Escolha uma Página

Antes de mais nada, é importante deixar claro que este não é uma postagem sobre política, sobre quem deveria vencer a eleição ou qual candidato/partido é melhor. É uma postagem sobre esportes.

Passada a eleição presidencial, a presidente (re)eleita Dilma Roussef tem muitos desafios no país, incluindo aí melhorias no esporte. “Ah, mas a presidente tem coisas mais importantes para se preocupar”, dirão alguns. Concordo e discordo. O esporte não é prioridade em uma gestão pública, claro, mas pode ajudar muito no desenvolvimento, como explicarei abaixo.

Dentre todos os problemas brasileiros, alguns dos principais são relacionados com educação, tráfico de drogas e criminalidade. E o esporte pode (e deve) ser ferramenta para manter nossas crianças e jovens longe destes problemas.

Já dizia o ditado, “cabeça vazia, casa do diabo”. E o esporte entraria como uma ocupação para os jovens antes ou depois do período escolar, junto com ações relacionadas à arte e à cultura.

Acredito que a presidente Dilma deve estabelecer uma lista de prioridades no que diz respeito ao esporte. Minha humilde contribuição segue abaixo, em forma de lista (não necessariamente em ordem de importância):

  • Massificação do esporte nas escolas – A aula de educação física não é uma realidade nas escolas, infelizmente. Muitos colégios nem quadra têm, e muitas vezes quando têm é um desfile de conflitos e disputa de poder entre meia dúzia de meninos que querem jogar futebol e meia dúzia de meninas que querem jogar vôlei. É papel das escolas diversificar as modalidades apresentadas, para que os alunos possam de alguma forma identificar-se com alguma prática esportiva e desenvolver o lado físico e mental.
  • Construção de campos, quadras e ginásios em áreas carentes – Em muitos lugares do Brasil, os jovens têm apenas duas opções de “lazer”: ou vão para a igreja ou vão para as drogas. Construir parques, praças esportivas e afins seria uma terceira opção para que os jovens possam passar seu tempo ocioso.
  • Fiscalização e cobrança de times, federações e confederações – Grande parte da verba federal destinada à melhoria nos esportes vai para federações e confederações, que por sua vez não fazem questão nenhuma de prestar contas pra sociedade. Isso é inadmissível. Além disso, estimativas dizem que os grandes clubes de futebol devem cerca de 3 bilhões ao governo, que está inclinado a perdoar a dívida. Este valor é praticamente a metade do custo da transposição do Rio São Francisco, ou grande parte do valor do trem bala São Paulo – Rio de Janeiro. O governo deve cobrar e receber esta dívida o mais rápido possível.

Tem muito mais o que ser feito na área esportiva, claro. Teremos olimpíadas no Rio de Janeiro daqui a 2 anos, e os campeonatos profissionais de várias modalidades crescem cada vez mais. Porém, se o governo conseguir obter sucesso nas três áreas acima, já estaria de excelente tamanho.

Como vocês podem ver, em momento algum toquei em assuntos como calendário do futebol, seleção brasileira, esportes de alto rendimento. Acredito que isso não deva ser prioridade do governo, e os clubes que se virem para acertar essas coisas. O esporte, para o Brasil, não deve ser visto como ferramenta para aparecer no mundo através de conquistas e medalhas. Deve ser visto como ferramenta de inserção social.

Através do esporte os jovens desenvolvem coordenação motora, senso de trabalho em equipe, respeito à hierarquia, desenvolvem relacionamentos, lideranças. É uma das maneiras mais inteligentes de desenvolver o ser humano, de forma prazerosa.

E acreditem, amigos. Se tudo isso acima der certo, somos em 202 milhões de habitantes, e a quantidade trará a qualidade. Ser uma potência olímpica será apenas uma questão de tempo. E mesmo que não sejamos, se conseguirmos ser uma potência na educação e na saúde, eu ficaria muito feliz.

dilma

%d blogueiros gostam disto: