Dossiê futebol/seleção nacional – STJD

Hoje continuaremos com o dossiê sobre o futebol nacional e uma das instituições que mais gera o descrédito no
nosso futebol: o STJD.

Nada mais político do que esse tribunal, que toma decisões sem nenhum critério, coloca muitas vezes casos iguais
com pesos diferentes e sempre analisa a punição de acordo com o peso de cada clube na CBF.

Já foi responsável por tantas viradas de mesa no futebol nacional, se não diretamente, como no caso Sandro
Hiroshi, do Héverton, indiretamente, como em tantas viradas de mesa onde ele simplesmente fechou os olhos e
ignorou as manobras utilizadas para manter esse ou aquele clube na primeira divisão.

É o tipo do lugar que gosta de jogar muitas decisões para a mídia, como mais recentemente no caso Petros, onde
primeiro pune por 6 meses, depois baixa para 3 jogos e ao mesmo tempo julga um caso parecido, como foi o do
Guerrero e absolve! A falta de critério e a discrepância entre a decisão em primeira instância e a decisão final é algo tão gritante, que é até difícil levar a sério quando uma decisão elogiável é tomada(haja visto que querendo ou não houve de fato uma agressão, então se a lei prevê algo muito rigoroso, que a lei seja revista, mas se ela está lá, o mínimo que se espera é que haja um cumprimento da mesma).

Hora toma decisões com grande rigor, como foi o caso do escândalo do apito com o Edilson Pereira de Carvalho,
onde os jogos foram simplesmente anulados, hora dá punições brandas, como foi o caso do Vasco x São Caetano, onde
o time vascaíno, depois do absurdo que cometeu em superlotar o estádio, ter o jogo anulado por conta da situação
caótica que virou o evento, teve apenas o jogo remarcado, quando se previa uma pena de declarar o visitante(no
caso o São Caetano), vencedor da partida(decisão que até foi aventada, mas obviamente que um clube que tinha como presidente o Eurico Miranda, nunca que sofreria tal punição).

Decisões de uma maneira geral, como punições por agressão, julgamento de expulsões e até problemas de brigas em
estádio, sempre são julgadas de forma política. Se por acaso for um time de menos expressão, a certeza do caminho natural da punição é imenso, porém se for um clube de mais peso(vide os 12 grandes), a
chance de um abrandamento da pena é gigantesco. Pode até ser que em um primeiro momento a pena seja rigorosa, até
como forma de mostrar que eles punem, mas como já se foi visto inúmeras vezes, logo depois quase sempre a pena
tende a ser reduzida a um jogo ou outro e diversas cestas básicas.

Nesse ponto é que notamos a grande semelhança da justiça desportiva com a justiça comum, onde a justiça é para
todos, mas a punição, somente para alguns, e claro, sempre os mais humildes. Vale essa comparação aqui apenas para
mostrar que muitas vezes os desmandos no esporte são apenas um reflexo do que ocorre fora dele.

Tudo isso dá muita margem a desconfiança, pois sempre que houver uma punição, será levantada a questão: “tá tudo
armado!” E mesmo que não esteja, fica muito difícil tirar essa dúvida, até por não haver uma lógica e uma
igualdade de rigor nas punições.

Fatalmente isso tira a credibilidade dos campeonatos e por consequência os desvaloriza, pois muitos torcedores
podem acabar deixando de assistir, acreditando em uma armação ou um direcionamento de situações visando favorecer
esse ou aquele clube.

Aqui é mais um caso da situação que deve, mas que não será sequer mexida, pois assim como a cúpula da CBF, o STJD
está bem protegido e pode continuar a fazer seus desmandos sem que ninguém o importune, afinal quem poderia (e deveria) intervir, compactua com as muitas vezes absurdas decisões que esse tribunal político toma. Mais uma mostra como a situação do futebol aqui é muito difícil de mudar.

Deixe uma resposta