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Ídolos. Nossa vida é cercada deles. Nossos pais, um amigo, aquele cara em quem nos espelhamos na profissão. Mais tarde, admiramos nossa mulher, idolatramo-la. E enfim, os filhos, aqueles a quem adoramos sem saber até porque, apenas por existirem.

Mas também tem aquele tipo de ídolo que não conhecemos; um personagem, um cantor, e principalmente, para nós amantes do esporte, um jogador. E que fique bem claro, acho que todos que têm ídolos sabem bem disso, não idolatramos o melhor, o mais vitorioso, ídolo é aquele que mexe conosco quando defende nosso time. Aquele em que a gente se espelha.

Ontem o meu maior ídolo no futebol se despediu. Edmundo, um craque, um Animal! Não há uma vez que não veja ele com a camisa do Vasco que não me emocione. Chorei ontem sim, mas se até ele sucumbiu à emoção, como eu, um mero fã, iria me segurar.

Antes de continuar, quero deixar claro que não queria o Edmundo para genro, por favor, deixem esse tipo de julgamento para outro momento, o que eu quero dizer para vocês agora é que foi muito bom ter podido dar o Adeus que ele merece. O Vasco, especialmente sua torcida, deu show ontem.

Tudo foi perfeito. Ok, a luz poderia não ter acabado, mas até aquele apagão teve um ar poético, os canhões de luzes apontando para os bandeirões, o som da massa clamando por seu ídolo. Não mudaria nada, foi tudo como deve ser. Casa lotada, jogo tranquilo, goleada boa, e o craque despedindo-se do jeito que sempre foi. Uniforme sujo, correndo o jogo inteiro e gols.

Busco as palavras para tentar dizer o que eu senti ontem, mas não encontro, cada minuto, cada toque na bola que podia ser o último, cada coisa foi sentida por todos nós. Lédio Carmona, o comentarista da Sportv foi quase perfeito ontem, mas há que se fazer uma retificação histórica.

Romário pode ter sido melhor jogador, mais vitorioso, mas não caro Lédio, Edmundo não é tão ídolo quanto Romário, é MUITO MAIS ídolo que o baixinho. No coração vascaíno nem se disputa quem é mais. Ontem o mundo teve prova disso. O grito da torcida pedindo estátua para o Edmundo não foi provocação não, foi gratidão. Queremos poder sempre olhar para o craque imortalizado.

Edmundo agora maduro, deu declarações precisas antes, durante e depois da partida. Quando ele envolto na bandeira, lágrimas nos olhos, vira para a torcida e diz, “Eu nunca deveria ter saído daqui” podemos ver que naquele momento era exatamente isso que ele estava sentindo. Mas não Edmundo, palmeirenses, figueirenses, fiorentinos, eles mereciam ter um pouco do que temos. E você sempre voltou, o bom filho a casa torna, e com você não foi diferente.

E ontem, ver Edmundo, Felipe e Juninho juntos, foi como ir a um lugar maravilhoso de outrora. Como dizem, foi como se estivesse no meu happy place. Junto deles Prass e Dedé, indescritível.

Aí quando já estava tudo perfeito, gol de pênalti galera em êxtase vem o golaço, e que golaço, cá entre nós, nenhum jogador na ativa hoje no Brasil faria… e complementado com a rebolada.

Ah a rebolada… mal sabiam os flamenguistas o que os aguardava mais tarde na noite de ontem e tiveram que lembrar da rebolada.

Mas não é hora de falar de rival, Edmundo foi só mais uma vez Edmundo, craque, autêntico, genial!

Escrevi muito e disse pouco, acho que é normal quando temos tanto a dizer. Edmundo disse ontem às lágrimas, várias vezes, muito obrigado a nós, vascaínos. Não Edmundo, nós que temos que dizer Muito Obrigado! Você sempre será, no futebol, meu maior ídolo!

 

 

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