Por que, africanos?

Mandela certamente não ficaria orgulhoso do futebol apresentado pelas seleções africanas.
Mandela certamente não ficaria orgulhoso do futebol apresentado pelas seleções africanas.

Enquanto escrevo este post, Camarões está perdendo da Croácia e dando adeus à Copa do Mundo, assim como aconteceu com a Espanha mais cedo (eu avisei aqui).

Se eu não errei nas contas (sabe como é, matemática não é meu forte), foram 5 derrotas africanas, 1 empate e 1 vitória até aqui.

Evidente que não dá para focarmos em resultados, porque historicamente as seleções africanas nunca ganharam nada, exceto uns campeonatos de base em que não existe nenhum exame que possa comprovar que os jogadores têm uns 10 anos a mais que o declarado.

(Enquanto escrevo esta coluna, o Song, um dos melhores jogadores de Camarões, deu um soco nas costas de um croata e foi expulso. Pode fechar o caixão e beijar a viúva, que Camarões já morreu).

Porém, historicamente, as seleções africanas traziam um ingrediente muito importante às outras edições da copa: alegria. Não que esteja faltando alegria nesta copa, muito pelo contrário, a torcida está dando show, os jogos estão cheios de gols, etc. Mas fica a sensação de que os africanos não estão apresentando tudo que poderiam. A pergunta é: Por que?

Por que trocar a alegria, a habilidade e até a irresponsabilidade por esse futebol tático e físico que nada acrescenta ao futebol? Por que este futebol feio, que ninguém gosta de ver, traindo as raízes do continente?

Não sei se isso acontece pelo fato dos jogadores estarem na Europa, se é pelo excesso de treinadores europeus nas seleções africanas, mas o fato é que cada vez mais a única coisa que importa para estes times é o físico. Nem os uniformes são bonitos que nem eram os de antigamente.

Estava dando uma passada pelos grupos aqui, e me parece que a única africana que tem chances de ir às oitavas é Costa do Marfim, e mesmo assim corre riscos. E mesmo que classifique, não deve ir longe.

Está mais do que na hora do futebol africano repensar suas práticas e voltar às origens.

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