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7 notícias que mostram: nada mudou no futebol brasileiro

Terminada a copa do mundo, muita coisa foi dita sobre o futebol brasileiro(aqui então, praticamente todos deram seu “pitaco” no problema), seguiu-se algumas “mudanças” na seleção, os campeonatos voltaram e a vida, digamos, continuou.

Porém perto do fim do ano(ainda tem algumas rodadas, a final da copa e as quartas da sul americana), e pegando apenas desde o término da copa, como tantos temas no mínimo nojentos, tiveram algum destaque no noticiário do futebol nacional, que fica praticamente auto-explicativa a razão do porquê as coisas aqui estão um lixo e como a perspectiva de mudar está tão, mas tão distante…

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A final da Copa do Brasil e o grande duelo de 2014: Cruzeiro x Atlético-MG

Assistimos na última quarta a dois confrontos épicos e que credenciaram ainda mais as duas equipes a essa final que, exceção aos torcedores dos times derrotados(caso de Flamengo e Santos), todos queriam ver nessa Copa do Brasil: Cruzeiro x Atlético-MG

Sem dúvida nenhuma será a final daqueles que tem jogado o futebol mais vistoso, além dos times que podem ser considerados os melhores do Brasil na atualidade, sendo que o Cruzeiro é atual campeão brasileiro, mineiro e segue para o bi do nacional, enquanto o Atlético-Mg, o último campeão brasileiro da libertadores, campeão da recopa, além de estar entre os 4 primeiros do brasileiro.

O que mais impressiona ao se analisar ambos os times, é que muitos dos jogadores chegaram com status de “refugos” de outros times, porém o rendimento deles lá é algo que impressiona.

Peguemos por exemplo os dois maiores destaques de ambos, casos de Diego Tardelli e Everton Ribeiro.

O primeiro era aquele jogador que sempre se esperava algo, mas quando parecia que ia, não ia. Teve uma boa primeira passagem no time mineiro(quando sua carreira começou a recuperar), foi para fora, voltou e desde então tem jogado um futebol que salta os olhos, tamanha qualidade, não para menos foi chamado para a seleção e ainda decidiu no clássico contra a Argentina, está jogando demais!

O segundo apareceu com alguma expectativa no Corinthians, porém não deu certo, foi descartado para o Coritiba, onde começou a render e o Cruzeiro resolveu apostar nele, aposta muito certeira, diga-se. Foi o melhor do time no título brasileiro do ano passado, vem sendo um dos destaques esse ano novamente(apesar de não estar com o mesmo nível de 2013) e também conseguiu uma convocação para a seleção. Entrou bem, mas ainda é difícil saber se ele terá carreira longa no time do Brasil.

Isso sem contar tantos outros jogadores, como Borges, Dagoberto, Nilton, Marquinhos(aquele ruim que jogou no Palmeiras mesmo), Léo(outro pereba ex-palmeiras). Já no lado do galo podemos colocar o Leonardo Silva, Pierre, Jô(apesar de ter saído agora no fim do ano, ainad teve grande participação na campanha do time), Maicossuel, entre outros.

Os dois times tem como principal característica jogar um futebol mais ofensivo, sempre em busca do gol, o que foge a regra dos times brasileiros em geral, que privilegiam a defesa, para depois ver se sai algum gol. Não chegam a ter uma defesa horrível, mas seguem mais a lógica do “tomo 3, mas marco 4”

O Cruzeiro teve uma campanha com menos percalços que o galo(pegou alguns times mais fracos e atropelou sem dó, exceção ao ABC, que tomou certo sufoco), porém contra o Santos chegou a estar eliminado durante parte do segundo tempo e conseguiu buscar o empate mesmo jogando na Vila Belmiro. Mostras também do poder de reação do time.

Já o Atlético-Mg… Bom o time do galo foi responsável por dois dos momentos mais épicos do futebol nacional neste ano. As viradas que ele conseguiu em casa contra Corinthians e Flamengo, são daqueles momentos que tanto vem rareando no Brasil, de que o futebol daqui ainda pode ser emocionante. Foram grandes partidas, que mesmo sem torcer para nenhum dos times, você ficava tenso junto. Além do que, a torcida mostrou sua força e sem dúvida empurrou o galo para essa final, igual em 2013 na libertadores, onde o time sempre conseguia reagir em casa.

Eu ainda cito mérito dos técnicos, um que chegou sem muito holofote, caso do Marcelo Oliveira, que atualmente é disparado o melhor do Brasil e o Levir Culpi, que sempre achei uma porcaria de técnico, mas que faz um trabalho no galo realmente impressionante. Tirou o Ronaldinho Gaúcho e acertou o time para que ele continuasse rendendo mesmo sem seu maior astro(que estava em queda, diga-se).

Não bastasse tudo isso, ainda tem a rivalidade local, que com os times em ótima fase, fica ainda mais acentuada. É o tipo de jogo que se o cara já entra para ganhar, só por ter o prazer de vencer em cima do maior rival, entra com vontade dobrada.Uma pena não se ter o estádio dividido, faria do espetáculo ainda mais bonito, então os times que se preparem, pois a pressão não será pouca para nenhum deles quando forem visitantes.

Um palpite? Acredito que pelos jogos das fases anteriores, o vencedor será o Atlético-MG, porém clássico é praticamente impossível dar um prognóstico.

Por tudo dito aqui, é uma final que certamente entrará para a história e que todo amante de futebol, está proibido de perder!

Atlético-MG: o menos com menos que virou mais

Todos devem lembrar daquela manjada regra matemática: menos com menos é igual a mais, porém na última quarta-feira, o Atlético-MG provou que isso também pode se aplicar ao futebol, pois com um time repleto de jogadores, que quando chegaram muita gente torcia o nariz, assim como um técnico desacreditado em decisões, o time superou até a descrença de que não conseguiria reverter a desvantagem e consagrou-se campeão da américa de 2013.

Olhando o time titular por exemplo:

Victor quando saiu do Grêmio, para muitos não deixou saudade, pois era um goleiro considerado inseguro e que “amarelava” em horas decisivas… foi decisivo nas quartas, semi e final.

Leonardo Silva foi dispensado do Palmeiras, viveu boa fase no Cruzeiro e saiu quando diziam que ele já estava decadente, no entanto foi seguro na defesa e ainda marcou o gol decisivo na final.

Richarlyson quando saiu do São Paulo a torcida agradeceu, tanto pela pegação de pé pela sua suposta opção sexual(babaquice, diga-se de passagem), como pelo seu destempero e má fase. Apesar de não ter jogado a partida final, justamente por ter sido expulso, foi peça fundamental no time. Júnior César, que entrou em seu lugar foi outro que por onde passou não deixou saudade, porém quando entrou e até na final, não comprometeu.

Pierre que foi dos destaques do time, saiu do Palmeiras por não ser aproveitado pelo Felipão na época.

Diego Tardelli tornou-se ídolo no Galo e voltou com status de tal, porém quando chegou, era considerado uma aposta arriscada, pelas passagens pífias no São Paulo e Flamengo. Jogou muito e foi destaque junto com seus 3 companheiros de ataque

Jô chegou dispensado por indisciplina do Internacional e foi considerado uma contratação extremamente duvidosa, pois imaginava-se que ele traria os mesmo problemas ao Atlético. Ao contrário do que todo mundo esperava, ele renasceu para o futebol, chegou a seleção e ainda foi artilheiro da Libertadores com 6 gols.

Ronaldinho Gaúcho é sem dúvida o símbolo dos renegados citados, quando contratado, até a torcida do Galo se dividiu, pois muitos achavam um investimento alto demais e com poucas chances de dar certo, até pelos últimos anos, porém o que se viu foi um Ronaldinho que liderou esse time e apesar de ter sido bem discreto nas finais, ainda sim teve papel de destaque nessa conquista.

creio que desse time, apenas o Rever e Josué(jogou no lugar do Pierre) chegaram como reforços que outros times gostariam de contar(não incluo o Bernard nessa lista por ele ser cria da base).

Talvez a explicação de um time com tantos “menos” ter virado mais seja justamente seu técnico, pois o Cuca tinha na testa o rótulo de “fracassado” e azarado, tantas foram as vezes que ele bateu na trave na hora de ganhar um título de expressão e perder seja por destempero seu que acabava por abalar o time, seja por alguma ironia do destino(como quando perdeu para o Once Caldas em 2004 com um time claramente superior), sendo dentre todos o mais “menos” da lista.

Sempre apreciei o trabalho dele como técnico, mas como muitos, não gostaria dele no time por saber que no final ele daria um jeito de perder o título, rótulo esse que perseguia seus bons trabalhos até ontem.

Ele sem dúvida foi a peça-chave dessa conquista, pois mostrou aos jogadores (e certamente os contagiou com isso) que era hora de aquele grupo com aquele técnico e em um time que vinha sendo considerado apenas um grande pela tradição e nem tanto por impor respeito, que eles eram um grupo que poderia mostrar não só ao Brasil, como a américa, que tinham condições de renascer para o futebol e voltarem ao papel de protagonistas. No ano passado já haviam se tornado um time a ser respeitado, com um vice-campeonato brasileiro tendo um futebol vistoso e para muitos o melhor do país.

Chegou com rótulo de favorito na Libertadores e depois de 5 vitórias e somente uma derrota na primeira fase(em um jogo contra o São Paulo que perdeu pelo salto alto), foi para a segunda fase com a melhor campanha entre os 16 classificados.

Despachou o São Paulo nas oitavas vencendo fora de casa e goleando em casa.

Superou o Tijuana com 2 empates (2 a 2 fora e 1 a 1 em casa), no primeiro milagre do Victor(a defesa com o pé aos 47 do segundo tempo no pênalti que poderia dar a classificação ao Tijuana).

Passaram pelo Newell’s Old Boys depois de reverterem em casa um placar adverso de 2 a 0(que muitos consideravam irreversível) com um gol nos acréscimos do Guilherme e o segundo milagre do Victor(Defesa do último pênalti, batido pelo capitão Maxi Rodriguéz).

Finalmente na final, depois de perderem por 2 a 0 fora e novamente chegarem desacreditados no jogo da volta, fizeram 2 a 0 em casa, com um gol aos 42 do segundo, levando o jogo para a prorrogação e posteriormente pênaltis onde o Victor realizou seu terceiro milagre(defendendo o primeiro pênalti batido pelo Olímpia, mesmo se adiantando um pouco).

Um time que renasce, jogadores que dão a volta por cima e um técnico que finalmente se consagra como um dos grandes do país. Possivelmente das maiores histórias de renascimento dos últimos tempos do futebol.

Parabéns ao Atlético-MG que agora é o dono da América e volta a cantar alto como uma potência nacional!

O mico milionário

As duas últimas semanas tiveram como principal tema do futebol nacional o fim de um dos grandes micos dos últimos tempos, que foi a contratação do Ronaldinho pelo Flamengo, devido ao atraso de salários(no Flamengo? novidade…) e depois com o surpreendente anúncio da sua ida para o Atlético-MG.

O Ronaldinho até pelo histórico de melhor do mundo, poderia ter rendido mais, porém ali nada ajudou e acredito que alguns pontos foram fundamentais:

– Apelo de marketing: o Ronaldinho apesar de ser um bom garoto propaganda, já não vinha tendo a mesma atenção, até pela propaganda negativa que ele mesmo cultivou: há anos joga de má vontade(mesmo sem nenhum problema físico), na seleção, tirando 2002 quando era um coadjuvante do Ronaldo e Rivaldo, sempre teve atuações abaixo da média, ou pífias.

– Amadorismo do time: o Flamengo por mais que tivesse esse histórico jogando contra, a torcida abraçou a contratação, porém nada fez a direção para que ele virasse um bom chamariz de investimento e mesmo de venda de produtos(haja visto que o time sequer conseguiu um patrocínio condizente com tal produto)

– Regalias e passividade em excesso: o time passava muito a mão na cabeça dele quando ele fazia bobagem. Ele chegou de ressaca, faltou, tomou cartão pra ficar suspenso no dia do jogo e ir gandaiar.

O Flamengo foi extremamente incompetente, mas vendo a situação do futebol brasileiro atual é de certa forma compreensível, pois os times daqui não tem condição ainda de fazer bons planos de marketing para estrelas ou destaques do time, salve raras exceções como Ronaldo ou Neymar.

O começo da semana ainda reservou uma situação totalmente inesperada: o Atlético-MG anunciou o Ronaldinho como seu novo reforço com um contrato até o fim do ano e recebendo cerca de 1/4 do que recebia no Flamengo(declarado pelo presidente, mas ao que parece o real salário beira 1 milhão)

Coragem do Atlético em apostar em um jogador que tem mostrado total falta de interesse ou mesmo comprometimento nos últimos anos e triste ver como um jogador do nível dele, chegou ao ponto de grande parte das torcidas dos grandes clubes querem ele bem longe de seus times…

Sobre o futuro dele no Atlético acredito que apenas ele pode dizer, pois ter um fim de carreira patético como vem sendo, não condiz com a condição de estrela mundial que ele já teve.