Centenário 2014: o ano que deve ser lembrado para nunca mais ser repetido

Finalmente terminou o brasileiro e para os palmeirenses é um grande alívio pelo fim da tortura q virou esse ano do centenário. O time se salvou com uma campanha tão patética, que dá até vergonha de analisar, além de ter a pontuação de corte mais baixa da história: 40 pontos. Se salvou mesmo porque os outros 4 eram medonhos de ruim e fizeram ainda mais força para conseguir cair(o Vitória conseguiu ainda perder para um Santos que não batia em mais ninguém).

Time sofrível, com muito jogador ruim e outros ainda piores. Como disse aqui há um tempo atrás, muitos poucos se salvam, cerca de uns 10(de diferente do que falei antes, só incluiria o Valdívia, que independente de tudo, em todas vezes que entrou, se entregou e se dedicou no jogo. Dependendo do valor que pedir, acho que deve renovar), nem o Dorival(a quem eu achava bom há alguns anos e hoje acho um técnico de médio pra ruim).

Sobre o time, de cara já se deve pegar e dispensar(indo pelas posições): Deola, Bruno, Jailson, Wendel, Lucio, victorino, Juninho, Eguren, Washington, Felipe Menezes, Mendieta, Bruno César, Wesley, Diogo, Mazinho e Leandro. Esses 17 apenas para começar, não só reforçariam muito o time, pois não se teria mais o risco de eles entrarem em campo, como aliviaria de forma considerável a folha salarial do time, dando abertura para que jogadores mais qualificados ocupem esse espaço.

Daquele show de horror que foi a partida contra o Furacão, o que se pode ressaltar são os 5 jogadores da base que iniciaram o jogo. João Pedro e victor Luis foram razoavelmente bem no ataque e defesa(eles ainda tem alguns pontos a serem corrigidos, mas até pela tensão da partida, foram muito bem), o zagueiro Nathan(ele fazia a dele e do Lúcio até sair machucado. Dos 5 é o que evoluiu mais rápido, tem muito potencial e hoje fez um partidão), além do volante Renato e do zagueiro improvisado de volante, Gabriel Dias. Ambos foram bem, apesar de terem sentido um pouco mais do nervosismo e muitas vezes terem ido demais para frente, sem voltar para recompor a defesa. Os erros que eles cometeram, entram na questão do perdoável, afinal eles entraram em uma baita fria e ainda conseguiram, não só jogarem melhor que os imprestáveis que estavam no lugar deles, como mostrar muito mais raça e entrega, valorizando e muito a camisa que vestem.

Analisar a gestão do Nobre(que foi reeleito) nesses primeiros dois anos é quase como olhar essa partida: improvisos, soluções ruins e muitos erros de planejamento.

Para a próxima gestão, o que se espera é o mínimo: competência e aprender com os inúmeros erros cometidos.

Para ser justo, deve-se enaltecer a boa renovação do Avanti, que agora virou realmente um bom programa de sócio torcedor, do rompimento com as organizadas(que espero que continue) e só. De resto foram tantos erros(já citados muitas vezes aqui) que vou me alongar muito se descrevê-los, para começar, vou colocar os pontos a serem melhorados(alguns que já estão em curso, serão melhor detalhados no próximo post, onde farei um resumo dessa primeira semana pós brasileiro e o que já foi feito, que devo dar o braço a torcer, foi um bom começo, mas que depois desses dois anos é sempre bom aguardar mais):
– Trocar toda direção de futebol do time(já está em curso)

– Trocar toda comissão técnica(está em curso)

– Dispensar pelo menos os 17 jogadores citados(alguns foram ditos que não ficam, mas oficialmente nenhum ainda saiu).

– Remontar o elenco com pelo menos 11 peças novas, sendo boa parte para o time titular: goleiro(reserva), lateral direito(titular/reserva), zagueiros(sendo um titular/reserva e outro reserva), lateral esquerdo(titular/reserva), primeiro volante(titular), segundo volante(titular), meia(titular), meia(reserva) atacante(titular/reserva) e centroavante(titular). Essas peças seriam desde jogadores para revezarem com alguns jovens que entraram bem, até para chegarem e já assumirem a posição, além claro daqueles que seriam reservas qualificados para os titulares do time.

– Conseguir um bom patrocínio master.

– Deixar o Paulo Nobre fora das negociações(está em curso). Essa coloquei principalmente pelos desastres que aconteciam quando ele se intrometia nas mesmas.

– Procurar investir em bons planos de marketing, para conseguir não só aumentar o número de sócios, como também aumentar a renda com a venda de produtos licenciados.

Basicamente seria essa a “receita do sucesso”, pois com isso também viriam algumas coisas na onda, como maior visibilidade(time melhor, mais jogos transmitidos), assim como melhor público no estádio(as duas primeiras partidas no Allianz Parque, tiveram resultados realmente animadores, tanto em público, como em renda), assim como ficará muito mais fácil atrair jogadores, pois eles terão um atrativo a mais, que será atuar em um time forte, capaz de disputar títulos e não ficar no meio da tabela e sofrendo pressão.

O centenário foi uma verdadeira lástima, mas que pelo menos ele possa servir como um ponto de partida, para quem sabe o palmeirense possa, ao final do século XXI, ver o time ganhando o título de “campeão do século”, assim como foi no passado.

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