Cem por cento e sem salário

Vocês estavam achando que eu não estava mais aqui, não é mesmo? Pois é, mas não, estou aqui, e nesse ano com novidades. Infelizmente a correria do dia a dia, algumas mudanças na vida pessoal, e trabalho, muito trabalho me afastaram do prazer que é dividir este espaço com vocês, mas hoje volto a senti-lo já neste primeiro parágrafo.

A primeira e maior novidade, é que antes o que era uma possibilidade, agora é uma obrigação. Terei que usar este espaço, não só para informá-los e debater com todos o futebol Catarinense, mas também, conversaremos, e bastante, sobre o Vasco.

Quem assiste aos programas sabe que a Cruz de Malta está encravada no meu peito, e poder elogiar e, principalmente, conetar o Vasco será uma delícia.

Fiquem tranquilos, o futebol e o bom senso serão sempre mais importantes que o carinho clubístico. Não usarei o nosso espaço para provocações infames, tampouco para fazer propaganda do meu time. Com o tempo vocês verão. Quem leu meu blog sabe que posso até falar coisas que não concordem, mas sempre buscando a (minha) razão.

Passada a introdução a este novo ano, podem ver que não havia imagem melhor para simbolizar o momento do Vasco. Se há algo hoje que os vascaínos têm que ninguém no Brasil tem é um ídolo como Juninho Pernambucano. Já escrevi sobre ele, mas sempre será pouco. Vida Eterna ao Rei!

Já digredi demais. Vamos ao que interessa. Vascão, 3 jogos, 3 vitórias, nenhum salário. Como assim? É assim mesmo.

Uma vergonha. Não se pode ficar a mercê da liberação de dinheiro público para honrar seus compromissos, estamos em 2012, ano passado o Vasco foi Campeão da Copa do Brasil, vice do Brasileiro e semi-finalista da Sul-Americana. Não dá!

Não há pessoa no mundo que me convença que os empresários não querem por dinheiro no Vasco. Uma marca que vinha manchada há muito, e hoje está em assombrosa ascensão. A verdade é que o nosso Presidente, eterno ídolo dentro do campo, é um dirigente muito fraco, muito ruim. E isso reflete em todas as esferas.

O problema é mais complicado e de intrincada solução. Mas ainda assim, muitos se surpreendem com a campanha, apesar de estarmos no início, de três vitórias em três jogos.

Esse pequeno retrospecto se responde facilmente. Primeiro com a fragilidade dos adversários, cá entre nós, Bangu e adjacências são ruins demais. É obrigação de qualquer time grande vencer. Que me desculpem Flamengo, Fluminense e Botafogo.

Outro ponto, e esse sim é delicado, é que o time do Vasco está muito junto, muito unido há tempo, e esse clima faz com que o elenco “guente” esse tranco mais tempo. A motivação do grupo é muito mais entre eles e com a torcida do que uma coisa com a diretoria. Há uma parceria nítida entre os jogadores, que POR ENQUANTO não se afetou.

E friso o por enquanto, pois é isto que me preocupa. Acho que o Vasco está gastando esta carta muito cedo. Um mês, uns jogos, um time assim consegue, mas como será daqui a três meses, no meio da Libertadores? Se continuar assim, já adianto, não vai rolar.

É melhor a diretoria passar o chapéu e honrar seus compromissos, pois a Libertadores está chegando, o time é bom, mas sem salário, sem condições e os cem por cento não durará muito mais, e o Vasco perderá o seu momento.

 

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