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“Meninos da vila” decidem e Santos vence seu 21º paulista

Robinho, Renato, Elano, Ricardo Oliveira… Quem ouve pensa que está se falando do time do Santos dos anos de 2002 à 2004, porém o ano é 2015 e mesmo eles já não sendo mais os “meninos da vila”(apesar de apenas o Robinho ser realmente formado lá, e o Ricardo ter se destacado primeiro na lusa, ainda sim todos ficaram marcados por essa alcunha da época), fizeram novamente história, levando um time desacreditado no começo da temporada ao um surpreendente e merecido título de campeão paulista de 2015, vencendo o também surpreendente(mas por outras razões) finalista Palmeiras nos pênaltis, depois de uma vitória por 2 a 1 no tempo normal(havia perdido o primeiro por 1 a 0).

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Contagem regressiva: Da vantagem à preparação para buscar o título paulista

O domingo será bastante especial para o time do Palmeiras, pois pode coroar mais cedo do que todos esperavam, até do que estava no planejamento do time(que era lutar por títulos em 2016) esse bom trabalho que vem sendo feito no departamento de futebol. A semana após a vitória de 1 a 0 no domingo foi de total concentração, tanto que o time reserva foi mandado para o primeiro jogo contra o Sampaio Corrêa pela Copa do Brasil e o mesmo empatou em 1 a 1 com o time maranhense.

Olhar o resultado do primeiro jogo e as reações(certa resignação palmeirense e comemoração santista), pode até se justificar quando se pensa que o Palmeiras perdeu um pênalti e jogou com um mais praticamente todo o segundo tempo, porém indo mais a fundo, se nota que o resultado foi muito mais significativo do que somente o 1 a 0.

Primeiro, pela forma como a vitória foi conquistada: o time do Palmeiras dominou o jogo inteiro, praticamente não houveram chances de perigo para o time santista.

Segundo, por cada vez mais ficar evidente que o time do Palmeiras consegue ser forte e competitivo na ausência do Valdívia e com o Cleiton Xavier sendo o novo maestro do meio campo, posto que divide com o Robinho. O time ganha muito com a qualidade de passe dos dois, não chega a perder tanto nos lances criativos(apesar de inegavelmente o Valdívia ser o melhor do time nisso) e tem um jogador muito mais confiável, afinal o Cleiton não tem histórico de ficar parado muito tempo.

Por fim, a dependência do time santista no Robinho. Era notável a queda considerável do time sem sua presença. Para os padrões nacionais, ele está muito acima da média e faz diferença para qualquer time, porém o que se via era um time dominado pela marcação alviverde e que não via alternativas para sair dela. Mesmo com seus outros destaques(Lucas Lima, Geuvânio e Ricardo Oliveira) em campo, se via um time pouco criativo e que o máximo que conseguia eram umas tentativas em velocidade com o Geuvânio, já que o Ricardo Oliveira ficou preso a marcação.

O time não entrando para segurar resultado(o que seria suicídio contra um time que ataca demais), tem totais condições de volta da Vila com o título na bagagem. A defesa do Santos mostrou ser o ponto fraco do time e se fazendo pressão desde o início do jogo, o time santista pode ficar mais acuado, justamente preocupado que possa tomar mais um gol e assim complicar de vez suas chances de vencer.

Até pelo estilo de jogar, o Oswaldo não deve apostar em um time defensivo e com a ausência do Arouca, irá confiar em Robinho recuado e alternando com o Cleiton(que também sabe fazer a função de volante) e com o Gabriel um pouco mais fixo, indo menos a frente do que costuma ir.

A dupla de zaga foi bem(os dois Vitors) e além de forte, se mostrou mais rápida. Apesar de ainda achar o Tobio melhor tecnicamente, talvez a aposta em uma zaga mais veloz deva ser mais acertada, até pela velocidade do ataque santista.

Conquistando o primeiro título logo na primeira competição dessa nova era palmeirense, será um resultado acima de tudo que se esperava e mesmo sendo um título paulista, já será mostra de que as coisas serão mto diferentes daqui para frente.

Até mesmo se for derrotado e perder o título, ainda sim é algo a ser muito valorizado, pois já nesse começo de trabalho, o time se mostrou competitivo, voltou a vencer clássicos, eliminou o Corinthians dentro de sua própria casa e disputou de igual com o time do Santos, que mesmo sem um elenco tão vasto, tem um time titular forte. Sinal que o trabalho está no caminho certo.

Mérito para o Oswaldo que fez o time “dar liga” muito antes do esperado, já se nota padrão de jogo, muito mais entrosamento e jogadores com rendimento acima do esperado(casos por exemplo de Gabriel, Robinho, Lucas, Vitor Hugo, Victor Ramos), e opções, pois além dos titulares, diversos jogadores podem entrar, sem que o time caia de nível.

Para não passar batido, vale algumas considerações sobre o empate do meio de semana:

– Gabriel Jesus de fato não pode ser titular, ele ainda precisa continuar como opção, talvez para ganhar mais confiança

– Alan Patrik, Kelvin, Amaral e Jaílson são boas opções para o time, não comprometem e tem se mostrado razoavelmente confiáveis.

– Ryder foi horrível, uma péssima partida

– Renato, Victor Luís e Ayrton oscilaram demais, mas ainda tiveram alguns bons momentos

– Cristaldo e Tobio mostraram que são jogadores tanto quanto ou melhores que os atuais titulares, acredito que devam voltar a fazer parte dos 11.

O Palmeiras pegou um adversário que disputará a série B do brasileiro e tem um time bem entrosado, com um time que nunca havia jogado junto praticamente, ainda sim criou mais, apanhou muito(e contou com erros do banderinha a seu favor também) e trouxe um resultado para São Paulo que será apenas para ratificar a passagem na próxima partida, aí já com os principais jogadores ou pelo menos boa parte deles. Decisão acertada de mandar os reservas, o time que se mantenha focado e não se desgaste com uma viagem tão longa, assim como o Santos que teve a semana livre.

A decisão será em pé de igualdade tecnicamente, mas com uma vantagem alviverde pelo resultado em casa. Há grandes chances do time sair vencedor, mas dependerá dele jogar com a mesma aplicação que mostrou nos 3 últimos clássicos, caso se confirme isso, ao final da partida, estarão os palmeirenses comemorando o 23º paulista.

Em dia de Prass, Palmeiras dá primeiro passo na volta ao protagonismo

O cenário não poderia ser mais desfavorável: a classificação como o pior dos 4 grandes, jogo na casa do rival, com ele invicto no ano e no estádio há mais de 20 jogos. O Corinthians era amplamente favorito e alguns até davam a classificação como certa do alvinegro. Indo contra tudo que se esperava, o Palmeiras não só fez um grande jogo(em boa parte melhor que o rival) e conseguiu nos pênaltis com uma atuação brilhante de Fernando Prass, uma classificação que certamente será daqueles grandes jogos da história.

Será muito em função de toda carga emocional, de ter sido o primeiro clássico decisivo no itaquerão, da classificação dramática nos pênaltis e da entrega de ambos times no jogo.

O Corinthians, por mais que tenha mantido o ótimo retrospecto em casa, ainda não se sabe como os jogadores irão assimilar uma eliminação dessas(ainda mais por ter sido para o maior rival, em casa…), apesar da competição não ser nem de longe uma das prioridades do time no ano, porém jogos como esses sempre são marcantes.

Principalmente pelo fato de ser algo marcante, que a vitória foi tão importante para o time do Palmeiras, pois além da questão moral, é um resultado que vem muito antes do esperado, pois o que se espera desse time é que ele realmente comece a dar resultados no ano que vem, porém essa disputa de título já no primeiro torneio, dá ainda mais crédito ao ótimo trabalho realizado pelo Oswaldo de Oliveira.

Ótimo principalmente quando se olha a diferença do time que enfrentou o mesmo Corinthians na terceira rodada e agora o da semi. Ele mudou praticamente todo o setor ofensivo e ainda contou com o problema inesperado de remendar toda a defesa, mas ainda sim fez o time jogar de uma forma muito segura, mesmo tendo precisado improvisar o Wellinton, que foi mal, mas não determinante para uma derrota. Contou também com uma atuação muito boa do Victor Ramos(que com o que vem jogando, deveria de entrar no lugar do Vitor Hugo), que até gol marcou.

O time mostrou poder de reação, pois depois de sair na frente no placar(e aqui vai uma crítica ao time, que deu muito espaço ao Corinthians depois disso), tomou a virada, saiu para o intervalo perdendo e mesmo assim teve força para pressionar, empatar e até mesmo ter a chance de virar novamente o jogo. Mérito tanto do bom começo, como da reação, do Oswaldo, que soube montar muito bem o time, soube como marcar as principais jogadas do rival(vide a dificuldade que eles tinham na saída de jogo), assim como inteligência e ousadia nas mudanças(ele soube como virar a situação a favor com as entradas, mesmo improvisadas dos jogadores, dando mais volume de jogo ao time, que passou a pressionar e encurralar o time corintiano

Contou com uma partida excelente do Cleiton Xavier, que foi quase um “maestro” no meio, pois junto com o Robinho e Arouca, iniciava praticamente todas jogadas ofensivas do time, além do que, dava a tranquilidade para os jogadores, pois mesmo atrás no placar, o time não se afobou, procurava construir as jogadas de forma pensada, buscando espaços, procurando os avanços do Rafael Marques e do Dudu(dois que atuaram muito bem também), tanto que a jogada do gol de empate saiu do meio, com um passe para o Dudu, que cruzou para o Rafael fazer de cabeça.

Rafael Marques que se tornou peça muito importante do time, pois avança, volta para marcar e sempre é opção para criação de jogadas. Ainda que durante o jogo eu mesmo quis que ele saísse para a entrada do Cristaldo, por achar que faltava alguém mais fixo na frente, ele mostrou que também pode ser opção para o toque final, aparecendo muito bem na área para marcar. Já é o artilheiro do time no paulista com 6 gols(muito acima do que eu esperava, diga-se). Ganhou definitivamente a posição de titular, ainda mais que mostra faro de gol em grandes jogos, pois já deixou 2 contra o São Paulo e agora um contra o Corinthians, falta o Santos, que o Palmeiras enfrenta na final…

Nota negativa para o Valdívia, que não jogou bem(e diga-se, não é do feitio dele, pois em jogos grandes ele costuma ir bem), saiu e fez bobagem ao ignorar o Oswaldo, quando o mesmo foi cumprimentá-lo, mas acabou que amenizou com a classificação do time(e ainda bem que isso ficou para segundo plano, pois dar destaque as gracinhas dele depois de uma classificação como essa, seria no mínimo um absurdo). Com o que jogou na última partida, deveria de voltar para o banco e entrar durante a partida, dando lugar ao Cleiton Xavier. sobre renovação? com o que fez nesse jogo(contando tudo, inclusive a bobagem da saída), já mostrou que se ficar, tem de ser com salário reduzido, exatamente da forma que quer o Palmeiras.

Por fim, exaltar o herói Fernando Prass, que com duas defesas excepcionais(sendo a primeira no último pênalti, onde era só o corinthians marcar, que estava classificado), garantiu a vitória do time nos pênaltis. Fez uma boa partida também, apesar de ter parecido falhar no gol do Mendoza e mesmo que tenha falhado, foi perdoado com sua atuação gigante nas penalidades. Como disseram, esteve em dia de “São Marcos”. secure web browser Sem dúvida um dos principais jogadores do time, e que passa uma confiança incrível para a defesa.

Sobre a final contra o Santos: o Palmeiras entra mais em pé de igualdade depois da semi, porém o Santos ainda tem ligeiro favoritismo, muito em função do Robinho, que vem sendo decisivo(pelo futebol e pela liderança) e por ser um jogador muito acima da média para os padrões do futebol nacional. A diferença porém fica muito reduzida, quando se tem um jogo na casa de cada time, pois o Palmeiras dentro de casa, consegue igualar e até mesmo fazer pender a vantagem ao seu favor, atuando no Allianz Parque. Dependerá muito de fazer um bom resultado em casa, para levar a vantagem para a Vila Belmiro e assim ganhar o primeiro título dessa nova fase de um Palmeiras que, cada vez mais mostra que está no caminho certo para a volta ao período de glórias.

Irreconhecível…

Ouvi o jogo entre Palmeiras e Mirassol e confesso que ao final do jogo, quando ficou em 1 a 0 para os visitantes, pensei: era pra ter sido mais. Com o futebol que o time apresentou, no mínimo uns 3.

O jogo tinha tudo para ser mais uma vitória(tranquila ou não), porém algo havia com o time, que nada dava certo, pois a dupla de zaga formada por Henrique e Mauricio Ramos, errava constantemente nas saídas de bola e a todo momento propiciava contra-ataques para o time do Mirassol que pela sua baixa qualidade técnica desperdiçava. O Palmeiras no seu setor ofensivo também não fazia muito melhor, pois errava demais no passe inicial e a bola ou chegava em péssimas condições, ou sequer chegava para a dupla Barcos/Maikon Leite. Quem procurava jogo ainda era o Wesley, que diferente da primeira partida, apareceu muito mais e foi um dos bons destaques do time durante o jogo.

Mesmo na etapa final o time do Verdão criava pouco e errava muito e continuava a dar espaços para o visitante, que só não estava marcando agora por conta da excelente partida do Deola, que praticou diversas defesas que estavam garantindo o empate até aquele momento. O Felipão pra mim errou de novo nas substituições, ao tirar o Artur e por o Chico, depois tirar o Daniel Carvalho e por o Pedro Carmona e sem comentários a primeira: tirar o Maikon e por o Ricardo Bueno, que só pra variar, foi figura nula e quando aparecia, era pra errar algum lance. Tanto errou que acabou sendo castigado pelo gol do Preto, e depois não teve competência pra virar, já que ia de forma desorganizada e pouco criava de jogadas consistentes.

Em termos práticos, essa derrota não significa praticamente nada, pois o time já está classificado, porém acho q tanto essa derrota, como a sofrida para o Corinthians, servem como alerta para que o time não se perca pensando que pode ganhar o jogo a qualquer momento, como eu vinha citando que estava acontecendo em algumas partidas. Talvez essas “sacudidas” acordem o time e façam eles perceberem que não podem entrar em campo achando que o gol saíra do nada, que eles não tem de se esforçar para buscar o resultado, coisa que vinham fazendo durante aquela excelente série de jogos invictos, mas que nas últimas partidas parece que esqueceram. Positivo para o time, que isso aconteceu em um momento onde o efeito da derrota é menor, pois se o time seguisse no ritmo que estava indo e continuasse a vencer jogando com soberba, poderia acabar levando um tombo muito pior em fases decisivas, tanto da Copa do Brasil, como do Campeonato Paulista.

O próximo jogo será no Ceará, contra o Horizonte, ainda com a possibilidade de eliminar a segunda partida. Não vou cravar uma classificação antecipada, porém acredito que a postura do time será totalmente diferente dessa apresentada contra o Mirassol. O time evoluiu muito, mas ainda precisa encontrar o equilíbrio emocional para não se deixar levar por séries de bons resultados e procurar sempre melhorar e não achar que porque conseguiu uma série invicta, que deve se contentar só com aquilo e não almejar progressos.

O time deve ter algumas mudanças ao término do Paulista, principalmente no setor ofensivo, que contará com a volta de Luan e que finalmente nos veremos livres do Ricardo Bueno, que definitivamente não tem condições de jogar no Palmeiras. É muito fraco tecnicamente, e peca principalmente pela péssima pontaria. O Fernandão, apesar de não ser um primor tecnicamente, erra muito menos e consegue fazer um papel razoável de pivô, ou seja, pra compor elenco é uma peça até interessante, diferente do Bueno, que cada vez que entra dá a impressão que não conseguirá fazer nada para mudar o panorama da partida.

Verdão encalha e fica só no 0 a 0

O Palmeiras vinha de boas vitórias e com o ataque rendendo(3 gols contra, São Paulo, Linense, Ituano, XV, Guaratinguetá), porém como sempre há aqueles dias que nada rende, o time parou contra o Azulão e acabou em um sem graça zero a zero.

O dia dava a entender que poderia render mais uma vitória, pois contava com a volta do Valdívia, o time praticamente completo e com um começo animador, criando diversas chances, porém diferente do que acontecia nos outros jogos, o time falhava demais nas finalizações. O Barcos estava com o pé descalibrado e os outros não mostravam nada muito melhor. O São Caetano até criava uma ou outra chance, mas nada que levasse grande perigo.

O segundo tempo contou com o retorno do Valdívia, porém ali acho que o Felipão cometeu sua maior bobagem, pois ao tirar o Daniel Carvalho, que vinha muito bem no jogo, ele deixou a criação à cargo do chileno, que ainda não está com muito ritmo de jogo e o time sentiu a queda na criatividade. Depois o outro erro que foi por o Ricardo Bueno no lugar do Barcos e salve um ou outro lance de maior perigo, nada de muito interessante merece citação.

Para s destacar no jogo, apenas mais um jogo de bom nível do João Vitor(ainda me parece difícil crer que ele tem sido regular nesses jogos, nem de longe parece aquele jogador “nada” de antes), marcando bem, e até criando algumar jogadas, começa a virar uma opção a mais para o time. Fora ele, o Valdívia fez um jogo fraco, onde o que mais contou mesmo foi o retorno dele. Se conseguir voltar ao bom nível de antes, será um reforço fundamental para o time.

Para finalizar – até o momento o Palmeiras arrecadou um total de R$440.500 na campanha do Wesley. Minha opinião sobre isso é bem simples: acredito que o time está vendo o quanto consegue abater do valor total com essa ajuda da torcida e o que faltar ele vai completar, até para ter acesso ao resgate do valor(já que só é liberado quando atinge o valor total), até porque seria um papel realmente ridículo fazer tudo isso e depois se por acaso faltar, o time simplesmente não contratar, mas vale aguardar para ver o que vai acontecer.

Palmeiras passa fácil pelo Linense e vai de vento em popa no campeonato

Provando que o Palmeiras está cada dia mais livre da “Assunção-dependência”, no último jogo contra o Linense, onde ele havia sido supenso pelo terceiro amarelo, o time conseguiu fazer um convincente 3 a 1, contando inclusive com um gol de falta(especialidade do volante).

Domingo, quando o Marcos Assunção tomou o terceiro amarelo e foi suspenso para  esse jogo, muitos pensaram: e agora o que fazer, já que o Palmeiras era “Assunção-dependente”, porém nesse começo de ano,  ao contrário do ano passado, quando isso realmente era um fato, hoje consegue se virar sem o mesmo. Devemos isso as boas contratações feitas até o momento(quem diria!), em especial 3 jogadores, que vem sendo o diferencial do time esse ano: Juninho, que resolveu o problema da lateral-esquerda, Daniel Carvalho, que deu uma nova opção para o meio campo e claro o Barcos, que é o diferencial ofensivo do time.

Ver o jogo de ontem, é ter a sensação que o ano será no mínimo mais promissor, pois além dos 3 já citados, contratações que ainda não tinham vingado, tem dado um resultado melhor, caso do Maikon Leite, que subiu demais de produção depois que começou a fazer dupla de ataque com o Barcos, do próprio Henrique, que vem sendo bem mais seguro na zaga e pasmem, ontem de novo o João Vitor fez uma boa partida(seria o prenúncio do fim  do mundo em 2012?).

Depois do Daniel Carvalho no domingo, ontem foi a vez do Maikon Leite deixar o seu de falta, abrindo o placar logo no começo do jogo. O time dominava a partida, jogava com a bola no chão(não mais aquela coisa triste de ligação direta) e o Daniel Carvalho novamente dava o tom do meio campo. Como tem virado rotina nos últimos jogos, o Barcos apareceu novamente com destaque ao pegar uma boa do meio campo, avançar, dar o drible da vaca no zagueiro adversário e tocar por cobertura na saída do goleiro, um gol simplesmente genial e o quinto dele em seis jogos. Para finalizar o primeiro tempo impecável, no final em bola que sobrou próxima a linha de fundo, o lateral Juninho parou, olhou pra área, sinalizou para o Daniel e cruzou na medida para ele fazer de cabeça.

O segundo tempo mostrou um Palmeiras que se acomodou com o resultado e basicamente jogou pra garantir o resultado. Ainda tomou um gol do Linense em descuido da zaga, mas nada que deixasse preocupado o time, que tocava calmamente a bola no meio campo e vez ou outra arriscava alguma jogada ofensiva. Ainda criou perigo em alguns lances, mas não conseguiu convertê-los em gol.

Saldo do jogo: 3 pontos à mais, os jogadores que chegaram a cada dia mais entrosados e um time que joga com sossego e sem aquelas crises internas patéticas. Mérito para o César Sampaio, que virou uma espécie pára-raio do time e evita que qualquer bobagem respingue no elenco e na comissão técnica.

Há que se parabenizar também a direção pelas contratações, pois exceção feita ao Román, que jogou apenas uma partida(e ainda sim agradou), todos outros jogadores ou são titulares, ou já ameaçam os antigos titulares(caso do Artur e Cicinho), fora que Barcos já marcou 5 gols, Daniel 3, Artur 3 e Juninho 1. O mais otimista dos palmeirenses nunca esperaria tal desempenho dos reforços em tão pouco tempo.

O time para o brasileiro ainda precisa de mais peças de reposição, porém principalmente em relação ao ano passado(até porque não tinha como piorar) o time mostra uma evolução absurda e nessas duas primeiras competições, começa a cavar seu espaço entre os favoritos ao título, basta apenas manter esse ritmo.

Estréias e vitória, apesar da defesa

O Palmeiras hoje conseguiu um bom resultado e saiu de campo líder(pelo menos até amanhã) depois de uma vitória sofrida contra o fraco XV de Piracicaba. Apesar da cornetagem sobre a defesa(que de fato jogou muito mal), vamos lembrar que: a defesa hoje era: Artur, Henrique, Maurício Ramos e Gerley, ao passo que domingo era: Cicinho, Henrique, Leandro Amaro e Juninho, ou seja, era praticamente uma defesa reserva e a falta de ritmo e desentrosamento são até que compreensíveis, ainda mais considerando que é ainda o sexto jogo da temporada, sendo assim, farei apenas algumas considerações acerca do caso:

– O Deola falhou de forma bisonha no primeiro gol, porém nada que seja motivo de vaias(como ocorreu ao final do jogo). Ele é um goleiro seguro, e não tem por hábito ser estabanado, muito menos caçar borboletas, porém as vezes falhas acontecem e ele acredito que tenha crédito, ainda mais porque o time saiu vitorioso e ele também fez boas defesas.

– Maurício Ramos fez um lance ridículo ao chutar para o próprio gol uma bola que estava quase nas mãos do Deola. Dentre todos ali, ele é um dos poucos que deveria saber aproveitar melhor a chance, já que ele já tem muito tempo de clube e se quer recuperar a posição, não será jogando de forma insegura e com erros como esse que ele irá conseguir.

Indo ao jogo propriamente dito, dá pra ver uma coisa de positivo: o time tem mais recursos e opções, pois mesmo sem o Valdívia, que no ano passado, a cada jogo dele fora, era uma tristeza o setor criativo alviverde, hoje com o Daniel Carvalho(que a cada jogo vem mostrando melhor futebol), o time consegue manter o nível e ter boas opções de jogadas pelo meio também, o primeiro gol aliás foi a prova dessa mudança, com o Fernandão fazendo o papel de pivô(como bem disse sobre a vantagem dele no jogo de corpo) e passando para o Daniel Carvalho, que em boa jogada, passou pelos marcadores e tocou no contrapé do goleiro. O jogo com isso dava a entender que seria mais tranquilo, já que o time criava jogadas e parecia apenas questão de tempo até que ele aumentasse a vantagem, porém na falha já citada do Deola, o XV empatou e aproveitou-se da defesa reserva(que contava com a estréia de Artur) para levar perigo em contra ataques.

O segundo tempo marcou pela participação do sempre decisivo Marcos Assunção, que em mais um primorosa cobrança de falta, pôs o time novamente a frente. Novamente parecia que o time teria sossego, porém em mais um dos surtos de mexidas inexplicáveis, Felipão tira o Patrik(que de fato nem vinha jogando grandes coisas) e põe o sempre inexpressivo João Vitor, que  mais uma vez entrou e nada fez. Pouco depois promoveu a estréia mais esperada até o momento: tirou o Fernandão e pôs o Hernán Barcos, que teve uma atuação apenas discreta, primeiro pelo fato de estar fora de ritmo ainda, segundo porque não muito tempo depois, o Felipão tira o Daniel Carvalho e põe o Chico(me pergunto aqui: e o Pedro Carmona, que foi feito um baita esforço para que ficasse, não poderia ter entrado?) e com esse meio campo pavoroso, com 4 volantes, só podia mesmo dar m…: em jogada toda marcada por falha de marcação, o XV empatou com um ridículo gol contra de Maurício Ramos(aquele já citado também) e novamente dependemos do pé salvador de Marcos Assunção, que em outra precisa cobrança de falta, pôs a bola na cabeça do estreante Artur(que por sinal fez uma partida até que bem razoável, nada muito chamativo, mas também não comprometeu) para fazer o gol que selou a vitória palmeirense, mas não sem antes sofrer uma pressão desnecessária por parte do XV, pois já que não havia quem ligasse o meio com o ataque, o time vivia de lançar bolas e dá-las nos pés dos jogadores do XV, que aproveitavam e levavam perigo ao gol do Deola, que saiu-se bem, mostrando que mesmo com a falha no lance do primeiro gol, não se deixou abalar.

O jogo em si valeu pelas estréias(Barcos e Artur), para mostrar que o Palmeiras agora finalmente parece ter uma alternativa as inúmeras lesões do Valdívia, pois quando o Daniel Carvalho estiver 100%, será muito difícil tirá-lo do time titular e que a pontaria do Assunção continua como sempre.

Analisar a estréia do Barcos é difícil e até mesmo injusto, pois como esperar muitas jogadas de alguém que logo depois que entra, o técnico tira o único meia criativo do time e põe um volante de marcação, por conta disso, dá pra dizer apenas que valeu pela estréia propriamente dita e só.

O Maikon Leite vem mostrando-se peça importante para acelerar os ataques do time e apesar de ainda não estar na plenitude técnica(ainda vem errando muitos lances que não costuma errar) é outra peça importantíssima do time.

Começo de ano ainda é muito precipitado para se dar algum veredicto e o Paulista não é lá um grande parâmetro, porém o aumento de opções na montagem do time, dá mostras de que esse ano pode ser muito mais tranquilo do que o passado e principalmente que se possa almejar melhores resultados, porém isso passará pelas contratações prometidas pela diretoria, pois principalmente no caso do brasileiro e copa sul-americana, o elenco ainda é pequeno, porém para esse comecinho de ano, ele vai dando conta do recado.

 

Assunção, o mito!

Se algum jogador atualmente no Palmeiras merece, e muito o reconhecimento da torcida, esse é o Marcos Assunção, que jogo após jogo vem mostrando sua capacidade de decisão. Ontem foi graças a ele que o Palmeiras saiu com os 3 pontos no jogo contra o Mogi Mirim. Suas cobranças de falta precisas, ontem foram responsáveis pelos 2 gols do time alviverde.

A parte boa é que depois de um ótimo acerto de patrocínio com a Kia motors (onde no mínimo o time conseguirá 25 milhões por ano até janeiro de 2015), põde garantir uma boa vitória que o coloca entre os líderes do campeonato. A parte ruim é que com 35 anos, o Assunção disse que ou para esse ano, ou ao final do ano que vem, dependendo do que ocorrer nessa temporada(leia-se qualificação para libertadores).

Olhar o jogo em si, nos leva mais uma vez aquilo que vem sendo dito desde o ano passado: a falta de boas opções no elenco, pois é no mínimo perturbador você ver um time que deveria passar com sem sustos por outro que é notadamente mais fraco, levar pressão e correr riscos de sofrer empate durante praticamente todo segundo tempo. A sorte foi que logo no início em cobrança da falta perfeita, Assunção abriu o placar e deixou o Palmeiras em relativa tranquilidade, onde pelo menos na teoria, com o Mogi tendo de sair para o ataque para buscar o resultado, permitiria que o time, em rápidos contra-ataques, pudesse definir a partida, porém na prática a coisa foi muito diferente… O time simplesmente não tinha velocidade para sair no contra-ataque, pois mesmo com os bons passes executados por Valdívia e também pelo Assunção, Fernandão(que voltava demais para trás do meio e por ser lento não estava nunca bem posicionado) e Luan(que estava em uma noite triste), tratavam de matar as jogadas, por pura falta de velocidade. Pra ajudar, o Felipão ao invés de colocar o Maikon Leite, preferiu reforçar a defesa no segundo tempo e tentar segurar o magro placar de 1 a 0 e o que é pior, ainda ficou levando sufoco do fraco time do Mogi. Não fosse no final outra intervenção primorosa do Marcos Assunção, que assegurou a vitória com mais um belo gol de falta, ainda tinha o risco de novamente o time sair com um empate.

Bom ontem o resultado e ver que o Daniel Carvalho parece ganhar mais ritmo de jogo e em alguns momentos foi muito interessante ver lances dele, do Valdívia e tabela entre ambos, pois quando o jogador tem um toque diferenciado e mais categoria que os que estavam jogando normalmente, as jogadas fluem com muito mais facilidade. O problema como já disse antes é a questão física de ambos, que não se mostra há tempos confiável.

No domingo teremos o primeiro clássico, contra o Santos que muito provavelmente terá em campo o time principal(já visando a estréia na libertadores da américa) e aí poderemos ter uma noção mais concreta da capacidade desse time. É bem provável que também o jogo promova as estréias de Barcos, Román e talvez Artur(esse último pela regularidade do cicinho é o mais improvável) e será bem interessante vê-los sendo de cara colocados à prova contra um bom desafio.

Em tempo: foram prometidos mais reforços ainda para o time pelo Tirone. O Wesley ex-Santos foi citado, mas o preço fora da realidade(6 milhões de euros) parece afastá-lo cada vez mais do time. Seria um bom reforço, mas ao que parece são mínimas as chances de contarmos com ele no time.

Palmeiras vence (mas não convence)

 

 

 

Com um gol do certeiro Marcos Assunção, logo aos 2 minutos em nova cobrança de falta, o Palmeiras começou jogando com tranquilidade.

Entretanto a calmaria durou pouco. Com o decorrer do tempo, a equipe do Mogi Mirim reagiu e passou a apertar e dominar a posse de bola tentando chegar ao empate.

No primeiro tempo, o goleiro Deola teve trabalho em lances de Hernane, Val e João Paulo.  Abro parênteses para um lance que aconteceu aos 22 minutos: o jogador Hernane dividiu com o zagueiro Henrique e caiu no chão pedindo pênalti, mas tanto o árbitro  Antônio Rogério Batista do Prado como a colunista aqui acharam que não foi nada.[ Alguém discorda? ]

Já o Palmeiras tentou ampliar o placar com Luan e Valdivia. Apesar dos lances de ataque, o primeiro tempo ficou marcado como de muita marcação, não impedindo que a pequena torcida palmeirense fizesse sua festa.

No segundo tempo, o panorama não mudou muito. Ficou claro que o Palmeiras ainda tem sérios problemas para manter a posse de bola, que o time é muito dependente do talento individual de Marcos Assunção e Valdívia e que um centroavante faz muito falta à equipe.

E a partida só terminou em 2x 0, porque o segundo gol saiu  exatamente de outra bola parada aos 42 minutos do segundo tempo, novamente de uma cobrança do meia Marcos Assunção.

Apesar do resultado favorável, o Verdão mais uma vez não realizou boa partida. Em alguns momentos da partida, a pequena torcida chegou a vaiar o time.

Com a vitória desta noite, o Palmeiras subiu três posições e ocupa agora o 4º lugar na tabela de classificação. Já a derrota custou caro ao Mogi Mirim fazendo com que o clube descesse da quinta para sexta posição.

PS: E não é que esta colunista acertou mais uma vez o placar. Confira aqui meu palpite feito na segunda dia 30.