Purgatório Alviverde – parte 2

Passada a “era Felipão”, terminarei a análise, com a mudança e chegada do Gilson Kleina.

Olhando as opções após a saída do Luis Felipe, vejo ele como a melhor opção a ser escolhida, pois é um técnico que sabe tirar potencial de jogadores mais limitados(e como esses jogam com mais frequência do que deviam no Palmeiras, é um ponto a favor) e é alguém que quer avançar na carreira, logo teria mais gana de vencer do que aquele velho grupinho de sempre(tipo Leão, que até chegou a ser citado e ainda bem que não veio).

Ele chegou e conseguiu renovar o ânimo do time, tanto que vieram 3 vitórias, com 3 gols em cada jogo e a esperança renovada. 3 x 1 contra o Figueirense, 3 x 0 contra a Ponte e 3 x 1 contra o Millionários pela Sul-americana, renovaram o ânimo do time.

O jogo contra o São Paulo sem dúvida foi um divisor… porém para o lado negativo, pois o time entrou mal-escalado(deixar o Barcos isolado e Valdívia e Daniel Carvalho no meio foi uma ideia péssima, pois o meio era sem combate e o ataque ineficiente, pois o Argentino precisa de um parceiro de ataque). O time com 2 x 0 voltou certo no segundo tempo, mas a expulsão do Artur e a contusão do Valdívia(novidade), decretaram a derrota por 3 x 0(ainda tiveram tempo de fazer outro).

Moral que veio, rapidamente esfacelou-se, o time ficou ainda mais abalado e foi presa facílima para Coritiba e Naútico, que jogaram muito mal e ainda sim saíram vencedores contra um time com o psicológico em frangalhos.
O último jogo ainda manteve as esperanças, pois ao vencer o Bahia(que vem em queda livre nos últimos jogos), o time impediu que a distância para fora da zona d rebaixamento aumentasse ainda mais e chegasse a um ponto quase inalcançável, e ainda diminuiu(passando de 9 para 6 pontos)

Fundamental presença dos dois principais jogadores do time no ano: Barcos e Marcos Assunção. O primeiro foi a campo um dia depois do jogo dele pela seleção, chegou em cima da hora e foi direto para o estádio e ainda deu o passe que originou o gol da vitória. O segundo, mesmo sentindo dores no joelho, fez questão de entrar e comandar o time em campo, sem contar que fez uma boa partida, tanto dando qualidade na saída de bola, como marcando.

O time jogou muito feio, mas venceu e no momento se o time almeja algo, tem de esquecer o jogar bonito, tem d jogar para ganhar a todo custo, pois a situação não permite erros mais.

É possível salvar-se? sem dúvida que sim, tirar 6 pontos tendo 21 em disputa é mais do que possível, mas tudo dependerá da entrega e raça dos jogadores(e principalmente calma na hora de decidir) nos jogos finais… pode ser a consagração dos mesmos, ou uma mancha na carreira e principalmente no clube que nunca será apagada.

Sobre a diretoria reservei um espaço à parte: lamentável ver a situação que o clube chegou… não se estruturou para montar equipes realmente competitivas, vem contentando-se com pouco nos últimos anos e quando perde algum jogador, ou repõe mal, ou simplesmente não repõe. Felipão pagou o pato de não ter diversos pedidos atendidos, assim como o César Sampaio, que as vezes pode passar por incompetente, quando ele fez até além do possível com o que davam para ele de verbas para contratar. Ainda sim trouxe bons valores como o Barcos, Wesley, Juninho, fechou em definitivo com o Henrique, trouxe o bom Artur, etc. Com a aprovação das diretas, vejo que sopram ventos de mudança que podem finalmente dar o rumo que o Palmeiras precisa para voltar a época de glórias constantes e não viver apenas de situações esporádicas.

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