Escolha uma Página
Melhores contratações do meio do ano – Parte 1

Melhores contratações do meio do ano – Parte 1

Animados certamente pela copa do mundo(outros por desempenho ruim na temporada), os times saíram bem mais cedo as compras esse ano e contratações que normalmente se veria mais ao fim da janela(casos de Suaréz e James por exemplo) foram fechadas logo de cara, talvez possivelmente pelo fato de os clubes vendedores saberem que dificilmente teriam tempo hábil para trazer um substituto se engrossassem demais o jogo e acabaram por aceitar os valores oferecidos(que diga-se também não foram baixos).

Aqui as transferências dessa primeira parte que considero mais relevantes ou pelo menos aquelas que devem ser as boas contratações da próxima temporada:

(mais…)

Fase final da Champions – parte 1

Fase final da Champions – parte 1

Terminada a fase de grupos da Champions League e com os confrontos das oitavas de final definidos, vamos analisá-los um a um, porém antes farei algumas considerações e curiosidades em relação a fase de grupos.

– Sobre o rankeamento por desempenho: uma ideia excelente e a mudança mais significativa mostrou-se realmente justa, pois houve a troca de vagas entre Alemanha e Itália, com a primeira passando a ter 4 vagas, algo que mostrou-se muito justo… ambos times perderam uma das vagas na fase de grupos(Itália com a Udinese e a Alemanha com o Borussia Moechengladbach), porém os 3 alemães que seguiram foram líderes em seus grupos, ao passo que os dois da Itália, apenas a Juventus foi, o Milan sofreu para passar em segundo.

– A outra mudança, referente a dar chance na fase de grupos a países com menos tradição também tem se mostrado interessante, pois além do Apoel(Chipre) ano passado ter chegado as oitavas, esse ano mesmo sem nenhum classificado, tivemos alguns resultados interessantes como o Bate Borisov tendo feito 3 a 1 no Bayern de Munique ou o Nordsjeland tendo empatado com a Juventus. Esses times não devem chegar tão próximos aos gigantes europeus, entretanto podem começar a diminuir o abismo que os separa.

– A Espanha foi o único país com 100% de aproveitamento, pois colocou os 4 times na segunda fase: Barça e Málaga em primeiro e Real madrid e Valência em segundo.

– A Inglaterra foi sem dúvida o maior fiasco, pois além de ter apenas um time que terminou como líder do grupo(Manchester United), ainda teve 2 eliminados na primeira fase: o Chelsea(surpresa até por ser o atual campeão) e o Manchester City que vexatoriamente terminou na lanterna do grupo, com apenas 3 pontos e fora de qualquer competição européia.

– A Rússia apesar de tantos times com donos ricos, parece não conseguir sair do estágio de mero figurante. Esse ano Spartak fez um papel ridículo na fase de grupos e o Zenit que tinha tudo para superar o Milan, conseguiu ser eliminado graças a derrota para o Anderlecht.

– A Ucrânia ao contrário tem evoluído, principalmente pelo Shaktar, que tem se tornado um adversário tremendamente indigesto, ainda mais atuando em casa. O Dynamo de Kiev parece não conseguir acompanhar no meso ritmo e já tem um bom tempo passa na Champions apenas fazendo figuração.

– Portugal e França ainda não conseguiram estabelecer uma regularidade maior na Champions, pois em ambos os casos alternam anos com times fazendo bons papéis e outros dando vexame. A tendência é que na França com o multimilionário PSG, agora eles tenham um time que seja presença constante nas fases finais.

Agora como curiosidade, ficou da seguinte forma a distribuição de nações e número de classificados:

Espanha – 4 times
Alemanha – 3 times
Itália e Inglaterra – 2 times
França, Portugal, Turquia, Escócia, Ucrânia 1 time

9 países diferentes na segunda fase é um número bem interessante, pois mostra uma razoável diversificação, apesar das disparidades entre os gigantes europeus e os “nanicos”

confrontos reservam clássicos do futebol europeu

 

 

 

 

 

 

 

Os confrontos serão discutidos mais a fundo nos próximos posts, divididos em duas partes, com 4 partidas em cada.

André Villas Boas: A crônica de uma tragédia há muito já anunciada.

André Villas Boas: A crônica de uma tragédia há muito já anunciada.

Como uma pedra lançada ao céu ou um martelo batendo a fronta de um réu André, por hora já não mais falará “In the left, in the right, in the middle” em Stanford Bridge. Villas Boas, jovem treinador português, caiu sentenciado numa sucessão de resultados negativos, sendo o último capítulo neste sábado contra um módico carrasco: West Bromwich 1, Chelsea 0. Bastou. Convenhamos, desde o início Villas Boas não vinha apenas como novo treinador do Chelsea, em substituição a Carlo Ancelloti, mas sim como substituto de José Mourinho, uma nova espécie de “Mou”. Não obstante esse fardo André também tinha que lidar com a pouca idade para um comandante uma vez que era apenas um ou dois anos mais velho que estrelas do elenco como Lampard e Drogba – cujos já tiveram um histórico de derrubar treinadores, que o diga o Luiz “Big Phill” Scolari. Diante do em cima exposto imagino que boa parte do insucesso do treinador passa pelos bastidores, uma mera hipótese, mas se pegarmos uma sucessão de resultados do Chelsea temos que a nau capitaneada por Villas Boas começou a adentrar mares tenebrosos após a derrota por 3 a 1 em casa para o Aston Villa no último jogo de 2011. Daí em diante foram 8 jogos na liga: 3 Vitórias, 3 Empates e 2 Derrotas, o que resulta numa diferença de 20 pontos diante do líder Manchester City, da calculadora para lógica: The End para a Barclays Premier League. Tudo até agora dito são hipóteses, algumas fundamentadas com números outras não, entretanto para concluir é necessário pensar sob o prisma Roman Abramovich. O magnata russo e proprietário do Chelsea deve enxergar como iminente o “fora” que vai levar da menina dos olhos, a UEFA Champions League que deverá ir para próxima dança com Lavezzi, Cavanni, Hamsik e cia Napolitana após o baile dos 3 a 1 no San Paolo. A próxima rodada além de definir o sonho de Abramovich responderá se Villas Boas contava ou não com apoio do time. Como diria um senhor quase centenário que conheci “vamos aguardar e esperar”, frase válida para o português não mais sentado a beira do gramado e sim em frente a TV.

Um Niño nesse planeta bola. O paradoxo de Fernando e Craig.

Um Niño nesse planeta bola. O paradoxo de Fernando e Craig.

 

 

 

Sejam muito bem vindos amigos leitores do Em cima da linha, eu sou o Reginaldo Cezar e, a convite do Fernando e do meu amigo Fábio, inicio minha primeira postagem no site.

 

Fernando Jose Torres Sanz, o “El Niño” é um consagrado jogador espanhol que atualmente joga (ou pelo menos é escalado) no Chelsea da Inglaterra. Campeão do Mundo com a Fúria em 2010 despontou profissionalmente pelo Atlético de Madri, aonde permaneceu entre 2001 a 2007 antes de se transferir para o Liverpool na temporada 2007/08. Craig Douglas Bellamy, em contra partida a Torres, é um menos badalado, apesar de ser famoso por ter um comportamento mais enérgico, jogador Gales que iniciou a carreira aos 9 anos no modesto Bristol Rovers e profissionalmente no Norwich City.

 

Apresentações feitas, vamos ao ponto de convergência, o paradoxo entre um jogador campeão do mundial por uma das seleções mais poderosas e o outro titular do nem tão expressivo selecionado do País de Gales: o fato de ambos terem passado pelo Liverpool FC e a atual temporada. Para melhor explicar vamos aos não mentirosos números de ambos por competições com a camisa do clube:

 

Fernando Torres chegou ao Liverpool pela “módica” quantia de £ 20.000.000,00 e marcou 65 gols. Põe, tira, deixa ficar: £ 246.913,58 por gol marcado. E haja gol! 81 gols em 142 jogos, média de 0,57 gols, sendo 33 destes somente na primeira temporada, entretanto saiu da terra dos Beatles rumo ao Stamford Bridge alegando para a mídia que finalmente iria para um time em condições de ser campeão e, por um assustador valor aproximado de £ 50.000.000,00, rumou sem títulos e sem o respeito dos torcedores dos Reds. Em contrapartida Bellamy custou aos cofres do Liverpool £ 6.000.000,00 o que dá um valor de £ 333.333,33 – e mais alguns “3333” de centavos fracionados – por gol marcado e ganhou além de uma Supercopa da Inglaterra o respeito dos torcedores do time vermelho de Liverpool e daqueles que admiram quem joga com raça.

 

Na atual temporada 2011-12, Bellamy chegou ao time como opção sem custos para suprir a carência de homens de ataque resultado da saída de jogadores como N’Gog e Jovanovic para Bolton e Anderlecht respectivamente. Provou dentro de campo o quanto é visto com bons olhos pelos torcedores no último encontro do Liverpool com o Manchester City pela Carling Cup (ou, para os não adeptos do “Naming Rights”, Copa da Liga Inglesa) aonde foi decisivo para classificação a final após marcar aos 74 minutos de jogo o gol de empate garantindo ao time a única e real possibilidade de disputa título contra o Cardiff City, dia 26 de Fevereiro no lendário Wembley.

 

Num Chelsea digno de ser chamado de “Galáctico” por seu proprietário Roman Abramovich (tema que em um futuro post será desenvolvido), Torres chegou com status de estrela para ameaçar a titularidade de Drogba, cuja idade já vem se aproximando, uma vez que jogaderes como, Anelka (que fora destacado mais como ponta até se transferir para China nesta última janela), Kalou (que é tido como peça de composição de elenco) e o recém-chegado Lukaku (ainda sem experiência) não parecem aptos para tal. Entretanto as esperanças depositadas em Torres vêm sendo diluídas a cada rodada que o “matador sem balas” deixa de marcar, resumindo, na atual temporada o atacante marcou apenas 4 gols (na derrota por 3 a 1 contra o Manchester United em setembro e contra os modestos Swansea e Genk, sendo este último alvejado por dois gols do Niño).

 

Pois bem, Bellamy, como já explicado, foi e voltou para um Anfield que o recepcionou de portas abertas, portas estas por onde entraram outro “matador” com o objetivo de substituir Torres: Andy Carroll, que pelos escassos gols marcados parece que esqueceu suas balas no Newcastle, seu último clube, tendo marcado na atual temporada apenas 5 gols. É aqui, portanto, que nos lançamos no seguinte questionamento: com o péssimo desempenho de Carroll e a possibilidade contratar o espanhol por 20 Milhões de Libras na janela de inverno – valor pedido pelo Chelsea segundo o tablóide DailyMail – teria o Liverpool tentado sua reintegração ao elenco se não fossem as declarações do Niño? Afinal os Reds precisam de um atacante e se a formula deu certo no passado por que não tentar novamente? Pois bem, imagino numa adaptação do cântico “You’ll Never Walk Alone” dos adeptos a seguinte resposta em uníssono: “Alone… You’ll never walk alone” (traduzindo: “Sozinho… Você andará sozinho”).

 

Despeço-me aqui com um grande abraço e contanto com críticas e sugestões, afinal os elogios somente virão do trabalho árduo e como este é somente o meu primeiro post ainda me falta muito para recebê-los.