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Rogério Ceni – o MITO dos 1000 jogos

Presenciei boa parte dos mil jogos realizados pelo capitão Rogério Ceni na meta tricolor. Como já tenho mais de 30 anos, assisti jogos do Rogério desde os juniores, como no título da Copa São Paulo de 1993, vi seus jogos pelo “Expressinho” campeão da Conmebol de 1994, sofri no período em que diziam que ele nunca conseguiria um título de expressão pelo tricolor (culminando com o Paulistinha de 1998), tive o privilégio de vê-lo erguer por 3 vezes a taça de campeão brasileiro (2006, 2007 e 2008) e também as taças de campeão da Libertadores e Mundial (ambas em 2005).

Muitos jogos passam pela minha cabeça: a final do Mundial 2005 foi muito marcante, assim como o jogo do recorde de gols contra o Cruzeiro em 2006, uma das poucas notas 10 distribuídas pelo Prêmio Bola de Prata da Placar, o jogo do centésimo em 2011 contra o SCCP, mas a partida que considero a melhor atuação do MITO com a camisa tricolor foi a vitória épica contra o Rosário Central nas oitavas da Libertadores de 2004.

Esta era a primeira Libertadores do tricolor em 10 anos, desde a final de 1994, o tricolor não havia conseguido se classificar para o torneio mais desejado das Américas. O tricolor havia perdido o primeiro jogo em Rosário por 1X0 e precisava vencer por 2 gols de diferença para se classificar (não existia a babaquice do desempate por gols fora).

O tricolor saiu perdendo logo aos seis minutos do primeiro tempo, com um gol de Herrera, em uma besteira da defesa tricolor. O São Paulo se abateu com o gol, os argentinos pressionavam e o Rogério mostrava segurança quando era exigido. Aos 22 minutos o lance que poderia ser a redenção tricolor, pênalti (mal marcado) para o tricolor – o lance havia sido fora da área. Luis Fabiano bate e o goleiro defende a cobrança.

Aos 47, Grafite de cabeça empata o jogo. Ao final do primeiro tempo o tricolor não desce para os vestiários, e recebe as orientações do técnico Cuca no gramado do Morumbi.

No segundo tempo, o tricolor pressionou do inicio ao fim.  Perdia muitos gols até que aos 32 minutos, surge o gol mais sofrido que já vi, Grafite, de novo, aos trancos e barrancos faz 2X1.

O jogo foi para os pênaltis, logo na primeira cobrança Cicinho perde, os argentinos acertam 4 cobranças seguidas e o tricolor acerta as 3 seguidas com Grafite, Luis Fabiano e Fabão.

O jogo estava agora nas mãos e nos pés do capitão, ele precisa converter sua cobrança e pegar o pênalti seguinte para que o tricolor empatasse a disputa e levasse para as cobranças alternadas.

Ele bateu com maestria a sua cobrança e empatou a disputa. Na sequência com a frieza que só os grandes jogadores da história têm defendeu a 5ª cobrança dos argentinos no cantinho ­direito – é bom lembrar que ele não escolheu um canto e sim aguardou a cobrança e foi em direção da bola depois da cobrança direito – e manteve as esperanças dos tricolores.

Nas cobranças alternadas Gabriel fez para o tricolor e o MITO defendeu a cobrança do argentino, desta fez no canto esquerdo.

O São Paulo, infelizmente, não venceu aquele torneio, porém escolho este jogo como o jogo inesquecível do MITO, pois esta atuação fez com que os torcedores tricolores tivessem certeza que a trajetória de glórias do tricolor continuar.

Esta partida mostrou que Rogério Ceni é um excelente goleiro, embora seus feitos com a bola nos pés façam com que muitos críticos se esqueçam de suas qualidades debaixo das traves, um grande líder e principalmente um jogador capaz de mesmo nos momentos mais difíceis de uma partida de demonstrar a frieza necessária.

Hoje é dia de celebrar os 1000 jogos do maior e melhor goleiro da história do futebol brasileiro, de um jogador que honra a camisa que veste, de um vencedor (são 31 títulos com a camisa tricolor).

Portanto, torcedor tricolor no jogo de hoje no Morumbi esqueça as vaias, esqueça as fragilidades da equipe, a defesa de brucutus, o meio sem criatividade e o ataque que não faz gols. Celebre, aplauda, incentive e comemore no jogo de hoje.

Porque todos têm goleiro, nós temos Rogério Ceni!

Cansei…

Cansei de escrever sobre como o time do São Paulo é um time que só sabe jogar no contragolpe, que não sabe se portar quando o adversário jogo com todos os jogadores atrás da linha da bola e que para mudar este estilo de jogo é necessário um jogador capaz de prender a bola no ataque e principalmente ser referência no ataque para fazer os gols quando o time fica sem opção de jogadas.

Cansei também de dizer que a culpa não é do técnico ou dos técnicos que passaram recentemente pelo tricolor, vale lembrar que o contestado Ricardo Gomes foi campeão da Copa do Brasil com o Vasco que tem um elenco mais modesto que o tricolor.

Desta forma prefiro falar das perspectivas tricolores para este Brasileirão, que não parecem muito boas.

O São Paulo Futebol Clube tem se apequenado! O clube que sem foi referência tanto dentro quanto fora do campo tem se tornado igual a todos os seus concorrentes, é mais do mesmo.

O tricolor que sempre (até 2005) montou times que tinham ao menos um pouco de talento, agora se limita a jogar para conseguir 3 pontos – sempre que sai na frente recua como time pequeno e fica esperando o jogo acabar.

Mesmo o time campeão da Libertadores e Mundial em 2005, que era muito fraco por sinal, que tinha jogadores limitadíssimos como Lugano, Edcarlos, Fabão, Mineiro, Josué, Danilo e Aloísio possui talentos em outras posições como o veloz e eficiente Cicinho, o talentoso Amoroso, o experiente Júnior, sem contar o melhor goleiro brasileiro de todos os tempos Rogério Ceni.

Neste time exceção feita à Rogério Ceni, o tricolor tem apenas duas promessas (Casemiro e Lucas) e um time repleto de jogadores sem talento para jogar em um clube com a história do tricolor.

Sinceramente, não sei até onde este time pode chegar, já cheguei a pensar que brigaria pelo título (confesso que exagerei),  já temi pelo rebaixamento (e me lembrei que time grande não cai), e  hoje tenho certeza que se mantiver esta irregularidade  ficará em uma posição intermediária da tabela.

O jogo contra o Fluminense foi um exemplo da mediocridade tricolor, um time sem nenhum talento tentando desesperadamente conseguir o empate depois de tomar um gol com um erro patético do sistema defensivo.

Mesmo a boa campanha fora de casa deve logo terminar, provavelmente já hoje contra o Figueirense, jogo em que o tricolor terá muitos desfalques.

Temo que o tricolor se apequene de tal forma que fique somente comemorando marcas individuais (100 gols, milésimo jogo, 700 jogos como capitão) e deixe de ganhar títulos e alegrar torcedores.

Hoje a única razão de orgulho do torcedor tricolor é o capitão, goleiro e MITO Rogério Ceni.

Por esta razão cansei. Cansei do JJ, cansei da mediocridade, cansei do futebol feio, cansei de não ter centroavante, cansei do Dagoberto, cansei do Carlinhos Paraíba, cansei…