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Um Craque… Fora da Copa

As quartas de final fizeram mais uma vítima. Assim como na fase de grupos quando vimos o melhor do mundo (CR7) se despedir melancolicamente com apenas um gol e nas oitavas de final quando vimos o melhor goleiro da Copa (Howard) – com uma partida fora do comum – também se despedir do Mundial. Esta fase fez com que mais um craque desse “tchau” à competição.

Um craque de apenas 22 anos,  que veste a camisa amarela de número 10, responsável por 50% dos gols de sua equipe e que foi caçado pelos adversários em seu último jogo, mas ainda assim conseguiu fazer uma boa partida de despedida

Não, não estou “falando” de Neymar Júnior, que infelizmente também está fora da Copa, mas por contusão. Falo de James Rodrigues, craque colombiano, artilheiro da Copa com 6 gols e que foi apresentado ao mundo neste Mundial.

James já vinha despertando o interesse do mundo do futebol desde que jogou no Porto e principalmente por causa de sua última temporada pelo Mônaco – embora muitos digam que o campeonato francês é muito fraco e não pode ser usado como parâmetro.

Esta Copa revelou ao mundo um jogador diferenciado. Bom toque de bola, visão de jogo, goleador, aguerrido e um atleta que não se esconde em meio a marcação dura. Um dos grandes, para muitos o melhor da Copa.

James saiu de campo em lágrimas de tristeza, de frustração e de decepção por saber que poderia ter ido ainda mais longe.

É bem provável que o garoto termine o Mundial como artilheiro, pois tem 6 gols, e isto sirva a ele como um prêmio de consolação, mas o melhor de tudo foi o reconhecimento de seu talento por um outro gigante.

O abraço e as palmas de David Luiz para James revelam que naquele momento estávamos diante de dois gigantes do futebol. Um craque de bola (James) e um craque de bola e de caráter (David Luiz). Um esta fora desta Copa e o outro ainda tem dois jogos para entrar para história, mas isto é assunto para outra coluna.

Torço para que a Colômbia se classifique para o Mundial de 2018 na Rússia para apreciarmos ainda mais o talento de James Rodrigues.

Saldão do C e, “há uma Colômbia no meio do caminho”.

Como eu disse antes da Copa, o grupo C foi, seguramente, um dos grupos mais disputados dessa primeira fase.

O Japão foi frágil em todos os sentidos. A seleção japonesa não mereceu em momento algum ir além.  Até começou ganhando o seu primeiro jogo, mas nada que pudesse animar.

Por outro lado, tivemos mais do mesmo. Costa do Marfim decepcionou. Menos pela não classificação, mais pelo futebol (não) apresentado. E a Grécia, ah a Grécia… Confesso que não é um futebol que me encha os olhos, mas é impressionante a consciência desse time.

Se algum dia a Grécia tiver uns 4 jogadores muito bons, não sei não. Foram surrados pela Colômbia, não fizeram nada contra o Japão, mas a partir do momento que precisavam apenas vencer da Costa do Marfim, jogaram em cima a partida inteira e mereceram a classificação.

Esse é o resumo do que foi o Grupo C. Mas ele foi muito mais, aliás, a Colômbia foi muito mais.

Fernando já disse isso em seu post mais recente e eu concordo, a Colômbia é a seleção que apresentou até agora o melhor futebol dessa Copa. E o argumento da fragilidade dos adversários não cabe.

Não creio que a Colômbia seja campeã, na verdade imagino que ela pare nas quartas-de-final, se ela passar do Uruguai, é claro. Mas o futebol mais divertido de se ver, rápido, habilidoso e ofensivo, sem dúvida nenhuma é o colombiano.

Cuadrado (foto do post), James Rodríguez (já citei aqui duas vezes), Quintero e mais a frente, especialmente, Jackson Rodriguez, têm nos dado motivos ainda maiores de ficarmos na frente da tv nos jogos colombianos.

Antes da Copa começar, escrevi que a Colômbia não passava das oitavas, e ainda hoje, depois de tudo que o time vem jogando, não vejo ela como favorita contra o Uruguai. Mas tem time, e pode sim, passar.

E aí, Chile e Brasil já sabem, se não se cuidarem, terão uma Colômbia pelo caminho. E pelo que está jogando, é uma pedra grande demais no sapato de qualquer um dos dois.

 

 

A uma rodada do fim, e agora?

O jogo de ontem que prometia ser o melhor do grupo, não decepcionou. Costa do Marfim e Colômbia apresentaram um ótimo espetáculo, ambas tendo chances até o final da partida.

O meio campo colombiano é de alto nível, e Quintero que veio do banco foi decisivo para a vitória sulamericana. Apesar de James Rodríguez ter feito outra partidaça, Cuadrado foi o melhor em campo, trucidando Boka do começo ao fim da partida.

Há que se destacar também o gol de Gervinho que, por enquanto, está entre os 5 mais bonitos dessa Copa, mesmo com descontos da mão de alface do goleirão.

A Costa do Marfim apresentou, o que para mim é o grande problema das seleções africanas: falta de sentimento de grupo. Sem querer me aprofundar muito no tema, essas lendas históricas de futebol irresponsável, de falta de consciência tática, não podem mais ser consideradas. Tanto técnicos quanto jogadores atuam na Europa, e são, em sua grande maioria, obedientes taticamente.

Agora, são nítidas as desavenças, os “subgrupos” que existem nas seleções. Os camaroneses mesmo chegaram ao ponto de trocarem carinhos no final do jogo contra a Croácia.

Ontem, Drogba e Yaya Touré discutiram em todos os lances que estavam juntos, reclamando um do outro. Desse jeito fica difícil.

Do jogo entre Japão e Grécia pouco a dizer, se não foi horrível, para jogo bom também não serve. De destaque só o nome do jogador grego Jose Cholevas… No meio de Katsouranis, Sokratis, Samaras, um Jose Cholevas é, no mínimo, engraçado.

Com os resultados de ontem, o grupo tem:

Colômbia com 6 pontos; Costa do Marfim com 3; Japão e Grécia com 1 ponto cada. A seleção sulamericana já está classificada, bastando um empate com o Japão na última rodada para ficar em primeiro do grupo. Costa do Marfim também com um empate deve classificar, só uma goleada japonesa tiraria sua vaga.

Mas nem só de alegria vive a Copa do Mundo. O problema da Costa do Marfim agora é outro. Com o falecimento de seu irmão mais novo, Yaya Touré e Kolo Touré devem voltar ainda hoje para o país. E aí, qual será a reação da equipe sem seu melhor jogador?

 

Mar Amarelo em Belo Horizonte, e era a Colômbia

 

Para mim, a Colômbia sempre foi a favorita do Grupo C, aliás, se é a cabeça de chave, é porque traz consigo esse favoritismo. Mas não sei se esperava por tudo que vi em BH neste sábado.

A começar pela torcida colombiana. Parecia jogo do Brasil, o estádio inteiro amarelo, sensacional. Confesso que não imaginava que teríamos tantos colombianos aqui. Mesmo com a proximidade dos países.

E o que se viu nas arquibancadas, refletiu-se em campo. A Grécia não viu a cor da bola. Tirando um belo chute de Kone no primeiro tempo e o gol incrivelmente perdido por Gekas no final do jogo quando já estava 2×0 para os colombianos, os gregos não assustaram ninguém.

Samaras já não era lá essas coisas jovem, agora depois de velho achou que era craque e protagonizou algumas patacoadas.

Mas do outro lado não. Se ao sair a escalação Pekerman me deixou receoso, poucos minutos foram necessários para mostrar o acerto da escalação da equipe.

James Rodríguez foi um dos melhores jogadores da primeira rodada, um jovem com uma camisa amarela de número 10… as semelhanças não foram poucas.

Por tudo isso, a vitória colombiana foi um passeio, e se vier uma vitória contra a Costa do Marfim, por que não acreditar em uma improvável quartas-de-final?