Quando o suficiente não serve mais

É fato que o Santos não apresenta mais o futebol do primeiro semestre. Embora nos últimos três jogos seu futebol tenha sido um pouco mais eficiente, a velocidade e precisão, além do talento, não são mais um diferencial suficiente para o time que irá disputar o título mundial no final do ano no Japão.

Ansiedade, cansaço, calendário, contusões, convocação de seus principais jogadores para a seleção brasileira são alguns dos fatores que podem estar atrapalhando e, com isso o tempo passa e Muricy Ramalho não consegue acertar sua equipe e fazê-la jogar de forma convincente e que venha a deixar o torcedor santista otimista com relação ao desafio que pode coroar o Santos como time do ano.

Durante o Campeonato Paulista e Copa Libertadores o time mantinha a vontade de jogar e, mesmo fazendo o suficiente, vencia as partidas. Hoje, ao contrário, o time inicia suas partidas de forma eficiente e, algumas vezes, até avassaladora, porém, não consegue manter o ímpedo do jogo e acaba tomando a virada. Com exceção dos últimos três jogos – em que a equipe também não apresentou o futebol que o credenciou a disputar o Mundial de Clubes – a gana e objetividade estiveram sempre ausentes. Depois de sair ganhando, o time pára, diminui o ritmo e sofre o empate, logo mais a virada.

Oponente cada vez mais forte

O técnico Muricy Ramalho andou consultando pessoas do Inter-RS buscando obter lições sobre o Mundial que o time gaúcho disputou em 2006 e 2010. Não é segredo que a preocupação maior do técnico é com o possivel (e provável) embate contra o Barcelona no dia 18 de dezembro deste ano.

Deixando claro que para Barcelona e o Santos se enfrentarem, primeiro devem passar pela fase semifinal – foi nessa fase que o Internacional-RS foi surpreendido pelo inexpressivo Mazembe. É muito difícil pensar que, tanto o Santos quanto o Barcelona, não passem por essa fase e deixem de fazer o jogo mais esperado do ano.

Um problema para a equipe santista e uma constatação: o já poderosíssimo time de Messi está ainda mais forte. O Barcelona contratratou o chileno Alexis Sánchez, ex-Udinese, e levaram também o meia Cesc Fábregas, do Arsenal – este foi adquirido pela bagatela de 36 milhões de euros (R$ 82,8 milhões). E, para quem esperava que o espanhol não tivesse lugar em um time que Neymar chama de extraterrestres, o jogador vem dando resultados.

Veja a provável escalação do timaço que o Santos tem a enfrentar, bem como seus reservas: V. Valdes (Pinto e Miño); Daniel Alves (Montoya); Piquê e Puyol (Fontas, Bartra e Abidal); Adriano (Maxweell); Busquets (Mascherano); Xavi (Keita e Cesc Fabregas); Iniesta (Thiago Alcantara); Villa (Afellay); Messi e Pedro (A. Sanchez).

Realmente, esse ano é um ano de grande provação para o time santista que deve se firmar no proximo turno do Campeonato Brasileiro a fim de achar a formação ideal para ir forte ao Japão buscar a tão sonhada terceira estrela. Essa será a função desta fase do BR11, já que o time santista acredita que, embora possível, o titulo brasileiro está muito difícil de ser conquistado.

Deixe uma resposta