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“Meninos da vila” decidem e Santos vence seu 21º paulista

Robinho, Renato, Elano, Ricardo Oliveira… Quem ouve pensa que está se falando do time do Santos dos anos de 2002 à 2004, porém o ano é 2015 e mesmo eles já não sendo mais os “meninos da vila”(apesar de apenas o Robinho ser realmente formado lá, e o Ricardo ter se destacado primeiro na lusa, ainda sim todos ficaram marcados por essa alcunha da época), fizeram novamente história, levando um time desacreditado no começo da temporada ao um surpreendente e merecido título de campeão paulista de 2015, vencendo o também surpreendente(mas por outras razões) finalista Palmeiras nos pênaltis, depois de uma vitória por 2 a 1 no tempo normal(havia perdido o primeiro por 1 a 0).

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BI-CAMPEÃO

Finalmente!! Depois de tempos difíceis, finalmente o Palmeiras retoma sua devida posição de protagonista no cenário nacional e conquista pela segunda vez a Copa do Brasil, depois de um empate em 1 a 1 com o Coritiba no Couto Pereira.

Acredito que fui um dos poucos que desde o começo acreditava nessa conquista. Mesmo quando o time desandou no Paulista, culminando em uma eliminação ridícula contra o Guarani, eu via um time diferente na Copa do Brasil, pois ele seguia jogando com segurança, e se impondo contra seus adversários, tal qual a campanha mostra:

Primeira fase:

Coruripe 0 x 1 Palmeiras Palmeiras 3 x 0 Coruripe

Segunda fase:

Horizonte 1 x 3 Palmeiras(se classificou por marcar 2 na casa do adversário)

Oitavas de final:

Paraná 1 x 2 Palmeiras Palmeiras 4 x 0 Paraná

Quartas de Final:

Atlético-PR 2 x 2 Palmeiras Palmeiras 2 x 0 Atlético-PR

Semi-Final:

Grêmio 0 x 2 Palmeiras Palmeiras 1 x 1 Grêmio

Final:

Palmeiras 2 x 0 Coritiba Coritiba 1 x 1 Palmeiras

O time por diversas vezes foi desacreditado no torneio. Nas quartas quando o Atlético-PR vinha de uma classificação em cima do Cruzeiro, consideravam imenso o risco do Palmeiras cair. Chegando na semi, tratavam o Grêmio como bicho-papão e na final o Coritiba como o time de melhor futebol, porém o Palmeiras soube jogar com raça, até quando não apresentou um bom futebol(caso do primeiro tempo contra o Coritiba por exemplo) e assim trazer mais essa conquista para o clube.

Muito mais do que o título em si, o resgate da força do clube que é o maior campeão de torneios nacionais(10 títulos) e a prova de que quando se tenta fazer um pouco a coisa certa, o time anda.

Fundamental para essa conquista, a entrada do César Sampaio como diretor, que deu mais tranquilidade ao Felipão, o afastamento do Frizzo dos holofotes, e claro as boas contratações que o clube fez.

Chegaram: Juninho Barcos Artur Daniel Carvalho Mazinho Wesley(coloco na lista pela qualidade da contratação) Roman Fernandinho

Alguns com menos chance(caso dos dois últimos), mas que mesmo quando entraram não comprometeram. Os outros ou são titulares absolutos, ou jogam com grande frequência e esse simples aumento de opções já mudou a cara do time, que passou a ter mais opções de jogo, de criação e até a chegada de um homem-gol(Barcos).

O time em nenhum momento deixou de ser um dos maiores do país, porém a própria falta de títulos acaba trazendo mais pressão aos jogadores, que muitas vezes são perseguidos injustamente(caso do Luan por exemplo) por aquela necessidade de uma conquista importante. Conquista essa que veio nessa quarta.

Dizer que o time agora é forte e que é favorito ao Brasileirão seria absurdo. O time ainda tem carências e precisa qualificar mais o elenco. Ainda falta um reserva a altura do Barcos, um meia que possa ou jogar junto com o Valdívia ou substituí-lo, um volante para a reserva do Henrique e talvez um zagueiro(não confio no Leandro Amaro). Ver a diferença em relação ao ano passado(quando faltava praticamente tudo no time, que ainda contava com a má fase de diversos jogadores do elenco) é a clara mostra da evolução do time.

Acho que vale destacar alguns jogadores que tiveram um destaque especial nessa conquista:

– Barcos: fundamental em diversos jogos(que infelizmente não pode jogar na final por uma apendicite), fez gols fundamentais e foi decisivo principalmente contra o Grêmio.

– Henrique: talvez a mais grata surpresa, pois ele vinha bem como zagueiro, mas como primeiro volante está com atuações muito acima da média. A escalação dele nessa posição foi o verdadeiro salto de qualidade do time, que passou a ter uma marcação mais forte e uma saída de bola muito mais qualificada(ele faz ambos muito melhor que o Márcio Araújo).

– Bruno: Entrou no lugar do Deola que vinha em péssima fase e assumiu com segurança a titularidade. Apesar de falha ou outra, ele transmite muito mais segurança a defesa e principalmente na primeira partida da final, fechou o gol.

– Mazinho: Ótima peça para o elenco, entrou contra o Grêmio e abriu caminho para a vitória, contra o Paraná marcou duas vezes e na segunda partida da final foi responsável por diversas jogadas de perigo e pelo lance da falta que originou o gol.

– Valdívia: Foi decisivo contra o Grêmio, quando entrou e marcou, contra o Coxa até ser expulso, era o responsável pela criação e jogadas de perigo do time, tendo inclusive marcado o primeiro gol do jogo.

– Marcos Assunção: Como disse o Marcos quando parou “vou deixar o time nas mãos de outro Marcos” e ele assumiu a faixa de capitão e foi de fato a experiência que conduziu o time até a conquista. Suas bolas paradas mortais(os 3 gols contra o Coritba saíram de lances cobrados por ele) e sua liderança em campo, sabendo acalmar o time quando necessário, foram fundamentais para a conquista.

Uma menção honrosa ao Luan, que durante quase 25 minutos jogou praticamente com uma perna só, já que ele havia sentido uma fisgada na coxa em uma dividida, mas como o Palmeiras já tinha feito as 3 alterações, o time ficaria com 10 e ele para não prejudicar o time, ainda se sacrificou e conseguiu até roubar bolas e puxar contra-ataques, cavar faltas. Foi algo realmente de se orgulhar ver a entrega do jogador, que sempre é tão criticado, mas que nunca pode dizer que faltou amor a camisa, pois ele sempre se entrega quando entra em campo.

A partida em si mostrou um Palmeiras muito seguro na defesa e que depois de poucos minutos de empolgação do Coritiba, equilibrou e levou até mais perigo. Sofreu um gol no segundo tempo em uma falta boba, mas soube manter a calma e empatou com Betinho pouco depois. A prova da eficiência defensiva do time, foi a diferença de desarmes(54 a 9) em relação ao Coxa.

O futuro: acredito que o time jogue por uma posição segura no Brasileiro e que entre para ganhar na Sul Americana. Acho que habituar os jogadores a disputas internacionais é bem interessante, para poder fazer uma boa Libertadores no ano que vem.

No mais, parabéns ao Palmeiras, campeão invicto com todos os méritos da Copa do Brasil 2012.