Estréias e vitória, apesar da defesa

O Palmeiras hoje conseguiu um bom resultado e saiu de campo líder(pelo menos até amanhã) depois de uma vitória sofrida contra o fraco XV de Piracicaba. Apesar da cornetagem sobre a defesa(que de fato jogou muito mal), vamos lembrar que: a defesa hoje era: Artur, Henrique, Maurício Ramos e Gerley, ao passo que domingo era: Cicinho, Henrique, Leandro Amaro e Juninho, ou seja, era praticamente uma defesa reserva e a falta de ritmo e desentrosamento são até que compreensíveis, ainda mais considerando que é ainda o sexto jogo da temporada, sendo assim, farei apenas algumas considerações acerca do caso:

– O Deola falhou de forma bisonha no primeiro gol, porém nada que seja motivo de vaias(como ocorreu ao final do jogo). Ele é um goleiro seguro, e não tem por hábito ser estabanado, muito menos caçar borboletas, porém as vezes falhas acontecem e ele acredito que tenha crédito, ainda mais porque o time saiu vitorioso e ele também fez boas defesas.

– Maurício Ramos fez um lance ridículo ao chutar para o próprio gol uma bola que estava quase nas mãos do Deola. Dentre todos ali, ele é um dos poucos que deveria saber aproveitar melhor a chance, já que ele já tem muito tempo de clube e se quer recuperar a posição, não será jogando de forma insegura e com erros como esse que ele irá conseguir.

Indo ao jogo propriamente dito, dá pra ver uma coisa de positivo: o time tem mais recursos e opções, pois mesmo sem o Valdívia, que no ano passado, a cada jogo dele fora, era uma tristeza o setor criativo alviverde, hoje com o Daniel Carvalho(que a cada jogo vem mostrando melhor futebol), o time consegue manter o nível e ter boas opções de jogadas pelo meio também, o primeiro gol aliás foi a prova dessa mudança, com o Fernandão fazendo o papel de pivô(como bem disse sobre a vantagem dele no jogo de corpo) e passando para o Daniel Carvalho, que em boa jogada, passou pelos marcadores e tocou no contrapé do goleiro. O jogo com isso dava a entender que seria mais tranquilo, já que o time criava jogadas e parecia apenas questão de tempo até que ele aumentasse a vantagem, porém na falha já citada do Deola, o XV empatou e aproveitou-se da defesa reserva(que contava com a estréia de Artur) para levar perigo em contra ataques.

O segundo tempo marcou pela participação do sempre decisivo Marcos Assunção, que em mais um primorosa cobrança de falta, pôs o time novamente a frente. Novamente parecia que o time teria sossego, porém em mais um dos surtos de mexidas inexplicáveis, Felipão tira o Patrik(que de fato nem vinha jogando grandes coisas) e põe o sempre inexpressivo João Vitor, que  mais uma vez entrou e nada fez. Pouco depois promoveu a estréia mais esperada até o momento: tirou o Fernandão e pôs o Hernán Barcos, que teve uma atuação apenas discreta, primeiro pelo fato de estar fora de ritmo ainda, segundo porque não muito tempo depois, o Felipão tira o Daniel Carvalho e põe o Chico(me pergunto aqui: e o Pedro Carmona, que foi feito um baita esforço para que ficasse, não poderia ter entrado?) e com esse meio campo pavoroso, com 4 volantes, só podia mesmo dar m…: em jogada toda marcada por falha de marcação, o XV empatou com um ridículo gol contra de Maurício Ramos(aquele já citado também) e novamente dependemos do pé salvador de Marcos Assunção, que em outra precisa cobrança de falta, pôs a bola na cabeça do estreante Artur(que por sinal fez uma partida até que bem razoável, nada muito chamativo, mas também não comprometeu) para fazer o gol que selou a vitória palmeirense, mas não sem antes sofrer uma pressão desnecessária por parte do XV, pois já que não havia quem ligasse o meio com o ataque, o time vivia de lançar bolas e dá-las nos pés dos jogadores do XV, que aproveitavam e levavam perigo ao gol do Deola, que saiu-se bem, mostrando que mesmo com a falha no lance do primeiro gol, não se deixou abalar.

O jogo em si valeu pelas estréias(Barcos e Artur), para mostrar que o Palmeiras agora finalmente parece ter uma alternativa as inúmeras lesões do Valdívia, pois quando o Daniel Carvalho estiver 100%, será muito difícil tirá-lo do time titular e que a pontaria do Assunção continua como sempre.

Analisar a estréia do Barcos é difícil e até mesmo injusto, pois como esperar muitas jogadas de alguém que logo depois que entra, o técnico tira o único meia criativo do time e põe um volante de marcação, por conta disso, dá pra dizer apenas que valeu pela estréia propriamente dita e só.

O Maikon Leite vem mostrando-se peça importante para acelerar os ataques do time e apesar de ainda não estar na plenitude técnica(ainda vem errando muitos lances que não costuma errar) é outra peça importantíssima do time.

Começo de ano ainda é muito precipitado para se dar algum veredicto e o Paulista não é lá um grande parâmetro, porém o aumento de opções na montagem do time, dá mostras de que esse ano pode ser muito mais tranquilo do que o passado e principalmente que se possa almejar melhores resultados, porém isso passará pelas contratações prometidas pela diretoria, pois principalmente no caso do brasileiro e copa sul-americana, o elenco ainda é pequeno, porém para esse comecinho de ano, ele vai dando conta do recado.

 

2 ideias sobre “Estréias e vitória, apesar da defesa”

  1. A maior parte do jogo, na minha opinião, o Palmeiras jogou bem, MUITO BEM. Foi pro jogo, com raça e determinação. Esse tipo de jogo aberto (que lembra muito o Santos ANTES do Muricybol) traz deficiências defensivas, mas permite a criação, e mostramos que temos alternativa ao Mago neste quesito. Não é o tipo de jogo fechado que nos acostumamos a ver nos últimos tempos, mas começo a ver a identidade Felipão neste time. Esta identidade deixa a gente louco, porque traz inúmeros perigos e gols reais. Mas dá resultado, espero.

    1. Concordo totalmente com vc, a cara do time atualmente, nem de longe lembra aquela coisa pavorosa do ano passado, que sem o Marcos Assunção, dependíamos de sorte pra conseguir ganhar, é um bom sinal e que continue assim

Deixe uma resposta