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Uma semana de redenção

A semana começou com uma grande apreensão da torcida: estréia na libertadores e clássico contra o Corinthians. O time sendo desmontado e começando a ser remontado, desentrosado e com carência em diversas posições… o cenário nem de longe era animador, porém ao final da semana, o torcedor termina muito mais esperançoso com pelo menos uma campanha mais digna do time. Uma vitória 2 a 1 em casa na libertadores e um empate no clássico com chances reais de sair com a vitória foram resultados bem acima das expectativas dos torcedores.

Há que se exaltar a dedicação, entrega e muita raça do time em ambos os jogos, coisa que por exemplo não se via no ano passado(méritos para o Kleina). O time joga de forma solidária, acredito por saber das suas limitações(e o elenco tem diversas, diga-se), então eles buscam compensar uma eventual falta de qualidade técnica com disputar cada jogada como se fosse a decisiva do jogo.

Os dois jogos dessa semana mostraram isso. O time marca em cima desde a saída de bola do adversário, tem um meio de campo forte(apesar de pouco técnico), que impede o adversário de criar livremente jogadas. Foi notável nos jogos os problemas dos setores criativos do Sporting(que foi presa muito mais fácil por ser muito limitado tecnicamente) e do Corinthians, que mesmo tendo um time mais técnico, teve muitos problemas em sair com a bola e para criar jogadas, muitas vezes se viam apenas os zagueiros e o Ralf para iniciar as jogadas.

Acredito que o ponto mais louvável desse time, seja o ataque rápido, que foi principalmente notado no clássico. A boa saída de bola do Souza e do Wesley, diversas vezes pegaram em velocidade os atacantes Patrick Vieira(esse me parece ter muito potencial) e Vinícius, e os dois caindo pelas pontas, preparavam lances para chegada de trás dos volantes(tanto que o primeiro gol foi em um lance desse, onde o Wesley recebendo um passe de contra-ataque, pegou a bola na lateral e cruzou para a chegada surpresa do Vilson).

O Kleina com isso mostrou que pode conseguir compensar os defeitos do time com adaptação do esquema e principalmente rigidez tática: o time tem de jogar no limite e de forma obediente, principalmente na marcação, para suprir uma falta de maior técnica. Apesar de tudo, o Kleina tem se mostrado falho ao mexer no time. No clássico ele mexeu mal duas vezes: ao tirar o Patrick e colocar o Charles e ao Tirar o Vinícius e colocar o Ronny. Ele deixou o time sem ataque, e fatalmente como presa fácil, já que não agredia, apenas tentava conter a pressão, tanto que acabou tomando o gol justamente nesse momento do jogo. O Kleina apenas precisa ter menos medo de agredir o adversário na vantagem e não se fechar quando se está na frente. Creio que esse seja o único defeito que ele ainda precisa corrigir.

Acredito que principalmente na Libertadores, o time jogando assim como foi nessa semana, deve passar sem muito susto pela primeira fase, pois mostrou que pode engrossar muito o jogo como visitante com essa marcação pressão, elemento fundamental para jogar contra os sul-americanos. O problema é que ao chegar na fase eliminatória, o time já deverá ter contratado 3 REFORÇOS(letra maiúscula mesmo) para encarar a fase, pois com o time que foi inscrito, passar a primeira fase é possível, mas ser campeão, extremamente improvável, pois há a necessidade de um fator de desequilíbrio e isso até o momento o Palmeiras não tem.

Dois empates e uma constatação

O Palmeiras depois do Título da Copa do Brasil, passou por dois difíceis desafios: encarar o clássico contra o São Paulo e mais um jogo contra o Coritiba(porém desfalcado de 11 jogadores, inclusive do técnico), porém conseguiu dois bons empates em 1 a 1.

Pode parecer pouco para quem está ainda na zona de rebaixamento, mas as condições em que se conquistaram os empates, os fazem ser muito mais valorizados.

Contra o São Paulo, o time já entrou repleto de desfalques, ainda perdeu gente por contusão(Maúricio Ramos), fora que atuou parte do segundo tempo com um a menos(Henrique expulso), ainda sim conseguiu empatar, teve um pênalti perdido pelo Valdívia e praticamente dominou as ações do jogo, impedindo em boa parte dos 90 minutos, o adversário de jogar. Destaque para as boas atuações de Valdívia e Mazinho(inclusive marcou o gol).

Já contra o Coritiba em reedição da final da Copa, o time foi remendado para o Paraná, pois nada menos que 11 desfalques, seja por contusão ou suspensão, estavam de fora. Até o Felipão que tinha sido suspenso por alegação de ironia contra o árbitro do jogo contra a Ponte Preta(punição absolutamente ridícula). O jogo em si mostrou um Palmeiras que soube se segurar e conter praticamente durante os 90 minutos o ímpeto do Coritiba(o Patrik abriu o placar aos 5 do primeiro tempo e desde então o time praticamente se segurou na defesa), acabou por sofrer o gol de empate, mas ainda sim é um resultado a se exaltar, dada inclusive a falta de entrosamento do time. Destaque para o jovem zagueiro Wellinton, que foi seguro durante praticamente todo jogo(errou no gol por ficar pedindo impedimento) e do Bruno, que cada vez mais mostra porque tomou a posição do Deola: errando pouco e fazendo diversas defesas importantes, foi de novo destaque.

Observando mais a fundo as partidas, o principal de tudo é a confiança que o time ganhou depois do título e principalmente a determinação com que todos que entram tem jogado. A impressão que se tem ao ver o time jogando é que para bate-lo será dificílimo, o time joga muito forte na defesa e geralmente saí muito rápido para o ataque, tanto que jogadores como o Mazinho tem aparecido com destaque com muita frequência.

O time refeito de tantas contusões deve subir na classificação do brasileiro sem maiores dificuldades e assim poder dedicar-se com mais tranquilidade a Sul-Americana, que até pela distância de pontos no Brasileiro, parece ser a opção mais acertada de disputa para o time.

Será também um bom “treino’ para a Libertadores, pois será muito importante dar a esse time já uma experiência de jogos internacionais, até como forma do time não sentir a pressão de jogar em outros campos na América do Sul. Vejo o time com boas possibilidades de lutar pelo título da mesma, se continuar a manter o mesmo nível de jogo que vem mostrando.

 

Apagão, derrota… e pra compensar uma apresentação

Depois de tantos incidentes lamentáveis, gente morrendo por nada, gente brigando por nada(até onde me consta, futebol é diversão, não guerra), pensava até em deixar o jogo de lado, que de certa forma foi posto de lado, em vista de tantos eventos dignos de meros marginais, que envergonham aqueles que são os verdadeiros torcedores de ambos times. Entretanto com a chegada e apresentação do Wesley, aproveitarei, para além de comentar sobre a chegada do sexto reforço do time, dar um ponto de vista diferente da imprensa corintiana, que na segunda soltava um monte de asneiras(pra não dizer outra coisa), pensando que o ouvido dos outros é privada.

O jogo(o real, não o criado por boa parte da imprensa) teve 3 momentos:

Primeiro tempo – O Palmeiras tendo entrado muito melhor, praticamente dominava as ações do jogo e o Corinthians limitava-se a ficar em seu campo e arriscar umas poucas vezes. Dois lances que pra mim foram no mínimo absurdos, foi a solada do Liédson no Deola(esse pra mim imprudente e nem tanto maldoso) e o pisão do Chicão no Barcos(esse imprudente E maldoso). Já vi muito comentarista de arbitragem e comentaristas mesmo, chiarem por muito menos, ex-árbitros que sempre falam em “imprudência e força excessiva que deve ser punida com expulsão”, dessa vez simplesmente disseram que foi do jogo e que não valia a expulsão. Evidentemente que sim, já que é muito natural durante o jogo você disputar uma bola, indo com o pé na altura da canela do adversário e torcendo o tornozelo do mesmo, é simplesmente ridículo a ruindade do árbitro em não punir um lance desse com expulsão e a tendenciosidade da mídia em dizer que isso não foi nada. O Palmeiras marcou seu gol através de um belo chute do Marcos Assunção(que comemorou ao estilo Professor Raimundo em uma bela homenagem ao Chico Anysio) e o time apesar de ter tido chance, não matou o jogo.

Primeiros 10 minutos do segundo tempo – O time deu o mesmo apagão/acomodada que vinha dando nos últimos jogos(casos de Ponte Preta e (o primeiro contra o Coruripe) e achou que tava tudo certo e o jogo ganho, porém isso em clássico não vale e em duas bobeadas do Márcio Araújo(que diga-se não é costume dele errar de forma tão grotesca), renderam o empate e a virada. O time travou de tal forma que por pouco não levou o terceiro em seguida.

Restante do segunndo tempo – Aproveitando-se da total desorganização alviverde, o Corinthians simplesmente recuou(como é de praxe) e apenas administrou o resultado, pois quando o Palmeiras voltou a se organizar, faltavam poucos minutos pra terminar e as chances criadas já eram puramente base de desespero. O time durante praticamente toda segunda etapa, nem de longe mostrou o toque de bola e organização que tem sido sua marca durante o ano.

O time corintiano mereceu a vitória porque soube aproveitar as oportunidades e o momento de falha(ou pane como queiram) do time do Palmeiras, porém não vi a superioridade dita nos comentários da segunda-feira em boa parte dos programas de esporte. Vi sim dois times muito equilibrados e equivalentes, pois em nenhum dos dois casos os times tem um Neymar por exemplo, como fator de desequilíbrio, tem sim o conjunto como forte.

O maior problema do time palmeirense é depender de jogadores como o Ricardo Bueno para dar um rumo diferente ao jogo. Eu inclusive havia comentado sobre ele na coluna anterior, que achava ele muito pouco confiável e como tal fez jus ao que eu disse, sendo elemento nulo quando entrou, inclusive errando praticamente tudo o que tentava. Daniel Carvalho fez muita falta, pois na minha opinião ele vinha jogando até melhor que o Valdívia e ele sim poderia mudar o rumo do jogo caso fosse uma opção para entrar. Esse ainda é o maior defeito do time, o número reduzido de boas opções ofensivas.

 

Wesley é apresentado!

Como havia comentado há pouco mais de uma semana, era fato que o Wesley chegaria ao final do período daquela arrecadação(que diga-se, foi um algo pra lá de desconexo e sem razão). Tirando tal evento, a chegada dele deixa o meio campo do time muito bem encaminhado, já que passa a ter uma opção diferente para segundo volante e alguém que pode jogar tanto mais recuado, como mais à frente de segundo meia. Deve ser titular rapidamente do time e não tenho a menor dúvida de que fará tanto sucesso quanto as outras contratações do time.

Olhando para o elenco atual, o que fica faltando é basicamente uma opção melhor pra lateral esquerda(Juninho está muito a frente do Gerley) e melhores opções de ataque(os reservas de Barcos e Maikon não chegam nem perto do nível dos titulares), considerando que o Luan esteja de volta para o brasileirão e ele e o Maikon podem se revezar na função, creio que mais duas contratações deixariam o elenco do Palmeiras em condições de entrar no Brasileirão almejando no mínimo uma classificação direta para a Libertadores. As seis peças contratadas até o momento foram muito bem escolhidas e além de qualidade, deram mais profundidade ao elenco que tem mais opções que lances esporádicos de bola parada.

Ainda sobre reforços, esse já está, mas a notícia é boa como se fosse uma contratação: nos próximos dias a direção deve confirmar a contratação em definitivo do zagueiro Henrique, que tinha seu vínculo se encerrando no meio do ano. Ótima notícia, haja visto que ele vem jogando em alto nível esse ano, lembrando sua boa fase da primeira passagem pelo Palmeiras

Pra finalizar: quarta contra o Paulista deve ser a primeira oportunidade de poder apreciar a estréia do mais novo reforço alviverde.

 

Em tarde de Barcos, Palmeiras “encalha” contra São Paulo

O Choque-rei foi o que podemos chamar realmente de clássico: um jogo emocionante, com diversos lances de perigo e belas jogadas.

O jogo em si mostrou dois times que primaram principalmente pela ofensividade(pois é, o time do Felipão estava jogando pra frente), isso mesmo com a aposta inusitada de tirar o Patrik e por o João Vitor de titular. Interessante ver que mesmo sendo um dos jogadores que mais critico dos que jogam com frequência(e mantenho ainda sim o que digo), tenho de reconhecer que ontem ele fez uma baita partida, pois além de executar bem seu papel na defesa, conseguia ajudar bem o ataque, inclusive sendo dele o lance que originou a falta do primeiro gol. Lance cobrado com maestria pelo Daniel Carvalho, que novamente fez boa partida, pena que ao final do primeiro tempo passou mal com o calor e depois seu rendimento despencou.

Como nem tudo são flores, a defesa falhou bisonhamente no lance do gol do São Paulo, onde ninguém marcou o Cícero, que foi livre para empatar. O que se viu após, foi o Barcos tornando-se o destaque do jogo, primeiro que ele já vinha criando chances, que acabaram coroadas quando ele recebeu o passe do Maikon Leite, driblou na área e chutou para desempatar.

Com o segundo tempo marcado por um pênalti que não foi(achei mais cena do que toque de fato), Willian empatou e já em um momento que o São Paulo vinha criando mais, o Barcos de novo apareceu em bom cruzamento do Assunção, dominou na pequena área e com calma fez o terceiro. A vitória apesar de tudo não veio graças ao belo gol do Fernandinho.

Dando esse breve resumo do jogo, dá pra fazer as considerações que acho mais interessantes. Primeiro que o que foi visto, dá pra dizer que é animador. Dois dos principais jogadores do time(Cicinho e Marcos Assunção), fizeram uma partida terrível, o Cicinho estava mal no apoio e toda hora levando bola nas costas e o Assunção esteve péssimo nas bolas paradas(errou praticamente todas) e ainda estava nervoso, tendo cometido muitas faltas, coisa que normalmente ele não faz. Isso acontecendo no ano passado, era derrota na certa, porém no domingo o que se viu foi que outros jogadores chamaram a responsabilidade: Daniel Carvalho(pelo menos no primeiro tempo) e principalmente do Barcos, que até vale uma análise em especial.

Quando ele chegou, alguns ironizaram, outros supervalorizaram, alguns secaram e eu preferi esperar para ver. O retrospecto dele na LDU era animador, mas ainda era necessário ver o que ele poderia fazer por aqui e confesso que tenho visto até mais do que eu esperava. Tinha expectativa de um trombador que ia ficar esperando a bola na área e quando tivesse chance ia marcar um ou outro, porém o que tenho visto é muito diferente. Ele sempre vai buscar jugo, sabe se posicionar, é alguém com quem se pode fazer uma tabela e faz de maneira eficiente o papel de pivô(principalmente para o Maikon Leite, que cresceu muito jogando ao seu lado). Ele vinha jogando bem, mas eu queria vê-lo em um jogo grande, como um clássico por exemplo e ele além de chamar a responsabilidade, na hora da decisão, ele mostrou calma e frieza como há muito não se via no ataque alviverde. Os dois gols no clássico foram típicos de jogador de decisão, que na hora que precisa, ele não se abala, mantém a cabeça fria e faz o que sabe. Já são 4 gols marcados desde sua estréia e apesar de ainda não ter havido um jogo efetivamente decisivo, ele vem dando mostras que chegou pra assumir definitivamente a condição de “homem-gol” do Palmeiras e cumprir(e talvez até passar) da sua promessa de 27 gols no ano.

Único ponto negativo de ontem foi a defesa, que falhou demais e permitiu ao São Paulo em todas as vezes buscar o empate. O Felipão costuma primar por times com defesas sólidas, porém o Leandro Amaro continua se mostrando muito inseguro, o que sobrecarrega o Henrique, que apesar de bom jogador, não consegue garantir um “meia boca”. Outro ponto complicado foi o Deola, que estranhamente vem sentindo o peso de ser titular com a aposentadoria do Marcos. Vem rebatendo bolas estranhas, mostra-se inseguro nas saídas de gol e ainda tem falhado em alguns gols que o time tem sofrido. Estranho que ano passado uma das coisas que mais me chamava atenção nele, era o sangue frio, coisa que parece vem sendo esquecida. Melhor para o Bruno, que já vinha esperando sua chance e com esse mau momento dele, pode acabar assumindo a vaga de titular e não mais sair. É aguardar o próximo jogo para ver a opção do Felipão nesse caso.

Épico!

Jogo para entrar na história dos clássicos, com uma virada histórica e com uma vitória que, se não resolve os problemas do time(que continuam sendo vários), pelo menos dá uma nova moral e principalmente dá uma mostra de raça e garra do time que há muito não se via.

O jogo era visto como a chance de exibição de gala do Neymar, já que além de tudo, era seu aniversário de 20 anos, porém o que se viu foi um Palmeiras muito bem postado na defesa, com marcação individual em todo setor criativo do Santos e dando liberdade para o Valdívia com o auxílio do Marcos Assunção, pudessem municiar o ataque alviverde. Valdívia seguia como destaque até sentir uma lesão e Daniel Carvalho entrar em seu lugar e quando todos esperavam que a criatividade diminuiria, o Daniel em seu primeiro lance, quase faz um golaço. Ele conseguiu manter o nível criativo do time com bons passes e algumas boas jogadas individuais. A única ameaça real era o aniversariante Neymar, que praticamente sozinho criava jogadas e conseguia em alguns lances deixar companheiros livres puxando a marcação em jogadas individuais.

Segundo tempo vem e o jogo continua muito mais favorável ao Palmeiras, porém a ameaça Neymar acabou se concretizando e em passe preciso de Ganso, ele subiu em meio a dois jogadores do Palmeiras(que eram Luan e Fernandão, o que surge como dúvida: por que logo eles que não tem como especialidade a marcação, cuidavam justamente do mais perigoso jogador adversário? falha feia do sistema defensivo). A partida caminhava para uma derrota, até que Ibson faz falta, leva o segundo amarelo e acaba expulso, aumentando ainda mais a pressão palmeirense. Aos 44 minutos em mais um precisa cobrança de escanteio do Marcos Assunção, Fernandão subiu bem de cabeça e empatou o jogo. Continuando a pressionar, o Palmeiras acabou premiado com um lance que eu diria que foi mais sorte(e que premiou a determinação do time em busca da vitória), pois o Juninho tentando passar a bola, contou com o desvio de Durval e assim garantir a virada e uma vitória que muitos não esperavam mais que viria.

Apesar da vitória excelente e que deve ser comemorada, ainda mais por ser em um clássico, não dá pra se iludir e achar que de um jogo para o outro o time ficou uma maravilha, porque isso está muito longe de ser a realidade! O time continua falho, o Henrique continua sem um parceiro à altura(Leandro Amaro vem se mostrando um jogador apenas mediano, que serviria mais para compor o elenco, não para titular) e o ataque ainda continua deixando a desejar, porém algo deve ser exaltado: como venho citando desde sempre, o Fernandão continua a cada dia provando quem entre ele e o Bueno, ele de longe é a melhor opção. Um jogador de bom porte físico, que consegue fazer bem o papel de pivô(pois sabe fazer jogo de corpo), tem uma finalização mediana e um excelente jogo aéreo(haja visto que seus dois gols foram de cabeça). Pode vir a ser um jogador bastante útil para a temporada se for bem trabalhado e jogar com relativa frequência.

Outro que devo dar um destaque mais que especial é para o Daniel Carvalho. Ele vem se dedicando a entrar na sua melhor forma física(está muito próximo do peso considerado ideal) e vem mostrando sua técnica apurada que o consagrou em outros tempos. Mostrou que não desaprendeu a jogar(muito menos se acomodou) e dá a entender que veio realmente para fazer a diferença. Muito bom para o Palmeiras, que consegue um importante reforço em um setor que vinha sendo seu principal problema, já que o Valdívia constantemente vem ficando de fora por problemas físicos(inclusive deve ficar cerca de duas semanas fora, lamentável…).

 

Reforços: durante a semana passada, o presidente disse que ainda pretende reforçar mais o elenco, chegou o Artur, para a reserva do Cicinho(o qual citei antes, desconheço) e ao que tudo indica o Wesley, ex-Santos, deve ser o próximo. Ele chegaria para ser titular e dar uma criatividade muito maior ao meio-campo do time, uma contratação excelente que deixaria o setor de meio do time com peças suficientes para esse primeiro semestre, faltando apenas qualificar melhor o ataque. Bom sinal que depois do acerto com a Kia, o time está tendo uma visão mais ambiciosa e fazendo algumas extravagâncias para tornar o time de fato competitivo.

Opinião sobre os gastos com reforços: considero que mesmo criticando(e muito) a falta de agressividade na contratação, algo deve ser louvado nisso tudo: o time não entrou em leilões absurdos, como pagar 600 mil por mês para o Douglas(que é muito irregular, apesar de muito bom tecnicamente) ou pagar um absurdo pelo Tardelli, que nem de longe vale o que pediram, ou mesmo aceitar pagar um valor alto pelo C.Alberto(insanidade pura na minha opinião sequer cogitar esse elemento). Sou favorável a gastos, desde que seja com peças que realmente venham pra fazer a diferença, mas que não seja por um valor irreal, muito maior do que elas realmente valem.

Palmeiras vence e cumpre 50% de sua tarefa

O jogo de domingo não foi um jogo que tenha primado por lances espetaculares, porém como todo clássico foi bastante disputado. Curioso que para alguém que chegasse desinformado sobre a tabela do campeonato, diria que era o Palmeiras o time a disputar a vaga na libertadores e o São Paulo o time desinteressado, que jogava apenas para cumprir tabela.

Jogando com o mesmo espírito dos últimos jogos, o Palmeiras manteve a pegada de forte marcação e buscando o jogo aéreo e faltas próximas à área são paulina, em especial com Luan e Valdívia, sendo que em uma dessas faltas, Marcos Assunção cobrou com sua habitual precisão e marcou o gol que selou a vitória palmeirense(alguns alegaram que o lance devia ser anulado pela posição dos jogadores palmeirenses na área, porém eles não participam direto do lance, não tocam na bola ou no goleiro, ou seja o gol foi legal).

A vitória atrapalhou por demais os planos de classificação do São Paulo a libertadores, ou seja, a missão de amenizar um pouco o ano patético palmeirense foi concluída com êxito.

Próximo objetivo será no domingo, onde terão de conseguir uma nova vitória, agora para tirar o título corintiano(ou pelo menos ajudar o Vasco nessa missão). Fato é que isso em nada apagará as decepções desse ano, porém uma vitória sobre o maior rival e a chance de prejudicá-lo, podendo ser o fiel da balança na disputa do título, ao menos será uma forma de terminar mais dignamente o ano.

 

Agora duas coisas em relação a esse jogo:

 

Primeira: nenhum palmeirense(pelo menos os coerentes) irão pensar que isso apagará esse ano, que foi marcado por um sem número de confusões e desmandos, mas qualquer um iria gostar de terminar o ano com vitória sobre o maior rival…

Segunda: o que li durante a semana, sobre gente dizendo “patético ficar torcendo pela desgraça alheia” ou “nós torcemos apenas pelo corinthians e não contra os outros”, vai me desculpar, mas isso é hipocresia do pior tipo… Já cansei de ver corintiano secando o rival, comemorando quando o São Paulo perdeu a final para o Inter ou quando foi eliminado pelo Fluminense nas quartas de final da libertadores, ou a torcida pelo Peñarol(que segundo eles era o “brasil na libertadores”), ou quando fizeram camisas meio a meio com boca e manchester nos jogos do Palmeiras. Todos torcedores adoram rir do fracasso alheio, pois cínico e mentiroso será aquele que diz que não fica feliz quando vê seu maior rival quebrando a cara, então vamos parar com a conversinha mole que já deu.