Instabilidade tricolor

Não escrevi ao final dos 2 últimos jogos, por duas razões. Primeiramente, porque estou de férias e tem sido muito complicado encontrar um computador com conexão boa suficiente para postar as colunas do portal. Em segundo lugar, não queria ser injusto com o trabalho do novo técnico do tricolor que mal teve tempo de conhecer os jogadores para escalá-los para estes dois confrontos (Atlético-GO e Coritiba).

Como ainda não é possível ver a “mão do treinador” na equipe a análise fica por conta do que já vinha escrito aqui na coluna.

Não acho o time do São Paulo ruim (com as contratações  o elenco ficou até um pouco mais encorpado), porém existem limitações que não podem passar despercebidas.

O tricolor carece de um “homem-gol”, contra o Atlético-GO foram inúmeras chances de gol e evidentemente faltou alguém para definir. A solução parecia simples, bastava L. Fabiano estrear, porém a sua recuperação tem sido extremamente complicada (joelho, fibrose e dificuldade de cicatrização) e agora mais uma cirurgia. Sei que a culpa não é do atleta, que mais do que a torcida deve estar ansioso para estréia, mas seria tão difícil contratar um jogador mediano que seria reserva do Fabuloso e que poderia por enquanto quebrar o galho?

Outra preocupação que tenho é com o sistema defensivo do tricolor, com as saídas de Miranda e Alex Silva o tricolor precisa escalar o lento Xandão para jogar do lado esquerdo, em um esquema com 2 zagueiros e sem sobra (acredito que no decorrer do campeonato Luiz Eduardo deve ganhar a posição),  ainda assim falta ao menos um reserva.  A fragilidade da zaga pode ser vista nos 2 últimos jogos (Atlético-GO e Coritiba), quando o tricolor não suportou a pressão imposta pelos adversários e sofreu gols bobos. Sem contar que os laterais (Jean – improvisado e Juan) têm jogado muito mal.

O meio-campo parece ser o único setor que evoluiu, os volantes são muito bons (Wellington, Casemiro, Denílson e Jean),com meias de velocidade (Lucas, Ilsinho,  Marlos e Cícerp), meias que podem cadenciar o jogo (Rivaldo e Cañete) o que permite que o técnico tenha opções para composição do meio.

Os jogadores de velocidade do ataque também são ao menos razoáveis (Dagoberto e Fernandinho) só que não podem ser os responsáveis pelos gols da equipe.

Resumindo, acredito que o tricolor continuará causando sofrimento ao seu torcedor, em função da juventude e instabilidade do time. Principalmente nos jogos em casa, quando os adversários tendem a jogar fechados.

Neste fim de semana, o tricolor enfrenta o Vasco no Morumbi, e espero que tenha dado tempo do Adilson corrigir ao menos as falhas defensivas, pois o clube carioca tem o veloz Éder Luiz e um bom centroavante  – Alecsandro (que bem podia ser o reserva-titular do Fabulos).

Será que o tricolor vai dar mais sustos?

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