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O jogo de sexta parecia mais que o time estava com a cabeça nas festividades do que no jogo, pois em vários momentos, se via um time desinteressado e sem criatividade. O momento onde ele mais mostrou disposição, foi durante os primeiros 45 minutos, pois ao sair atrás no placar, acabou tendo de buscar o resultado e não demorou tanto para empatar em mais um excelente lance de bola parada do Marcos Assunção, que cruzou e o lateral-artilheiro Artur se antecipou pra marcar. Nota ruim que ele acabou saindo machucado ainda no primeiro tempo, mas menos pior que não parece ser nada sério, mais uma prevenção. Depois do empate, Maikon Leite, que já vinha sendo destaque até o momento, passou a ser a principal arma ofensiva do time, caía pelos dois lados, tentava tabelas com o Barcos(com quem parece se entender muito bem) e alguns lances solo. Em uma boa jogada com Barcos, ele tabelou com o mesmo, entrou na área, ia direto para o gol, mas acabou sofrendo pênalti, que causou a expulsão do zagueiro do Guaratinguetá. Barcos cobrou e fez o gol da virada.

Voltando para o segundo tempo, esperava-se que o time ampliasse o marcador, aproveitando principalmente a vantagem numérica, porém o time nada fazia, tocava a bola de um lado para o outro, só esperando mesmo o tempo passar. O único a destoar era o Maikon Leite, que continuava a criar perigo e buscar jogo. Até conseguiu alguns lances, mas não conseguiram converter as chances em gol. O Palmeiras ainda tomava um ou outro susto, totalmente desnecessário devido ao jogo burocrático. Chegou ao cúmulo do Felipão com um a mais, quase tirar o Daniel Carvalho para por o Chico(aí eu me pergunto: o que leva alguém em sã consciência, com um a mais, contra um time muito mais fraco, tirar o ÚNICO meia realmente criativo e por um volante brucutu? até agora eu não entendi…), porém antes que ele cometesse essa sandice, o Maikon em outra excelente jogada, ia sozinho em direção ao gol e é parado por outro zagueiro adversário, que por ser o último homem, acaba expulso. Felipão então acaba tirando o mesmo Daniel e põe o atacante Vinícius(aqui outra dúvida: fizeram aquele esforço para manter o Carmona no elenco, porém ao invés de ele entrar nessa posição, raramente o Felipão o coloca, assim fica difícil o cara ganhar confiança), porém para surpresa de todos, quem sela a vitória é… JOÃO VÍTOR!!! Ele acerta um belo chute, faz 3 a 1 e dá o sossego(?) para o time, que continuava sem criatividade e com toques para o lado sem a menor objetividade.

Ainda teve tempo de uma falha do Deola no segundo gol do Guará, parecia que ele também já tava com a cabeça longe, porque não é do estilo dele tomar uns frangos do tipo.

De bom nesse jogo, poucas coisas: a vitória propriamente dita, o gol do Barcos(sempre bom para dar confiança), mas principalmente a atuação excepcional do Maikon Leite. Ele vem mostrando evolução jogo a jogo e mesmo sem ter marcado, foi basicamente graças à ele, que era um dos poucos que buscava jogo o tempo todo, que o time ganhou. Cavou duas expulsões, conseguiu um pênalti e com certeza merecia um gol para coroar a ótima partida. Uma boa notícia para o Palmeiras, que vinha tendo nele um jogador muito irregular, mas que nesse começo de ano vem tendo sempre atuações no mínimo razoáveis. Sempre buscando jogo e caindo pelas laterais, tentando tabelas, dribles, etc. Nesse ritmo vira titular absoluto e ninguém tira mais(nem o Luan, quando estiver recuperado).

Problema apenas que não tem um reserva que siga esse estilo de jogo do Maikon, ou seja, se ele se machuca ou é suspenso, o esquema tem de ser mudado. O time ainda carece de mais opções e pode ser que quando mais se precise, elas façam falta. Já passou da hora da diretoria continuar a buscar e trazer mais pelo menos 2 jogadores.

Sobre o ambiente: é notável o sossego dos jogadores, sem envolverem-se em polêmicas desnecessárias, que davam o tom do time ano passado, ponto para o César Sampaio, que conseguiu tornar-se esse intermediário e ficar como um “pára-raios” de problemas e rusgas que possam surgir entre comissão técnica e diretoria. Ele pode ainda estar apanhando um pouco no quesito contratações, mas o simples fato de ter conseguido apagar o incêndio que eram os bastidores do time, já dá a ele um crédito absurdo. Com o tempo deve tornar-se um diretor ainda melhor.

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