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Não é de hoje que notícias sobre violência em estádios ou com torcidas uniformizadas são destaques na mídia nacional ou internacional.

Mesmo assim, é impossível não ficar chocada com a brutalidade do que aconteceu nesta quarta-feira, na cidade de Port Said, no nordeste do Egito, durante a disputa de um duelo válido pelo Campeonato Egípcio.

Para quem ainda não sabe, logo após o apito final do árbitro, o campo foi invadido por torcedores dos dois times (Al Masry e Al Ahly).

O que se viu foi um verdadeiro atentado contra a vida. Embalados com a vitória de virada (3×1) sobre o atual campeão nacional (o Al Ahly – que ainda não havia perdido nenhum jogo na temporada), os torcedores do Al Masry entraram em campo e agrediram jogadores e comissão técnica da equipe adversária. Para não deixar barato, os torcedores do Al Ahly também invadiram o campo. Por fim, o que deveria ser uma festa acabou virando um campo de batalha – literalmente.  Pedras, fogos de artifício e garrafas foram arremessadas.

De acordo com o Ministério da Saúde do Egito, até agora o saldo da guerra entre os torcedores é de mais de 70 mortos e mais de mil feridos, sendo que destes 150 em estado crítico, a maioria com cortes profundos ou traumas.

A Federação de Futebol do Egito anunciou que o campeonato está suspenso por prazo indeterminado.

Esporte x guerra

Essa não foi a primeira e dificilmente será a última guerra que vemos dentro de um campo. Entretanto, já é possível afirmar que foi uma das maiores tragédias da história do futebol.

O Brasil não fica de fora desta triste realidade. Em 1988, o então presidente da Mancha Verde, Cléo Sostenes, foi a primeira vítima da briga de torcida no país, sendo assassinado com dois tiros.

Após este caso, muitos outros aconteceram. Um dos mais sangrentos e violentos casos ocorreu em 20 de agosto de 1995, briga entre as torcidas do Palmeiras e do São Paulo durante a final da Taça São Paulo de Juniores resultou em 101 feridos e um morto: Márcio Gasparin da Silva, um adolescente de 16 anos.

Punição

Cenas como estas devem ser a todo custo evitadas. Os dirigentes e governantes precisam tomar medidas mais drásticas para evitar novos tumultos e confrontos. É preciso que todos façam sua parte para que nossos estádios não se tornem mais campos de guerras. Que leis sejam criadas em todo o mundo para punir severamente os responsáveis por esse tipo de atrocidade e violência contra a paz e principalmente, contra a vida.

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