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Os brasileiros do Milan tiram foto com um iPad 2

O futebol é um dos únicos esportes no mundo que continua indo em direção contrária ao da tecnologia. Se no tênis os jogadores têm direito de saber se a bolinha foi boa ou não, no calcio ainda temos dúvida se a bola bateu no travessão e entrou ou se bateu e saiu.

Agora a decisão dos “cérebros” da Fifa é de proibir o uso de iPhone e iPads no banco de reserva, para tristeza do falecido Steve Jobs. Uma fonte de confiança me disse que o parecer final foi dado por Joel Santana, treinador do Bahia, que não quer abandonar sua prancheta por não saber mexer nos aparelhos da Apple.

Falando sério, o comitê “Task Force 2014” formado por Pelé, Beckenbauer, Savicevic, Hierro, Bobby Charlton, Cafu e Karembeu, se mostrou contrario ao uso da tecnologia entre os treinadores. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, sempre afirmou que uma das belezas do futebol é a discussão de bar: foi gol ou não, estava impedido ou não, etc.

O Task Force já fez mudanças interessantes no mundo do futebol. Em 1990, entrou em vigor a regra que proíbe o goleiro de pegar a bola com as mãos após o passe de um companheiro. O jogo ficou mais dinâmico e um recuo de bola errado pode ser fatal, como já vimos acontece algumas vezes. O Marcos, do Palmeiras, se lembra bem do gol sofrido contra o Vitória, pela Copa do Brasil.

A decisão, contudo, é hipócrita. Todos sabem que Zidane foi expulso na final da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, após análise da imagem vista por uma pessoa extra-campo. A inovação tecnológica chegou. Usada com critério é sempre sinônimo de melhoramento e progresso. Quando o futebol entender isso, pode ser um pouco tarde.

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