venezuela X Equador), optei, “racionalmente”, por acompanhar o jogo do Brasileirão na TV e o jogo da Copa América no computador (confesso que vi em maiores detalhes o jogo do tricolor).

No jogo do Brasileirão esperava que  o tricolor sofresse a 4ª derrota seguida, pois além da crise que culminou com a demissão do PC Capergiani o jogo era contra o Cruzeiro embalado deste que “Pai Joel” assumiu o comando da equipe. Confesso que me surpreendi, primeiro com a escalação – o São Paulo jogou em um 4-5-1 (com 3 volantes (Rodrigo Souto, Wellington e Casemiro), dois meias (Rivaldo e Marlos) e só o Dagoberto na frente) que alternava para um 3-6-1 – priorizando o “povoamento” do meio de campo, porém com um pouco de qualidade técnica. Me surpreendi também com o bom toque de bola da equipe que soube acelerar e cadenciar o jogo no momento certo, o que acredito ser fruto da escalação do Rivaldo.

O São Paulo não fez uma brilhante apresentação, mas percebe-se uma mudança de postura. Casemiro e Rivaldo deram um toque de qualidade no meio, que faltou durante este ano, embora eu não concorde com a opinião da maioria dos torcedores que afirma que Rivaldo fez uma excelente partida (excelente partida ele não faz desde 2004), é verdade que o veterano com os 2 pés amarrados nas costas é melhor que o Carlinhos Paraíba.

Ainda assim, acredito que o tricolor ainda carece de um maior poder de finalização (o time corre, toca a bola e não finaliza bem), o que só deve se resolver com a estreia (se é que vai acontecer) do Luís Fabiano.

Por enquanto o tricolor está na 3ª colocação com 18 pontos, graças as 5 vitórias sob o comando do Carpa, e assim como o Fluminense ainda não empatou no Brasileirão.

Na próxima rodada uma pedreira (Internacional no Beira Rio), vamos ver como o time reage.

Ah, sobre o jogo da Venezuela: deu a lógica Venezuela líder e rumo à campanha histórica.

Resumindo o sábado foi muito legal!!

O Grande desperdício

Quando fui convidado para acompanhar a seleção Argentina pela Copa América para o Em Cima da linha, fiquei extremamente feliz.

Não somente por ser torcedor dos hermanos, mas também por ter a oportunidade de acompanhar um dos ataques mais talentosos dos últimos anos.

Carlitos Tevez, Aguero, Milito e… Lionel Messi. Não tem como não ter uma bela expectativa com tantos bons jogadores (sobre Lavezzi, falo mais à frente).

Porém, ao analisar a primeira partida, a escalação, as alterações, cheguei À duas conclusões: 1 – a Argentina tem um sério problema tático; 2 – O técnico atual, Batista, consegue ser pior que Diego Maradona.

Historicamente, a Argentina joga com uma linha de 4 zagueiros (são raros os laterais que sobem), um volante muito marcador, que joga quase como zagueiro, e daí pra frente habilidade, toque de bola, cadência. Pois bem, a Argentina deste ano mantém os 4 marcadores lá atrás (Zanetti tem um ótimo apoio, mas raramente passa do meio de campo, pelo sistema montado e pela idade avançada), Mascherano no meio de campo, quase como um terceiro zagueiro, e na armação das jogadas… Banega e Cambiasso! Aí não dá. A bola simplesmente não chega no ataque, pois há um buraco enorme entre os volantes e os atacantes.

E é aí que entra o fanfarrão técnico argentino. ele escala Tevez pela ponta esquerda, ok. O mais sensato seria escalar Messi um pouco mais recuado, para jogar nas costas dos volantes adversários, e alguém enfiado, pode ser Milito, Aguero, até o Di Maria que é meia serviria ali. Mas ele escolhe a pior dentre as opções e escala Lavezzi, o “mirandinha argentino”. Ele é esforçado, corre, briga, mas… talento que é bom, nada né?

E assim, como quem brinca de escalar um time para o Cartola, o señor Batista faz o favor de desperdiçar uma das mais talentosas gerações de atacantes argentinos… lamentável.

Decepção: Brasil começa mal

Assim como a Argentina, o Brasil começou a Copa América frustando sua torcida. O empate em 0 a 0 contra a fraca Venezuela fez a seleção brasileira sair de campo vaiada pela torcida presente em La Plata.
Mesmo escalado para atacar – o time entrou em campo com Ganso, Robinho, Neymar e Pato -, o sistema ofensivo do Brasil simplesmente não funcionou. A equipe chegava ao ataque, mas faltava precisão nas definições. Já a Venezuela ficava recuada e quase não chegou ao gol de Julio Cesar.

O primeiro tempo ainda foi marcado por três lances curiosos:

1 – Após uma bela jogada do Brasil, que culminou com uma bola de Pato no travessão, um cachorro entrou no gramado e forçou a paralisação do jogo por alguns momentos.

2 – Robinho recebeu de Neymar e tocou na saída do goleiro, mas, antes que a bola entrasse, o zagueiro Vizcarrondo se jogou no chão e cortou com o ombro esquerdo. A equipe brasileira reclamou com o árbitro querendo penalidade máxima, mas o arbitro não marcou nada.

3 – Na saída do campo para o vestiário, o técnico da Venezuela, César Farias, tentou intimidar Neymar. Os jogadores e comissão técnica do Brasil, entre eles, o treinador Mano Menezes, foram defender o atacante e criou-se uma grande confusão.

Segundo tempo

Na segunda etapa, a seleção canarinho apresentou péssimo futebol e quase não conseguiu levar perigo ao gol venezuelano.
Para tentar resolver o problema das péssimas jogadas no ataque, o técnico brasileiro ainda fez modificações para tentar acertar o time. Colocou Fred, um atacante mais fixo na frente, e tirou Robinho, que deixou o campo sob vaias. Já Pato e Ramires foram substituídos por Lucas, do São Paulo e Elano.
Mas as substituições não surtiram efeito. O Brasil foi perdendo cada vez mais espaço e a Venezuela aproveitou para chegar à defesa brasileira com mais frequência. Entretanto, nenhuma das equipes conseguiu abrir o marcador. Resultado: 0 a 0.
Com o placar final, ambas as equipes somam apenas um ponto no Grupo B, que ainda tem Paraguai e Equador. No próximo sábado, às 16h (de Brasília), em Córdoba, a Seleção Brasileira enfrenta o Paraguai na segunda rodada da fase de grupos.

Confira a galeria de fotos do jogo: aqui