EUA elimina o Brasil (de novo)


Não foi dessa vez que a seleção brasileira feminina de futebol conseguiu vencer uma Copa do Mundo. O sonho canarinho foi adiado mais uma vez pelas norte-americanas que venceram nossa seleção nos pênaltis por 5 a 3 após empate por 1 a 1 no tempo normal e 1 a 1 na prorrogação.
No primeiro tempo, um lance infeliz da zagueira Daiane (marcou gol contra ao tentar cortar cruzamento rasteiro de Shannon Boxx) colocou a equipe brasileira em desvantagem no placar. O gol contra fez com que o time do Brasil tivesse que correr atrás do prejuízo.
Mas o empate só saiu no segundo tempo aos 19 minutos. Marta recebeu lançamento longo pela esquerda, deu um balão em duas adversárias ao mesmo tempo, mas foi parada por Buehler dentro da área: pênalti assinalado pela árbitra Jacqui Melksham e cartão vermelho para a zagueira.
E não é que a goleira Hope Solo acertou o canto e defendeu a cobrança de Cristiane. Mas a sorte do Brasil foi que a auxiliar viu a invasão na área da jogadora americana e mandou voltar a cobrança. Na segunda tentativa, saiu Cistiane e entrou Marta. Dessa vez não teve erro e o Brasil empatou.
Mas a vantagem numérica para o Brasil não fez muita diferença e o jogo ficou disputado até o apito final que levou o jogo para a prorrogação.

Prorrogação disputada e penalidades máximas

A prorrogação começou favorável ao Brasil. Logo no começo do jogo, o talento de Marta prevaleceu. A jogadora apareceu livre na área após cruzamento da ponta esquerda e com um toque encobriu Solo. Antes de entrar, a bola ainda tocou na trave.
Mas os EUA não se abateram e passaram o jogo inteiro correndo atrás do empate. Quase no final da partida, o que parece impossível aconteceu. Aos 16 minutos da etapa final da prorrogação, Wambach, a mais experiente jogada americana, aproveitou bobeira da zaga brasileira e subiu para cabecear na saída de Andreia: 2 a 2.

Nos pênaltis

As jogadoras americanas Boxx, Lloyd, Wambach, Rapinoe e Krieger foram bem e marcaram para sua equipe.
Já do lado do Brasil, as jogadoras Cristiane, Marta e Francielle marcaram. Daiane, que foi a terceira a bater, viu a goleira Solo defender sua cobrança. Final: EUA classificado 5 a 3.
“Qualquer uma das equipes poderiam sair com a vitória. Em alguns momentos estávamos melhores. Tivemos situações de gol não aproveitadas. Os Estados Unidos também tiveram momentos melhores de jogo. Em nenhum instante houve amplo domínio de nenhum dos dois lados. O jogo foi muito equilibrado”, disse o técnico Kleiton Lima.

Carrasco
Pela terceira vez em quatro jogos no Mundial, o Brasil perdeu para os Estados Unidos, carrasco também das duas últimas decisões de Jogos Olímpicos.
Agora os Estados Unidos enfrentam a França, na cidade de Mönchengladbach, na próxima quarta-feira, às 13h (de Brasília). Na outra chave da semifinal, a Suécia joga contra o Japão.

Nem tudo foi tristeza

Durante toda a partida, a cada vez que Marta, eleita cinco vezes a melhor do mundo, tocava na bola uma estridente vaia era ouvida no estádio. Entretanto a jogadora não se deixou abalar. Foi ela que marcou os dois gols do Brasil e com a façanha chegou a 14 gols na história dos Mundiais, mesmo número da alemã Prinz.
“Não tem resposta, nós não erramos. A gente tentou ate é o fim neutralizar as jogadas delas que eram as bolas na área, era o que elas poderiam fazer, mas jogar contra os EUA é isso, não dá pra dormir nenhum segundo. O Brasil sem dúvida é um time mais baixo e sai perdendo nesse quesito. Sobre as vaias não é primeira vez que fazem isso, eles me amam”, afirmou Marta com lágrimas nos olhos diante de mais um fracasso do Brasil.

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