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E então chegou o dia que todos que olharam com frieza para a tabela no dia do sorteio dos grupos, previram. Os dois maiores finalistas de copa (sete cada) decidirã qual é a seleção que a finais chegou. Os alemães chegaram a sua quarta semifinal seguida. Uma que os levou para a final (2002) e outras duas que levaram a disputa de terceiro lugar, em 2006, com a Copa sendo disputada em sua casa, e em 2010 com a seleção que estava sendo preparada para a disputa deste mundial no Brasil. Quem vencerá? Há favoritos? Não sei responder estas perguntas e nem quero fazer isto. Porém, vamos analisar algumas situações que poderão ocorrer no jogo de hoje.
A escalação brasileira, acredito, será feita com o objetivo de melhorar a presença do jogo de meio de campo, o que não tem ocorrido na seleção brasileira e é o ponto forte alemão. A equipe bávara tem aproximadamente, ao longo da copa, o dobro de passes acertados em relação ao Brasil, cerca de 2000 contra 1000. Desta forma, (caso isto ocorra) com a escalação de três meio-campistas defensivos, pode-se dizer que o jogo de meio campo se equilibrará.
A Alemanha deverá manter Klose no comando do ataque? Creio que sim. O técnico alemão ao optar por Lahm, na lateral, acredita que precisa ter um finalizador na área para aproveitar os cruzamentos do capitão.
Por falar em cruzamentos, é das laterais (ou pontas como preferem os mais clássicos) que acredito que o jogo se definirá. Positivamente para os germânicos através da lateral direita e negativamente pela esquerda. Creio que o Brasil tentará superar a defesa alemã , pela direita, através de Hulk, fazendo dobradinha com Daniel Alves, que com o retorno de Luis Gustavo, faz Felipão acreditar que pode abrir mão do poder defensivo de Maicon. Big Phill acredita que pode fazer estragos jogando contra o zagueiro improvisado na lateral esquerda Höwedes.
Outra jogada brasileira que poderá ser eficiente, como ainda não foi neste mundial, serão as bolas diretas de David Luis para o ataque, já que a defesa alemã joga bastante avançada, acreditando no auxílio do “goleiro – líbero” Neuer.
Outra dúvida que surge é: Poderão os ataques de Lahm evitar as ofensivas de Marcelo pela esquerda? Acho que sim, e aí, o Brasil dependerá de um sistema de cobertura, que ainda não foi treinado, feito pelo trio defensivo de meio campo (Paulinho, Luis Gustavo e Fernandinho), já que Marcelo, historicamente nunca foi um grande defensor.
Uma questão que tem intrigado os alemães é a insistência de Löw com Özil. Muitos acreditam que Götze está sendo mais útil ao time quando entra. Talvez, se a disputa em meio de campo estiver igualada, o diferencial possa ser a entrada do jogador do Bayern.
Não há como fazer um prognóstico sobre este jogo. O quanto a saída de Neymar impactará o desempenho brasileiro não se sabe. Tão pouco o papel do fator “casa”. Do lado alemão, jogar contra um time com tanta tradição terá influência? De minha parte, ficarei analisando minhas reações ao decorrer do jogo. Ainda não sei por qual das minhas duas pátrias torcerei, somente sei dizer, que independentemente do resultado “domingo vou ao Maracanã, torcer pelo time que sou fã…”

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