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razaoxemocao

A Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (LRFE) teve sua votação postergada para o mêsde Outubro, ou mais provavelmente, para depois das eleições. Há muita controvérsia neste assunto. Os dirigentes dos clubes solicitando o refinanciamento imediato das dívidas, para poderem sobreviver, literalmente, em alguns casos, como, por exemplo, o Botafogo. Do outro, contrários à lei nos atuais moldes, está o movimento denominado Bom Sen
so, dizendo que a regra cria subterfúgios aos dirigentes para que nada se altere no atual modus operandi da cartolagem.

Quem tem razão? Creio que nenhum dos lados. Os cartolas, em alguns casos são herdeiros de uma situação histórica. Em outros, são continuação da promiscuidade administrativa. Do lado dos jogadores, apesar de um conjunto de bons argumentos, está faltando se manifestarem quanto aos, em muitos casos, absurdos salários a eles atribuídos. Não há bom senso em se pagar a um jogador cerca de 800 000 Reais, ou mais, por mês, principalmente por não se tratar de nenhum extraordinário jogador, o que está cada vez mais raro no país em que os seus melhores jogadores sofreram 10 gols em dois jogos de copa do mundo.  Neste contexto, não há como se manter um clube racionalmente ajustado às responsabilidades fiscais.

Do outro lado desta história que tenta trazer um pouco de racionalidade à administração do futebol, está a paixão clubista que exige dos gestores vitórias e títulos. Para exemplificar esta situação consideremos o que está acontecendo no Flamengo. Uma gestão que iniciou-se de maneira extremamente racional, quanto aos aspectos financeiros, recebe pressão de todos os lados, inclusive de uma infinidade de ex-dirigentes, para que sejam feitas loucuras a fim de tirar o clube da zona de rebaixamento do campeonato brasileiro. Tenho certeza, que os dirigentes rubro negros, acima de tudo são torcedores, mas será que conseguirão se manter racionais na gestão eficiente das contas com o time indo para a segunda divisão? Será que aqueles que clamam pela seriedade administrativa não serão os primeiros a dizer que é uma vergonha um cube como o Flamengo disputar a segunda divisão, caso isto ocorra?

Para se entender um pouquinho mais a falta de responsabilidade administrativa, a folha de pagamento dos jogadores do Flamengo está girando ao entorno de nove milhões de Reais por mês, o que é uma folha equivalente ao que pagam os cinco clubes com a maior folha salarial do país. Aí surge a questão: Por que, com todo este salário, o time é ruim? Simples, o Flamengo paga cerca de 100 jogadores. A maioria não está no clube, e outros até já são aposentados, caso de Romário, que receberá até 2022, cento e cinquenta mil reais por mês. Será que é justo os dirigentes que criaram está situação não sofrerem nenhuma penalidade? A atual LRFE acha que é, por isto, não prevê punições aos dirigentes, só aos clubes. Lamentável.

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